Mesmo na dor, uma amizade verdadeira gera frutos

Filed under: Textos Canção Nova — Gabi at 8:45 am on sexta-feira, setembro 25, 2009

Em um relacionamento, nem todos os momentos são de alegria e felicidade, como diz o ditado popular: “nem tudo são flores”. No decorrer do caminho, aparecem situações que nos impelem, que nos questionam, que nos paralisam e que nos fazem sofrer.

Situações que muitas vezes independem de nós. São fatores externos, mas que atingem diretamente as nossas vidas. E pode ser que esses fatores até mesmo possam levar dois amigos a se afastarem, por necessidade ou porque eles não sabem lidar com a situação naquele momento. É nesta hora que o sofrimento cresce e não há nada que possamos fazer a não ser esperar. O amigo tão próximo agora precisa se colocar distante e o coração chora a saudade de quem está perto.

Não há muito o que fazer nesses momentos, a não ser esperar e sofrer as demoras desse tempo. É preciso respeito e paciência com a outra pessoa e consigo. Mesmo tendo a consciência de tudo isso, e do que precisamos fazer, não é fácil e nem menos doloroso. Mas é necessário e precisamos lidar com os nossos sentimentos.

Nesses momentos de escuridão, onde não enxergamos nada, Deus nos dá a possibilidade de equilibrar e temperar os nossos sentimentos e até mesmo nos rever. Se nos dispomos a olhar para o interior e tirar o amadurecimento da dor, poderemos experimentar a consolação do Pai e nos surpreender com o Seu amor.

Acredito que num relacionamento de amizade, a comunhão que se cria entre os corações parte da doação. Um amigo doa ao outro um pouco de si, da sua vida, da sua história. Quando amamos alguém verdadeiramente, somos capazes de encontrar um pedaço de nós mesmos nessa pessoa. A comunhão é real se partilhamos o coração e a vida!

Deus é pedagógico e nos ensina que amar é muito mais do que estar perto; é “tocar” no outro com a alma e não com as mãos. Um amor que é muito maior do que o visível, o palpável, que vai além dos limites físicos, que transcende. Deus nos ensina a amar como Ele ama.

Eu posso amar um amigo concretamente e até mesmo “tocar” em seu coração a partir das pessoas que ele ama. Elas trazem em si um pouco dele e são capazes de atualizar no meu coração a felicidade e a alegria do encontro. Essas pessoas são capazes de trazer consolo e alívio a um coração marcado pela dor da ausência. São capazes de fazer presente o velho amigo em um simples “oi”, em um sorriso ou em um abraço apertado. O amor por aquele amigo, comum ao seu coração e ao daquela pessoa, supera qualquer obstáculo e qualquer distância e faz tudo se tornar um eterno presente.

A dor que é bem vivida, pode nos levar além do que os nossos olhos podem ver e nos fazer experimentar a novidade de Deus no coração de novas pessoas. Você pode até mesmo buscar alguém pensando no seu amigo, mas, com essa iniciativa, já estará correndo o risco de encontrar uma nova amizade. É a experiência do amor de Deus que transborda, transcende, contagia e une pessoas a partir de pessoas, corações a partir de corações, vida por meio de vida.

Pode ser que a distância que você vive hoje, seja física ou não, se trate de uma grande oportunidade de experimentar o amor de forma nova e surpreendente. Buscando estar perto de alguém, você se aproxima de outros e também entra em suas vidas. Uma amizade verdadeiramente em Deus não se fecha, mas nos lança a novas experiências. É a dinâmica do amor: quando amamos não há restrição, mas transbordamento e impacto na vida de outras pessoas. Uma amizade verdadeira, mesmo na dor da distância, gera frutos.

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com

Primavera Surpreenda e deixe-se surpreender por Deus!

