BBC de Londres reconhece o perigo do Inverno demográfico

Filed under: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 8:58 pm on Thursday, August 16, 2007

Mais uma instituição européia, a cadeia britânica BBC, reconheceu que a Europa atravessa um “inverno demográfico”, ou o que Dr. Pierre Chaunu chama de “implosão demográfica”. Em uma recente transmissão, esta rede de televisão indicou que os “níveis populacionais em distintas partes do mundo desenvolvido estão declinando, mas isso é particularmente mais notório nos países ocidentais”, especialmente na Europa. (fonte: acidigital.com, 15.08.2007)

Por exemplo, explica a noticia que “em 1974, 100 mil bebês nasceram em Eslováquia, agora dificilmente chegam a 50 mil por ano”, menos da metade da média desse então.

O Secretário Internacional do Congresso Mundial das Famílias, Allan C. Carlson, disse que “das dez nações com as taxas de nascimentos mais baixas do mundo, nove são européias. De acordo à União Européia, a média do Continente chega a 1,37 crianças por mulher”. Sabemos que esta taxa mínima necessária para se manter a população – não para aumentar – é de 2,1 filhos por mulher. A Europa está longe disso, e por isso sua população já está em rápida diminuição. Só na Rússia a população diminui de um milhão de pessoas por ano, especialmente porque lá o número de nascimentos é menor que o de abortos.

 Com estes dados europeus, os meios como a BBC, explica Carlson, “estão começando a dar-se conta da grave crise pela qual o Congresso Mundial das Famílias falou por anos”.

“Menos crianças e uma população que envelhece gerarão uma crise que os europeus logo estão começando a observar”, adverte Carlson, e afirma que entre os efeitos desta se pode mencionar “poucos postos de trabalho, derrota nos impostos e cada vez menos adultos que terão que encarregar-se de cada vez mais e mais pessoas idosas”. Isto gera forte crise no sistema previdenciário.

Consequentemente a Europa vai sendo invadida por muçulmanos, africanos e asiáticos que vão suprindo a falta de mão de obra. Embora a imigração seja bem vista pela Igreja como um preceito da caridade, no entanto a destruição da rica cultura européia, que é a base da civilização cristã ocidental começa a correr risco.

Também o Brasil já entrou para o rol dos países onde a população tende a se estabilizar, pois já chegamos ao índice de apenas 2,0 filhos por mulher. O Brasil, e os demais paises latino americanos têm, em média, apenas cerca de 18 pessoas por km quadrado, enquanto que o Japão tem 300; e a Europa em média 120. Quer dizer, a América Latina é um continente vazio em comparação com a Europa e Ásia. Por que, então, controlar-se radicalmente a natalidade? A quem interessa? Não é ao Brasil.

É bom notar que os paises que hoje tem maior desenvolvimento econômico são exatamente os mais populosos: China e Índia…  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

AS VERDADES INCONVENIENTES DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Filed under: Controle da Natalidade, Aborto — Prof. Felipe Aquino at 9:22 am on Saturday, March 3, 2007

Dr. Eurico Alonço Malagodi (médico, autor do livro “Mulher, o último elo”). 

.Quando se faz a leitura atenciosa da bula de uma das muitas pílulas do dia seguinte, à venda livremente nas farmácias brasileiras, vamos nos surpreender com a advertência de que tal medicamento não pode ser usado na presença de uma gravidez, e mais surpresos ainda ficamos quando constatamos que tal advertência aparece oito vezes no texto.Esta hipocrisia, que não deixa de ter seu aspecto jocoso, não tem nada a ver com o bem estar e a saúde das mulheres; trata-se, simplesmente, de um recurso que os grandes laboratórios utilizam para fugir de pendências jurídicas ou processos indenizatórios.
.Quando uma mulher faz uso desses dois comprimidos, na maioria das vezes o Levonorgestrel (derivado da 19-nortestosterona), e em dosagens que equivalem de 7 a 11 comprimidos das pílulas comuns de uso diário, pode-se resumir em dois tipos de ocorrências:
.- No primeiro caso, a  mulher está fora do período fértil e portanto não ficará grávida; terá uma modificação no seu ciclo e, após alguns dias ocorrerá um sangramento, tipo menstrual, mas variável, além de eventuais efeitos colaterais, às vezes bastante desagradáveis. Quando o assunto “complicações” é tratado nessa bula, as palavras “morte” e “morrer” aparecem três vezes. Uso inútil do medicamento, já que seu interesse maior era livrar-se de uma possível gravidez que nunca existiu.- Já no segundo caso, a mulher realizou um ato genital no período fértil que, surpreendentemente, em pleno século XXI, a maioria  desconhece, e vai ficar grávida.Sabe-se que, logo após o ato genital, a entrada dos espermatozóides no colo do útero, com a presença do muco cervical, é muito rápida. Segundo Speroff e colaboradores, 90 segundos após a ejaculação, já se pode encontrar os gametas masculinos no endocérvice (porção interna do colo uterino).
Estudos feitos, em casos de esterilidade conjugal, mostram que 5 minutos após a inseminação, feita no interior da cavidade uterina, já se detecta espermatozóides nas trompas, na região onde vai ocorrer a fecundação. Portanto, alguns minutos após o orgasmo masculino, já é possível a presença dos gametas do macho em volta do óvulo.
Assim, ao ingerir os dois comprimidos, horas ou mesmo um ou dois dias após o ato genital, já existe uma gravidez em desenvolvimento.
Em virtude das altas doses desse hormônio sintético que o medicamento contém, as alterações nas gonadotrofinas hipofisárias, a interrupção do desenvolvimento do folículo ovariano, as alterações tubárias e outras, mas, principalmente, pela descamação endometrial que vai ocorrer, justamente no local onde se implanta a nova vida, esta será fatalmente eliminada, junto com o sangue menstrual.
Claro que, também aqui, os efeitos colaterais irão se repetir.
Esta é a inequívoca ação abortiva da pílula do dia seguinte, e da qual a esperteza comercial, a irresponsabilidade pública e a banalização do ato genital farão um sucesso de vendas nos próximos anos, especialmente entre as adolescentes.
Mais uma vez, a sociedade machista, que aí está, libera o homem de sua responsabilidade, pela violência que continuará cometendo contra a mulher.

