Nos Estados Unidos, berço do protestantismo moderno um fenômeno está acontecendo segundo Janina Quintal, em artigo escrito ao Universo Católico, uma série de renomados pastores e estudiosos do mundo protestante retornaram ou vieram ao seio da Igreja Católica.

 

Eles professam seu testemunho em revistas, livros e na internet. Segundo Janaina Quintal os convertidos foram “surpreendidos com a Verdade” ao estudarem os escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo.

 

1. Scott Hann. ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante.

 

Era um anti-católico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor. Escreveu os livros “Banquete do Cordeiro” , ed. Loyola, SP, 2002. “Todos os Caminhos vão dar a Roma’ , ed. DIEL, Portugal, 1993.

 

2. Paul Thigpen. ex- editor e escritor de várias revistas protestantes.

 

Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica.

 

3. Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia

 

 

Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts.

Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”.

Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele.

 

4.Steve Wood. ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida.

 

Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts.

Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!… E eu fiz isto”.

 

5. Bop Sungenis. ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica.

 

Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”.

Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos.

 

6. Duglas Bogart. Ex-missionário evangélico na Guatemala.

 

Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico.

 

7 – David B. Currie. Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”.

 

Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”.

O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo.

 

8. Alan Stephen Hopes. ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II.

 

Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944.  Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995. 

Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese.

Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja.

Todos eles são agora verdadeiros Católicos e 100% Cristãos. Eles acharam a abundância da vida Cristã na única Igreja fundada por Cristo.

 

Fonte: http://blogs.opovo.com.br/ancoradouro/fenomeno-americano-pastores-protestantes-retornam-a-igreja-catolica/ – 6/2/2010

 

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    “AMANHECER”

     

  • Por:  D. Estevão Bettencourt, osb.

     

    Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

    D. Estevão Bettencourt, osb.

    Nº 333 – Ano 1990 – Pág. 78

     

     

    Em síntese: O CELAM entregou a certo público um documento elaborado pelos protestantes, que refere as estratégias missionárias concebidas para tornar o mundo inteiro protestante. Trata-se do projeto AMANHECER, estruturado de maneira muito sagaz e inteligente para animar a ação proselitista de denominações e seitas protestantes, preocupadas com seu crescimento numérico e um tanto relativistas quanto ao Credo. Desse projeto destacamos, nas páginas seguintes, os traços principais, muito reveladores do afinco que anima as estratégias evangelísticas.

     

    Tal documento há de avivar nos fiéis católicos o estrito dever missionário que lhes incumbe a partir das palavras do Senhor Jesus: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28, 19s). Cristo fundou uma única Igreja confiada a Pedro, dotando-a desse ímpeto missionário, que decorre da consciência de que o Evangelho é a Boa-Nova destinada a todos os homens e, por isto, não pode ser guardado indolentemente nem relativizado (como se todos os Credos fossem iguais) nem confundido com promoção econômica e social dos mais carentes. O Evangelho é a Boa-Nova religiosa que tem vigor único para estruturar o ser humano no plano espiritual e, conseqüentemente, também no material.

     

    O CELAM (Conferência Episcopal Latino-americana), mediante o seu Departamento de Ecumenismo e Diálogo Religioso, deu a conhecer um documento de 48 páginas, protestante, escrito em castelhano, com o título AMAÑECER (Amanhecer) e o subtítulo “Estratégias evangelicas para la toma misionera del mundo y de America Latina” (Estratégias Evangélicas para a Tomada Missionária do Mundo e da América Latina). Trata-se de normas destinadas a difundir o protestantismo no mundo inteiro e, especialmente, nos países latino-americanos. O documento é um tanto sigiloso, como se depreende da Apresentação do mesmo redigida pelo CELAM e publicada logo a seguir em tradução portuguesa. Desse documento destacaremos posteriormente os traços principais.

     

    1.                                   Apresentação de AMANHECER

     

    Eis a página introdutória a cargo do CELAM:

     

    “As Táticas da Missiologia Proselitista

     

    Com a devida prudência, colocamos em suas mãos um documento excepcional, que explica muitas das nossas preocupações a respeito da proliferação das “Seitas” (neste caso, “Seitas” de índole nitidamente evangélica).

