O médico Drauzio Varella escreveu no jornal “Folha de São Paulo” (17 março 2007, Ilustrada) uma matéria intitulada “O Crime da Camisinha”, onde acusa a Igreja Católica e a CNBB de fazerem pressão sobre os políticos para a não distribuição da famigerada camisinha, e ainda mais, acusa a Igreja Católica de “crime continuado” e  culpada de muitos morrerem por infecção da AIDS.         Escreveu o médico que: “A CNBB afronta o presidente da República porque pretende reafirmar para os políticos menos poderosos que sua “posição é clara. Não mudou nem mudará”.
Se não mudou nem mudará, pergunto: por quanto tempo a Igreja Católica cometerá o crime continuado de dificultar o acesso dos brasileiros à camisinha, em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível, incurável? Quanto sofrimento humano esses senhores de aparência piedosa ainda causarão em nome de Deus, impunemente?”
         Não sou representante da CNBB, mas sou católico e me sinto no dever e no direito de responder a esse médico que pode entender um pouco de medicina, mas deixa muito a desejar sobre ética e de moral.          Em primeiro lugar, a Igreja não faz pressão sobre os políticos, ela apenas ensina ao povo de Deus a verdade legada por Jesus Cristo; se a sua influência junto ao povo é grande, é porque a Igreja é amada e respeitada por esse povo católico. Os filhos da Igreja já derramaram muito sangue, em todos os vinte séculos, para defender a Verdade ensinada por Cristo à Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo, e não é hoje que a Igreja vai abdicar da Verdade que liberta.          É muito cômodo, fácil e rápido distribuir fartamente camisinhas aos jovens para transarem à vontade, mas a Igreja não aceita “soluções fáceis”, rápidas, cômodas e imorais para problemas difíceis; pois ela sabe que ao invés de resolver o problema irá agravá-lo ainda mais. Ninguém cura câncer dando apenas analgésico para o doente.          A Igreja Católica vê o homem e a mulher como seres criados à “imagem e semelhança de Deus”, dotados de corpo e de alma espiritual e imortal, e não apenas um composto orgânico formado apenas de um amontoado de carne, ossos e nervos, sem destino eterno. É essa visão pobre do homem que leva muitos a aceitarem o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões, o uso da camisinha, o casamento de homossexuais, e outras imoralidades. Eles vêem o homem apenas como um animal mais aperfeiçoado, enquanto a Igreja o vê como um filho amado de Deus, por quem permitiu até o sacrifício do Seu Filho amado na Cruz.          O Dr. Varella acusa a Igreja de “crime continuado”, mas eu gostaria de dizer que crime continuado é entregar um pacote de camisinha para uma jovem viver vida sexual com um namorado hoje, e com outro amanhã, iniciando-se num caminho de prostituição e promiscuidade. Isto é que um crime hediondo; substituir a educação moral e religiosa pela depravação sexual.         Crime Dr. Varella é ensinar os jovens a viver o sexo sem responsabilidade e sem um compromisso de vida com outra pessoa, com uma família,  fazendo dele apenas um meio de prazer vazio.  

A virulência da AIDS pôs às claras a miséria moral de nossa civilização. O rei está nu, como se diz. Não tendo força e princípios morais para enfrentar este flagelo, nossa miserável sociedade não é capaz de oferecer aos jovens algo melhor do que uma degradante camisinha. É nos momentos de crise que se conhece a fortaleza moral de um homem e de uma sociedade. John Spalding dizia que as civilizações não perecem por falta de ciência ou de poder, mas por falta de princípios morais. Um homem sem esses princípios é uma caricatura de homem. É isto que queremos para a nossa juventude? 

O compromisso da Igreja Católica é com o Seu Senhor; por isso ousa enfrentar o descalabro moral e vexaminoso da propaganda da camisinha que se assiste nas ruas, escolas, jornais, televisão, rádios, clubes, etc.  