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Casais recebem para ter filhos

Filed under: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 11:52 am on Friday, January 19, 2007

O  jornal portugues PortugalDiário” publicou em seu site, em 08 jan 07, dados interessantes sobre os subsídios que os governos europeus estão dando aos casais para incentiva-los a ter mais filhos. Mas fica aqui desde já a pergunta: Será que o dinheiro será capaz de conseguir o que o amor dos pais não conseguiram?

Vários paises europeus com baixa natalidade estão dando subsídios de nascimento, abonos, compensação para os pais que queiram deixar o emprego, licenças de maternidade e ajudas na educação, entre outras. Em Portugal nascem cada vez menos bebês.Para incentivar a natalidade, o Governo alemão decidiu agora atribuir um subsídio, que pode chegar aos 25 mil euros, porque nas últimas décadas, as taxas de nascimento na Alemanha caíram a um ponto que autoridades consideram «alarmante». A taxa de fertilidade média é de 1,37 filho por casal, bem abaixo da média de 2,1 considerada necessária para manter a população em nível estável. A legislação previa que pais que decidissem ter filhos podiam receber até 7,2 mil euros por um período máximo de dois anos. A partir de 1 de Janeiro 2008, com a entrada em vigor da nova lei, podem receber até dois terços do salário durante um ano, no valor máximo de 25,2 mil euros. A França anunciou recentemente um pacote de medidas para conciliar a maternidade com a vida profissional e estimular as mulheres a terem um terceiro filho. As francesas que derem à luz um terceiro filho poderão usufruir, se assim desejarem, de uma licença de maternidade mais curta (de três anos para um) mas mais bem remunerada, com cerca de 750 euros por mês. A estas medidas somam-se auxílios mais elevados para as despesas com as crianças, creches gratuitas, descontos em restaurantes, supermercados, cinemas e transportes públicos e ainda actividades extra-escolares a preços reduzidos. O regime de Segurança Social francês prevê vários subsídios para as famílias, entre os quais o de nascimento (830 euros), o de base (166 euros por mês, até aos três anos) e o de início de aulas para os agregados desfavorecidos - 265 euros. Além disso, há também benefícios fiscais para os casais com filhos. Atualmente, a França tem uma taxa de natalidade de 1,9 filho por mulher e é, depois da Irlanda, o país da Comunidade Europeia com os melhores índices. Na Suécia considerado pela ONU como «o melhor lugar do  mundo para ter filhos», um dos pais pode ficar em casa por um ano com 80 por cento do ordenado. A assistência pré-natal é gratuita e há uma rede de creches privadas de preços controlados. Fernando Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), disse ao “PortugalDiário” que em países nórdicos como Suécia, Dinamarca e Noruega há ainda uma compensação estatal, caso um dos pais decida desempregar-se ou sub-empregar-se para ficar em casa com os filhos. Na Espanha, os pais têm direito a subsídio de risco na gravidez, abono de família que aumenta a partir do segundo filho e subsídio de nascimento para o terceiro filho e seguintes. Em Portugal, o abono de família é determinado em função dos rendimentos, não sendo atribuído aos agregados familiares com um rendimento superior a 1875 euros mensais. No primeiro ano o valor é maior e vai diminuindo conforme a criança fica mais velha.  De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2005 nasceram 109.457 crianças
em Portugal. Com um índice de fecundidade de 1,4 filhos por mulher, que tem vindo a diminuir, «Portugal continua a não assegurar a renovação de gerações e o défice de nascimentos ronda os 55 mil por ano», explicou o presidente da APFN.
O Algarve é a zona do país onde se regista um aumento mais constante da taxa de natalidade nos últimos anos, segundo dados do INE. 16 por cento dos bebés que nasceram em 2003 no Algarve são filhos de mãe estrangeira, na maioria de mulheres ucranianas e brasileiras. (Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=759443&div_id=291           Segundo o Dr. Pierre Chaunu, professor de História moderna da Sorbonne na França, o mundo está em rápida e perigosa “implosão demográfica”. Segundo ele, acontece com a Europa o que aconteceu com o Império Romano, que submergiu por causa do controle da natalidade e do alto índece de aborto. Ambas as realidades acontecem hoje na Europa. A Igreja continua a lembrar que:          “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção e da generosidade dos pais” (GS 50,2; Cat. §2373). Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais.” (Catecismo §1652).E o salmista reza: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade.” (Sl 126)Quem ainda tem fé para acreditar nessa “Palavra de Deus”?Quem nela crer, será feliz! 

Prof. Felipe Aquino

www.cleofas.com.br

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