     

    Trata-se de um documento singelo, mas que pretende reunir toda a fundamentação bíblica, a eclesiologia, os objetivos, os métodos e as estratégias para a “tomada evangélica” do mundo inteiro.

     

    Chegou às nossas mãos de maneira confidencial. Reconstituímos o texto a partir de fotocópias muito deterioradas. Respeitamos o estilo, a redação, a pontuação e a ortografia. Animamo-nos a publicá-lo por várias razões:

     

    1) É necessário que nos preocupemos, tomando consciência do impulso missionário – para não dizer proselitista¹ – das seitas cristãs, impulso voltado não somente para a América Latina, mas também para o mundo. A leitura e o estudo deste documento devem fazer sentir a nós, como católicos, o chamado para redescobrirmos o fervor missionário daqueles que semearam a fé entre nós. Como diz o Santo Padre, é necessário promover uma nova evangelização e – por que não o dizer? – uma renovação pastoral.

     

     

    2) O documento oferece uma explicação complementar da proliferação de seitas. Muitas vezes nos detemos na hipótese de que esta avalanche de “igrejas” é fruto de política estrangeira. O documento nos mostra o porquê, o objetivo e o como do impulso missionário das seitas cristãs. É necessário também que tomemos consciência da existência de uma estratégia evangélica bem arquitetada para a tomada missionária da América Latina, país por país. Essa estratégia combina elementos diversos inspirados por um fervor cego para a implantação de igrejas: motivações bíblicas e teológicas, testemunhos populares, metodologia de planejamento e avaliação.

     

    3) O documento nos leva também a descobrir o tipo de ecumenismo que está ocorrendo entre as comunidades evangélicas não históricas;¹ julgam que se podem unir a outras comunidades desde que não suscitem problemas, não levantem questões, não alimentem o senso crítico em relação às verdades professadas por cada denominação cristã. O que importa unicamente, é crescer em número de fiéis e templos.

     

    É para desejar que cada um de nós tire as conseqüências de tal leitura.

     

    Atenciosamente

     

    Secção de Ecumenismo e Diálogo Religioso de CELAM”

     

    Em vista de crescer numericamente, sem dar relevo primordial ao Credo de cada denominação cristã, cremos que o projeto AMANHECER não foi elaborado por determinada denominação protestante (luterana, calvinista, batista…), mas se deve a algum movimento de Evangelização protestante e difusão da Bíblia, desligado de qualquer comunidade eclesial. Aliás a p. 4 do documento em pauta, abordando observações preliminares, nos diz que tal texto foi publicado por Dawn Ministries, Jim Montgomery, Presidente, com sede na Califórnia. Jim Montgomery é o gerente-editor de GLOBAL CHURCH GROTH BULLETIN, e diretor de análise e estratégia da missão OVERSEAS CRUSADES; foi o responsável por uma profunda investigação de crescimento da Igreja efetuado na Guatemala.

     

    Vejamos agora.

     

    2.                                   Alguns traços de AMANHECER

     

    2.1.                                                   Que é AMANHECER?

     

    Utilizando palavras do próprio documento, dizemos:

     

    “AMANHECER é uma estratégia de serviço executado na base do mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo de fazer todas as nações discípulas (cf. Mt 28, 19). É o desenvolvimento de uma estratégia adequada com a finalidade de mobilizar o Corpo de Cristo para fazer todas as nações discípulas.

     

    Segundo o Dr. Pedro Wagner, é o melhor e mais eficiente sistema para conseguir o crescimento das Igrejas em escala internacional…

     

    AMANHECER aspira a mobilizar o Corpo de Cristo em todos os países… para cumprir a grande tarefa, tendo por meta levantar uma congregação evangélica em cada vila e em cada povoado, de todas as classes, categorias e condições sociais em cada país por inteiro.

     

    A maior preocupação de AMANHECER é ver encarnado o Senhor Jesus em toda a sua beleza, compaixão, poder e mensagem em cada grupo de pessoas – entre 500 e 1.000 – ou, a mais longo prazo, em cada país.

