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Arte e Foto: Wallace Andrade

Exercitar a arte que existe em cada um de nós não é algo fácil de se cumprir num dia a dia tão corrido e tão cheio de tarefas. Descobrir que talentos estão processados em nosso DNA e fazer com que eles venham pra fora, requer muito empenho, muito esforço e principalmente muita coragem. É preciso vencer a timidez que nos cerca, as incertezas que assombram nossas capacidades e as críticas que chegam e são capazes de nos alavancar ou nos derrotar pra sempre na trilha que nos propomos a seguir. Antes de saltar o abismo entre a teoria e a prática, nessa arte de viver, é necessário parar e lembrar de onde venho e o que me motivou a chegar aqui. Ser um artista da música, das esculturas, da pintura, do desenho ou da literatura é como reunir os fragmentos recortados ao longo da vida e extrair deles o melhor perfume, a melhor essência daquilo que o criador produziu e instalou em cada um de nós. Fragmentos de uma história iniciada nas primeiras canções que o ouvido captou, nos primeiros bonecos de barro que nasceram entre os pequenos dedos no quintal de terra, nas primeiras “pastilhas coloridas” da aquarela ou tinta guache, na primeira casa com chaminé no cantinho do papel, ou na primeira redação que fomos obrigados a ler em voz alta na frente dos colegas. São como um grande quadro de mosaico em que vamos recolhendo na nossa estrada exclusiva, as raridades em forma de “cacos”. É claro que tem gente que não valoriza os pedaços de alegria e fraternidade, propostos pelo momento, e logo esquece das riquezas achadas no caminho. Afinal os fragmentos da vida são como flores que desabrocham e enchem os olhos de quem as descobre. É claro que tem gente que só fica na beleza e no colorido das pétalas, que ao longo dos dias, se desbotam e despedaçam. Só os mais atentos guardam pra sempre o perfume que ela exalou antes de desaparecer. Os fragmentos da vida são como uma bela canção conhecida e que te leva a cantar com entusiasmo, só pelo fato de lembrar toda a letra e encher o peito pra soltar a voz. Só que os mais sensíveis guardam pra sempre os sorrisos e emoções que os acordes provocaram aos corações. Os fragmentos da vida são como uma grande tempestade que se forma, com vento forte, raios e trovões. Todo mundo corre pra fechar bem as portas e janelas. Desligar os aparelhos eletrônicos e torcer para que ela vá logo embora e pare de causar medo. Só os admiradores de toda a criação são capazes de abrir os olhos com o clarão e assistir ao espetáculo do raio que rasga o céu. Não tenha medo de catar os cacos, de cheirar as flores, de cantar seu canto e admirar os relâmpagos. Não tenha medo de ser aquilo que Deus quer… de colecionar bons amigos, de juntá-los em sua memória e levá-los sempre ao coração. Afinal a vida é feita de fragmentos e todos eles fazem parte de uma única história, que pode ser a sua!

Deus abençoe!

WallaceAndrade
Missionário e Jornalista
Comunidade Canção Nova
@WallaceAndrade9

 

Nos primeiros meses de seus dois anos de pontificado, o Papa Francisco viveu momentos de intensa alegria ao experimentar a espontaneidade de um menino, que quebrou todos os protocolos só para ficar perto do santo padre. Confira esse momento único.

Texto e narração de Wallace Andrade

Primeiro um pouco da história do Titanic. Ele foi um navio transatlântico, construído nos estaleiros de uma empresa especializada, na cidade de Belfast, na Irlanda do Norte. Sua viagem inaugural foi em 1912.  Na noite de 14 de abril , entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos, chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois, na madrugada do dia 15 de abril.  Na época, era o maior navio de passageiros do mundo.

A bordo do Titanic, estavam 2.240 pessoas e o naufrágio provocou a morte de 1.517 pessoas.  Até hoje a tragédia é apontada como a maior catástrofe marítima de todos os tempos.  O “possante” Titanic tinha as mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como “inafundável”.  Mas quero me atentar aos músicos daquele navio. Conta a história que naquela noite havia uma banda, liderada pelo violonista WALLACE HARTLEY, que animava aquela fatídica noite. Quando o navio começou a afundar, o pânico tomou conta de passageiros e tripulação. Pensaram em todo o tipo de status,  pensaram em toda tecnologia, mas não pensaram e conferir o número de botes suficientes, não pensaram na preciosidade que é a vida de cada pessoa naquele navio.

Quando damos espaço para a vaidade, damos espaço para o egoísmo. Pensamos apenas nos elogios e atropelamos qualquer possibilidade de algo não dar certo. Foi então que meu “xará” pediu a banda que continuasse a música. Percebeu que não adiantava competir com tantos desesperados que queriam salvar suas vidas em tão poucos botes. WALLACE HARTLEY empunhou seu instrumento e conduziu a mais bem executada e última canção. Tudo para tentar amenizar a dor dos outros e a vencer o medo da morte.   Foi com esse violino da foto, que o músico escreveu sua história. Combateu o bom combate. Os acordes só silenciaram quando o violino mergulhou junto com o músico e toda a banda, nas águas geladas daquele mar de desespero.  Monsenhor Jonas Abib, em uma de suas palestras, disse que a Canção Nova será a banda do fim dos tempos. Seremos nós que cantaremos a nova canção, para dar coragem, retirar o desespero e vencer a morte. Encontre seu violino, sua guitarra, seu violão ou bateria e comece a tocar. Tocar sem parar, porque o fim dos tempos se aproxima.

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
editoria@cancaonova.com