Acabo de ler o seguinte conteúdo em Biblioteca Virtual Católica da Espanha: “As autoridades educacionais levam a pornografia e a masturbação à escola. Os professores obrigam meninos de 12 anos a examinar detidamente revistas pornográficas na classe. Isso está acontecendo na Espanha. Os professores obrigam os meninos em classe a falar de  masturbar-se. A pornografia chegou à escola onde levamos nossos filhos…Nas aulas já entrou a masturbação como matéria de aprendizagem. Os professores falam do tamanho do pênis e recomendam que comecem o quanto antes a manter relações sexuais. Muitos pais de crianças andaluzas estão apresentando denúncias porque essas são as coisas que  estão ensinando a seus filhos. E por experiência, por triste experiência, já sabemos que as maiores atrocidades cometidas por este governo começaram pela Andaluzia ou Catalunha como teste para logo implantar-se em toda a Espanha.

Não consintas que submetam teus filhos a semelhante grau de perversão. Expulsa logo essa ‘educação’ sexual de nossas escolas. Se não reagimos imediatamente, se não os fazemos parar, a promoção da homossexualidade, a pornográfia e a masturbação entrarão também no colégio de teus filhos. E, então, talvez seja tarde para reagir. E não adiantará então se queixar”.

Sabemos que no Brasil há um grupo no Ministério da Educação que pretende impor às nossas escolas coisas muito semelhantes. A impressão que se tem é que o rigor moral do Socialismo, tão exigente nos países em que se tornou ditadura, em razão do fracasso do comunismo, transformou-se, em nome da defesa de direitos, em agente de demolição dos princípios morais implantados na cultura pelo cristianismo. Neste mês de junho, em que celebramos as festas de Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus, elevemos orações a Deus pelo nosso País, que vem sofrendo também as consequências do empenho organizado, em âmbito mundial, de destruição dos valore s humanos, fruto de dois milênios de presença da fé cristã na história.

Os fieis leigos cristãos: juristas, educadores, políticos, médicos, pais e mães de família, enfim todos, são hoje, mais que em outras épocas, chamados a assumir organizadamente nas estruturas da sociedade, em todas as instituições, a missão, que lhes é específica, de defender  a dignidade da pessoa, a importância do matrimônio e da família, bem como a zelar pela educação das crianças e dos jovens, participando e exigindo que as escolas respeitem os princípios morais derivados da natureza humana e explicitados na revelação cristã. Acabo de ouvir pela TV que a Presidente da República do Brasil mandou sustar a distribuição do material, sobre homofobia, preparado pelo MEC por julgá-lo impróprio. Quero crer que seja esta de fato a razão, uma vez que o deputado Garotinho ameaçou, caso não fosse tomada esta providência, votar a favor da CPI “Palocci”.

A ausência de ética na Política é tal que questões éticas da mais alta relevância acabam por se resolver através de trocas espúrias, imorais. Não sei dizer da necessidade de CPI no caso, mas se a consciência moral do político lhe indica esse caminho, ele não pode torná-lo objeto de barganha. Assim também aquele ou aquela que ocupa a mais alta função na República não pode ceder a pressões de quaisquer tipos quando se trata do bem real da Nação. Valores morais não podem ser objeto de troca e Brasília não pode se tornar um grande mercado onde se trocam favores e se vendem valores.

A propósito de medidas educativas para proteção das pessoas de condição homossexual, a presidente teria afirmado que o assunto deve ser mais debatido pela sociedade. Fica, pois, claro, que o que se propunha foi elaborado por um grupo restrito que não representa nem de longe o pensamento da maioria dos educadores de nosso país. Sugiro que um grupo de educad ores, psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras e de pessoas religiosas, com formação científica na área de afetividade e sexualidade, seja convocado e possa oferecer uma alternativa à infeliz proposta do grupo agora desautorizado pela Presidente Dilma. Teriamos, então, uma proposta abrangente onde a afetividade e a sexualidade seriam abordadas no contexto mais amplo do amor, do matrimônio e da vida familiar. Dentro desse conjunto se trabalharia também a questão da homossexualidade em todos os seus aspectos, ajudando os adolescentes a se conhecerem e a aprenderem a lidar com a própria sexualidade e a respeitarem e amarem todos os outros, qualquer que fosse sua condição do ponto de vista da sexualidade.

Na verdade a proposta do referido grupo tinha o objetivo de inculturar o homossexualismo – as práticas homossexuais – e não comprender a homossexualidade e como trabalhar a questão do ponto de vista pedagógico. Mudando de assunto: nosso Congresso de l eigos está caminhando. Participe dos grupos, venha para as oficinas temáticas que se realizarão no dia 03 de setembro próximo. E lembre-se das palavras de Jesus: “Vós sois a luz do mundo e o sal da terra”.

Oxalá essa luz brilhe em todos os setores da vida de nossa sociedade, também, nas altas esferas da república!

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por Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues
Arcebispo de Sorocaba – SP

 

Aproximam-se as férias escolares e muitos pais certamente já começam a se perguntar o que vão fazer com os filhos em casa. A maioria deles trabalha e se preocupa de deixar os filhos em casa.