     

    Portanto, a máxima aspiração de AMANHECER é ver em cada Igreja refletir-se o Senhor Jesus Cristo e ver essas igrejas multiplicadas de tal modo que não fique ninguém em país algum fora do alcance prático e cultural do Cristo vivo.

     

    Se houver uma congregação dando testemunho em cada pequena comunidade, será possível comunicar o Evangelho, de maneira direta e fecunda, a cada habitante da terra. Cada pessoa em cada país terá então a melhor oportunidade de poder ver o Evangelho vivido e apregoado em seu ambiente por pessoas que falam a sua respectiva língua. Assim cada indivíduo terá uma excelente oportunidade de tomar uma decisão inteligente, favorável ou contrária ao Senhor Jesus Cristo; cada qual terá uma igreja à qual poderá comparecer e, no futuro, quando se tiver convertido, poderá ser instruído e feito discípulo” (p. 7).

     

    Eis algumas realizações concretas desse plano:

     

    “Em 1966, Hugh Linton e seus colegas na Coréia fizeram um meticuloso exame de sua área e traçaram um plano de sete anos para implantar uma congregação em cada vila de mais de cem casas, distantes 4 km da igreja evangélica mais próxima.

     

    Em 1974, cerca de 75 igrejas e líderes missionários nas Filipinas comprometeram-se a trabalhar de modo a conseguir construir uma igreja em cada bairro de todo o país para o ano 2000. Isto significaria um crescimento do número de 4.000 igrejas para 50.000 igrejas nos próximos 25 anos. Quando trazemos líderes se reuniram num Congresso em fevereiro de 1985, referiram que a fé tinha dobrado o número de seus templos fundados na década anterior e que a meta final era atingir 50.000 no ano de 2000.

     

    Tendo ouvido narrar tal experiência, cerca de 350 líderes da Guatemala tomaram por meta a conversão de 50% da população de seu país para o evangelismo até o ano de 1990, ou seja, num período de seis anos.

     

    Em abril de 1985 algumas centenas de líderes se reuniram num Congresso sobre o Evangelismo no Zaire e tomaram por objetivo fundar ao menos uma igreja em cada vila de 10.000 habitantes no país, num período de cinco anos. Também fizeram o propósito de construir 5.000 igrejas a mais na cidade de Kinshasa.

     

    Na Indonésia existe um programa muito bem planejado dito: “Um, um, um” – o que quer dizer: uma igreja em cada vila de cada geração. O plano está sendo executado segundo táticas muito proveitosas de modo a atingir sua meta em 2015. Isto implicará a fundação de milhares de templos por meio de homens e mulheres treinados em centenas de Seminários durante dois anos para ser espalhados por toda a terra.

     

    Líderes em países tais como o Japão, a Índia, El Salvador, Colômbia, Gana, Nova Zelândia, Zimbawe e muitas outras nações comprometeram-se a desenvolver semelhantes programas ou já estão seriamente comprometidos com isto…

     

    Conforme vários dirigentes de Missiologia, a maneira mais direta de completar a Grande Tarefa é encher a terra, as áreas rurais, as regiões e os povoados de congregações evangélicas.

     

    Ao mesmo tempo, um número crescente de missionários estrategistas que estão trabalhando nos diversos setores do mundo, vêm desenvolvendo e levando a termo programas tendentes à mesma meta.

     

    Parece existir o potencial para desenvolver o projeto AMANHECER num movimento de alcance mundial… Pode ser que Deus esteja fomentando tal movimento para apressar a sua segunda vinda. Esta vai sendo preparada pela evangelização mundial” (pp. 8s).

     

    2.2.                                                   Financiamento de AMANHECER

     

    Eis o que se lê às pp. 37s do fascículo;

     

    “O modelo AMANHECER é relativamente econômico e de financiamento simples.

     

    Financiar o evangelismo e a função de templos não é o problema para o projeto AMANHECER, porque estas atividades são sustentadas pelas Igrejas e as próprias denominações cristãs.

