07. outubro 2009 · 1 comment · Categories: Aborto

 

 

         O jornal El Mundo, trouxe em 19 de dezembro de 2003 uma crônica de Jane Roe, sob o titulo de “A pioneira do aborto arrependida” .         Em 22 de janeiro de 1973 a Suprema Corte dos Estados Unidos reconheceu o direito ao aborto de Jane Roe, nome fictício para proteger Norma McCorvey, uma mulher de Dallas, soltera, pobre, maltratada e que usava drogas. O Texas estava, então, entre os Estados que condenavam com até cinco anos de prisão a mulher que abortasse. 

 

         A sentença Roe contra Wade chegou tarde para que a jovem interrompesse a sua gravidez, mas o seu caso extendeu o direito do aborto a todo o país. Trinta anos depois,  Norma McCorvey, que agora tem 55 anos, luta pela vida e renega todo o seu passado, se converteu ao catolicismo e criou um grupo anti-aborto, chamado “Roe nunca mais”. “Tudo mudou quando me converti ao cristianismo”, explicou Norma a CRONICA por telefone.

 

         Por que motivo abandonou a causa que defendeu durante 20 anos? Simplemente compreendi que não se pode tomar a vida de uma criança e matá-la, isto não é para os que creem em Deus. A primeira vez que fui à Igreja, um sábado à noite, acompanhada de duas meninas pequenas, senti que tinha de pertencer a esta comunidade e renegar tudo.

 

         Você se arrepende de tudo o que fez em sua vida anterior?

Por sorte, eu não cheguei a abortar. Agora aconselho as mulhers desesperadas. Minha missão na vida é ajudá-las a evitar que abortem. Você não admite o direito ao aborto em absoluto, nem mesmo em casos de estupro ou perigo para a vida da mulher?

Não há nenhuma diferenaça. De qualquer forma, continua sendo um assassinato.

 

         Durante 17 anos McCorvey permaneceu no anonimato. Deu a seu filho em adoção e tentou seguir adiante. Para os grupos pró-aborto, ela era uma heroína; para a frente anti-aborto, o simbolo da degradação do país. Somente nos anos 80 revelou o mistério de quem era Jane Roe. Então escreveu um livro e se voltou ativamente à defesa do direito que ela havia conseguido para todas as americanas. Inclusive trabalhou em clínicas abortivas como conselheira. Neste tempo, segundo conta agora, tentou várias vezes os suicídio e se entregou às drogas pela dor de consciência de haver sido a causa da perda de tantas vidas.

 

         Em 1995, Norma deu um giro radical a sua vida e surpreendeu aos ativistas das duas partes. Foi batizada e se uniu a um grupo ultra cristão contra o aborto chamado Operação Resgate.

Norma entrou em contato com eles quando a Associação abriu uma delegação justo ao lado de uma clínica onde trabalhava. Uma cura mudou a sua vida, e ela decidiu renegar tudo o que havia sido em suas últimas quatro décadas.

 

Inclusive o seu lesbianismo. Norma tinha vivido durante 30 anos com Connie Gonzales, sua única parceira desde que as duas se converteram ao catolicismo. Continuam partilhando a vida e a profissão, mas Norma agora vê a homossexualidade como pecado. Connie controla de perto todos os movimentos de Norma, é sua sombra constante. A protege da imprensa, das críticas e do que haja falta. Filtra suas chamadas telefonicas e basicamente vive para ela. É tão radical em suas posições como Norma. “Quando passou o que passou, não havia grupos como nós que ajudaram a mulheres” explica Connie sobre Texas, um dos estados mais conservadores do país. 

 

Segundo ela Norma caiu nas garras das advogadas pró-abortistas porque não havia médicos e nem ativistas que lhe deram apoio.Neste país, todo mundo cuida das mulheres como ela, muitos pessoas defendem a vida. Não sei como é no resto do mundo”, conclui Connie. “Sou ex-lebiana, ex-pró-abortista, ex Jane Roe”, disse  Norma em um documentário. Sou uma ex de tudo, parece que quanto maior sou, mais ex me volto”.

 

Como justificação a seus anos de ativismo pró-aborto, afirma que foi manipulada por “advogadas ambiciosas” que utilizaram a uma garota desesperada para fazerem-se famosas e conseguir seus propósitos, e que depois abandonaram.  Em 1969 ela estava só, tinha deixado o Colégio e já tinha dado filhos para adoção. As advogadas Sarah Weddington e Linda Coffee, a convenceram para que denunciasse ao fiscal de Dallas, Henry Wade, e lutar pelo direito de abortar no Texas. E assim nasceu Roe contra Wade: segundo Norma, um acúmulo de mentiras. Disse a suas  advogadas que a haviam violentada, com a intenção de que a Justiça fosse mais rápida em seu caso. Anos depois confessou que não era certo: sua gravidez foi fruto de “uma simples aventura”, segundo declarou em uma entrevista no 25º aniversário da sentença, em 1998.