A propaganda explícita do preservativo, tornou-se uma declaração de “ liberdade sexual ”; uma vivência sexual sem compromisso, sem amor, sem fidelidade, totalmente fora dos planos de Deus. É a pior deseducação que os nossos jovens já receberam! São tratados como animaizinhos que devem aprender a comer, beber, dormir, gozar e morrer.  Além do mais, a FDA – Food and Drug Admnistration, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisaram que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus. A camisinha deixa passar por seus poros o espermatozóide que é 500 vezes maior que o vírus da AIDS. A Rubber Chemistry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS”. 

Além desse fator, vários problemas da camisinha (má qualidade, má conservação, etc) podem fazer com que ela falhe em até 30% dos casos. Ora, convenhamos, é um risco enorme; é uma roleta russa.  

Ninguém subiria em um avião se ele tivesse 1% de chance de cair. As estatísticas mostram que nos vôos comerciais a chance de um avião cair é de 0,0001%; não se pode por a vida
em risco. Muitos se contaminaram pensando que a camisinha fosse segura.
 

Crime Dr. Varella é mentir para a juventude dizendo-lhe que a camisinha é segura; não existe o tal “sexo seguro”. 

A Igreja – como disse um dia Paulo VI – , é “perita em humanidade”; e ela defenderá sempre a sua dignidade sem medo de ameaças.  

Ao invés de ficarmos propondo o uso da “camisinha” , o que  temos a fazer é eliminar todas as formas de incentivo ao sexo irresponsável, fomentado de mil maneiras pelos meios de comunicação . Incentiva-se de mil formas  a prática sexual pela TV, e depois não se entende porque aumenta  tanto a prática dos abortos, Aids, estupros, homossexualismo, crimes sexuais, adolescentes grávidas, etc. Sabemos muito bem que “quando se planta vento colhe-se tempestade”.  

 

Prof. Felipe Aquino – 19 março de 2007Dia de São José, patrono da Castidade 

 

Email da Folha de São Paulo: leitor@uol.com.br

Site do Dr. Drauzio Varella: http://drauziovarella.ig.com.br/  

             

 

 

 

1 – FDA – Food and Drugs Administration – Comité que aprova remédios e alimentos para serem consumidos nos EUA 

Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica, (Center for Devices and Radiological Health) pertencente ao FDA, órgão do governo americano que regula medicamentos, conforme publicado em seu folheto informativo “Condoms and Sexually Trasmitted Diseases … specially AIDS” que pode ser encontrado em  

http://www.fda.gov/cdrh/consumer/condom-brochure.pdf diz o seguinte:”A maneira mais segura de evitar estas doenças (sexualmente transmissíveis) é não praticar o sexo (abstinência). Outra maneira é limitar o sexo a somente um parceiro que também se compromete a fazer o mesmo (monogamia). As camisinhas não são 100% seguras, mas se usadas devidamente, irão reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive AIDS. 

“A FDA estudou 430 marcas com 102.000 preservativos; 165 fabricadas nos EUA com 38.000 preservativos e 265 marcas estrangeiras com 64.000 preservativos.  O resultado da pesquisa verificou que 12% das marcas de estadunidenses e 21% das estrangeiras não tinha um nível suficiente de qualidade”. “Aceitando essa taxa de defeitos, a probabilidade de falha no caso do preservativo seria de 20,8% anual se mantivessem relações uma vez por semana e de 41,6% se fossem duas vezes por semana”. 

Em 1992 o Dr. Ronald F. Carey, pesquisador da FDA, introduziu microesferas de poliestireno do diâmetro do HIV em preservativos que tinham superado positivamente o teste da FDA e os submeteu a variações de pressão similares às que se produzem numa relação sexual: um terço deles perdeu entre 0,4 e 1,6 nanolitros. Numa relação sexual de dois minutos, com um preservativo que perde um nanolitro por segundo, passariam 12.000 vírus de HIV  Este vírus é 450 vezes menor que o espermatozóide. 

O Dr. Ronald F. Carey, pôs a prova 89 preservativos em uma máquina simuladora da relação sexual, e encontrou que pelo menos 29 deixaram passar partículas do tamanho do vírus da AIDS. A falha foi de 33% (Ronald F. Carey, William A. Herman, Stephen M. Retta, Jean E. Rinaldi, Bruce A. Herman e T. Whit; Eficácia dos Preservativos de Látex corno Barreira a Partículas do Tamanho de Athey – A um Vírus da Imunodeficiência Humana sob condições de Uso Simulado – Doenças Sexualmente transmissíveis, julho-agosto, 1992, pp. 230-234). 

