Jesus tornou perene os Dez Mandamentos como lei moral. Quando o jovem lhe perguntou o que era necessário fazer para ganhar o céu, Ele disse: “Se queres entrar para a Vida, guarda os mandamentos. Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra pai e mãe”. (Mt 19,16-19)

O primeiro dos Mandamentos se refere ao amor de Deus. Jesus resumiu assim: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento” (Mt 22,37). Estas palavras seguem as do Antigo Testamento: “Escuta; Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único”. (Dt 6,4-5)

O primeiro mandamento condena o politeísmo e as formas de idolatria, adorar outros deuses. Amar a Deus é crer e esperar Nele, e amá-lo acima de tudo. Adorar a Deus, orar a Ele, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumprir as promessas, obedecer a seus Mandamentos.

São faltas graves contra o Primeiro Mandamento a superstição, o ateísmo, a magia, o espiritismo, a idolatria, a simonia (comércio de funções sagradas), a blasfêmia contra Deus e os santos, tentar a Deus, recurso a Satanás ou aos demônios para descobrir o futuro, consulta a horóscopos, necromantes, cartomantes, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns; tudo isto esconde uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. É o chamado ocultismo (cf. Lv 19,31; 20,6-9.27; Dt 3,19; 18,9-14; 1Cr 10,12-13) também a feitiçaria, com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – mesmo que seja para proporcionar a este a saúde – são gravemente contrárias à virtude da religião.

A superstição é o desvio do sentimento religioso. É acreditar por exemplo em sorte dada por uma ferradura colocada na porta, sal grosso para espantar maus espíritos, etc.

A ação de tentar a Deus consiste em pôr a prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência.

O grande pecado é colocar Deus em segundo lugar, trocar o amor do Criador pelo das criaturas. Quem ama a Deus, obedece seus mandamentos e cumpre a sua santa vontade.

Para o bom entendimento do que seja o pecado, vamos falar sobre ele, uma vez que a Igreja nos ensina que são pecados graves e que geram outros. São eles: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.

O Catecismo da Igreja diz que: “O pecado é uma falta contra a razão, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens”. (§1849) Diz ainda o Catecismo que: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem consequencias piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro”. (§1488)

“O pecado está presente na história dos homens: seria inútil tentar ignorá-lo ou dar a esta realidade obscura outros nomes.” (§386)

São Paulo, numa frase lapidar explica toda a hediondez do pecado e razão de todos os sofrimentos deste mundo: “O salário do pecado é a morte”. (Rm 6,23) Tudo o que há de mal na história do homem e do mundo é conseqüência do pecado, que começou com Adão: “Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. (Rm 5,12)

O Catecismo ensina que: “A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado (GS, 18) é assim o último inimigo do homem a ser vencido”. (1Cor 15, 26)

O demônio escraviza a humanidade com a corrente do pecado. Jesus veio exatamente para quebrar essa corrente. São João deixa bem claro: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5) “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8) essa “obra do diabo” é exatamente o pecado, que nos separa da intimidade e da comunhão com Deus, e nos rouba a vida bem aventurada. Para isso Jesus morreu na Cruz.

São João Batista apresentou Jesus, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29)

Os Dez Mandamentos são a salvaguarda contra o pecado. “Se queres entrar na vida guarda os mandamentos; não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra pai e mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo”. (Dt 5,16,20; Lv 19,18) Diante da gravidade do pecado, o autor da Carta aos Hebreus chega a dizer aos cristãos: “Ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado” ( Hb 12,4). O grande Agostinho de Hipona dizia que: “O pecado é o motivo da tua tristeza. Deixa a santidade ser o motivo da tua alegria.”

“Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da Sua ressurreição, pela participação em Seus sofrimentos, tornando-me semelhantes a Ele na morte.”(Fl 3,10)

São Paulo Apóstolo nos mostra que devemos orar, pedindo pela liberação de nossos sofrimentos para sermos livres e vivenciarmos os sofrimentos de Jesus Cristo. Nós devemos orar por cura, libertação, vitória e paz para que sejam removidos de nós todos os sofrimentos que não sejam da vontade de Deus, de modo a nos preparar para aceitar aqueles que o sejam. Em resumo, após orarmos pedindo pela libertação de nossos sofrimentos, nós devemos orar pedindo para participar dos sofrimentos de Jesus Cristo e para nos tornar semelhantes a Ele na morte (Fl 3, 10). Uma oração assim, como se pode imaginar é raramente feita pelas pessoas. Somente aqueles e aquelas que são desapegados de si e têm profundo amor a Jesus se dispõe a fazê-la.

