“Sinal particular da união com Jesus e Maria”

Bento XVI convidou, neste domingo, a usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, como “um sinal particular da união com Jesus e Maria”.

O Pontífice recomendou, em polonês, que se use este objeto de tecido, de cor marrom, que se pendura no pescoço, no final do seu encontro com os peregrinos por ocasião do Ângelus.

Não parece coincidência que o Santo Padre tenha dito estas palavras em polonês, pois João Paulo II usava o escapulário desde a sua juventude e via nele um símbolo de “defesa nos perigos, selo de paz e sinal do auxílio de Maria”.

As palavras de Bento XVI ressoavam um dia depois da celebração da memória de Nossa Senhora do Carmo, que recorda este gesto de devoção.

“O escapulário é um sinal particular da união com Jesus e Maria – disse. Para aqueles que o usam, constitui um sinal do abandono filial na proteção da Virgem Imaculada. Em nossa batalha contra o mal, que Maria, nossa Mãe, nos cubra com seu manto”, concluiu.

Como explica a Ordem dos Carmelitas Descalços no seu site, o escapulário, em sua origem, era um avental que os monges usavam sobre o hábito religioso durante o trabalho manual. Com o tempo, assumiu o significado simbólico de querer carregar a cruz de cada dia, como os verdadeiros seguidores de Jesus.

A própria Ordem esclarece que o escapulário não é “um objeto para uma proteção mágica (um amuleto)”, “em uma garantia automática de salvação”, “nem uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã, muito pelo contrário!”.

por Jesús Colina

Fonte: http://www.zenit.org

“Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra”

CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de abril de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos a mensagem de Páscoa que Bento XVI dirigiu do balcão central da Basílica de São Pedro ao meio-dia deste Domingo da Ressurreição.

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«In resurrectione tua, Christe, coeli et terra laetentur – Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra» (Liturgia das Horas).

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

A manhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das primeiras mulheres que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros Apóstolos.

Até hoje – mesmo na nossa era de comunicações supertecnológicas – a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram, primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida, o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável, apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos no Cenáculo (cf. Mc 16, 9-14).

A ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével. A luz, que encandeou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem.

Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projecto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera da humanidade, que se faz intérprete do tácito hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime a exultação silenciosa do universo e sobretudo o anseio de cada alma humana aberta sinceramente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua infinita bondade, beleza e verdade.

«Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra». A este convite ao louvor, que hoje se eleva do coração da Igreja, os «céus» respondem plenamente: as multidões dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo, o aleluia pascal contrasta ainda com os lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria, fome, doenças, guerras, violências. E todavia foi por isto mesmo que Cristo morreu e ressuscitou! Ele morreu também por causa dos nossos pecados de hoje, e também para a redenção da nossa história de hoje Ele ressuscitou. Por isso, esta minha mensagem quer chegar a todos e, como anúncio profético, sobretudo aos povos e às comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo Ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz.

Possa alegrar-se aquela Terra que, primeiro, foi inundada pela luz do Ressuscitado. O fulgor de Cristo chegue também aos povos do Médio Oriente para que a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências. Na Líbia, que as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação actual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta. Nos países da África do Norte e do Médio Oriente, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir um sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana. A tantos prófugos e aos refugiados, que provêm de diversos países africanos e se vêem forçados a deixar os afectos dos seus entes mais queridos, chegue a solidariedade de todos; os homens de boa vontade sintam-se inspirados a abrir o coração ao acolhimento, para se torne possível, de maneira solidária e concorde, acudir às necessidades prementes de tantos irmãos; a quantos se prodigalizam com generosos esforços e dão exemplares testemunhos nesta linha chegue o nosso conforto e apreço.

Possa recompor-se a convivência civil entre as populações da Costa do Marfim, onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências. Possa encontrar consolação e esperança a terra do Japão, enquanto enfrenta as dramáticas consequências do recente terremoto, e demais países que, nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia.

Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança.

Queridos irmãos e irmãs! Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus e a nova terra (cf. Ap 21, 1), onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos do mesmo Pai. Ele está connosco até ao fim dos tempos. Sigamos as suas pegadas, neste mundo ferido, cantando o aleluia. No nosso coração, há alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e lágrimas. A nossa realidade terrena é assim. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha connosco. Por isso, cantamos e caminhamos, fiéis ao nosso compromisso neste mundo, com o olhar voltado para o Céu.

Boa Páscoa a todos!

[Tradução distribuída pela Santa Sé]

Discurso ao novo embaixador de Zâmbia na Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – No discurso ao novo embaixador de Zâmbia na Santa Sé, Royson Mabuku Mukwena, Bento XVI se congratulou com este país por sua defesa do direito à vida nascente.

“É um motivo de particular satisfação que as leis de Zâmbia continuem respeitando e defendendo a dignidade de toda vida humana desde a concepção”, afirmou o Papa, ao receber as credenciais do diplomata, na quinta-feira.

