Olá pessoal, há um bom tempo tenho estudado essa segunda geração da Internet e os impactos que ela causa na vida das pessoas e principalmente no meio organizacional. E com base nesses pesquisas montei esse post, que se trata de dicas para a montagem de um projeto que utilize a Web 2.0.
Ferramentas e Técnicas 2.0
→ Começar com o CSS ou RSS, escrever HTML nos padrões web e com estilos CSS ao invés de manter o código cheio de tabelas. Tabelas enviam mais dados para os cliente, oferece menos estilo e controle quando você quer colocar elementos em diferentes lugares na sua página. O RSS também é útil e mantém as pessoas atualizadas rapidamente, como por exemplo, rastrear mudanças de preços.
→ Há algumas maneiras de integrar esse conteúdo e tornar os sites mais dinâmicos. Usando feeds RSS e o conceito de Web Services, como as APIs do Google, por exemplo, são formas de manter seu site atualizado com um verdadeiro valor agregado fornecido por cliente e parceiros.
→ Ferramenta gratuita para validação de Feeds www.feedvalidator.org
Agregando a Web 2.0
Quando aplicamos as técnicas da Web 2.0 em uma empresa, teremos alto valor de relacionamento com o cliente, e até mesmo com parceiros e fornecedores. Particularmente na prestação de serviços, a conversação bidirecional da Web 2.0 permite um feedback instantâneo, rápida evolução de ofertas através de co-inovação com as pessoas que realmente estão usando os produtos e até mesmo verdadeiras relações onde seus clientes são também seu principal fornecedor, resultando na colaborações como recomendações e avaliações de produtos pelos consumidores, etc.
Sugestões 2.0
1 – Estabelecer nativamente Usabilidade e Experiência para o Usuário:
A maioria dos web sites tradicionais ainda são muito complexos, difíceis de usar e navegar e acabam falhando ao invés de tornar fácil fazer negócios. Web 2.0, os sites se tornarão extremamente simples com um bom design, de fácil navegação (navegação muitas vezes intuitiva) e com ótima usabilidade. As interfaces feitas em Ajax são ótimas, mas com pouco poder de design. quanto menos a sua aplicação é usada, mais simples ela deverá ser, porque os usuários poderão esquecer de como ela funciona.
2 – Permitir, incentivar e coletar as contribuições do Usuário:
Os clientes quase sempre são a sua melhor fonte de informação sobre seus produtos. De fato, seus clientes sabem mais sobre eles do que você. Portanto, permita essa vasta maré de conhecimento e colete feedbacks, críticas, dicas, sugestões, preferências, conversas entre seus clientes e até mesmo conversas entre sua empresa e seus consumidores (se eles aprovarem isso). Esses últimos dois, se tornarem públicos, podem formar verdadeiras comunidades e permitir que seus melhores clientes ajudem outros clientes quando você não puder. Se você estiver no negócio de fornecer conteúdo, permita-os participarem desse fornecimento e compartilhar com outros usuários.
3 – Permitia a formação de comunidades:
Se os seus clientes gostam do que você vende, eles formarão comunidades on-line, mesmo se você não aprovar. Nessas comunidades eles compartilharão ideias e informações, criarão uma atmosfera de entusiasmo, ajudarão outros consumidores, organizarão eventos on-line, etc. Além disso, a comunidade mostra uma tendência de que os consumidores estão deixando de comprar produtos para comprar as experiências que esses produtos trazem e a própria comunidade em si, torna-se uma experiência para eles. Felizmente construir uma comunidade hoje em dia é relativamente fácil. Por exemplo, plataformas como Drupal and CivicSpace estão levando as melhores práticas da web, combinando as comunidades on-line com as técnicas da Web 2.0. Do ponto de vista de custo/benefício, uma comunidade on-line pode manter a sua base de clientes mais unificada e auto-sustentável, além de colocá-los sempre a frente de sua marca, aumentando a oportunidade de gerar novos negócios.
