MOÇÃO APOIO APROVADA EM ITAICI PELAS 46 DIOCESES DA REGIONAL SUL 1 DA CNBB

 

Publicação autorizada pela Comissão Regional em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB

 

 

 

“Na Trigésima Primeira Assembléia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, nós, Povo de Deus, reunidos de 16 a 18 de outubro de 2009 em Itaici, Indaiatuba, SP, viemos a público manifestar nossa indignação diante do sucedido com os

deputados federais Luis Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC), que foram processados, julgados e condenados pela Comissão de Ética de seu partido à pena de suspensão de suas atividades parlamentares, retirados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e ainda instados a retirarem todas as suas iniciativas legislativas que defendem e promovem a vida humana.

 

Os deputados foram punidos por assumirem a defesa do direito humano primário: o direito à vida do inocente indefeso, desde a concepção.

 

O proceder do Partido dos Trabalhadores, como de qualquer outro partido, que se comporte da mesma forma, demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência, garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do Estado Democrático, além de violar o direito fundamental à vida desde a concepção, garantido pela Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), homologado pelo nosso Congresso Nacional em 1992, e contrariando frontalmente a a mensagem central do Evangelho.

 

[...]

 

Manifestamos nossa solidariedade e apoio aos deputados pelo testemunho exemplar de cidadania e profunda consciência humana e cristã, bem como apoiamos a instalação na Câmara dos Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, para investigar a prática do aborto clandestino, sustentado pelo financiamento e interesses estrangeiros, que querem impor ao Brasil e à América Latina a política perversa do controle populacional.

 

Se quisermos sustentar um fundamento sólido e inviolável para os Direitos Humanos, é indispensável reconhecer que a vida humana deve ser defendida sempre, desde o momento da fecundação (Documento de Aparecida, nº 467)”.

 

 

3 Comentários

  1. Fabiana Coutinho

    Ai de mim se eu me calar diante da questão do aborto.Como católica, grito para o mundo ouvir: Aborto é ato horrendo e inadmissível em qualquer situação.Parabéns aos deputados que não se calam e lutam para que este crime acabe por vez.
    Sem estas histórias de que “até 3 meses,mães crianças de 9 anos…”
    A lei de Deus é clara : ” Não matarás”.A lei dos homens pode querer amparar alguns casos , mas não estariam amparando o crime de forma mais amena?
    Não é direito de médico nenhum retirar a vida de alguém.Clínicas de aborto deviam ter uma faixa estampada em suas portas,com a seguinte frase : Faz-se aqui assassinatos de almas e extermínios de corpos.
    A vida começa na fecundação.Se cessam uma vida , violou-se o mandamento .No caso também de crianças sem cérebro, como podemos descartar vidas como se fossem objetos com defeito? .Esta visão é centrada no medo e somente neste medo mundano da morte corporal.Não estará Deus olhando também por aqueles sem cérebro e com deformidades? Se damos amor a estes pequeninos , estamos seguindo os propósitos de Deus.Dar amor e não descartar é a ordem, ainda que vivam tão pequenos instantes conosco.A morte corporal pode até ocorrer se a deformidade for muito grave, mas se cumprirmos o mandamento maior amando estes nossos próximos tão pequeninos, não poderíamos sonhar que estes bebes estariam nos esperando no céu, no fim de nossa vida aqui?Vamos dar amor a toda criatura e permitir a vida sempre, em qualquer situação.Pela vida sempre!Lutem deputados, lutem pelo fim do aborto, que Deus ajude-os nesta caminhada e não parem, ainda que sejam suspensos de suas atividades.Sempre quando difícil for continuarem a caminhada, fechem os olhos e pensem na imagem de um bebê , no ventre de sua mãe, dizendo assim para vocês: Ei , você aí: Me ajude a nascer!

