Terceira e última parte do fascículo XIII

A COR DA LUZ 

A cor da luz muda ao longo do dia. Nossos olhos não percebem a diferença, mas os resultados podem ser bem diversos ao fotografar
em cores. A luz direta do sol, misturada com a luz do céu, é próxima do branco ou incolor (cor dominante) em especial por volta do meio-dia. Quando o sol está baixo, perto do horizonte, a luz tende para o amarelo ou o laranja. Na sombra, ou quando o assunto está iluminado pelo céu azul, ou ainda num dia encoberto, a luz é fria ou azulada. Se a tendência da cor no momento não for adequada, espere até que a luz mude ou use um filtro (disco de vidro ou plástico colocado diante da lente da câmera que altera as propriedades da luz) na lente para modificá-la.
  

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Às sete da manhã, num dia de verão, a luz cálida realçou a cena. Às nove da manhã, a cor da luz já estava muito fria, dando uma imagem do cisne com cores mais fiéis, porém nem tão bonitas. Fotos: Peter K. Burian.

> Luz quenteSe você retratar uma pessoa ao pôr-do-sol, verá que a cor vai tender para o amarelado ou alaranjado, dando um efeito talvez demasiado cálido. Entretanto, a maioria das pessoas concorda que os tons quentes são ideais para paisagens e também para a arquitetura. Não há regra fixa. Se a luz quente funcionar pra você, então use.  

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As tonalidades quentes aumentam a áurea de mistério e grandiosidade dos templos antigos, mas não abuse da luz dourada para não correr o risco de igualar todas as fotografias. Foto: Judith Lange.

> Luz friaEm certas horas do dia, a luz tende a se reproduzir com tendências para o azul (cor dominante) – pouco antes do nascer do sol, num céu muito encoberto ou quando o assunto está na sombra de um edifício. Essa luz pode ser eficaz se você quiser dar ênfase ao frio num dia nublado, com neve. Mas, na maioria das situações, é preferível que a cor puxe para o quente. 

 

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A cor dominante azul é característica das imagens realizadas na sombra ou em presença de luz fria. Foto: idem.

> A luz “certa”A luz “certa” - em termos de cor, qualidade e direção – depende do assunto. Como disse, não há regras absolutas. O essencial é ter consciência da luz e decidir quando, e de qual ângulo, é melhor fotografar um determinado tipo de assunto. 

 

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A luz “certa” está nos olhos do fotógrafo, que “vê” a imagem antes de fazer a fotografia. Foto: James Stanfield.  

Por hoje é só, mas não deixe de visitar o Blog FotosqueFalam e conferir nossa próxima postagem. Nela falaremos sobre os recursos para aproveitar o pôr-do-sol e as silhuetas, dicas para fotografar cidades, monumentos e estátuas.  Apresentaremos também sugestões para fotos bem elaboradas de fogos de artifício e como aproveitar o céu à noite. Sim, antes que eu esqueça: muita gente tem pedido dicas para fotografias digitais. Estou elaborando tal material, mas gostaria de sugerir que você acompanhasse com atenção cada módulo anterior as dicas de fotografia digital, pois sem essas informações fica complicado entender todos os recursos que tal prática requer. 

Fonte: informações obtidas no Curso de Fotografia National Geografic (Editora Abril)

Todos os fascículos estão disponíveis neste link: Curso de fotografia

Não deixe de expressar o seu comentário, sugestões e dúvidas, pois estamos aqui para te ajudar e fazer da arte maais bela.

Deus abençoe você! 

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