A Índia tem uma densidade demográfica de 308 pessoas/km quadrado, só perde para o Japão que tem 340.E no entanto, o Arcebispo de Trichur (Índia), Dom Andrews Thazhath, iniciou uma campanha para alentar aos católicos da região de Kerala no sul do país, a terem mais filhos, dada a preocupante queda na taxa de natalidade dos cristãos.   

Segundo a agência UCA News, o Bispo afirmou que em 1991 os cristãos em Kerala eram 19,5% dos 32 milhões de habitantes dessa região. Em 2001 a população chegou a 32 milhões e a percentagem de católicos decresceu aos 19%. 

A preocupação de Dom Thazhath não é nova. Em agosto do ano passado, o Cardeal Varkey Vithayathil, Arcebispo de Ernakulam-Angamaly, também exortava aos católicos a terem mais bebês em suas famílias. (CALCUTA, 2007-09-19 – ACI

O Pe. Jose Kottayil, Secretário da Comissão de Família da Conferência de Bispos Católicos de Kerala, explicou que a migração em  grande escala para a Austrália, Canadá, Europa, o Golfo Pérsico e Estados Unidos; assim como o síndrome da micro-família” fazem com que os católicos não cresçam em Kerala.  

“Nossa comunidade está bem educada e está melhor economicamente. Entretanto muitos pais jovens só têm um filho para assegurar assim a segurança social”, inclusive quando são capazes de manter mais crianças“, disse o sacerdote.  

Além disso, o plano existente para outorgar bolsas de estudo aos filhos de famílias numerosas, o Pe. Kottayil assinalou que “também educaremos os católicos a compartilhar seus recursos e gerar oportunidades de emprego. Temos que mudar a mentalidade do povo e isso nos tomará tempo”. 

Esta noticia mostra que mesmo em um país ainda em desenvolvimento, com a segunda maior taxa demográfica do mundo, a Igreja católica não aceita o controle da natalidade como meio de melhorar  a vida da população. A Índia é um país que hoje cresce a taxa de quase 10% ao ano, como a China, o que mostra que não é o número grande de habitantes que faz um país deixar de crescer.  

Um exemplo claríssimo disso é também o Japão, que não tem petróleo, não tem minérios, não tem terras, e possui a maior densidade demográfica do mundo, sendo o segundo pais em PIB entre as nações.  

Tudo isto mostra que a Igreja, “perita em humanidade”, como disse Paulo VI, tem toda a razão. Não é com políticas desumanas e anti-humanas de impedir a vida de existir, que se vai resolver os problemas das nações. Devemos dar soluções corretas para os problemas, e não soluções fáceis, rápidas, cômodas e inócuas.  

 Se na Índia, onde a densidade demográfica é de 308 hab/km quadrado, a Igreja incentiva os casais católicos a terem mais filhos, o que dizer,então, do Brasil, onde a densidade é de apenas 19 pessoas/km quadrado? O Brasil é um pais desabitado em comparação com a Índia e o Japão. 

Nada está acima da vida, por isso, a Igreja sempre esteve ao lado e em defesa dela.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

 

 

A taxa de fecundidade do Brasil é a mais baixa já registrada no país, segundo IBGE. Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que o país está envelhecendo, o que é muito triste e perigoso. A taxa de fecundidade da população em 2006, de dois nascimentos por mulher, é a menor já registrada pelo IBGE, caindo abaixo do limite da reposição. Assim como o número de filhos e a parcela mais jovem da população apresentaram queda, a faixa de pessoas com 60 anos ou mais cresceu em todas as regiões.          O índice mínimo para que um país mantenha a sua população estável, é de 2, 1 filhos/ mulher. Isto não acontece mais em nenhum país da Europa e agora também no Brasil e outros paises da América do Sul. 

