Aproximam-se as férias escolares e muitos pais certamente já começam a se perguntar o que vão fazer com os filhos em casa. A maioria deles trabalha e se preocupa de deixar os filhos em casa.

Mas, antes de tudo é preciso lembrar que o tempo de férias é necessário para as crianças e jovens descasarem das atividades escolares e poderem voltar a elas depois com mais disposição para os estudos. E a escola precisa também um tempo sem eles para poder durante este período programar e preparar as atividades para quando eles voltarem.

 

Portanto, o pais precisam programar este período de férias dos seus filhos; não deixar que este tempo seja improvisado e vivido de qualquer jeito pois é um tempo precioso. Este é um tempo favorável e rico para os pais estarem mais com os seus filhos, conversar com eles; ouvir seus anseios e problemas, corrigir seus rumos, etc.

 

Os pais não conseguirão educar os filhos se, antes de tudo, não os “conquistar”. O jovem segue aquele que o cativa, que o conquista; por isso, você pai e mãe precisa conquistar o seu filho; e o tempo de férias é propício a isso. Se você trabalha só em casa, então, será mais fácil programar as atividades de férias para estar com eles, receber seus amigos para um bom filme juntos, um bom café, um bom passeio, uma visita a um parente, etc…

 

A Bíblia diz que “Aquele que dá ensinamento a seu filho será louvado por causa dele” (Eclo 30,2). E Cabe aos pais transmitir aos filhos os ensinamentos e conselhos “para que sejam salvos” (Eclo 3,2); contudo, os filhos só ouvirão os conselhos dos pais se tiverem estima e “admiração” por eles, por isso o pai e a mãe têm que conquistar os filhos. Um filho que admira o pai, o segue e ouve os seus conselhos naturalmente; caso contrário será difícil.

 

O papa João Paulo II disse que: “Educar é conquistar o coração, animá-lo com alegria e satisfação em busca do bem”. O bom pai e o bom professor é aquele que sabe cativar. O bom pai e a boa mãe são aqueles que os filhos têm orgulho deles.  E como os pais devem conquistar os seus filhos?

 

Não pode ser, é claro, pelo dinheiro, chantagens e outras artimanhas. Muitos pais erram grosseiramente nisto. Pensam que dando aos filhos tudo o que eles querem – roupa da moda, tênis de marca, mil programas,… poderão conquistá-los. Não será assim; se o fosse, os pobres não teriam como educar os seus filhos.

 

O pai há de conquistar o filho “por aquilo que ele é”, e não por aquilo que tem e que lhe dá. O pai conquistará o filho pelo respeito que lhe dedica, pelo tempo que gasta ao seu lado, pelo consolo que lhe oferece nas horas de dificuldade, pelos passeios que faz com eles, pela ajuda dedicada naquele problema, por sua honestidade pessoal e profissional, pelo bom nome que cultivou, pela dedicação à família, pelo amor e fidelidade à esposa e aos filhos, etc…

 

Como é bela aquela frase do Pequeno Príncipe que diz assim: “Foi o tempo que gastaste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante”. Como poderá um filho ouvir os conselhos de um pai que não gastou tempo com ele? E isso pode e deve ser feito especialmente nas férias.

 

Um dia vi um adesivo pregado em um automóvel, e que dizia: “Conquiste o teu filho antes que o traficante o faça!” De muitas maneiras os pais perdem os seus filhos. Um grave erro dos pais é não ter tempo para eles. Trabalham, trabalham e trabalham… e o tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam  fazer “outras coisas”.

 

Ora, educar os filhos é uma tarefa que exige “estar com os filhos”. É preciso de tempo; e tempo, convenhamos, é uma questão de prioridade e escolha. Se você não acha tempo para o seu filho, entenda, é porque ele não é importante para você. Os filhos crescem rápido; não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. O que não foi feito na hora certa, não poderá ser feito depois.

 

Portanto, pai e mãe, aproveite esse tempo favorável das férias para estar com seus filhos; ouvir suas histórias, conhecer seus problemas, divertir com eles, rezarem juntos, etc.

 

 

 

 

 

 

        A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo porque antes de ser descoberta a eletricidade ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz das velas São Jerônimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém onde Jesus nasceu.

