27. janeiro 2010 · 1 comment · Categories: MST

 

O jornal  Folha de São Paulo (27 jan 2010) informa que após a depredação de fazenda da empresa Cutrale em São Paulo, a Polícia Civil desencadeou a Operação Laranja, com o objetivo de cumprir 20 mandados de prisão de pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). As prisões ocorreram na região de Iaras e Bauru (noroeste do Estado). Foram cumpridas sete ordens de prisão, mas duas pessoas que não estavam na lista foram detidas por porte ilegal de armas, levando a nove o total de detidos. Ao final do dia, havia 13 foragidos. Entre os detidos estão o ex-prefeito de Iaras Edilson Xavier, do PT, a vereadora Rosimeire Serpa (também petista) e o marido dela, Miguel Serpa, da direção estadual do MST, acusados de liderar a invasão. Foram apreendidos ainda computadores e celulares. A Cutrale disse que teve prejuízos de R$ 1,2 milhão com a invasão. (págs. 1 e A8)

 

 

Papa João Paulo II condenava  invasões de terras

 

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, em visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996, João Paulo II disse:

“… mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.”

 

2 – Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil:

“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça que pretendiam resolver”.

 

 

07. outubro 2009 · 5 comments · Categories: MST

 

 

A Imprensa falada e escrita noticiou amplamente nos últimos dias as cenas de vandalismo, barbárie, de integrantes do MST que invadiram a Empresa Cutrale, produtora legal de suco de laranja, destruindo criminosamente uma plantação de laranja da melhor qualidade e produtividade. As cenas podem ser vistas no vídeo da Folha de São Paulo – www.folha.com.br/092793.

 

 

Tal ação de  barbarismo, levou até os ministros interlocutores do MST no governo federal, o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, a condenarem a invasão e a destruição dos pés de laranja; Cassel chamou a ação de “grotesca” e “injustificável”. “O movimento tem errado muito e espero que uma situação grotesca como essa o faça refletir sobre as suas ações. Ele tem se isolado, tem perdido o apoio social”, completou o ministro petista. “A minha reação foi de indignação. Não tem razão para isso”, disse Hackbart. (Folha de SP – 07/10;2009)

 

Na semana passada, o Congresso Nacional arquivou uma CPI para investigar as verbas públicas destinadas ao MST, sendo que esta entidade nem legal é, não tem sequer CNPJ, mas recebe verbas do governo. Como entender que uma entidade fora da lei, que pratica ações criminosas como foram vistas por todos, pode receber recursos do governo, dinheiro do povo?

 

 O ministro Cassel admitiu: “Atrapalha [a atualização]. É o legítimo tiro no pé. Uma ação que parece alienada em relação à realidade. É difícil encontrar um adjetivo”.

 

A senadora Kátia Abreu  começou a recolher assinaturas para a criação de CPI que investigue as contas do movimento. “Peço uma reação dura contra o MST, que consigamos rever a CPI”.

 

Não é a  primeira vez que cenas desse tipo se repetem; outrora foi a invasão de um instituto de pesquisas agrárias, onde os integrantes do MST quebraram tudo, destruíram computadores dos cientistas, incubadoras de plantas, etc. Foram cenas de vandalismo e que parece não terem sido tomadas providências adequadas para punir os culpados. E assim, essa impunidade vai realimentando esse tipo de ação criminosa, que se repete por parte do MST. E se isso se repete, `a luz do dia, e sob as câmaras de jornalistas, é porque o MST tem “costas quentes”; é sem dúvida apoiado por autoridades que deveriam primar pela defesa da lei e da ordem.

 

O pior de tudo para nós católicos é saber que esse movimento – MST- teve os seus mentores e fomentadores dentro da nossa Igreja, como por exemplo, frei Betto, em oposição ao que ensinam os Papas. É bom relembrar que os Papas sempre condenaram as invasões de terra e de propriedades alheias. Vejamos, por exemplo, o que disse o inesquecível Papa João Paulo II:

 

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, na visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996:

 

“… mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.”