Filed under: Primavera — Gabi at 4:21 pm on terça-feira, setembro 22, 2009

Eis o tempo tão esperado, tempo das  surpresas de Deus, tempo de deixar florescer os sonhos que estão guardados em nosso coração, tempo de recomeçar, deixando passar o que passou,deixando a Luz entrar onde em nossa vida ainda há escuridão, é tempo de cuidar do coração, reconstruir os laços de amizade, laços de família, que podem ter sido perdidos no tempo, tempo de desenterrar os dons que deixamos escondidos por medo, timidez, ou até mesmo por falta de esforço, é tempo de renascer para o alto, é tempo de curtir os momentos presentes e deixar Deus agir em nossa vida livremente!

Quantas vezes nos amarramos em nós mesmos, nos nossos pecados, nosso passado, sofrimentos e tristezas, é a hora de olhar pra dentro de nós mesmos e perceber o que precisa ser mudado.

Qual área da sua vida precisa ser adubada???

Muitas vezes reclamamos da vida, das pessoas que convivem conosco, dos problemas que às vezes parecem estar cada vez maiores. Está na hora de ver além, de olharmos as coisas com um olhar de esperança e correr atrás do que ainda pode ser feito, pois nada cairá do céu, é preciso fazer a nossa parte para que as surpresas de Deus possam vir, pois elas são frutos do nosso esforço!

Muitas vezes parece que as coisas demoram a acontecer,rezamos,rezamos, nos esforçamos e nos esforçamos, e parece que nada acontece, mas lembre-se cada coisa tem o seu tempo, e brotará ao tempo de Deus. Tudo vem Dele, e seu milagre está pra chegar…

Quando? É aí que você vai aplicar aquele olhar de esperança!

Estejam atentos à voz  de Deus que sempre fala ao nosso coração, alguns sinais Ele já está mostrando, agora cabe a cada um de nós vermos além e deixar o Espírito Santo nos guiar!

Seja Dócil!

E pense também, no que hoje você pode surpreender a Deus, esse Deus que tanto cuida de nós, ele merece que os surpreendamos!

Deus não quer nada grande, o que o agrada é o amor com que fazemos as pequenas coisas, na simplicidade e docilidade do nosso coração!

O que você pode fazer???

Será que é tomar a decisão de seguir a Jesus???

Deixar o orgulho de lado e ir atrás daquela pessoa que você magoou e pedir perdão?

Visitar um doente??

Ajudar aquele que você não gosta muito???

Ir atrás daqueles que estão perdidos no mundo? Deus quer almas, será que não é hora de sairmos de nós mesmos, de nossos interesses e ir em busca de Homens novos para um mundo novo???

Pense e seja dócil ao que o Espírito Santo lhe inspirar!

Agora é com você, dê o primeiro passo e o Espírito Santo fará o resto!

Viva bem esse tempo! Deixe-se surpreender por Deus e o Surpreenda com o seu amor e simplicidade!

Estamos juntos!

Sua irmã, Dhyne - Vocacionada da Comunidade Canção Nova em Curitiba

Feito Tudo,para Todos…

Filed under: Festas — Gabi at 12:46 pm on quinta-feira, setembro 3, 2009

Minha história, meu chamado

No dia 3 de setembro de 1949, eu estava partindo para ingressar num Seminário Salesiano em Lavrinhas (SP). Estava inteiramente decidido, mas não foi fácil deixar a minha casa, meu pai, minha mãe, meu irmão e, principalmente, a primeira das minhas irmãs, que na época tinha apenas um ano de idade.

Agradeço muito a Deus pelo meu ”sim”, um “sim” de menino. Naquela época, eu tinha apenas doze anos. O costume era ir para o seminário com essa idade. Pelo fato de ter ido tão novo é que consegui fazer tudo o que Deus quis na minha vida. Hoje posso afirmar com certeza: Foi o Senhor quem me chamou, quem me escolheu tão cedo. E, graças a Deus, eu aceitei.