O Brasil, com 2,0 filhos/ mulher, começou a se tornar um país de velhos. Quem vai trabalhar para o desenvolvimento do país? Quem vai pagar a aposentadoria dos idosos? Quem vai manter a Previdência Social? Essas perguntas já tiram o sono dos governantes dos países da Europa, onde a população já diminui sensivelmente, e o continente começa a viver o chamado “inverno demográfico; ou como dizia o Dr. Pierre Chaunu, doutor de História moderna da Sorbonne, “implosão demográfica”. 

A Europa já começa a viver a angustia do Império Romano decadente, que, segundo Dr. Pierre Chaunu, veio a desabar nas mãos dos bárbaros devido ao forte controle da natalidade e do grande número de abortos.  Os governantes europeus já se desdobram para fazer a população ter mais filhos; enquanto isso a Europa é invadida pelos imigrantes. 

Em 1950 a taxa de fecundidade do Brasil era de 6,2 filhos/mulher; hoje é de 2,0.  

O egoísmo e o comodismo de muitos casais que poderiam ter mais filhos, impedem os filhos de nascerem; muitos preferem uma vida “regalada” ao invés de terem mais filhos como manda a lei de Deus e a paternidade responsável que a Igreja Católica ensina. Os casais mais ricos que poderiam estar criando muitos filhos (médicos, advogados, dentistas, técnicos, …) para o país e para Deus, estão mergulhando no egoísmo e deixando os filhos para os pobres. Esses, por sua vez, são massacrados por uma política desumana e anti-cristã de controle da natalidade onde se usa uma distribuição irracional de anticoncepcionais, “pílulas do dia seguinte”, vasectomias e laqueaduras, como se estivéssemos lidando com gado e não com gente. O pragmatismo ateu e desumano tomou conta dos governos e de muitos pais, infelizmente. 

A população jovem, com até 25 anos, vem caindo continuamente no país. No período de 1981 a 2006, a proporção baixou de 58,2 para 44,3% do total.  

A densidade demográfica do Japão é de 310 pessoas/km quadrado; e na Europa a média é de 120 pessoas/km quadrado. Na América do Sul  é de apenas 20 pessoas/km quadrado. Essa comparação é por si mesma gritante. Isto é, a América é ainda um “Continente desabitado”, em comparação com Europa e Ásia, mas é forçada pelos países ricos a eliminar os seus filhos. Como pode ser humana uma política de natalidade que exige “impedir a vida de existir”? 

O Brasil e a América estão longe de precisar de uma política de drástico controle da natalidade; no entanto, isto já é uma triste realidade entre nós, que, sem dúvida, choraremos amargamente amanhã. Quem viver verá.  

Cabe ao menos aos casais católicos, que se amam e vivem em harmonia, respeitando as leis de Deus e da Igreja, fugirem deste doentio egoísmo ou deste medo irracional de ter filhos, e deixar que venham ao mundo as criançinhas de Deus. Como disse o grande historiador Daniel Rops, “um povo que já não quer ter filhos, é um povo muito doente”.  

O Catecismo da Igreja ensina que: “§2368 - Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém  do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esse que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade (GS 51,3).” 

 

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

 

 

A QUE PONTO CHEGAMOS… 

Um província russa está  estimulando  a população a não ir ao trabalho para ter mais vida sexual e gerar filhos. A noticia foi publicada pela “Folha de São Paulo”, 13.7.2007, no  Caderno Mundo,  e diz que diante da angústia de uma taxa de natalidade nacional negativa, o governador da Província russa de Ulianovsk fez um apelo aos casais locais para que  faltassem ao trabalho ontem e usassem o tempo livre para fazer sexo.
Como estímulo, o governo anunciou que mulheres que tiverem bebês em exatamente nove meses -no dia nacional da Rússia, 12 de junho- poderão ganhar, entre outros prêmios, uma casa nova.
“Tanto faz se o bebê for menino ou menina”, disse a porta-voz da
administração regional Ielena Iakovleva. O governador, Sergei Morozov, chegou a pedir aos empregadores que dessem folga a seus funcionários ontem. “Precisamos de mais gente”, afirmou.