     

    Uma vez que são motivadas pelas atividades de AMANHECER, as comunidades podem por si mesmas financiar seus gastos para atingir as metas traçadas. Deve ser óbvio que os pastores e líderes de Igreja levantem fundos muito mais rapidamente para um projeto que ajudará o desenvolvimento de seu ministério do que para atividades cooperativas que não garantam o acréscimo de membros às suas congregações e o aumento de templos nas denominações cristãs.

     

    Financiar um Congresso de acordo com a experiência prévia é muito mais fácil do que fazer uma grande reunião interdenominacional…

     

    A índole do projeto AMANHECER parece também apelar para as organizações para-eclesiásticas nacionais e internacionais que estejam em condições de ajudar o respectivo financiamento”.

     

    2.3.                                                   Os Treze Passos para o Êxito

     

    Às pp. 39-44 o documento em pauta expõe treze passos ou atitudes e medidas consideradas penhor de êxito para qualquer programa de expansão do Evangelismo. Ei-los:

     

    Passo n.º 1: “Tenha sonhos fantásticos e grandes visões”

     

    As comunidades em crescimento devem ter uma visão mais ampla do que elas mesmas. Alimentem o grande anseio de ver todo o seu país conquistado para Cristo ou de fundar uma Igreja em cada bairro. Quem nutre tais aspirações, trabalha persistentemente até ver a plena realização das mesmas. Diz o livro dos Provérbios: “Quando não há visão, o povo perece” (29, 18).

     

    Passo n.º 2: “Desenvolva, mantenha e utilize uma sólida base de informações”.

     

    Diz o sábio: “É vergonha e confusão responder antes de escutar” (Pr 18, 13). É preciso, pois, pisar no chão, evitando devaneios irreais, fantasias emocionais e sentimentais. Em lugar disto, que os arautos do Evangelho: a) ponderem quais pessoas mais receptivas do Evangelho e como melhor podem ser conquistadas; b) avaliem seus recursos, as cotas de crescimento dos mesmos; c) observem as outras comunidades e seu crescimento a fim de adaptar o que lhe for conveniente.

     

    Passo n.º 3: “Trace metas desafiadoras, realistas e comensuráveis”.

     

    As metas desafiadoras mobilizam as pessoas e as fazem trabalhar para além de suas expectativas. Sejam metas realistas, pois as idealistas demais podem desapontar as pessoas. Metas comensuráveis, isto é, que possam ser traduzidas em números e datas concretas, pois a verificação matemática do êxito é sempre motivo de regozijo. São citados os textos de Hb 11, 1. 5.

     

    Passo n.º 4: “Assumir as metas traçadas não como algo imposto de fora, mas algo voluntariamente abraçado pelo evangelista”.

     

    Sejam, pois, discutidos os objetivos e as etapas sucessivas de determinada estratégia; haja o consenso de todos os interessados, para que todos se identifiquem com os propósitos do grupo.

     

    Passo n.º 5: “Dar nome – e nome significativo – ao programa”.

     

    O nome é um estímulo ao trabalho e à criatividade, se ele é adequado. Assim, por exemplo, “Estratégia 100, 1985”, “Expansão 100…”…

     

    “Como se sentiriam os seus filhos, se você não lhes tivesse dado nome? Ignorados e insignificantes!” Da mesma forma todo programa necessita de um bom nome.

     

    Passo n.º 6: “Desenvolver uma estrutura funcional”.

     

    Isto quer dizer: e preciso organizar o movimento dando-lhe um bom organograma, uma zelosa gerência e uma solícita administração. Nos Atos dos Apóstolos, cap. 6, verifica-se que o surto e a expansão da Igreja provocaram um problema de governo ou administração, que foi logo resolvido mediante a instituição de novos servidores ou diáconos. Muitos leigos deverão sair da sua inércia e tomar parte ativa na missão da Igreja; isto será penhor de crescimento numérico e espiritual. Haja, por exemplo, líderes para acompanhar o programa na sua globalidade, líderes para coordenar comissões, supervisores dos programas de oração, guardas de arquivos e estatísticas, promotores de publicações, organizadores de momentos de recreação e lazer…

     

    Passo n.º 7: “Confiar na oração e no poder do Espírito Santo”.