A partir desse “sim” – que foi mais iniciativa de Deus do que decisão minha – Deus realizou e está realizando muita coisa através de mim. Se eu não tivesse dado o meu “sim”, com toda certeza, muita coisa não teria acontecido na minha vida e na vida de muita gente.

É preciso reconhecer as consequências das nossas decisões. Se eu não tivesse dado o passo naquele momento, a Comunidade Canção Nova não existiria. O Senhor realiza grandes obras a partir de um simples “sim” que damos.

Desde o dia em que entrei no seminário, a minha cama, que mamãe arrumou naquela manhã, ficou do mesmo jeito durante um ano inteiro, na expectativa de que eu voltasse.

Ela não era contra a minha entrada para o seminário, mas queria que eu soubesse que eu tinha o meu lugar na minha casa. Várias vezes meus pais disseram que se eu quisesse voltar, havia um lugar para mim em casa. Mas eu tive a graça de ir em frente.

Vários santos diziam e Dom Bosco repetiu:
”Quando um filho ‘deixa’ a sua casa para seguir a sua vocação, Jesus vem e toma o lugar desse filho que ‘deixou’ a casa. E pelo fato de Jesus tomar o lugar desse filho que ‘deixou’ a casa, Ele mesmo fica em seu lugar”.
Foi assim que aconteceu comigo e com a minha família.

Meu pai era muito bom, trabalhador, e extremamente honesto; temente a Deus, mas não era de ir à igreja. Quando fiz a primeira comunhão, minha mãe foi e meu pai não. Eu não estranhei porque, afinal das contas, ele não ia à igreja… Foi ele que me levou para o seminário. Viajamos o dia inteiro: saímos às cinco horas da manhã e fomos chegar à tarde em Lavrinhas, cidadezinha onde se achava o seminário salesiano. Ele ficou comigo o restante do dia e na manhã do dia seguinte, dia 4 de setembro, tivemos a Missa no seminário e meu pai participou.

Havia um padre atendendo às confissões entre uma Missa e outra. Papai se confessou e na Celebração Eucarística seguinte, às 9 horas, meu pai comungou. À tarde, ele pegou o trem e voltou para São Paulo. A partir daquele dia, papai nunca mais faltou à Santa Missa, nunca mais deixou de comungar. A partir daí, era ele que puxava a família toda para a igreja. Tornou-se participante ativo.

No bairro onde morávamos, meu pai, como pedreiro, ajudou a construir a igreja. Ele foi um fiel Congregado Mariano. Depois fundou a Conferência Vicentina no nosso bairro. Desde então dedicou-se inteiramente aos pobres atendidos pela Conferência.

A dedicação que ele tinha pelos pobres era algo admirável. Ele realizou um trabalho lindo. Sempre muito fervoroso nas reuniões, fazia questão de ler o Evangelho, como fazem os vicentinos, depois o comentava com os confrades. Papai foi a vida inteira um vicentino convicto e militante.

Tudo isso aconteceu porque tive a graça de deixar minha casa, minha família. Não foi fácil para mim e nem para eles. Mas sou testemunha de que Jesus veio e ocupou o meu lugar. Ele começou trazendo meu pai de volta para a Igreja.

Um bom tempo depois do falecimento de meu pai, minha irmã me revelou um segredo de família, que eu também não conhecia e agora confidencio a você.

”Eu já era casada e mamãe me contou o seguinte:
‘Minha filha, eu tenho quase certeza de que seu pai tem outra mulher. Já faz bastante tempo que eu ando notando: sempre que ameaça chuva, o seu pai pega a bicicleta e sai de casa. Pergunto para onde ele vai, o que vai fazer, e ele não me responde nada. Ele sai e fica horas fora de casa. Só depois que a chuva passa é que chega de volta sem nenhuma explicação. Muitas vezes chega até um pouco molhado da chuva que tomou. Já briguei com ele, já joguei na sua cara que sei que ele tem outra mulher, outra casa, outra família, mas ele dá um sorrisinho e não diz nada. Comece a observar e você verá que é verdade.”’