 

         No começo dos anos 90, começou a decepcionar-se das campanhas e da clínica; não suportava a pressão de todas as mulheres que a cercavam para lhe dar graças por haver permitido que elas pudessem abortar. Quando começou a trabalhar com o grupo católico, toda a sua vida até o momento lhe pareceu um erro. “Caiu da bandeira de símbolo do aborto, e fui direta aos braços de Deus”, explica uma ativista católico na página web de “Roe nunca mais”.  Assim Norma se converteu em porta voz de sua causa e publicou um novo livro contrário a tudo que tinha feito antes: “Won by Love” (Vencida pelo Amor).

 

         Faz cinco anos, declarou no subcomitê constitucional dirigido por John Ashcroft, então senador e ativista anti-aborto que recolhia testemunhos para combater a decisão do Supremo Tribunal. Este é o aniversário de uma trajédia” disse o hoje fiscal geral dos Estados Unidos. “Foram perdidas  37 milhões de vidas de crianças que nunca conheceram o calor do abraço de um pai ou a força do carinho de uma mãe”.

 

         Norma McCorvey disse rezar cada ano que passa para que não chegue o aniversário seguinte. No portal da página web dos defensores da vida há uma imagem de um feto, acompanhada da frase: “Eu sou americano”. Patriotismo e anti-aborto em uma combinação perfeita.

 

 

07. outubro 2009 · 5 comments · Categories: MST

 

 

A Imprensa falada e escrita noticiou amplamente nos últimos dias as cenas de vandalismo, barbárie, de integrantes do MST que invadiram a Empresa Cutrale, produtora legal de suco de laranja, destruindo criminosamente uma plantação de laranja da melhor qualidade e produtividade. As cenas podem ser vistas no vídeo da Folha de São Paulo – www.folha.com.br/092793.

 

 

Tal ação de  barbarismo, levou até os ministros interlocutores do MST no governo federal, o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, a condenarem a invasão e a destruição dos pés de laranja; Cassel chamou a ação de “grotesca” e “injustificável”. “O movimento tem errado muito e espero que uma situação grotesca como essa o faça refletir sobre as suas ações. Ele tem se isolado, tem perdido o apoio social”, completou o ministro petista. “A minha reação foi de indignação. Não tem razão para isso”, disse Hackbart. (Folha de SP – 07/10;2009)

 

Na semana passada, o Congresso Nacional arquivou uma CPI para investigar as verbas públicas destinadas ao MST, sendo que esta entidade nem legal é, não tem sequer CNPJ, mas recebe verbas do governo. Como entender que uma entidade fora da lei, que pratica ações criminosas como foram vistas por todos, pode receber recursos do governo, dinheiro do povo?

 

 O ministro Cassel admitiu: “Atrapalha [a atualização]. É o legítimo tiro no pé. Uma ação que parece alienada em relação à realidade. É difícil encontrar um adjetivo”.

 

A senadora Kátia Abreu  começou a recolher assinaturas para a criação de CPI que investigue as contas do movimento. “Peço uma reação dura contra o MST, que consigamos rever a CPI”.

 

Não é a  primeira vez que cenas desse tipo se repetem; outrora foi a invasão de um instituto de pesquisas agrárias, onde os integrantes do MST quebraram tudo, destruíram computadores dos cientistas, incubadoras de plantas, etc. Foram cenas de vandalismo e que parece não terem sido tomadas providências adequadas para punir os culpados. E assim, essa impunidade vai realimentando esse tipo de ação criminosa, que se repete por parte do MST. E se isso se repete, `a luz do dia, e sob as câmaras de jornalistas, é porque o MST tem “costas quentes”; é sem dúvida apoiado por autoridades que deveriam primar pela defesa da lei e da ordem.

 

O pior de tudo para nós católicos é saber que esse movimento – MST- teve os seus mentores e fomentadores dentro da nossa Igreja, como por exemplo, frei Betto, em oposição ao que ensinam os Papas. É bom relembrar que os Papas sempre condenaram as invasões de terra e de propriedades alheias. Vejamos, por exemplo, o que disse o inesquecível Papa João Paulo II:

 

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, na visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996:

 

“… mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.”

 

2 – Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil:

 

“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça que pretendiam resolver”.

 

Como entender, então, que ainda hoje, alguns padres, e até mesmo alguns bispos, apóiem esse nefasto movimento e suas ações depredadoras?. Que alguém nos responda.