Todos nós, cristãos, deveríamos considerar Jesus muito mais importante que os prazeres e as benesses da vida e proclamar que preferimos sofrer com Ele a ter uma vida boa sem Ele. Como São Paulo, cada um deveria orar assim: “Julgo como perda todas as coisas em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele, tudo desprezei, e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar a Cristo, e estar com Ele” (Fl 3,8-9). Portanto, “alegrai-vos em ser participantes do sofrimento de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada Sua glória” (1 Pd 4,13)

APRENDENDO A SOFRER

“E o entregarão aos pagãos, para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.” (Mt 20,19)

O versículo acima nos fala sobre sofrimento e dor. Isso é desagradável, mas necessário, pois estão presentes em nossas vidas, assim como estiveram presentes na de Nosso Senhor Jesus Cristo. O importante é sabermos como lidar com essas realidades; e o nosso auxilio vem da própria Palavra de Deus, através de algumas passagens:

Algumas pessoas tentam fugir dos sofrimentos, e negam o fato de que esses são partes inevitáveis da vida. Isso, além de torná-los ainda maiores, impedem-nas de edificarem a Igreja, o próprio corpo de Cristo. (Cl 1,24)

Outras, ainda, resistem aos seus sofrimentos, como o fez o próprio profeta Jeremias, reagindo contra aqueles que os causaram. (Jr 18,19-21)

Essa reação pode até vir a ter sucesso e servir para que os causadores tomem consciência de seus atos e venham a se arrepender, mas ela não é recomendável, pois geralmente é pecaminosa e vingativa. De mais a mais, devemos nos lembrar de que nossas batalhas não devem ser contra pessoas, mas “contra as forças espirituais do mal” (Ef 6,12).

Há aqueles que reagem aos sofrimentos procurando removê-los nas suas origens. Essa reação é altamente positiva, e Jesus demonstrou isso muitas vezes quando curou os doentes. Assim, resistimos ao sofrimento, e o curamos quando nos preocupamos com nosso próximo, porque o ajudamos a curar-se dos seus próprios sofrimentos.

Finalmente, há a reação vinda do maior exemplo de Jesus: a aceitação serena de Seus sofrimentos e de Sua morte na cruz por amor a todos nós, pecadores. Dessa forma, Jesus mostrou que podemos transformar sofrimentos terríveis em sofrimentos redentores e torná-los as mais poderosas expressões de amor possíveis (Mt 20,18). Essa, sim, é a reação correta!

O grande bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho em suas Confissões afirmou: “o ser humano aprende do sofrimento, mas muito mais do amor”.

A BELEZA PERMANECE E A DOR TERMINA

Desde jovem, o pintor francês Henri Matisse costumava visitar semanalmente o seu colega, o renomado pintor Pierre-Auguste Renoir em seu ateliê. Quando Renoir foi atacado pela artrite, Matisse passou a fazer visitas diárias, levando alimentos, pincéis, tintas, mas sempre procurando convencer o mestre de que ele trabalhava demais. Precisava descansar um pouco. Certo dia, notando que cada pincelada fazia com que Renoir gemesse de dor, Matisse não se conteve:

- Grande mestre, sua obra já é vasta e importante. Por que continuar se torturando dessa maneira?

- Muito simples. A beleza permanece; a dor termina passando.

“Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas às coisas”. (Ap 21, 4-5)

Temos a fé, a graça e a esperança para aguardar as firmes e poderosas promessas do bom Deus.

Vivemos no consolo das eternas revelações do todo – Poderoso. Já gozamos as alegrias do Céu.

Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja

Pregador de Retiros Espirituais

E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

Educar os filhos é a grande missão que Deus confiou aos pais. É por causa da importância dessa tarefa, que nos deu o quarto Mandamento: “honrar pai e mãe”. Sem a educação dos pais os filhos se perdem; é por isso que as nossas cadeias estão cheias de jovens e a droga consome a muitos, além do mundo do crime.

Nada é tão grande neste mundo como construir um ser humano. As máquinas acabarão um dia, mas o nosso filho jamais.

É pela educação que o ser humano conquista e desenvolve as suas faculdades; e Deus quis que isto fosse feito antes de tudo pelos pais, e de modo especial pela mãe. Hoje sobretudo, onde muitas mães são obrigadas a criar sozinhas os seus filhos, porque são “órfãos de pais vivos”, essa missão se torna mais importante e árdua ainda. Neste caso o papel da mãe triplica de importância, porque ela tem que fazer o papel do pai e dela mesma.

Ghandi dizia que “a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa.” Para isto é preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.

Certa vez Michelangelo viu um bloco de pedra e disse a seus alunos: “aí dentro há um anjo, vou colocá-lo para fora!” Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, fez o belo trabalho. Então os alunos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “o anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”. Educar é isto, é ir com paciência e perícia tirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o “anjo” apareça.

Michel Quoist dizia “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus.”

Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.

Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. Por isso, educação não se recebe só na escola, mas principalmente em casa. Às vezes se ouve dizer: “ele é analfabeto, mas é muito educado”. Não adianta ser doutor e não saber tratar os outros como gente; não saber cumprir com a palavra dada; não se comportar bem; trair a esposa e os filhos; não ser gentil; não ser afável, etc. Sem dúvida, a educação é a melhor herança que os pais devem deixar aos filhos; esta ninguém pode lhes roubar nem destruir.