4 – Torne-se uma plataforma aberta, permitindo reutilização de serviços (SOA):
Imagine-se permitindo que outros sites utilizem a sua base de informações. Informações não estratégicas e vitais é claro, para fornecer aos usuários uma forma mais rápida de agregar valor ao seu próprio negócio. Isso é o SOA Global, uma arquitetura orientada a serviços que permite a interoperabilidade entre informações de diversas fontes através de web services. Tornar-se uma plataforma aberta não significa fornecer gratuitamente a informação, você pode monetizá-la como a Amazon fez. Outros sites permitiam a pesquisa e venda de livros da base da Amazon, sem mesmo precisar entrar no site da Amazon, assim o site que vendeu ganha comissão. Outra opção é começar por outros recursos como feeds RSS para notícias entre outras informações, no qual permitirá que seu usuário leia seu conteúdo sem ao menos precisar entrar no seu site.
Tirando vantagem da Web 2.0
1 – Incentive contribuições sociais com benefícios individuais:
Esse é um dos principais ingredientes para se criar uma boa aplicação social. O serviço de favoritos social, del.icio.us, faz isso talvez melhor do que os outros. A ideia é que a maioria das pessoas não gastará o seu tempo para contribuir com conteúdo ou enriquecer um site sem ao menos ganhar algo em troca. Com o caso de favoritos social, os seus favoritos são únicos e relevantes pra você, ao menos que compartilhe com outras pessoas que têm a mesma afinidade que você. Assim, você fica sabendo de links que também te interessa. O principal conceito aqui é fornecer motivação pessoal para uma contribuição individual e envolver o usuário em outros tipos de participação que continuará melhorando o serviço como um todo para qualquer outra pessoa.
2. Permita a edição de conteúdo sempre que possível:
A Web em si é uma co-criação de conteúdo e sites por usuários em uma escala massiva e global. Armado com o conhecimento individual de cada usuário dessa grande massa, você pode tirar vantagem desse fato, onde nenhum de nós tem o conhecimento de todos. Sites Wikis tornam isso realidade, e permitem cada página ser “editável” por qualquer um que tenha permissão. Essa vantagem dá as pessoas uma condição de donos e os levam a imergir no trabalho e contribuir com aquilo que você oferece, tudo isso porque você os permitiu ter a habilidade de mudar um conteúdo a um certo nível. As melhores aplicações Wiki gravam versões de todas as mudanças, para não causar nenhum dano no conteúdo quando necessário. Observe que há usuários que querem prejudicar e escrever besteiras, porém há maneiras de controlar isso através de um mediador.
3. Forneça Experiências contínuas e interativas para os usuários:
Aplicações com muitos carregamentos de páginas estavam na moda há cinco anos atrás. As pessoas são muito ocupadas hoje em dia e não podem perder tempo esperando 5 a 10 minutos de carregamento de página, correndo o risco de travar no loading, principalmente se eles utilizam o seu site ou aplicação diariamente ou semanalmente. Já se deparou com formulários que ao clicar em uma “combo” de país, a página submete ao servidor e aquela página branca aparece até que a lista de estados se popule. Pois é, ainda bem que temos técnicas de programação como Ajax ou até mesmo Flex e Flash. Eles podem fazer muito melhor do que o exemplo que citei utilizando o modelo Rich Internet Application (RIA). Você pode publicar uma aplicação inteira em uma única página. É claro, você não precisa desenvolver uma interface em Ajax para ela ser Web 2.0, mas para muitos tipos de aplicações, é praticamente obrigatório a utilização dele.
4 – Garanta que o seu site oferecerá seu conteúdo em forma de feeds ou web services:
A Web está se tornando cada vez mais dados puramente ditos ao invés de páginas web em HTML, tudo tende a ser um feed RSS no futuro. Os usuários na Web, particularmente os mais recentes e influenciadores, estão usando cada vez menos e menos um navegador como a Internet Explorer, e cada vez mais e mais um agregador RSS. Portanto, se você não usar RSS ou Web service no seu site, estará condenado a ficar ilhado e os usuários não terão escolhas ou opções para dar continuidade a navegação.