A iniciativa faz parte da campanha do Kremlin para aumentar a taxa de natalidade russa. O país tenta reverter a tendência de diminuição da população, que registra atualmente 700 mil pessoas a menos por ano. Com 141,4 milhões de habitantes, a Rússia conta com uma taxa de crescimento populacional negativa, de -0,48%, e com uma taxa de fertilidade de 1,39 filho por mulher, segundo projeções para 2007 do CIA Fact Book. É uma das mais baixas da Europa.  

O índice mínimo para que a população de um país fique estável é de 2,1 filhos/mulher. No Brasil este índice já chegou a 2,0; isto é, daqui para a frente o Brasil não crescerá mais em sua população; o que é um absurdo demográfico. Enquanto o Japão tem 310 pessoas por km quadrado, o Brasil tem apenas 20; isto é, quinze vezes menos.
Este é o terceiro ano que a região de Ulianovsk, onde nasceu Lênin,
dedica um dia para encorajar casais a fazer mais bebês. Em 2007, um recorde de 78 nascimentos foi registrado na maternidade do principal hospital local. Em 2006, o número foi de 26, segundo o médico Andrei Malikh. 

O mundo, lentamente, começa a se dar conta do perigo que representa o que os demógrafos estão chamando de “Inverno demográfico”; ou o que o Dr. Pierre Chaunu, da universidade de Paris, a Sorbone, chamava de “Suicídio demográfico”. 

Os historiadores afirmam que o Império romano veio a sucumbir no ano 476 sob os bárbaros em vista do alto controle da natalidade e do grande número de abortos. Algo semelhante se dá hoje na Rússia e em muitos outros paises, isto é, o número de abortos supera o número de nascimentos.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Mais uma instituição européia, a cadeia britânica BBC, reconheceu que a Europa atravessa um “inverno demográfico”, ou o que Dr. Pierre Chaunu chama de “implosão demográfica”. Em uma recente transmissão, esta rede de televisão indicou que os “níveis populacionais em distintas partes do mundo desenvolvido estão declinando, mas isso é particularmente mais notório nos países ocidentais”, especialmente na Europa. (fonte: acidigital.com, 15.08.2007)

Por exemplo, explica a noticia que “em 1974, 100 mil bebês nasceram em Eslováquia, agora dificilmente chegam a 50 mil por ano”, menos da metade da média desse então.

O Secretário Internacional do Congresso Mundial das Famílias, Allan C. Carlson, disse que “das dez nações com as taxas de nascimentos mais baixas do mundo, nove são européias. De acordo à União Européia, a média do Continente chega a 1,37 crianças por mulher”. Sabemos que esta taxa mínima necessária para se manter a população – não para aumentar – é de 2,1 filhos por mulher. A Europa está longe disso, e por isso sua população já está em rápida diminuição. Só na Rússia a população diminui de um milhão de pessoas por ano, especialmente porque lá o número de nascimentos é menor que o de abortos.

 Com estes dados europeus, os meios como a BBC, explica Carlson, “estão começando a dar-se conta da grave crise pela qual o Congresso Mundial das Famílias falou por anos”.

“Menos crianças e uma população que envelhece gerarão uma crise que os europeus logo estão começando a observar”, adverte Carlson, e afirma que entre os efeitos desta se pode mencionar “poucos postos de trabalho, derrota nos impostos e cada vez menos adultos que terão que encarregar-se de cada vez mais e mais pessoas idosas”. Isto gera forte crise no sistema previdenciário.

Consequentemente a Europa vai sendo invadida por muçulmanos, africanos e asiáticos que vão suprindo a falta de mão de obra. Embora a imigração seja bem vista pela Igreja como um preceito da caridade, no entanto a destruição da rica cultura européia, que é a base da civilização cristã ocidental começa a correr risco.