  2. Olá caríssimo professor!

    Sou estudante da Universidade Federal de Viçosa -M.G. e no ultimo mês tivemos a visita de mulheres feministas e da organização denominada “católicas pelo direito de decidir” que vieram falar a favor da legalização do aborto. (Neste site tem a cobertura do evento: http://www.ufvpensaufv.ufv.br/site/)
    Naquele momento essa realidade nos incomodou bastante, fizemos uma manifestação “contra” no momento da palestra, mas no nosso coração ficou o grande desejo de algo mais!!!! Pretendemos fazer uma palestra ou atividades relacionadas ‘a favor da vida’ e depois de ler seu artigo sobre a exploração de mulheres, pensei que o tema ‘defesa da mulher e da família’ também poderiam fazer parte.
    Abro meu coração neste assunto, pois sei que estamos juntos nessa luta e portanto conto com suas orações e apoio!
    Forte abraço!
    Que o Espírito Santo renove Sua presença em sua vida!!!!

  3. cOMO ADVOGADA, NÃO POSSO ME CALAR DIANTE DESSE CRIME A UM SER HUMANO EM FORMAÇÃO E INDEFESO.
    TEMOS NA IGREJA CATÓLICA TODAS AS ARMAS CONTRA O INIMIGO.
    VEJA A HISTÓRIA DE SANTA JOANA, QUE DEU A VIDA PARA QUE A SUA FILHA NASCESSE.

    DIA 28 de abril

    Santa Joana (Gianna) Baretta Molla
    Na família italiana dos Baretta de Milão, os treze filhos foram reduzidos a oito pela epidemia da gripe espanhola e por duas mortes ocorridas na primeira infância. Desses oito, saíram um a pianista, dois engenheiros, quatro médicos e uma farmacêutica. Um dos engenheiros, José, depois se fez sacerdote, e dois médicos fizeram-se religiosos missionários: madre Virgínia e padre Alberto.

    Gianna Baretta, para nós Joana, a penúltima dos oito, nasceu no dia 4 de outubro de 1922 na cidade de Magenta, onde cresceu e se formou médica cirurgiã, com especialização em pediatria, concluída 1952. Porém preferiu exercer clínica geral, atendendo especialmente os velhos abandonados e carentes. Para ela, tudo era dever, tudo era sagrado: “Quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo”, dizia.

    Em 1955, ela se casa com Pedro Molla. O casal vive na tradição religiosa familiar: missa, oração e eucaristia, inserida com harmonia na Modernidade. Joana ama esquiar na neve, pintar e a música também. Ela freqüenta o teatro e os concertos com o marido, importante diretor industrial, sempre muito ocupado.

    Residem em Magenta mesmo, onde Joana participa ativamente também da vida local da Associação Católica Feminina. Os retiros espirituais são momentos de forte interiorização e ela é a verdadeira colaboradora dessas novidades felizes da comunidade católica. Vive essa atribuição como sua missão de médica.

    Nascem os filhos: Pedro Luiz , Maria Rita e Laura . No mês de setembro de 1961, no início da quarta gravidez, é hospitalizada e então é descoberto um fibroma no útero. Diante da gravidade, sempre mais evidente, do caso, a única perspectiva de sobreviver é renunciar à gravidez, para não deixar órfãos os três filhos. Mas Joana possui valores cristãos firmemente consolidados e coloca em primeiro lugar o direito à vida. E assim decide, com o preço da sua vida, ter o bebê.

    Joana Emanuela nasce e sua mãe ainda a segura nos braços antes de morrer, no dia 28 de abril de 1962. Uma morte que é uma mensagem iluminada do amor em Cristo.

    Após sua morte, o marido lê as anotações pessoais de Joana que antecediam os retiros espirituais, e descobre sua conexão indissolúvel com o amor, o sacrifício e a fé inabalável.

    Ao proclamar santa Joana Baretta Molla, em 2004, o papa João Paulo II quis exaltar, juntamente com seu heroísmo final, a sua existência inteira, os ensinamentos de toda uma vida no seguimento de Jesus, exemplo para os casais modernos.

    Joana Emanuela, a filha nascida do seu sacrifício, em pronunciamento nessa ocasião, disse: “Sinto em mim a força e a coragem de viver, sinto que a vida me sorri”. Ela ainda disse que rende homenagem à mãe “dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos”.

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