 

2 – A revista Seleções (dezembro de 1991, pg. 31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de “Newsweek” de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro”  com a camisinha. 

3 – Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e  embalagem. Afirma o Dr. Richard que :“O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1-3). 

 

4 – O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que: “O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”  (idem).A Rubler Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que :“Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”. 

 

5 – O presidente da Cruz Vermelha Mexicana, José Barroso Chávez, explicou que vários estudos científicos em nível internacional provam que em 40% dos casos, os preservativos falham, tornando-se, assim, um método ineficiente para evitar o contágio do vírus HIV e argumentou que todas as campanhas de prevenção da doença deveriam proclamar “a verdade completa e não a mentira”  (Cidade do México, 11 fev 1998 – SN) 

  6- O descobridor do HIV, Luc Montagnier, disse como deveriam ser as campanhas contra a AIDS: “são necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e o vagabundeio sexual”. (Luc Montagnier. “AIDS Natureza do Vírus”, em Atas da IV Reunião Internacional da AIDS, 1989, p.52.) 

7 – O Centro de Controle de Doenças de Atlanta (EEUU), o que mais informações possuem na luta contra AIDS, reconhece que “o uso apropriado dos preservativos em cada ato sexual pode reduzir, mas não eliminar, o risco de doenças de transmissão sexual” e acrescenta: “a abstinência e a relação sexual com um parceiro (a) mutuamente fiel e não infectado (a) são as únicas estratégias preventivas totalmente eficazes”.  Nestes mesmos termos, a OMS, paradoxalmente, em algum momento já afirmou que “só a abstinência ou a fidelidade recíproca perdurável entre os parceiros sexuais não infectados, elimina completamente o risco de infecção do vírus HIV”.    

8 – Uganda em 1991 contava com uma taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002 tinha descido aos 6%, em virtude de uma política sanitária centrada na fidelidade e na abstinência, não no preservativo, à diferença de Botsuana, Zimbábue e Africa do Sulo) que ainda ocupam os primeiros lugares nos contágios . 

9 – Com base nesses dados o Presidente Bush disse aos participantes do Encontro Internacional sobre Abstinência em Miami 26-28 de julho de 2001: “A abstinência é a única maneira eficaz e infalível de eliminar o risco de infecção por HIV, doença de transmissão sexual e gravidez indesejada. A abstinência não somente quer dizer não, implica em dizer sim a um futuro mais saudável e feliz.  A abstinência é 100% segura, 100% eficaz e em 100% do tempo”.  

10 – Segundo informe das Nações Unidas, publicado no dia 23 de junho de 2002, o esforço massivo da ONU para prover o mundo de preservativos, com o intento de frear a expansão do HIV/AIDS, fracassou. Depois de exaustiva análise dos dados dos países em desenvolvimento em todo o mundo, a Divisão de População do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais chegou a conclusão de que a disponibilidade atual dos preservativos não alterou significativamente a conduta sexual. (Nova York, 28 de junho de 2002 (ZENIT.org). 

 11 – O Dr. William Blattner, Diretor do Departamento de Epidemiologia Viral de Bethesda, E.E.U.U.; na Reunião Internacional em Roma, em 13-15/X/1989, disse: “Favorecer o uso de preservativos se revelaria um erro, porque só aumenta os comportamentos arriscados, exatamente como por seringas a disposição dos toxicodependentes”.  

12 – O Dr. Aquilino Polaino, catedrático de Psiquiatria,
em Ver. Palabra, Madrid, IV/90, p. 33, afirma:
 “Tenho tratado a muitos pacientes que padecem de AIDS, que haviam utilizado preservativos. Provavelmente, se não os tivessem usado não teriam essas relações sexuais e agora não teriam AIDS”.  

13- Rubber Chemistry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992: “O vírus da AIDS passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela porta de uma garagem. Os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS. (  Quando enchemos um balão e depois de poucos dias ele já está bem vazio, não é porque foi mal amarrado e sim porque o látex tem poros por onde passam as moléculas de ar. 