Mas, antes de tudo é preciso lembrar que o tempo de férias é necessário para as crianças e jovens descasarem das atividades escolares e poderem voltar a elas depois com mais disposição para os estudos. E a escola precisa também um tempo sem eles para poder durante este período programar e preparar as atividades para quando eles voltarem.

 

Portanto, o pais precisam programar este período de férias dos seus filhos; não deixar que este tempo seja improvisado e vivido de qualquer jeito pois é um tempo precioso. Este é um tempo favorável e rico para os pais estarem mais com os seus filhos, conversar com eles; ouvir seus anseios e problemas, corrigir seus rumos, etc.

 

Os pais não conseguirão educar os filhos se, antes de tudo, não os “conquistar”. O jovem segue aquele que o cativa, que o conquista; por isso, você pai e mãe precisa conquistar o seu filho; e o tempo de férias é propício a isso. Se você trabalha só em casa, então, será mais fácil programar as atividades de férias para estar com eles, receber seus amigos para um bom filme juntos, um bom café, um bom passeio, uma visita a um parente, etc…

 

A Bíblia diz que “Aquele que dá ensinamento a seu filho será louvado por causa dele” (Eclo 30,2). E Cabe aos pais transmitir aos filhos os ensinamentos e conselhos “para que sejam salvos” (Eclo 3,2); contudo, os filhos só ouvirão os conselhos dos pais se tiverem estima e “admiração” por eles, por isso o pai e a mãe têm que conquistar os filhos. Um filho que admira o pai, o segue e ouve os seus conselhos naturalmente; caso contrário será difícil.

 

O papa João Paulo II disse que: “Educar é conquistar o coração, animá-lo com alegria e satisfação em busca do bem”. O bom pai e o bom professor é aquele que sabe cativar. O bom pai e a boa mãe são aqueles que os filhos têm orgulho deles.  E como os pais devem conquistar os seus filhos?

 

Não pode ser, é claro, pelo dinheiro, chantagens e outras artimanhas. Muitos pais erram grosseiramente nisto. Pensam que dando aos filhos tudo o que eles querem – roupa da moda, tênis de marca, mil programas,… poderão conquistá-los. Não será assim; se o fosse, os pobres não teriam como educar os seus filhos.

 

O pai há de conquistar o filho “por aquilo que ele é”, e não por aquilo que tem e que lhe dá. O pai conquistará o filho pelo respeito que lhe dedica, pelo tempo que gasta ao seu lado, pelo consolo que lhe oferece nas horas de dificuldade, pelos passeios que faz com eles, pela ajuda dedicada naquele problema, por sua honestidade pessoal e profissional, pelo bom nome que cultivou, pela dedicação à família, pelo amor e fidelidade à esposa e aos filhos, etc…

 

Como é bela aquela frase do Pequeno Príncipe que diz assim: “Foi o tempo que gastaste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante”. Como poderá um filho ouvir os conselhos de um pai que não gastou tempo com ele? E isso pode e deve ser feito especialmente nas férias.

 

Um dia vi um adesivo pregado em um automóvel, e que dizia: “Conquiste o teu filho antes que o traficante o faça!” De muitas maneiras os pais perdem os seus filhos. Um grave erro dos pais é não ter tempo para eles. Trabalham, trabalham e trabalham… e o tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam  fazer “outras coisas”.

 

Ora, educar os filhos é uma tarefa que exige “estar com os filhos”. É preciso de tempo; e tempo, convenhamos, é uma questão de prioridade e escolha. Se você não acha tempo para o seu filho, entenda, é porque ele não é importante para você. Os filhos crescem rápido; não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. O que não foi feito na hora certa, não poderá ser feito depois.

 

Portanto, pai e mãe, aproveite esse tempo favorável das férias para estar com seus filhos; ouvir suas histórias, conhecer seus problemas, divertir com eles, rezarem juntos, etc.

 

 

 

 

 

 

    Estive na universidade como professor durante 40 anos; pude lecionar em três universidades públicas (UNIFEI, UNESP, USP) e em três particulares (UNISAL, FCLI, FECI).  Fui diretor geral do campus da USP em Lorena por quase vinte anos, e assim pude conhecer as universidades por dentro.

 

A Professora Dra. Maria Herminia Almeida, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia Ciências e Letra da USP, deu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em 11 de junho de 2009, explicando o que se passa na Universidade: uma minoria que atrapalha o trabalho dos demais.  

 

Enquanto nas universidades particulares a grande maioria dos jovens universitários brasileiros estuda, com grande sacrifício, pagando suas mensalidades, sem fazer greves e exigências, nas universidades públicas, aqueles que estudam de graça, com professores do melhor nível (todos doutores), fazem greve, agitação política. Na verdade é uma minoria que, manipulada,  serve de massa de manobra. A Reitoria tem o dever de manter o campus funcionando em paz. É o povo brasileiro sofrido quem paga as despesas das universidades, para que estudem e trabalhem.

