Algo que os jovens precisam saber

 

De modo geral procura-se mostrar ao povo que a “ditadura dos militares”, de 1964-1985, foi completamente má enquanto os terroristas que praticavam atentados foram heróis nacionais. Sabe-se que na época a Igreja apoiou amplamente a revolução de 1964, uma vez que se pretendia implantar no Brasil um regime comunista totalitário como o de Cuba. No Rio de Janeiro e em São Paulo, às vésperas da Revolução, que durou só um dia, o povo, estimulado pela Igreja, saiu às ruas rezando o Terço. Foi a famosa “Marcha com Deus pela Liberdade”. Via de regra os professores de Colégios, cursinhos, faculdades, dizem aos jovens que a Revolução de 64 foi um desastre. Embora houve erros, ela salvou o Brasil do caos comunista.

 

A intenção dos terroristas era implantar uma ditadura muito pior do que fizeram os militares por 20 anos, que não foi um regime nem totalitário e nem comunista. Ainda hoje, depois de 51 anos Cuba continua num regime totalitário e comunista, onde o povo não tem liberdade.

 

       Os terroristas buscaram treinamento nos países onde já tinha havido a “revolução comunista”, como China, URSS e Cuba, com intuito fazer a revolução comunista no Brasil. O que aconteceu em 1964 não foi simplesmente “um golpe de Estado”, foi a defesa da nação e da democracia diante do perigo da Revolução Comunista que estava ás portas.

 

  O povo foi às ruas, apoiado e incentivado pela Igreja, para pedir providências; houve gigantescas passeatas; então, os militares fizeram a revolução antes dos comunistas, com maciço apoio popular; por isso ela só durou um dia e não houve derramamento de sangue. Depois disso, houve infelizmente erros cometidos… Sabemos que o Presidente Gen. Castelo Branco queira devolver logo o poder aos civis, mas encontrou resistência entre os militares dada a agitação comunista dos terroristas que era grande e forte. No entanto, evitou-se acontecer no Brasil a mesma desgraça de Cuba. Me lembro de meus pais rezando o Terço pedindo  a Nossa Senhora para nos livrar do comunismo ateu, materialista, que matou mais de 100 milhões de pessoas na URSS, Cuba, China, Laos, Viet Nam, Cambodja, etc (O Livro Negro do Comunismo, Stéphane Courtois, Ed. Bertrand Russel, SP, 2005). Os jovens cristãos precisam saber da verdade.

 

Os que não acompanharam bem esses fatos, ou que são de  linha marxista, hoje querem dizer que não havia tal risco, que os militares simplesmente queriam o poder, e outras coisas. Não é verdade. O Brasil estava à beira do caos comunista. 

 

O jornalista Reinaldo Azevedo pesquisou e publicou as ações e os mortos pelos terroristas comunistas; deixando claro que muitos mataram, assaltaram, explodiram, incendiaram… para tentar implantar o totalitarismo comunista no Brasil. E foram perdoados pela Lei da Anistia, por isso não respondem por tais crimes. Mas a Lei da Anistia serviu para os dois lados e os torturadores militares também foram perdoados. Agora se pretende a revogação da anistia apenas para os militares. Vejam o que relata Reinaldo de Azevedo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/  

 

13. janeiro 2010 · 1 comment · Categories: Aborto

 

Depoimento de uma sobrevivente ao aborto

http://www.giannajessen.com

 

 

É sabido que “um dos problemas” dos abortos é que por vezes o bebe nasce vivo e tem de ser morto  — muitas vezes sufocado na placenta ou, então, jogado no lixo. Contudo, há casos em que o bebe não só nasceu vivo como sobreviveu. O que se segue é o testemunho de uma menina que sobreviveu ao aborto. Este depoimento foi feito perante a “Constitution Subcommittee of the House Judiciary Committee”, em 22 de Abril de 1996.

 

“O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia mas atualmente vivo no Tennessee. Fui adotada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida de sete meses e meio quando decidiu fazer um aborto por solução salina. Eu sou a pessoa que ela abortou. Mas em vez de morrer sobrevivi.

 

Felizmente para mim, o abortador não estava na clínica quando eu nasci com vida, pelas 6 horas da madrugada de 6 de Abril de 1977. Eu fui precoce: a minha morte não estava prevista para antes das 9 horas, altura em que o abortador deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza que não estaria aqui hoje no caso de o abortador estar na clínica, uma vez que o seu trabalho é matar: não é salvar. Algumas pessoas disseram que eu sou um aborto de carniceiro, um aborto falhado.