     

    Há quem se preocupe com números e com a sabedoria humana a ponto de esquecer a obra do Espírito Santo. Ora isto é errôneo. Os programas bem sucedidos são precisamente aqueles que têm sólido respaldo na oração. O livro dos Atos dos Apóstolos abona esta verificação: para receber o Espírito Santo no dia de Pentecostes, cento e vinte discípulos se prepararam pelo jejum e a oração (cf. At 1, 15; 2, 1-4); assim também receberam de Deus a graça da conversão de três mil pessoas no mesmo dia (cf. At 2, 41).

     

    A Aliança Cristã Missionária concebeu o programa “Blanco 400”, no qual havia uma Diretora Nacional de Oração, que era membro do Comitê Executivo. Ela ajudou a organizar centenas de células de oração, que se mantiveram muito vivas sob o seu estímulo. Dessas células saíram novos e novos grupos de obreiros leigos dedicados à oração e ao trabalho.

     

    Passo n.º 8: “Manter os membros do Movimento ativos e bem informados”.

     

    Descobriu-se que é importante publicar um informativo que noticie os resultados obtidos, os progressos no curso da evangelização, o atendimento às orações. Ponham-se em relevo as façanhas de homens e mulheres que obtiveram êxito notável na obra missionária. Também se recomendam anuários portadores de fotografias, marca-livros, agendas, cartazes… Faz-se, pois, necessário mostrar que de mês a mês e de ano a ano a evangelização faz progressos. Nada há de mais estimulante do que apresentar o êxito obtido até o momento presente.

     

    Passo n.º 9: “Treinar os membros”.

     

    Esta é uma tarefa indispensável em todo programa de crescimento. Inclui o treinamento para fundar igrejas, para pastoreá-las, para iniciar e cultivar, estudos bíblicos, para formar líderes de pesquisa e análise, para animar grupos de oração, administrar finanças, desenvolver comunicações, etc.

     

    O treinamento pode ser efetuado em escolas, Seminários, Jornadas apropriadas, de maneira formal e informal.

     

    Passo n.º 10: “Estabelecer normas financeiras prudentes”.

     

    É claro que o crescimento de uma comunidade cristã exige gastos extraordinários, que devem ser precisamente avaliados de antemão. Freqüentemente haverá que transferir fundos destinados a projetos de menos importância para atender aos desafiadores apelos da expansão evangélica. Será necessário também recorrer à arrecadação de meios financeiros, o que exigirá esclarecimento e doutrinação para que os crentes se disponham à generosidade.

     

    Passo n.º 11: “Enviar missionários”.

     

    Uma comunidade que não consiga expandir-se, deverá ser reforçada pelo envio de missionários de fora. Isto significa que as diversas igrejas tenham os olhos abertos para as demais a fim de poder atender às suas carências, quer nos bairros vizinhos, quer em cidades distantes. A pregação deverá, para tanto, dar especial ênfase à índole missionária do Evangelho, do qual cada crente é um representante.

     

    Quando os Batistas conservadores viram cair suas taxas de crescimento de 20% em 1974 para 12,1 e 12,8 nos anos seguintes, tomaram consciência de que o programa de expansão corria perigo e era necessário definir sérias providências a respeito. Daí o recurso a missionários.

     

    Passo n.º 12: “Avaliar o progresso regularmente”.

     

    Só podemos aspirar a metas realistas e concretas, se tomarmos o cuidado de averiguar a relação existente entre as etapas da caminhada e os objetivos da evangelização. Os Batistas conservadores nunca teriam superado o perigo de retrocesso que os ameaçava, se não tivessem verificado que o seu êxito era frustrado; eles tinham uma meta prefixada, matematicamente estabelecida, e averiguaram matematicamente que estavam longe de tal objetivo foi isto que os alertou e levou a procurar reforço.

     

    Os líderes de cada programa devem também estar abertos para os problemas que surjam na execução de cada um dos treze passos aqui relacionados; procurem diagnosticá-los e resolvê-los, utilizando, se for o caso, novas oportunidades e tendências da respectiva comunidade.

     

    A avaliação será feita em circunstâncias muito oportunas se se lhe dedicarem dois ou três dias por ano, em que os interessados se debruçarão conjuntamente sobre programas, estatísticas, relatórios, observações, etc.