 

        Em casa, a noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo, ainda hoje.

Acender velas nos faz lembrar também a festa judaica de “Chanuká”, que celebra a retomada da Cidade de Jerusalém pelos irmãos macabeus das mãos dos gregos do rei Antíoco IV.

 

Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no  solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).

 

Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano de nossa vida no bolo de aniversário. Para nós cristãos simbolizam a fé, o amor e  o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.

 

Nessas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

 

 A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanado. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.

 

A Coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo e nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.

 

As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu a Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão. No segundo domingo, a segunda vela, acesa coma primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo. A terceira vela, acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela têm uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro. A última vela simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.  É a vela branca.

 

Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta:

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes.Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor”. (Is 11,1-2)

 

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz.  Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos” (Is 9,1-6).   

 

 

 

Por: Emmir Nogueira, Co-Fundadora da Comunidade Shalom

Revista Shalom Maná – Ed. Shalom – 12.12.2009

Neste começo deste ano, Deus me deu um presente inusitado. Enquanto todos faziam grandes planos para em 2009 melhorar neste ou naquele aspecto, o que Deus me pediu foi fazer planos para respeitar meus limites humanos, amá-los e utilizá-los como instrumentos preciosos para “garimpar” a humildade.

Como um filme cada vez mais longo, o Senhor me foi mostrando o quanto eu era presunçosa, como “só queria ser a tal”, como se diz no Nordeste. A medida do meu limite era a necessidade do outro, ainda que o que ele necessitasse ou pedisse fosse muito difícil ou quase impossível para mim. Adotei isso como um projeto de vida: ao amar Jesus e meu irmão, diria sempre “sim”. Faria sempre o que fosse necessário, ainda que não soubesse fazê-lo.

Para ser sincera, creio que, enquanto Deus permitiu, esse projeto de vida “funcionou”. Se eu não sabia fazer, estudava, aprendia, tentava, desde que ajudasse. Se não podia fazer, sacrificava o sono, a saúde, mas fazia o necessário para os outros e – imagine o atrevimento! – para Deus!!!

O resultado é que presenciei o poder de Deus cada dia de minha vida. O que eu não sabia, Deus sabia. O que eu não podia, Deus podia. No fim, sempre dava certo.

Por outro lado, aprendi de tudo um pouco e Deus me usou pacientemente, provavelmente com um sorriso no canto da boca. Aprendi também algo importante, talvez tarde demais: o que as pessoas julgam necessário nem sempre o é de fato. Existem falsas “necessidades”, carências, ilusões, fantasias, apegos, expectativas, idolatrias. Existe até uma saudável convivência com a necessidade que leva as pessoas a Deus e ao amadurecimento através da oração, da reflexão, da luta diária para amar.

Meu projeto de sempre corresponder às necessidades dos outros escondia uma fraqueza de base: não saber quando e como dizer “não”. Dizendo melhor: não saber discernir à luz do Espírito Santo quando Deus realmente queria que eu servisse àquela pessoa da forma que ela pensava “necessitar” ou de outra forma, como, por exemplo, a intercessão e penitência escondidas.

Sabe que com isso quase me colocava no lugar de Deus? Pior, quase me colocavam no lugar de Deus! Meu raciocínio sincero era: “Se para Deus nada é impossível, posso ser instrumento para o impossível que só Deus pode fazer. Aí, então, essa pessoa encontrará o Senhor e o amará mais”.

Em contrapartida, o raciocínio sincero das pessoas era: “Se ela rezar por mim, fico curado. Se ela me der uma bênção, fico bom, se ela pregar, vem gente”. Veja só: me colocavam no lugar de Deus! Também pudera! Eu mesma me colocava aí! Eu mesma ia agindo conforme o que as pessoas pediam e nem sempre segundo o que Deus pedia!

Resultado: exaustão, que é um termo politicamente correto para uma série de sintomas extremamente desagradáveis. É a pura verdade que o amor não sabe calcular, que não cansa e nem se cansa, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta, como afirmam Teresinha e Paulo. Ora, se eu estava exausta, era sinal que não estava amando com autenticidade, verdadeiramente fazendo a vontade de Deus, realmente ouvindo a Deus sobre Sua vontade para o irmão.