 

Houve muitas pessoas que presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras moças novas que estavam na clínica à espera que os seus bebes morressem. Disseram-me que isto foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que aparentemente chamou a emergência médica e eles transferiram-me para um hospital.

 

Ali fiquei, mais ou menos, três meses. No princípio não havia muita esperança, pois eu pesava somente 900g. Hoje, já sobreviveram bebes menores do que eu. Acabei por sobreviver e sair do hospital sendo entregue a uma ama. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto. Disseram à minha ama que era muito duvidoso que eu chegasse a gatinhar ou andar. Na altura eu não me conseguia sentar sem ajuda. Graças às orações e à dedicação da minha ama e, mais tarde, de muitas outras pessoas, acabei por aprender a sentar-me sozinha, a gatinhar e a ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos 4 anos. Fui legalmente adotada pela filha da minha ama, Diana De Paul, alguns meses depois de começar a andar. O “Department of Social Services” não me permitia ser adotada antes disso.

Continuei a fisioterapia por causa da minha deficiência e, depois de quatro intervenções cirúrgicas, posso agora andar sem ajuda. Nem sempre é fácil. Algumas vezes caio, embora depois de cair durante 19 anos tenha aprendido a cair graciosamente.

 

Estou contente por estar viva. Quase morri. Todos os dias agradeço a vida a Deus. Eu não me considero um subproduto da concepção, uma massa de tecidos, ou um qualquer dos títulos que se dão às crianças que ainda não nasceram. Eu não considero que as pessoas concebidas sejam alguma dessas coisas.

 

Conheci outras pessoas que sobreviveram a um aborto. Todas estão reconhecidas à vida. Há alguns meses atrás, conheci outra menina que sobreviveu a um aborto por solução salina. Chama-se Sara. Tem dois anos e tem também paralisia cerebral, mas o seu diagnóstico é reservado. Ela é cega e tem muitas cicatrizes. O abortador, além de injetar a solução no útero da mãe injeta também no bebe. Em Sara foi injetada na cabeça. Eu pude ver em que parte da cabeça isto lhe foi feito. Quando falo, faço-o não somente por mim, mas por todos os outros sobreviventes, como a Sara, e por aqueles que ainda não podem falar…

 

Hoje, um bebe só é bebe quando vem na altura certa. Quando a altura não é certa, é um monte de tecidos ou outra coisa qualquer. Um bebe é um bebe quando um aborto espontâneo ocorre aos 2, 3 ou 4 meses. Um bebe é tecido ou massa de células quando o aborto é provocado aos 2, 3 ou 4 meses. Porque é isto assim? Eu não vejo diferença nenhuma. Que diferença vêem os senhores? Muitos fecham os olhos…

 

Para defender a vida a melhor coisa que eu lhes posso mostrar é a minha vida. É um grande dom. Matar não é a solução para nenhum problema ou situação. Mostrem-me que matar é solução. Há uma citação no topo de um dos edifícios do Capitólio que diz: “Aquilo que é moralmente errado não pode ser politicamente correto”. O aborto é moralmente errado. O nosso país está a verter o sangue de inocentes. A América está a matar o seu futuro. Toda a vida tem valor. Toda a vida é um dom do nosso Criador. Temos de receber e cuidar os dons que nos foram dados. Temos de honrar o direito à vida.”

 

O 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos do governo (Decreto n. 7037) do Presidente Lula tem despertado fortíssimas reações em toda a sociedade. Tanto a Imprensa, quanto os militares, a Igreja e a OAB de São Paulo se manifestaram contra o Programa.
D. José Simão, bispo de Assis (SP) e responsável pelo Comitê de Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB, que congrega as dioceses do Estado de São Paulo, manifestando a insatisfação dos bispos, disse que a Igreja é contra o Plano. Considerou “uma iniciativa arbitrária e antidemocrática do governo Lula”, especialmente no que se refere ao apoio do Programa ao aborto, a aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo com direito de adoção por casais homoafetivos, e os mecanismos para impedir a presença de símbolos religiosos em estabelecimentos.