14 – A Dra. Susan C. Weller, da Escola Médica de Galveston, Universidade do Texas, depois de 11 estudos sobre a efetividade do preservativo, encontrou uma falha de 31 % na proteção contra a transmissão da AIDS.  Diz ela: “Estes resultados indicam que os usuários do preservativo terão cerca de um terço de chance de se infectar em relação aos indivíduos praticando sexo ‘desprotegido’… O público em geral não pode entender a diferença entre ‘os preservativos podem reduzir o risco de que “os preservativos impedirão” a transmissão do HIV. Presta desserviço à população quem estimula a crença de que a camisinha evitará a transmissão sexual do HIV.  A camisinha não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco.” (Susan C. Weller, “A Meta-analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted IUV” Soc Sci Med 36:12 – 1993, pp. 16351644). 

15 – Outros estudos mostraram as mesmas falhas: 

K. Abril e W. Schreiner e colaboradores indicaram uma percentagem de 8% falhas no uso dos preservativos. (“Quale é il grado effetivo di protezione dalé HIV Del profilattico?” In Medicina e Morale, 44 (1994) 5, 903-904). 

“Differences in HIV Spread in four sub-Saharar African Cities”, UNAIDS,
Lusaka, 13 setembre 1999.
 

L. M. Wen – C. S. Estcourt – 3. M. Simpson – A Mindel, “Risk Factors for the Acquisition of Genital Warts: Are Condoms Protective?” in Sexually Transmitted Infections 75(1999)5, 312316. 

Scientific Evidence of Codom Effectiveness for Sexually Transmited Desease (STD) Prevention, 12-13 de junho 2000, Hyatt Dulles Airport Herndom, Virginia, Summary Report, National Institute of Alergy and Infections Deseases, National Institutes of Heaith, 20 de julho, de 2001, http://www.niaid.nih.gov/dmid/stds/ condomreprot.pdf 

Mitchei – A. Smidt.  “Safe Sex Messages for Adolescents.  Do They Work” in Australian Family Physician 29(2000)1, 31-34. “Evaluating Safe Sex Efforts”, in JAMA 286(2001)2, 159. 

Segundo K. R. Davis e S. C. Weller a percentagem de falha é de 13%. “The effectiviness of Condoms in Reducing Heterossexually Transmission of HIV. In Fan Plan Perspectives”. 31(1999) 6, 272-279. 

J. Mann – T.C. Quinn P. Piot – N. Bosenge Nzilambi – M. Kalala H. Francis – R.L. Colebunders – R. Byers. Kma Azila – N. Kabeya J.W Curran, “Condom Use and HIV Infection among Prostitutes in
Zaire”, in NEJM 316(1987)6, 325;
 

N. Nzila – M. Laga – M.A. Thiam – K. Mayimona – B. Edidi – E. Van Dyck – F. Behets – S. Hassig A. Nelson – K. Mokwa – R.L. Ashley – P. Piot – R.W. Ryder, “HIV and Other Sexually Transmitted Diseases among Female Prostitutes in Kinshasa”, in AIDS 5(1991)6, 715-721. 

A. Johnson, “Feedback from the Six International AIDS Conference, San Francisco 1990”, in Genitourinary Medicine 67(1991)2, 162-171, in particolare 162-163.  

M. Laga – M. Alary – N. Nzila – A.T. Manoka – M. Tuliza – F. Behets – J. Goemm – M . STLouis – P. Piot, “Condom Promotion, Sexually Transmitted Diseases Treatment, and Declining Incidence of HIV-1 Infection in Female Zairian Sex Workers”, in Lancet 344(1994)8917, 246-248.  

E.N. Ngugi – J.N. Simonsen – M. Bosire – A.R. Ronald – F.A. Plummer D.W Cameron – P. Waiyaki – J.O. Ndinya-Achola, “Prevention of Transmission of Human Immunodericiency Virus in Africa: “Effectiveness of Condom Promotion and Health Education among Prostitutes”, in Lancet 2(1988)8616, 887-890. 