Vejamos a entrevista da Professora:

FOLHA – Como a sra. analisa a situação na USP?
MARIA HERMINIA TAVARES DE ALMEIDA
– As coisas não começaram ontem [anteontem, dia do confronto]. Começou com um pequeno grupo de funcionários grevistas, que, ao começar a campanha salarial, já quis ocupar a reitoria. Depois, uma parcela minoritária de alunos, de alguns departamentos, decidiu impedir a entrada dos demais. Como você garante que os alunos que querem ter aula possam ter aula, que os funcionários que querem trabalhar possam trabalhar? Em um Estado de Direito, quem garante a liberdade de acesso e a defesa do patrimônio público é a força policial. Além disso, na televisão, parece que os manifestantes foram atacados sem razão. Mas eles provocaram. O grave é existirem grupos dentro da universidade que apostam em confrontos como esse. Houve uma aposta na radicalização.

 

 

 

FOLHA – Quais são esse setores?
MARIA HERMINIA
– A liderança do sindicato dos funcionários [Sintusp] e uma ala do movimento estudantil.

 

FOLHA – A reitora precisava ter pedido a presença policial?
MARIA HERMINIA
– Ela não chamou a polícia, pediu reintegração de posse à Justiça. A reitora estava no seu dever. A reitoria existe para, entre outras coisas, garantir o funcionamento da universidade. Talvez tenha faltado explicar melhor o que estava fazendo.

 

FOLHA – Como a sra. avalia as reivindicações dos grevistas?
MARIA HERMINIA
– Conflito salarial tem em qualquer lugar. Os salários na USP não são excepcionalmente altos, todos sabem. O problema é começar uma negociação sobre salário invadindo o prédio da direção da universidade.

 

FOLHA – A reitora deveria renunciar?
MARIA HERMINIA
– Isso me parece uma reivindicação despropositada. Ela foi eleita, tem mandato até o final do ano.

 

FOLHA – O confronto expõe um problema estrutural na USP?

 MARIA HERMINIA – É ação de uma minoria. A USP funcionava normalmente. Mas grupos reduzidos podem fazer problemas grandes.

Recebi pela internet uma matéria que pode ajudar os pais a meditarem um pouco sobre a educação dos filhos; por isso a transcrevo aqui. 

UM ALERTA PARA OS PAIS!!! 

Por: Karina Cabral

Criando um Monstro 

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a
própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada? 

Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação
social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental?
Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas
de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar
vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas
inocentes? 

O rapaz deu a resposta: ‘ela não quis falar comigo‘. A garota disse Não, não
quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não.
Seu desejo era mais importante. 

Não quero ser comparado como um desses psicólogos de araque que infestam os programas
vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e
fala descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.
Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei
que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa
história toda. 

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um
rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir
lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais
dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a
filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com
vida. Faltou à polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a
garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da
imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e
chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi
punida com uma bala na cabeça. 

O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores
morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer
não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas
têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às
sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue
dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez
alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando
escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da
namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é
normal. E é legal. 

Os pais dizem, ‘não posso traumatizar meu filho‘. E não é raro eu ver alguns
tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em
brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias.
Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não,
você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma
novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for
contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai
dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha
enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola
sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto
você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no
parque. 

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS
crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a
vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam
sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam
mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante. 

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo
contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um
amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender
uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor
dos adultos pelas crianças não é só prazer – é também responsabilidade. E
quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é
preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que
tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que
sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara. 

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o
meu caminho quando acredito que é hora – e tento respeitar também os nãos
que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a
verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência
cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

Karina Cabral – www.mafaldacrescida.com.br.

Como evangelizar os meus filhos? 

A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.  

Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus, se isto não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem que ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, sua vida, seus milagres, seu amor por nós, sua divindade, sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o Batismo, a Primeira Comunhão, a Crisma  e a catequese.  

Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião. 

Nunca esqueci o Terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que lhe ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós – doutorado em Física, e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.  

Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem, que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, o filhos também vão viver assim, e isto se desdobra  em outros exemplos. Os pais precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar  em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o  crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”

Não apenas leve seu filho à Igreja, mas ensine-o a rezar; leve-o ao grupo de oração, aos Encontros da fé, leia com ele a Biblia e lhe explique, etc. Tudo isso vai moldando a sua fé. 

 

Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado com a escola. Infelizmente hoje se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que seus filhos aprendem ali. Infelizmente hoje o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nas escolas. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, afim de que não aprendam uma moral anti-cristã. Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, etc.  Hoje temos boas tvs religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação da criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirar as crianças da frente da TV; brinquedos, jogos, estórias, etc. Da mesma forma a internet; os pais não podem descuidar dela. 

Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquista-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que  querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro…? Não, você conquista o seu filho com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint Exupéry disse no Pequino Príncipe: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que fez ela ser tão importante para você”. 

Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho de seus pais. Assim será fácil você o levar para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a Igreja porque não foram conquistados pelos pais.  

Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhe-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele.  

Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br