D. José declarou que essa insatisfação é compartilhada por outros bispos brasileiros: “A igreja é contra. É claro que os arcebispos, os bispos são contrários ao documento”. Ele afirma que tem entrado em contato com outros religiosos e que trabalha para articular um manifesto da Igreja no Brasil em repúdio às medidas defendidas pelo Programa de direitos humanos: “Pretendemos reunir, na primeira oportunidade, alguns bispos para discutir essa questão”. (Folha de SP, 08/01/2010)

Entre outras coisas o Decreto do governo diz:

“Diretriz 9 : Combate às desigualdades estruturais; Objetivo Estratégico III: Ações programáticas: … g) Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”.

Não se pode defender o aborto como uma prática de direitos humanos; o assassinato de uma criança no ventre da mãe jamais pode ser visto como “defesa” dos verdadeiros direitos humanos, mas profundo desrespeito aos mesmos; pois o primeiro e mais importante direito é o “direito a vida”, o direito de nascer. Eliminar uma vida em gestação é um gesto brutal, desumano, inqualificável e que jamais pode ser classificado como algo humano. Nem as cobras são capazes disso. Jamais a mulher pode decidir sobre a morte de um filho em gestação, pois é uma outra vida que não lhe pertence. Se o direito à vida não for respeitado, todos os outros desaparecem. É lamentável que num país majoritariamente católico, onde a maioria rejeita o aborto, o governo emita um Decreto apoiando-o. Segundo o “Datafolha”, pesquisa revela que 68% da população defende que o aborto continue crime no Brasil (Folha de SP – 06/04/2008).

Sobre a homossexualidade a Igreja ensina no Catecismo (§2357) que a tendência homossexual é complexa e não caracteriza um pecado; e recomenda que essas pessoas sejam amadas, respeitadas, ajudadas e jamais discriminadas; mas reprova a prática homossexual, e a união conjugal de pessoas do mesmo sexo, por ser contra a lei de Deus. Desde o começo da humanidade Deus criou o homem e a mulher, ambos à sua imagem e semelhança, e os uniu para que juntos crescessem, se multiplicassem e dominassem a terra.

Quanto aos símbolos religiosos, o Estado é laico, mas o povo brasileiro é religioso, e majoritariamente católico, e tem o direito de se manifestar livremente. O crucifixo em uma repartição pública não pode ser  uma afronta a alguém, pois é o  maior símbolo da justiça, do amor, da paz, da bênção, do perdão, do respeito, do altruísmo mais sublime que caracteriza a civilização cristã que moldou o Ocidente. Ele é um sinal que lembra a importância da honestidade num país tão corrupto como o nosso. Quem, pode se sentir ofendido com a imagem de um Deus crucificado por amor ao homem? Este sinal não foi colocado hoje nas paredes das repartições, mas desde que o Brasil foi colonizado. Somos a Terra de Santa Cruz.

Por outro lado, os ministros militares das três armas qualificaram o Decreto do Governo como “insultuoso, agressivo e revanchista” em relação às Forças Armadas, e ameaçam pedir demissão dos seus cargos, por reabrir as feridas da época do regime militar, procurando punir os militares, isentando os terroristas da época, que também erraram, de qualquer investigação. Se for para se fazer justiça, ela precisa atingir os dois lados.

A proposta de criar uma “Comissão Nacional da Verdade”, contida no Programa, com o objetivo de examinar as violações de direitos humanos praticadas durante o período 1964-1985, é vista com desconfiança pelos militares. Depois de vinte anos de um período de exceção, a nação foi pacificada pela Anistia concedida a ambos os lados. Querer retomar a esta questão hoje é algo delicado e que pode convulsionar a nação e causar séria divisão na população. A OAB de São Paulo diz que o Plano de Direitos Humanos cria insegurança jurídica. Um programa de recursos humanos deve pacificar a Nação e não provocar agitação depois de tantos anos de tranqüilidade.

Uma forte reação pode ser notada também por parte dos profissionais da Imprensa que vêem em alguns pontos do Programa do governo uma tentativa de impedir a sua livre manifestação diante dos fatos e um atentado à liberdade de Imprensa. É bom relembrar o que disse o saudoso Tancredo Neves: “a Imprensa é o pulmão da democracia”. Numa sociedade onde a Imprensa é amordaçada, a democracia perece.

Por todas essas razões, é fundamental que o 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos do Governo Lula, seja profundamente revisto e modificado, com um debate amplo e aberto à participação de todos os segmentos da sociedade, especialmente os que se sentem mais ofendidos com o Programa.