Minha irmã não sabia nem o que falar e respondeu que iria observar, embora morasse um pouco distante da minha casa.

Ela viu que realmente era do jeito que minha mãe falou. Elas só rezavam e entregavam a Deus. Mas a dúvida e o questionamento ficou… Papai teve problema de coração. Enfartou uma vez, mas aguentou firme porque era forte. Enfartou uma segunda vez e faleceu.

Na Missa de sétimo dia, a igreja estava repleta de pobres socorridos pelos vicentinos. Foi impressionante a quantidade de homens de mãos calejadas, como o meu pai na hora dos cumprimentos, depois da Missa eles diziam à minha mãe:

”Deus lhe pague pelo seu Sérgio. Foi ele que arrumou o telhado da minha casa. Ele ia fazer a visita vicentina e via que na minha casa tinha muita goteira. Ele prometeu que ia fazer o meu telhado. Quando ameaçava chover, ele chegava correndo de bicicleta para nos socorrer. Colocava plástico no telhado da minha casa para não gotejar tanto. Mas depois ele fez o telhado todo da minha casa”.

Foram muitas pessoas que foram contando que meu pai é que havia consertado o telhado de sua casa. Minha mãe chorava muito, e ninguém sabia a causa. Era Deus revelando para ela o motivo das saídas do meu pai naqueles dias de chuva. Realmente ele tinha outra família: os pobres da Conferência Vicentina. Aquele homem que não ia à igreja, até minha ida ao seminário, viveu com perfeição aquela passagem do Evangelho: ”Quando fizeres a caridade, quando fizeres alguma coisa para alguém, que não saiba a tua mão direita o que fez a tua esquerda, e que não saiba a esquerda o que fez a direita” (cf. Mt 6,3).

Nós trazemos a graça da ressurreição para nossas famílias quando fazemos a vontade de Deus, por mais difícil que seja. Foi o que aconteceu comigo. Pela vocação, tive que ”deixar” minha casa e Deus mudou tudo na minha família. Ele foi fiel!

As vocações são diferentes: uns saem para seguir o chamado de Deus. Outros ficam para realizar a missão que Deus lhe confia. Minha vocação foi sair de casa para enfrentar o seminário e hoje ser padre. Mas, se a sua vocação é ficar na sua casa como pai e como mãe de família, você precisa realizá-la e bem. Saiba: a ressurreição virá à sua casa e as coisas serão transformadas, como aconteceu na minha casa.

O Senhor cumpre Suas promessas. Agradeço por aquilo que Deus fez a partir do meu “sim”. Seja fiel ao que Deus lhe pede, com certeza, Ele também será fiel.

Monsenhor Jonas Abib

Amizade Eterna

Filed under: Textos de amizade — Gabi at 10:03 am on quarta-feira, setembro 2, 2009

Amizade é algo que nasce dentro do coração,
é um sentimento puro e leve…
Amizade não é cobrança, é confiança. Amizade não se define com palavras, se define com emoção.
Amizade não te leva a sofrer, não decepciona…

Amizade traz carinho, afeto, amor.
Amizade não se mostra só em um sorriso, e sim nas lágrimas.
Amizade não é feita só de momentos bons,
mas sim de momentos difíceis que a gente divide.

Amizade não começa por acaso, é destino.
Amizade se descobre todo momento, nas pequenas coisas.

Amizade não está perto somente quando você precisa, porque está perto sempre.
Amizade não engana, não finge, não desaparece, não deixa de existir.
Amizade sempre cresce, ela é parte de nossas vidas, é o que nos completa no caminho.

Amizade não é sentimento finito, é eterna.
Amizade começa antes mesmo de nos conhecermos em carne e osso, ela é do Espírito.
Amizade não termina com a morte, ela renasce pra ser ainda mais forte…
Nunca pense que perdeu uma amizade, pois se perdeu não era amizade.

Autor: Desconhecido