O livro do Eclesiástico diz aos pais: “Aquele que ama o seu filho, corrige-o com freqüência, para que se alegre com isso mais tarde…” (Eclo 30,1).

A educação visa sobretudo colocar o homem no caminho do bem e da virtude, do qual ele sempre tende a se desviar. É aos pais que cabe sobretudo dar início a esta tarefa na vida dos filhos. A Igreja nos ensina que :

“Pela graça do Sacramento do matrimônio os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os seus filhos. Por isso os iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os “primeiros arautos” (LG,11). Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja. (CIC, 2225)

A tarefa de educar, como dizia D. Bosco, “é obra do coração”, é obra do amor, por isso tem muito a ver com a mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.

O povo diz que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que “esta mulher” mais do que a esposa, é a mãe.

É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a rezar e a amar a Deus e as pessoas.

É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração.

É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém.

É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios.

É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da mal-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela que vai lhe ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro.

É a mãe que nas primeiras tarefas do lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e a responsabilidade.

Até o filho de Deus quis precisar de uma Mãe para cumprir a sua missão de salvar a humanidade; e Ele fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná exatamente porque ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.

Neste mundo, às vezes perverso, que penetra sorrateiro em nossas casas, e insiste numa sistemática pregação de anti-valores por algumas tvs, mais do que nunca é necessário uma mãe atenta para combater tudo aquilo que prejudica a educação dos seus filhos.

Mais do que nunca ela precisa saber conquistar os seus filhos, não por aquilo que lhes dá, mas por aquilo que é para eles: amiga de todas as horas, consoladora. Saiba sempre corrigir o seu filho, mas que nunca seja com grosseria, com gritos ou com humilhações. E jamais na frente dos outros.

Se você conquistar o seu filho a ponto dele ter um sagrado orgulho de te-la como sua mãe, então, você poderá fazer dele o que desejar.

Desde a sua origem a Igreja exprimiu e transmitiu sua fé em fórmulas breves, especialmente para os candidatos ao Batismo. É o nosso Credo. Ele foi elaborado pelos Apóstolos, por isso chama-se Símbolo dos Apóstolos.

O Credo inicia falando de Deus Pai criador de tudo. Deus é um Ser espiritual (não tem corpo e nem sexo), Perfeitíssimo, incapaz de fazer o mal; Eterno, não teve princípio e não terá fim. Ele criou todas as criaturas visíveis e invisíveis (anjos) que existem fora do nada. Criou o mundo belo, ordenado, conduzido por leis que o mantém. O mundo foi criado para manifestar a glória de Deus. Deus cuida do mundo com a sua Providência divina. “Olhai as aves dos céus…” (Mt 6,26).

Deus é Onipotente; pode tudo, nada lhe é impossível; é Onisciente; sabe tudo, nada lhe é oculto ou desconhecido; é Onipresente, está presente em todo lugar, ninguém e nada se esconde Dele.

Pelo uso da razão e da inteligência, o homem pode conhecer a Deus, a partir da criação, e de si mesma, a pessoa humana, pode saber que Ele é a origem e fim do universo; sumo bem, verdade e beleza infinita. Mas Deus nos ilumina com a sua Revelação (Sagrada Escritura e Sagrada Tradição) para podermos conhecer melhor as verdades que excedem o nosso entendimento, e também as verdades religiosas e morais.

“Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o Único Senhor…”. (Dt 6,4; Mc 12,29). Deus é «o único Senhor» (Mc 12,29). O Ser Supremo é único, isto é, sem igual… Se Deus não for único não é Deus. Não pode haver dois deuses. Deus é um Mistério inefável: “Se o compreendesses, ele não seria Deus” disse Santo Agostinho.

Deus se revelou-se como “Aquele que É”; deu-se a conhecer como “cheio de amor e fidelidade” (Ex 34,6). Jesus revela que também Ele é Deus, portador do nome divino: «Eu sou» (Jo 8, 28).

Deus é o Santo por excelência, «rico de misericórdia» (Ef 2,4), sempre pronto a perdoar. É verdade e amor. Deus «é amor» (1 Jo 4,8-16) se dá completa e gratuitamente, «que tanto amou o mundo que lhe deu o seu próprio Filho unigênito, para que o mundo seja salvo por seu intermédio» (Jo 3,16-17).

Deus é a própria Verdade e como tal não se engana e não pode enganar. Ele «é luz e n’Ele não há trevas». (1 Jo 1,5)

Deus é uma Trindade Santa; Pai, Filho e Espírito Santo; este é o mistério central da fé e da vida cristã. Este Mistério foi revelado por Jesus e é a fonte de todos os outros mistérios. Jesus Cristo revela-nos que Deus é «Pai», não só enquanto é Criador do universo e do homem, mas sobretudo porque, no seu seio, gera eternamente o Filho, que é o seu Verbo, «resplendor da sua glória, e imagem da sua substância». (Hb 1, 3)