     

    Passo n.º 13: “Fazer novos planos”.

     

    Um dos aspectos mais alvissareiros para o crescimento até o ano 2000 nas Filipinas é a sucessão de programas de evangelização; mal se está terminando um, devidamente executado, já se tem outro programa, ainda mais grandioso, pela frente.

     

    Sejam recordadas as  atividades da Aliança Cristã Missionária: executou o programa “Blanco 400”; depois o programa “Blanco 100.000”, que deu lugar ao projeto “Dois, dois, dois” – o que significa: 20.000 igrejas e 2.000.000 de membros para o ano 2000. Outros exemplos poderiam ser citados.

     

    Em cada final de ano, ao se avaliar o projeto de expansão em curso, devem-se traçar normas concretas para o ano seguinte na base de tal avaliação. O mesmo ocorra ao cabo de cada quinqüênio e de cada decênio de execução dos programas de expansão. Desta maneira o evangelismo passa a ser parte integrante e dinâmica da vida das comunidades, em vez de ser uma atividade esporádica ou rotineira.

     

    Conclusão

     

    O projeto AMANHECER, com suas estratégias, interpela vivamente os fiéis católicos, pois neles deve avivar o zelo missionário que Cristo incutiu a todos os seus discípulos desde que estejam em comunhão com Pedro e a sucessão apostólica. Muito oportunamente diz o CELAM: “A leitura e o estudo do projeto evangelista deve fazer que nós, católicos, descubramos o fervor missionário daqueles que semearam a fé há quase quinhentos anos na América Latina. Como diz o S. Padre, trata-se de impulsionar uma nova evangelização” (ver p. 79 deste fascículo).

     

    A nossa época não é pós-religiosa ou não é época que rechance os valores religiosos. Muito pelo contrário; o testemunho do protestantismo e das novas seitas nos transmite a certeza de que o homem contemporâneo é sôfrego de valores transcendentais, pois as promessas do cientificismo, do progresso material e da técnica têm falhado; deixam o cidadão de nossos dias frustrado, a braços com sérias crises, das quais a mais grave é a do sentido da vida. Saber por que e para quem alguém vive é necessidade premente e incontornável de todo ser humano; ora o materialismo não atende adequadamente a tais anseios, pois as suas promessas são mesquinhas de mais para o homem feito com abertura para o Infinito. Somente os valores religiosos podem preencher cabalmente as lacunas do ser humano. Daí a oportunidade que se oferece à Igreja Católica para pregar o Evangelho com a garantia dada por Cristo: “Estarei convosco até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).

     

    É claro que a pregação da Boa-Nova e os métodos missionários hão de assumir as formas mais apropriadas para falar ao homem de hoje sem prejuízo para o seu conteúdo doutrinário e também sem cair no proselitismo constrangedor; hão de recorrer aos meios de comunicação modernos, que se tornaram habituais entre os homens, as cidades e os países de nossos tempos. Não pode haver timidez a tal propósito. Pregar o Evangelho com eficácia e eloqüência é não somente ato de obediência ao Senhor Jesus, mas também diz a antiga sabedoria grega (a caridade manda que transmitamos aos nossos irmãos todas as coisas boas, entre as quais sobressai a Boa-Nova de Cristo).

     

    Possam, pois, os sinais dos tempos atuais ser apreendidos devidamente pelos fiéis católicos, que assim se deixarão renovar em seu zelo missionário, “a fim de que o mundo creia” (Jo 17,21)!

     

     

     

    ___________________________

    ¹ Proselitismo é a conquista de adeptos mediante promessas e benefícios temporais. Isto constrange o próximo indignamente – (Nota do Tradutor).

    ¹ Não históricas significa recentes ou contemporâneas. Alusão às denominações protestantes que se vêem multiplicando nos últimos tempos (Nota do Tradutor).

     

     

     

     

     

Allen Hunt, Pastor da Igreja Metodista Unida de Mount Pisgah, perto de Atlanta, Geórgia, a terceira maior Congregação Metodista do mundo, deixou o protestantismo e se converteu ao Catolicismo. Allen conquistou seu título de  Ph. D. na universidade de Yale, e trabalhou como hospedeiro do “Allen Hunt Show”, transmissor de um das mais influentes estações de rádio de Atlanta.