 

2 – Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil:

 

“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça que pretendiam resolver”.

 

Como entender, então, que ainda hoje, alguns padres, e até mesmo alguns bispos, apóiem esse nefasto movimento e suas ações depredadoras?. Que alguém nos responda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21. junho 2007 · 15 comments · Categories: MST

A força do MST por Rogerio Mendelskipublicado no jornal O Sul, em 19 de maio de 2007 

 Quem acha que o MST está sob controle engana-se de maneira ingênua. O MST continua poderoso e desafiador do sistema legal brasileiro. Nesta semana, por exemplo, o líder nacional João Pedro Stédile não compareceu na audiência da Justiça de Barra do Ribeiro para explicar a destruição do laboratório de pesquisas da Aracruz.

O MST tem hoje 2 milhões de militantes e 1,8 mil escolas em seus assentamentos. Nelas, 160 mil sem-terrinha aprendem lições revolucionárias em livros de Mao Tsé-Tung e Che Guevara. Cursos exclusivos em 20 universidades para formação de sem-terra funcionam por convênio. Esses cursos, na maioria, são pagos pelo Incra. Para fazer parte desses cursos, o aluno precisa ser assentado, filho de assentado, não ter formação superior e trabalhar como educador nas escolas dos assentamentos. Existe uma universidade própria, a Florestan Fernandes, inaugurada em janeiro de 2005 e que já em novembro do mesmo ano formava 60 alunos em cursos de especialização, com a presença do ministro Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência. No diploma, em destaque, estava a seguinte frase: “Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres. Não se deixe cooptar. Não se deixe esmagar. Lutar sempre”.  

Há também um projeto de uma escola sul-americana de agroecologia cujo protocolo de intenção para sua implantação no Paraná foi assinado pelos governos do Brasil, da Venezuela, do Estado do Paraná e pela Via Campesina (?). No Pará, teremos, em breve, estudantes se diplomando como professor rural. O Ministério da Educação assinou convênio com cinco universidades para a formação desses cursos. Tais cursos, segundo o MEC, são inspirados nos cursos de graduação para os sem-terra.
Em Minas Gerais, três cursos funcionam nos mesmos moldes na Universidade Federal.
  

Na aula inaugural de 2005, o líder do MST-MG, Armando Vieira, deu a aula inaugural e deu também o seu recado: “As universidades são latifúndio e nossa presença aqui é uma ocupação”.   

A revista Época, numa reportagem que ficou famosa, escreveu: “Há 20 anos eles eram crianças colocadas pelos pais na linha de frente das invasões para constranger a polícia com suas baionetas. Hoje eles são o comando de ocupações (invasões), marchas e saques pelo Brasil afora”. É a primeira geração nascida nos acampamentos e formada nas escolas do MST, chegando ao poder. As principais máximas da nova geração de sem-terra são as seguintes:  

“1 – Quando boa parte do povo estiver pronta para pegar na enxada, a gente faz uma revolução socialista no Brasil.
2 – Meus pais só queriam um pedaço de terra. Agora, queremos mudar a sociedade, mesmo que não seja pela via institucional.
3 – A gente precisa ir para a luta, acampar e viver o desconforto para destruir o capitalista que existe dentro de nós.
4 – Quando 169 milhões de pessoas quiserem o socialismo, não vai ter jeito. Nem que seja pela força.
5 – Queremos a socialização dos meios de produção. Vamos adaptar as experiências cubana e soviética no Brasil”.  

Eis a súmula da cartilha revolucionária em andamento em nosso país. Até quando as forças da ordem e da lei permitirão a subversão aberta, ostensiva e debochada dos nossos futuros bem-feitores, ninguém sabe. Mas que ninguém diga que não se falou no assunto. 

  Fonte: http://www.puggina.org/outrosautores/news.php?detail=n1180782413.news