R.S. Hannenberg- W Rojanapithayakorn – P. Kunasol – D.C. Sokal., “Impact of Thailand´s HIV Control Programme as Indicated by the Decline of Sexually Transmitted Diseases”, in Lancet 344 (1994) 8917. 

16 – Do site  www.vidahumana.org 

1) Percentagem de falha da “camisinha” para evitar a gravidez: 

a) 9.8 a18.5%: Harlap et al. “Preventig Pregnancy, Protecting Health” ,Alan Guttmacher Institute, 1991, p.35.  

b) 14 a 16%: Jones & Forrest. “Contraceptive Failure in the
United States” Family Planning Perspectives 21(3): 103-109. 1989.
 

c) 12%:
U.S. Dept. HHS. “Your Contraceptive Choices For Now, For later”, Family Life Information Exchange,
Bethesda, MD.
 

d) 18.4%: Mulher menor de 18 anos no primeiro ano de uso do preservativo. Grady et al. “Contraceptive Failure in the
U.S.” Family Plannig Perspectives 18(5): 204-207. 1986.
 

e) 10 a 20%: McCoy & Wibblesman. “The New Teenage Body Book”. The Body Press,
Los Angeles, 1987, p.210.
 

f) 10%: Seligman & Gesnell. “A Warning to Women on AIDS” Newsweek, 31 de agosto, 1987, p.12. 

g) 3 a15%: Kolata. “Birth Control” New York Times Health, 12 de janeiro, 1989. 

Se se considera que a mulher é fértil de 6 a 10 dias por ciclo, a percentagem de falha é de 21 a 36%. 

2) Índice de falha do preservativo em homossexuais: 

a) 26%: 11% se rompe, 15% se solta. “Wegersna & Oud.”, “Safety and Acceptability of Condoms for Use by Homosexual Man as a Prophylactic Against Transmission of HIV During Anogenital Sexual Intercourse”. “British Medical Journal”. 11 de julho, 1987, p.94. 

b) 30%: Pollner. “Experts Hedge on Condom Value”, “Medical World News”, 28 de agosto, 1988, p.60. 

3) Percentagem de falha do preservativo em usuários habituais:  

a) 10%: 1/10 esposas de portadores de HIV que reportam o uso habitual do preservativo ficaram infectadas. Fischl. “Evaluation of Heterosexual Partners, Children and Household Contacts of Adults with AIDS”, “Journal of the American Medical Association”, 257: 640-644, 1987. 

b) 17%: Goerdent. “What Is Safe Sex?”
New England Journal of Medicine, 316 (21): 1339-1342, 1987.
 

 

Uma Questão de Dizer: “Sim, Sim, Não, Não” Dom Aloísio Roque Oppermann scjArcebispo Metropolitano de Uberaba, MG 

 

  

Nosso presidente está se sentindo muito forte. Distribui palmatória pública até para a Igreja, para satisfação dos seus algozes. Nesta semana passada rebelou-se contra as orientações morais a respeito do preservativo sexual. Se a moral católica faz restrições, ele, líder máximo desse país, abre com generosidade seu uso livre para todos os cidadãos.  

Pela tonalidade de sua voz considera-se um vencedor. Virão outras incursões a favor do aborto, do casamento de homossexuais, etc. Preparemo-nos para tempos tenebrosos de perseguição. Vai ser fácil de denunciar-nos como opositores: seriamos apenas hipócritas, e não seguidores de Jesus. (Veja Mt 5,37). Será que com o grupo que está no poder vai se repetir em nosso meio o que se diz de certos países: ‘um povo cristão dirigido por ateus”? Passo a expor aos caros amigos, alguns dos princípios (apenas três), que nos regem em moral sexual. Garantidamente se encontram em nível elevado de humanismo. Cada leitor fará o seu próprio julgamento.  

 

1 – Antes de tudo, a moral cristã enaltece o amor humano como atitude digna, máxime quando se expressa em dimensão corporal e sexual. O sexo é um acontecimento do mais profundo significado humano. Expressa fisicamente o amor que vai no coração de um casal. Mas, segundo nosso permanente entender, tal relacionamento físico é reservado para o âmbito sagrado do matrimônio, onde encontra seu pleno sentido.  