Também o Brasil já entrou para o rol dos países onde a população tende a se estabilizar, pois já chegamos ao índice de apenas 2,0 filhos por mulher. O Brasil, e os demais paises latino americanos têm, em média, apenas cerca de 18 pessoas por km quadrado, enquanto que o Japão tem 300; e a Europa em média 120. Quer dizer, a América Latina é um continente vazio em comparação com a Europa e Ásia. Por que, então, controlar-se radicalmente a natalidade? A quem interessa? Não é ao Brasil.

É bom notar que os paises que hoje tem maior desenvolvimento econômico são exatamente os mais populosos: China e Índia…  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

Dr. Eurico Alonço Malagodi (médico, autor do livro “Mulher, o último elo”). 

.Quando se faz a leitura atenciosa da bula de uma das muitas pílulas do dia seguinte, à venda livremente nas farmácias brasileiras, vamos nos surpreender com a advertência de que tal medicamento não pode ser usado na presença de uma gravidez, e mais surpresos ainda ficamos quando constatamos que tal advertência aparece oito vezes no texto.Esta hipocrisia, que não deixa de ter seu aspecto jocoso, não tem nada a ver com o bem estar e a saúde das mulheres; trata-se, simplesmente, de um recurso que os grandes laboratórios utilizam para fugir de pendências jurídicas ou processos indenizatórios.
.Quando uma mulher faz uso desses dois comprimidos, na maioria das vezes o Levonorgestrel (derivado da 19-nortestosterona), e em dosagens que equivalem de 7 a 11 comprimidos das pílulas comuns de uso diário, pode-se resumir em dois tipos de ocorrências:
.- No primeiro caso, a  mulher está fora do período fértil e portanto não ficará grávida; terá uma modificação no seu ciclo e, após alguns dias ocorrerá um sangramento, tipo menstrual, mas variável, além de eventuais efeitos colaterais, às vezes bastante desagradáveis. Quando o assunto “complicações” é tratado nessa bula, as palavras “morte” e “morrer” aparecem três vezes. Uso inútil do medicamento, já que seu interesse maior era livrar-se de uma possível gravidez que nunca existiu.- Já no segundo caso, a mulher realizou um ato genital no período fértil que, surpreendentemente, em pleno século XXI, a maioria  desconhece, e vai ficar grávida.Sabe-se que, logo após o ato genital, a entrada dos espermatozóides no colo do útero, com a presença do muco cervical, é muito rápida. Segundo Speroff e colaboradores, 90 segundos após a ejaculação, já se pode encontrar os gametas masculinos no endocérvice (porção interna do colo uterino).
Estudos feitos, em casos de esterilidade conjugal, mostram que 5 minutos após a inseminação, feita no interior da cavidade uterina, já se detecta espermatozóides nas trompas, na região onde vai ocorrer a fecundação. Portanto, alguns minutos após o orgasmo masculino, já é possível a presença dos gametas do macho em volta do óvulo.
Assim, ao ingerir os dois comprimidos, horas ou mesmo um ou dois dias após o ato genital, já existe uma gravidez em desenvolvimento.
Em virtude das altas doses desse hormônio sintético que o medicamento contém, as alterações nas gonadotrofinas hipofisárias, a interrupção do desenvolvimento do folículo ovariano, as alterações tubárias e outras, mas, principalmente, pela descamação endometrial que vai ocorrer, justamente no local onde se implanta a nova vida, esta será fatalmente eliminada, junto com o sangue menstrual.
Claro que, também aqui, os efeitos colaterais irão se repetir.
Esta é a inequívoca ação abortiva da pílula do dia seguinte, e da qual a esperteza comercial, a irresponsabilidade pública e a banalização do ato genital farão um sucesso de vendas nos próximos anos, especialmente entre as adolescentes.
Mais uma vez, a sociedade machista, que aí está, libera o homem de sua responsabilidade, pela violência que continuará cometendo contra a mulher.

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