5 – Permita os usuários construírem suas reputações:
Todas as comunidades são construídas por grupos de pessoas que geralmente se respeitam. Isso pode ser simples como associar um usuário com seu userID ou pode ser um sistema de rastreamento de reputação como o Mercado Livre. Isso implica que os outros usuários estão cientes um do outro, e suas ações são visíveis e transparentes. Permita os seus usuários construírem sua reputação enquanto interagem com o seu serviço. Alcançar um bom balanço entre a privacidade e a reputação pode ser muitas vezes difícil, mas os resultados valerão à pena.
6 – Reuse serviços de outros sites agressivamente:
Um dos problemas clássicos de desenvolvimento é a necessidade de reinventar a roda. Felizmente, a barreira da reutilização está rapidamente acabando com o advento dos web services e RSS. Mas os modelos leves de programação Web 2.0 também abaixam os custos de reimplementação de funcionalidade. De fato, com a Web 2.0 a maioria dos conteúdos e funcionalidades irá, eventualmente, ser somente ligados ao invés de criados de um rascunho, e isso mostra o porquê da capacidade dos mashups serão cada vez mais utilizadas.
10 – Divida a sua aplicação em pequenas sub-aplicações
Não construa aplicações Ajax gigantes em uma única página. Isso significa não construir um grande canivete suíço que tenta fazer de tudo. Isso significa construir uma funcionalidade de cada vez, para fazer uma coisa bem feita e então, partir para o próximo serviço. Permita que seu conteúdo e funcionalidade cresçam de forma orgânica. Faça com que seja fácil a manutenção do mesmo. Desenvolver funcionalidades que possam ser remontadas, reorganizadas e até mesmo estendidas naturalmente por outras aplicações. Dessa forma os outros reusarão as suas aplicações facilmente.
E-commerce 2.0
Com o advento da Web 2.0, é fácil ignorarmos uma outra revolução que acontece ao mesmo tempo. O E-commerce 2.0 está se tornando maduro e se preparando para deixar seu predecessor de dez anos. O que faz de um site de e-commerce ser um e-commerce 2.0? A resposta para esta pergunta é um e-commerce melhor, mais fácil de se usar, mas, o mais importante, ele traz maior retorno financeiro. Há três elementos de arquitetura que define sites de e-commerce 2.0 e ajudará a quebrar a mentalidade de loja virtual (tudo sob o mesmo teto):
→ Um front-end composto que integra serviços desagregados dentro de uma experiência coerente para o usuário. Como isso se difere de um portal? Em um portal, os diversos pedaços de conteúdo geralmente são independentes um dos outros. Nessa proposta, tudo é altamente integrado desde os dados até o ponto de vista da experiência do usuário.
→ Um back-end com três propósitos principais: primeiro se amarrar em uma funcionalidade de e-commerce existente que não precise ser substituída como catálogo, processamento de pedidos e serviços ao cliente. Segundo é criar uma camada de dados intermediária, otimizada para suportar a experiência do usuário. E, terceiro é manter o estado de interação, uma tarefa no qual se torna muito mais complicada com desagregação.
→ Um conjunto sofisticado de ferramentas para os gerentes de marcas e analistas que levam a TI para fora da equação. O controle de conteúdo, promoções, design, layout, interatividade e relatórios devem estar firmemente nas mãos dos usuários de negócio e dos tipos criativos. A TI deve se preocupar com a escalabilidade, estabilidade e segurança.
Os melhores sites de e-commerce 2.0 entregarão uma camada de tecnologia aliada a estratégias de marketing. É preciso ir além do conhecimento técnico, é preciso conhecer sobre pessoas / sobre consumidores. E isso se aprende em marketing, não em TI. Aqueles que tiverem as duas bases de formação serão os especialistas mais capazes de trazer o real resultado de um e-commerce 2.0 e até mesmo para a Web 2.0 como um todo.