 

2 – A moral de Cristo dignifica a humanidade, quando busca a virtude da castidade. Sua prática demonstra que a sexualidade é um grande valor, mas não o valor supremo. Existem outros valores a serem prestigiados: o bem comum, a solidariedade, a justiça, o amor a Deus. Abster-se de atividades sexuais fora do matrimônio, é uma virtude desprezada pelo mundo freudiano. Só essa virtude é capaz de abrir o coração para o transcendental. “Bem-aventurados os puros, porque verão a Deus” (Mt 5,8).  

 

3 – Se alguém se julga incapaz de ouvir essa proposta (que não é imposição), então a moral cristã sobre fidelidade conjugal, sobre “aguardar o casamento para a atividade sexual”, sobre a virtude da castidade, sobre o desestímulo ao uso dos preservativos, tem pouco a dizer. Se por causa da “dureza dos corações” (Mt 19,8) esse ideal se torna utópico, então, é claro, deve-se cuidar para que o mal seja o menor possível. Usando ou não, nesse caso, o preservativo, é como errar por meia dúzia ou seis. São Paulo, contudo alerta: “não vos conformeis com este mundo” (Rom 12,2).  

  

Fonte: Aquidiocese de Uberaba-MG 

  

REINALDO AZEVEDOJornalista da revista VEJA – 08 março 2007 

O discurso de Lula sobre a sexualidade (ver abaixo) é bem mais grave do que parece. Foi além das suas sandálias. Uma coisa é um governo implementar políticas públicas, como a distribuição de camisinhas (ainda que eu discorde de seu sentido moral), outra, distinta, é interferir, como faz o presidente, na educação que as famílias ministram a seus filhos. A menos que tenhamos decidido que gente pobre está destituída do pátrio poder. Desconheço alguma democracia — a rigor, ditadura também — em que um governante tenha chegado tão longe. 

Quando falo de “sentido moral”, alguns tontinhos supõem que estou me escandalizando ou fazendo a defesa da abstinência sexual. Teria direito às duas coisas, cidadão privado que sou — não exerço cargo público, e o que digo não tem a força de um exemplo —, mas não é disso que trato. Refiro-me às escolhas individuais entre o certo e o errado, o conveniente e o inconveniente. Quem, hoje, faz sexo de risco (risco de gravidez ou de doenças) não passará a ser mais responsável por causa da camisinha. Há, aí, uma questão anterior. Uma coisa é tornar o preservativo acessível a quem queira; outra, distinta, é transformá-lo num valor e num redutor das escolhas — ou seja, numa moral imposta. 

Isso que digo tem alguma virtude, algum sentido prático? Acho que não. Escrevo porque acho que é uma forma de manter viva a sanidade e de emitir um sinal para alguns milhares de leitores: o Brasil ainda não está definitivamente tomado pela estupidez. Ainda há quem fale, “nestepaiz”, de escolhas individuais. Sei, sei bem. Nunca somos muito bons nisso. 

Em qualquer sociedade, o público — seja o espaço público, seja a educação, sejam os costumes e as tradições — é feito mais de interdições do que de laxismo. Busca-se uma norma que regule a vida, que possa manter vivo o contrato de convivência, cabendo a cada indivíduo estabelecer um equilíbrio entre a observância dessa norma e sua transgressão. A rigor, é também essa a estrutura do ambiente familiar. Por isso, com grande sabedoria, herdamos uma interdição: não se vê a nudez do pai — metáfora mais do que viva e ativa na formação do nosso caráter. Quando rompemos com ele, quando o matamos simbolicamente, preservamos, não obstante, a sua inviolabilidade. 

Um governante que faz o discurso de Lula aposta na diluição de valores bem mais profundos do que aqueles que podem ser regulados pelo Estado e investe na coletivização do caráter. Morre o indivíduo. Seu homem-massa não tem mais escolha: está obrigado à liberdade. À liberdade segundo a entende um ente de razão supra-individual chamado “partido”. A “massa encefálica” de Lula é rústica, o que não quer dizer que não seja totalitária.(FONTE: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/)