Novos sucessos com células tronco adultas

Filed under: Células tronco — Prof. Felipe Aquino at 7:16 pm on Friday, April 25, 2008

 

         A cada dia os pesquisadores no mundo todo descobrem mais oportunidades de sucesso com as células tronco ADULTAS, mostrando que não é necessário matar embriões humanos para se ajudar os doentes. Além disso, pesquisadores abandonam os estudos com células tronco embrionárias, como é o caso do Dr. James Thompson que foi o pioneiro nessas pesquisas.  

Noticia divulgada pela France Press (24/-4/2008 – Miwa Suzuki, Tóquio) no site da UOL, da conta de que o sangue de menstruação pode reparar problemas cardíacos, aplicável a corações debilitados, segundo pesquisadores japoneses. Os cientistas estudaram o sangue da menstruação de nove mulheres e se concentraram em um tipo de célula que atua de maneira similar às células-tronco. 

Os pesquisadores japoneses constataram que “aproximadamente 20% das células menstruais começaram a pulsar espontaneamente três dias depois de serem introduzidas in vitro em células de coração de ratos”, sendo que as primeiras “formaram uma espécie de capa própria do tecido muscular do coração. A proporção de sucesso é cem vezes maior que a obtida com células-tronco extraídas da medula humana (entre 0,2% e 0,3%)”, segundo Shunichiro Miyoshi, cardiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Keio e um dos autores da pesquisa. O pesquisador afirmou que “é possível desenvolver um sistema no futuro próximo que permita às mulheres usarem o sangue para seu próprio tratamento”, o que elimina um dos principais riscos do uso das células tronco embrionárias que é a rejeição das mesmas pelo sistema imunológico dos pacientes. 

As pesquisas mostraram que os ratos que sofreram ataques cardíacos melhoram sua saúde após o tratamento com células da menstruação. Miyoshi defendeu que “o sangue menstrual poderia ser usado para fazer provisão de um tipo de células que contêm vários sistemas de HLA (Antígenos dos Leucócitos Humanos, na sigla em inglês), chave para o sistema imunológico”. Segundo o cientista, essas células “podem ser armazenadas em um tubo do tamanho de um dedo e serem cultivadas quando necessário” podendo ser guardadas por 300 anos. 

Outra noticia importante mostra a Declaração de Dra. Natalia López Moratalla, catedrática de Biologia Molecular presidente da Associação Espanhola de Bioética e Ética Médica, dada pela Zenit.org (23/04/2008, Granada, Espanha).  

Dra. Natália afirma que «As células-tronco embrionárias fracassaram; a esperança para os enfermos está nas células adultas», tese que ela expôs em Granada (Espanha), e Presidente da Associação Espanhola de Bioética e Ética Médica.Durante a conferência, que foi organizada pela Associação Nacional para a Defesa do Direito à Objeção de Consciência (ANDOC) na Academia de Medicina de Granada, a pesquisadora afirmou que hoje a pesquisa «derivou decididamente para o emprego das células-tronco ‘adultas’, que são extraídas do próprio organismo e que já estão dando resultados na cura de doentes’». 

Segundo a Dra. López Moratalla, «existem cerca de 600 protocolos que utilizam células-tronco adultas, e não se apresentou nenhum com células de origem embrionárias». As células adultas «possuem o mesmo potencial de crescimento e diferenciação das células-tronco embrionárias e substituem muito bem as possibilidades biotecnológicas sonhadas para aquelas». 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

O que o STF vai dizer ao Vinícius?

Filed under: Células tronco — Prof. Felipe Aquino at 2:37 pm on Friday, March 7, 2008

Por: Silvio Medeiros 

Essa é a pergunta que fica se nossos ministros decidirem que a destruição de embriões humanos é licita em nome da ciência. Não só o STF, mas a grande imprensa, as clínicas de fertilização (ansiosos para dar um fim aos seus onerosos embriões), os cadeirantes que se jogaram no chão no momento da votação, todos deverão prestar contas ao pequeno Vinícius, este menininho que antes de ir parar no útero de sua mãe passou oito anos congelado num tanque de nitrogênio líquido [1].Até agora ele é o brasileiro que mais tempo passou congelado para poder finalmente ver a luz do sol. E é cada dia maior a legião de crianças que se ajuntam a ele e a Laina Beasley, norte americana, nascida em 2005 e congelada por 13 anos [2], e que criam uma interrogação irrespondível nas nossas legislações que permitem a destruição dessas vidas humanas no seu primeiro estágio para pesquisa.