Foi aí que o Senhor me ensinou mais uma vez que só Ele é, só Ele ama verdadeiramente, só Ele pode, só Ele sabe, só Ele realmente resolve e, como um bom artesão de nossas almas, usa o instrumento apropriado para cada obra. Quanto a mim, sou um instrumento, digamos, um pincel, que um dia fica “careca” ou uma plaina que um dia fica cega. Um bom artesão, naturalmente, não usará um pincel para aplainar um tampo, nem uma plaina para fazer pátina.

Em meu orgulho disfarçado de presunção de onipotência, quis ser plaina, pincel, martelo, chave de fenda e sabe Deus o que mais. Resultado: exaustão, pincel careca, plaina cega, martelo frouxo. Deus, naturalmente, pode nos utilizar como quiser ou pode, simplesmente, deixar-nos ver nossos limites com tanta evidência que isso será para nós salvação. No meu caso, o grande problema, a causa da exaustão, parecia ser não saber dizer “não”. A grande chaga, porém, era achar que eu, pecadora, criatura humana, pudesse me dar a esse luxo!


Para entender A INQUISIÇÃO

A Inquisição é o tema mais usado para se acusar a Igreja Católica, mas poucos a conhecem com profundidade. É um tribunal que nunca se encerra porque rende dividendos aos que desejam atacar a Igreja, escondendo do público muitas outras terríveis “Inquisições”. Quase sempre ela é mal analisada e mal interpretada, julgada fora do contexto social, cultural e religioso em que se realizou. Nada mais errado em termos de se fazer História. Para os adversários da fé católica ela é a “marca” do obscurantismo dessa época cristã. Mas, analisado-a “dentro do contexto da época”, tudo muda de figura.
Foi a Igreja quem construiu a Civilização Ocidental(Thomas Wood, 2005).

Vários segmentos da humanidade montaram uma forte propaganda contra a Igreja, e isso atravessou os séculos. De modo especial os iluministas do século XVIII, anticlericais e inimigos da Igreja, com Voltaire a frente, fizeram da Inquisição a sua principal arma de ataque a Igreja com o propósito de destruí-la, como se isso fosse possível a uma força humana. E isso continua até hoje.

Nesse livro você poderá conhecer o que dizem os mais renomados historiadores modernos sobre esse polêmico assunto. A realidade é bem diferente do que se propaga em muitos círculos acadêmicos e literários.

Ficha Técnica
ISBN: 978-85-88158-56-6
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 304
Idioma: Português BR
Acabamento: Brochura
Formato: 16×23 cm

 

 

Lamentavelmente, a deputada Emilia Fernandes (PT-RS) disse, na audiência promovida pela Comissão de Legislação Participativa, que o Congresso precisa se posicionar sobre a situação de fetos anencéfalos (cujo cérebro não está completamente formado). 

O PL 4403/04,  da ex-deputada Jandira Feghali, acaba com a pena da prática de “aborto terapêutico” em caso de anomalia do feto, incluindo a anencefalia.


Segundo a deputada do PT, Emilia Fernandes, as opiniões religiosas sobre o assunto não devem ser impostas a toda a sociedade. “As religiões não podem querer impor sua posição em um Estado laico. O que nós queremos é dar autonomia para as pessoas decidirem.

 

O deputado Paes de Lira (PTC- SP) é da opinião que “retirar um feto do ventre materno é matá-lo”. “Aborto é homicídio a sangue frio, porque a vítima não tem a menor chance de defesa. Com o feto anencéfalo, não é diferente.”

 

 Uma vida humana deve ser intocável sempre, ainda que seja deficiente; neste caso, merece ainda maior apoio e respeito. Aborto é crime contra a humanidade.

 

Parabenize o deputado Paes de Lira pelo seu pronunciamento:

paesdelira@gmail.com

 e envie carta a deputados e senadores de seu Estado.

 

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/143952-CONGRESSO-PRECISA-DECIDIR-SOBRE-ABORTO-DE-ANENCEFALO,-DIZ-DEPUTADA.html