Ele mencionou ao menos duas razões que o levaram a se converter ao Catolicismo: 1 – a grande divisão dentro do protestantismo,  que dá um triste testemunho ao mundo; e 2 – a Presença Real de Cristo na Eucaristia.

Em seu blog ele afirma que: “depois de muita oração e meditação nestes últimos seis meses, eu tenho compartilhei com o Bispo Lindsey David que eu estava deixando minha posição de Pastor da Igreja Metodista Unida,  na Conferencia de North Geórgia. Esta decisão profunda reflete meu sentimento de que Deus me chama para servir em uma nova missão. Além do mais, eu acredito que Deus tem me dirigido para a Igreja Católica, tal que eu tomei as providencias para ser recebido como um membro naquela Igreja. Anita planeja continuar seu ministério com os filhos na Igreja da União Metodista, e eu naturalmente continuarei a mantê-la e apoiar  seu ministério com minhas orações e meu serviço voluntário regular. Eu peço as bênçãos de Deus sobre meus irmãos e irmãs no ministério na Igreja Metodista Unida, particularmente a maravilhosa família de crentes em Mount Pisgah.Blog:http://www.allenhuntshow.com/Allen-Hunt/2008/01/14/personal_transition

FONTE: http://blog.catholic-convert.com/?p=1938 – March 6, 2008 at 6:01 am 

São muitos os pastores protestantes que têm se convertido ao catolicismo. Em Reval, na Estônia, o Pe. Karl Stehlin, sacerdote da Sociedade Pio X baseado em Varsóvia, pregou os Exercícios Inacianos para sete pastores luteranos a pedido dos mesmos. Eles se converteram ao catolicismo. Veja a noticia todo no site:

http://www.leforumcatholique.org/message.php?num=245076

Um dos sete luteranos participante disse que finalmente compreendeu durante os exercícios inacianos como ler a Bíblia de forma compreensiva e meditativa. Um outro disse: “Eu descobri Maria!” Todos rezaram com muita alegria o Santo Rosário todos os dias. Os pastores também querem chamar a atenção de seus próprios fiéis para o Rosário.O livro “Por que estes ex-Protestantes se tornaram católicos”,  de Jaime Francisco de Moura, trás uma coletânea de testemunhos de convertidos. Quem examina sem preconceitos a documentação bíblica e a história, verifica que o protestantismo é um desvio e não uma renovação. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

A revisa VEJA (20.08.2007), noticiou em matéria da jornalista Juliana Linhares, que Sonia e Estevam Hernandes, “bispos” da Igreja “Renascer em Cristo”, sofreram a condenação de dez meses de reclusão e catorze meses de liberdade condicional nos Estados Unidos, o que marca o início de um longo exílio para o casal.

A sentença proferida na sexta-feira pelo juiz Federico Moreno, do Tribunal Federal do Sul da Flórida, prevê que eles cumpram cinco meses da pena de reclusão em prisão domiciliar e os outros cinco em regime fechado. Depois disso, Sonia e Estevam Hernandes terão de passar catorze meses em liberdade condicional, também nos Estados Unidos, só podendo deixar o país mediante autorização judicial.

A igreja “Renascer em Cristo”, foi fundada por eles em 1986. A autonomeada bispa e o auto-intitulado apóstolo foram pegos ao tentar entrar em território americano com 56 467 dólares não declarados. Segundo a fonte de informação, a Renascer já foi obrigada a fechar mais de 400 templos no Brasil e viu sua arrecadação cair em 60%. Agora, com a condenação do casal pelos crimes de contrabando de dinheiro, os seguidores da igreja ficarão sem os seus líderes até 2009.
A decisão da Justiça só não foi mais grave porque houve um acordo feito em junho entre os líderes da Renascer e a Promotoria do Distrito Sul da Flórida. A vantagem para quem opta pelo “plea agreement” é receber uma punição mais branda. A sentença é dada rapidamente pelo juiz e o réu não vai a júri popular, em que, no caso dos Hernandes, a sentença poderia ser de até dez anos.

