BUENOS AIRES, 20 Nov. 09 (ACI) .- Um grupo de ativistas homossexuais atacou o Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha de La Plata, quando o Arcebispo local, Dom Héctor Aguer se encontrava celebrando uma Eucaristia.

Conforme informou a agência católica argentina AICA, os ativistas –integrantes da Marcha do Orgulho Gay- “gritaram insultos à Igreja católica e a seus ministros, e realizaram inscrições com pintura na fachada e nos degraus da escada do Centro Cultural”.

Os ativistas escreveram lemas ofensivos contra a Igreja como “igreja lixo”, “a única igreja que ilumina é a igreja que arde”, e outros.

Os fatos ocorreram no sábado passado, quando Dom Aguer, presidia a Missa de encerramento da XI Exposição do Livro Católico em La Plata, que permitiu a grande quantidade de visitantes percorrer a mostra com mais de 10.000 volumes de uma centena de editorias, expostos em forma temática.

A celebração eucarística se realizou no auditório do primeiro piso do Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha e contou com a participação de um numeroso público.

MEXICO D.F., 19 Nov. 09 (ACI) .- O destacado jornalista Carlos Vila Roiz, escreveu um artigo de opinião no qual pede aos mexicanos conhecerem sua história e não acreditar nas supostas “profecias” sobre o fim do mundo que roteiristas de Hollywood atribuem aos maias no filme “2012″ mas que em realidade nunca existiram.

No artigo publicado por “Impacto El Diario” e recolhido pelo Sistema de Informação da Arquidiocese do México (SIAME), Vila Roiz recorda que os maias surgiram por volta dos 1500 a.C. e existiram até finais do século XVII.

“Entre eles havia astrônomos, matemáticos, sacerdotes, militares, homens sábios que desenvolveram dois calendários complexos, mas precisos apoiados na conta dos Katunes (períodos de 20 anos). Estes eram o solar ou civil de 365 dias e o Tzolkin, lunar ou ritual de 260. Ambos se conjugavam porque são divisíveis entre cinco”, explicou.

Assinalou que “se ambos (calendários) marcam-se em duas engrenagens, dariam voltas e voltas até a eternidade e cada vez que acabasse um ciclo iniciaria outro, obviamente. O mesmo ocorre com o calendário gregoriano, em que levamos pouco mais de dois milênios”.

Vila Roiz afirmou que “embora haja diferentes interpretações das equivalências das datas maias com nosso calendário, isto foi aproveitado pelo diretor do filme para inventar que em 2012 será o fim de uma era, e sua fantasia foi adornada com o suicídio de uma comunidade de maias (já mestiços), que estavam desolados porque chegava o tempo no que se cumpririam as ‘profecias’ maias”.

Segundo o jornalista, “tratando-se de novelas e cinema, os roteiristas podem fazer o que quiserem, incluir seres de outros mundos, duendes, bruxas ou o que queiram. O resultado pode ser divertido ou deplorável e ofensivo para alguns como é o caso dos livros de Dan Brown. O que resulta preocupam-se é que as pessoas acreditem neles e que convertam estas fantasias em dogmas supostamente ocultos”.
“Em pleno século XXI, quando muita gente se separa das religiões históricas sob o influxo do materialismo, o relativismo e a metodologia científica, resulta deplorável que ocupem estes vazios os horóscopos, a leitura do tarô ou do café e o cinema”, indicou.

Vila Roiz explicou que “os maias desenharam no Códice Dresde o que dizem outros livros de tradição indígena como o Popol Vuh: A destruição da humanidade a causa do dilúvio universal, evento que se repete quase em todas as culturas, como por exemplo, entre os huicholes de Jalisco e Nayarit. A lenda dos Cinco Sóis e seus equivalentes aponta para o passado e os filósofos e cineastas modernos, a partir disso, podem deduzir que os ciclos da natureza se repetem, mas isso dista muito do fato de que os maias tenham prognosticado para 2012 qualquer tipo de destruição como mostra o filme”.

O autor lamenta que “no México, aonde vergonhosamente se lê, se acaso, dois livros ao ano, muita gente acreditava em todas estas mentiras” e por isso pede “à Secretaria de Educação que os alunos leiam Sylvanus G. Morley, um dos ‘mayistas’ mais destacados de todos os tempos. Por enquanto, o único que a Bíblia afirma sobre o fim do mundo: ‘Ninguém sabe o dia nem o hora, só o Pai”.

ROMA, 20 Nov. 09 (ACI) .- O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Dom Rino Fisichella, explicou, a partir do trabalho de dois conotados cientistas, que as células estaminais adultas superam longamente em vantagens as células estaminais embrionárias, não têm inconvenientes éticos e estão contribuindo no avanço da cura de enfermidades degenerativas como o Parkinson.

Em um artigo publicado em L’Osservatore Romano titulado “Adultas é melhor”, o Arcebispo cita o trabalho de dois conotados investigadores: o americano James Thomson e o japonês Shinya Yamanaka. Este último conseguiu gerar células estaminais adultas em ratos e logo em pele humana, às quais chamou IPS (células estaminais induzidas pluripotentes), o que constitui um grande avanço na investigação.

Dom Fisichella ressalta que “a técnica de produção das células IPS permitiu realizar algo que era impensável em matéria de biologia celular: fazer passar células adultas diferenciadas ao estado de células imaturas, indiferenciadas, de tipo embrional”.

Atualmente, sublinha, “perto de 300 laboratórios em todo mundo estudam estas células e o que chama a atenção é que numerosas equipes de investigação passaram do estudo de células estaminais embrionárias às IPS”.

O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida sublinha logo que as células estaminais adultas superam claramente as embrionárias em três aspectos. “A primeira é de ordem ética –afirma– já que as IPS não são obtidas depois da destruição da vida humana de embriões vivos (como acontece no caso das embrionárias)”. “Com a chegada das IPS, portanto, pode-se considerar fechado o debate ético que há comovido a opinião pública, os parlamentos e a comunidade científica”, acrescenta.

O segundo aspecto, prossegue, “tem a ver com as aplicações terapêuticas: as células IPS oferecem a grande vantagem de ser obtidas de células tomadas diretamente do paciente. Isto significa que no momento de seu transpasse resultam inmuno-compatíveis com o organismo do mesmo paciente, portanto, são aceitas perfeitamente”, como já o demonstraram diversos casos concretos aonde se usou células geradas a partir do cordão umbilical, entre outros.

O Arcebispo refere logo que o terceiro aspecto está em que as “células IPS permitem criar modelos de patologias. É sempre graças a Yamanaka que se pode falar sobre o imediato futuro de gerações de modelos celulares das enfermidades, in vitro, como a primeira aplicação prática desta tecnologia”.
A respeito, continua o Prelado vaticano, “pode-se recordar estudos já efetuados com a produção de células IPS a partir de células de pacientes com um gene modificado responsável pela esclerose lateral amitriófica ou de outras patologias como o Parkinson, a diabete juvenil, a atrofia muscular espinhal” que permitiu alguns significativos avanços “sobre tudo para a farmacologia”.

Finalmente, Dom Fisichella recorda que entre o 26 e 28 de novembro se celebrará em Mônaco, sob o auspício do dicastério que preside e outras instituições católicas mundiais, o congresso internacional “Células estaminais adultas: novas perspectivas”, e espera que este promova o respeito à vida e novos métodos para “responder com eficácia à urgente necessidade terapêutica, no marco de uma medicina regenerativa que já é uma realidade”.