Distribuição ao invés de Centralização

A ascensão das plataformas sociais dentro dos negócios, irá colocar um desafio significante nas empresas enquanto elas tentam se adaptar as considerações citadas acima. Isso porque, não segui-las é tender a reduzir as chances de sucesso dentro da nova geração da internet. Veja o movimento do YouTube para pagar seus usuários pelas contribuições de vídeos, pois de alguma forma eles os limitam com algumas restrições de conteúdo. Eis uma tendência que já é mais que tendência. Abrace essa causa antes que seja tarde de mais.
Dicas do Social Media Optimization (SMO)
Social Media Optimization (SMO) é a maneira de otimizar sites para que eles sejam facilmente conectados com as comunidades on-line, também chamados de social media sites. O conceito por trás do SMO é simples: implementar mudanças para otimizar um site para que mesmo seja mais facilmente linkado e altamente visível a sites sociais e buscadores.
1 – Aumente sua rede – Essa é a primeira e mais importante prioridade para os sites. Muitos sites são “estáticos” – isso significa que eles são raramente atualizados. Para otimizar um site para se tornar mídia na rede social, você precisa aumentar sua popularidade aumentando o número de links para seu conteúdo. Colocar referências em blogs é um bom começo.
2. Taggeie o seu site – Colocar recursos no conteúdo como botões “adicione ao del.icio.us” é uma das maneiras de tornar o processo de taggear as páginas fácil, mas temos que ir além disso, tendo certeza que as páginas possuem uma lista relevante de tags, a tenha certeza também de taggear sua página primeiro nos sites populares de favoritos social (incluindo mais do que somente home).
3. Recompense os links externos – Geralmente usado como métrica de sucesso para um blog, assim como para um site, links externos são parâmetros para aparecer os resultados de busca. Para aumentar esse parâmetro, você precisa estabelecer recompensar claras. Desde usar Permalinks para recriado similaridade, listando os links recente em seu blog ou site, provendo visibilidade para aqueles que criaram um link apontando para você.
4. Faça Mashups – Em um mundo de criação conjunta, permita outros usuário usarem o seu conteúdo (com um propósito e se for possível é claro). A ideia do YouTube de fornecer a URL para copiar e colar e passar os vídeos em seu site foi o que o tornou relevante para seu crescimento. Fornecer conteúdo através de RSS também torna fácil para que outros criem mashups que usem o seu conteúdo.
Métrica para a nova Web
A métrica para a versão 2.0, o “stickiness”. A métrica web “stickiness” é definida pelo tempo gasto ou permanência do usuário em um site como uma métrica positiva. De fato, a duração da visita de um usuário é relacionado a sua satisfação com o site e seu conteúdo. Veja o exemplo prático em um mashup:

Segue abaixo uma série de reflexões para ajudar a aumentar o “stickiness” dos usuários em seu site:
* O conteúdo encoraja os usuários a explorar o site a fundo?
* O conteúdo é apresentado de maneira interessante?
* O conteúdo é relevante para as necessidades do usuário?
* O site possui um visual atraente?
* O design/layout é limpo e bem organizado?
* É fácil achar informações de interesse?
* O site é fácil de se navegar?
* O site possui todas as informações que os usuários precisam?
* O conteúdo fornece informações valiosas e relevantes?
* O site é divertido?
* A navegação permite aprofundamento de informações?
* O recurso de busca no site é bem planejado?
* A forma com que o conteúdo é escrito é fácil de ser lido e interpretado?
* O conteúdo é atualizado?
* Qualquer função é executada rapidamente?
* O site pode ser personalizado para ir de encontro as necessidades dos usuários?
* O site possui conteúdo de fontes terceiras?
* O site possui links para outras fontes?
Com base nessas informações fica mais fácil traçar um projeto e tornar o site mais 2.0. Após montar o projeto e escolher as ferramentas adequadas, é só consultar um tal projeto chamado “Boas práticas de uso das ferramentas Web 2.0 nas Empresas”. Muito bom esse projeto, eu recomendo e possui ótimas dicas rsrsrsrs
[Fonte: "Guia Completo para uma estratégia Web 2.0 de sucesso"]
Comment