 Sim, eles merecerão explicações. Foram chamados de inviáveis, descartáveis [3], amontoado de células [4], coisas e não pessoas (talvez um bem de consumo?) [5], mas estão aí. Tudo porque estavam há mais de 3 anos congelados numa clínica que não pediram para ir, e por isso mesmo negociados numa corte que opinou democraticamente se poderiam ser destruídos num laboratório. Merecerão boas explicações pelo que fizeram mesmo sendo possível criar células-tronco embrionária sem necessidade de se destruir embrião algum [6].A justificativa de que eram “pré-embriões” (embriões não implantados), não vai adiantar pois um ser humano pode até ser privado de um ambiente favorável para seu desenvolvimento e ainda assim continuar humano.

A justificativa de que ainda não haviam passado pela fase de nidação também nada pode resolver pois um ser humano não perde sua identidade quando impedido de se alimentar. A justificativa de que ainda não detinham células do tecido nervoso também será insuficiente quando entenderem que o sistema nervoso humano só se completa anos depois do nascimento, e que nem por isso eliminamos nossos bebês recém-nascidos.

 Todos temos direito a viver com dignidade, mas quem ousará definir do que é feita essa tal dignidade? O ministro Celso Mello defende a destruição de embriões humanos visando a possibilidade de uma vida digna para os que sofrem de doenças hoje incuráveis [7]. Mas caro ministro, desde quando limitação física reduz a dignidade humana? Desde quando o grau de drama de uma pessoa é critério ético para acabar com uma vida alheia?O ministro relator, Carlos Britto, atrelou ainda a cura da limitação neurológica do filho de Diogo Mainardi às pesquisas com embriões humanos [8]. É claro que absolutamente todos queremos essa cura, mas quereríamos a custa da vida de um Vinícius, de uma Laina, de qualquer um? Pode-se pensar: não estaríamos matando ninguém pois eles ainda não existiam. Talvez não a olho nu, mas num microscópio veríamos todos eles muito bem.

Cada um com um sexo, com uma cor de olhos e de cabelos, impressões digitais, tom de voz, tudo traçado em seus irrepetíveis DNAs. Se disséssemos um “oi” para o Vinícius, não seria para Laina. Se ainda acompanhássemos sua gestação, não nasceria nenhum outro do que aquele que vimos anteriormente com apenas 100 células. Poderia até ter outro nome, mas seria o mesmo. Somos porque fomos preservados desde o início.De minha parte direi para o Vinícius se a extração de células-tronco embrionárias forem aprovadas pelo STF, que apesar do país em que vive afirmar que sua vida em um dado momento foi descartável, manipulável, violável, mesmo assim, ele possui um valor incalculável desde sempre, uma dignidade inalienável, intrínseca pelo fato de pertencer a raça humana; que apesar de ter sido relativizado por uma ética pragmática, não poderá jamais ser menor do que aquilo que realmente é: um ser humano pleno, completo, merecedor de todo respeito; que apesar de muitos cientistas terem o perdido como experimento, numerosos são aqueles que ganham com sua vida.

Direi enfim, que existem leis que estão acima das nossas porque existem antes de nós, e que nos ensinam a não matar para salvar porque no fim, somos todos iguais.

[1] disponível em:

<http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=241&mat=97120>
 
[2] disponível em:

<http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article540837.ece>
 
[3] disponível em:

http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84389
 
[4] disponível em:

<http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=86&pagina=2112&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67>
 
[5] disponível em:

 <http://www.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0603200803.htm>
 
[6] disponível em:

 <http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/08/22/ult27u50831.jhtm>
 
[7] disponível em:

http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84385
 
[8] disponível em:

<http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84390>
 

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