“Poderosas influências, muitas de longe da África – afirmou –, tentam impor limitações ao direito à vida, vendo-o como algo que restringe a liberdade dos demais. No entanto, por sua parte, a Igreja afirma que o direito à vida do inocente é inviolável, e deve ter prioridade”.

Com isso, a Igreja “dirige a atenção para um princípio moral objetivo, baseado na lei natural, cujo conteúdo é acessível à reta razão e não depende de decisões políticas ou do consenso social”.

O Papa desejou que Zâmbia “continue fomentando o devido respeito pelos direitos de todo ser humano sem exceção, em harmonia com o dever de proteger a vida desde a concepção até a morte natural, como corresponde a um país verdadeiramente cristão”.

Igreja

O Papa quis recordar também como a Igreja contribuiu para a construção do país. “Com a colaboração de homens e mulheres de boa vontade em toda África, a Igreja trabalha pela promoção de um equilíbrio moral, jurídico e social entre os membros da família humana. Através de suas diversas obras sociais, de desenvolvimento e caritativas, fomenta a obtenção equilibrada dos direitos e deveres dos indivíduos e da sociedade em seu conjunto”.

A Igreja em Zâmbia – afirmou o Papa –, “tem contribuído positivamente nos âmbitos da educação, do desenvolvimento e do cuidado da saúde, especialmente na luta contra a malária e o HIV/SIDA, e “continuará participando ativamente na promoção da saúde da população com uma forte ênfase na prevenção mediante a educação”.

“As melhorias na saúde em longo prazo se alcançam mediante a formação na responsabilidade moral e na solidariedade, e em particular através da fidelidade no matrimônio. Dessa maneira, a Igreja trabalha para fomentar um maior sentido de integridade pela parte das pessoas, e pela construção de uma sociedade que realmente valorize a vida, a família e a comunidade em geral.”

Já em seu discurso a Bento XVI, o novo embaixador de Zâmbia afirmou que seu país e a Santa Sé “compartilham uma posição comum em várias questões, inclusive as ligadas à moralidade, à conquista de um desenvolvimento sustentável, à erradicação da pobreza, aos direitos humanos e a manutenção da paz no mundo”.

Bento XVI presidiu vigília pela vida do nascituro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – “A vida, uma vez concebida, deve ser protegida com o máximo cuidado”, afirma Bento XVI.

O Papa presidiu no final da tarde desse sábado, na Basílica de São Pedro, as Primeiras Vésperas do I Domingo do Advento.

A celebração realizou-se no contexto da vigília pela vida do nascituro, a cuja participação foram convidadas a se unir as comunidades católicas de todo mundo.

Em sua homilia – segundo informa Rádio Vaticano –, o Papa convidou os protagonistas da política, da economia e da comunicação social a promoverem uma cultura de respeito pela vida. Ele pediu que se promovam condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e desenvolvimento da vida.

“Há correntes culturais que procuram anestesiar as consciências com motivações enganadoras”, afirmou Bento XVI, sublinhando que o embrião no ventre materno “não é um amontoado de material biológico”, mas um “novo ser vivo”.

O Papa ressaltou os problemas que afetam as crianças após o nascimento, como abandono, fome, miséria, doença, abusos, violência e exploração.

“As muitas violações dos direitos das crianças que se comentem no mundo ferem dolorosamente a consciência de toda pessoa de boa vontade.”

O Papa pediu o respeito, a defesa, o amor e o serviço pela vida, “toda vida humana”. Somente neste caminho se encontrarão “justiça, desenvolvimento, verdadeira liberdade, paz e felicidade”, disse.

A vigília pela vida do nascituro marcou também a conclusão do Congresso Internacional da Família promovido pelo Pontifício Conselho para a Família, evento que abordou o tema da família como sujeito ativo na pastoral e no anúncio missionário.

VATICANO, 2007-11-18 (ACI).- Ante milhares de paroquianos reunidos na Praça de São Pedro para a reza do Ângelus Dominical, o Papa Bento XVI rechaçou osrecorrentes messianismos” que uma e outra vez anunciam como iminente o fim do mundo e explicou que “a história segue seu curso, e comporta também dramas humanos e calamidades naturais“.

Ao refletir sobre a leitura do evangelho deste Domingo, o Santo Padre recordou que, desde seu início, a Igreja “vive na atenção lhe orem de seu Senhor, escrutinando os sinais dos tempos e mantendo em guarda aos fiéis dos recorrentes messianismos, que de quando em quando anunciam como iminente o fim do mundo”.

“Em realidade, –precisou o Pontífice– a história tem que seguir seu curso, que comporta também dramas humanos e calamidades naturais. Nela se desenvolve um desenho de salvação a qual Cristo já deu cumprimento em sua encarnação, morte e ressurreição. Este mistério a Igreja continua anunciando-o e atuando-o com a predicação, com a celebração dos sacramentos e o testemunho da caridade”.

Ante estes episódios, “não temamos o futuro”, disse o Papa, quem insistiu aos paroquianos a acolher “o convite de Cristo de enfrentar os eventos cotidianos confiando-se em seu amor”.