Antes de serem presos nos Estados Unidos, Sonia e Estevam Hernandes levavam uma vida de luxos no Brasil, como relataram, em depoimento ao MP, ex-funcionários da Renascer. No haras da família, no interior de São Paulo, o casal chegou a ter 259 cavalos de raça. Por alguns dos animais, Felippe, o filho mais velho do casal, pagou mais de 300.000 reais. Além de cavalos, o filho dos Hernandes era colecionador carros caros: tinha uma coleção de importados que incluía um Lincoln Navigator blindado, avaliado em 150.000 dólares. Já a bispa gostava de gastar em roupas e acessórios caros. “As mulheres da família só se presenteavam com jóias”, declarou aos promotores uma ex-secretária da bispa. Meses antes de serem presos, Sonia e Hernandes estavam bastante preocupados com a segurança.
João Coutinho, ex-presbítero da Renascer, disse a VEJA que o casal vinha usando colete à prova de balas durante os cultos. “Eles deviam para muita gente e tinham medo de alguém querer se vingar”, afirma Coutinho.

Até a condenação, os dois eram obrigados a utilizar uma tornozeleira eletrônica, por meio da qual tinham seus passos monitorados pela Justiça. A bispa, que vai cumprir a pena de prisão domiciliar antes de seguir para a cadeia, será obrigada a manter a sua. Sonia tem horror ao equipamento e, recentemente, ficou irritada ao saber que, no Brasil, ex-fiéis sugeriram
que fosse gravada nele a frase “Guiada por Deus, seguida pelo FBI”.

Em sua penúltima audiência no Tribunal do Distrito Sul da Flórida, no dia 8 de junho, Sonia chorou e perguntou ao juiz se não poderia retirar a tornozeleira. Alegou que costumava usar vestidos e se sentia constrangida quando as pessoas notavam o equipamento. Ouviu do juiz que ela poderia retirar a tornozeleira desde que se dispusesse a voltar para a cadeia.

Até o ano passado, a Renascer ocupava o segundo lugar no ranking das igrejas neo-pentecostais do país. Chegou a ter 1.200 templos, dos quais vinte no exterior. Entre seus fiéis, resplandeciam estrelas como o jogador Kaká, da seleção brasileira. Ele se casou em 2005 em um dos templos da igreja, em cerimônia oficiada pelos Hernandes. Agora, com a condenação do casal, o império da Renascer que, além dos templos,inclui duas fundações, uma rede de TV, uma gravadora, uma editora de livros e uma emissora de rádio * corre o risco de ruir. O maior dos templos da igreja, que fica na Rua Lins de Vasconcelos, em São Paulo,
arrecadava até 15 milhões de reais por mês. Hoje, esse valor não chega à metade. Desde fevereiro, pelo menos 140 funcionários das empresas do grupo foram demitidos e centenas de templos considerados “deficitários” tiveram as portas cerradas por ordem do próprio Hernandes. Segundo o promotor Arthur Lemos, do Gaeco, há a possibilidade de a Justiça americana deportar o casal no fim do cumprimento da pena de reclusão. Mesmo nesse caso, nada indica que a situação dos Hernandes irá melhorar. Desde dezembro de 2006, vigora no Brasil uma ordem de prisão preventiva contra eles, baseada em um pedido do Gaeco, que os acusa
pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e lavagem de
dinheiro. “Se viessem hoje para cá, já chegariam algemados”, diz o
promotor.

Todas essas informações mostram o perigo e o engano que sofrem as milhões de pessoas inocentes que seguem “igrejas” que não foram fundadas por Jesus Cristo. A única que Cristo fundou foi Aquela sobre Pedro e os Apóstolos, a quem Ele prometeu que contra ela as portas do inferno jamais prevaleceriam contra ela. Esta Igreja tem 2000 anos, e venceu todas as perseguições dos romanos, nazistas, comunistas, ateus, etc., moveram contra ela.
Que tudo isto sirva de lição àqueles que seguem qualquer seita ou religião sem pedir as credenciais dadas por Jesus Cristo.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br