Para este sábado santo procuro apresentar um texto que nos fala muito bem do mistério da morte de Cristo e nos revela toda a ação libertadora dentro dos fatos. Temo que Jesus morreu e esperamos a sua ressurreição, porem não celebramos o funeral de Jesus, porque seu ato é de doação total, de fato celebramos a paixão de Cristo por nós. Este é um texto que com muita simplicidade alcança uma profundidade nos discursos da morte de Deus em Cristo, mostrando assim para nós a verdade revelada por Deus.
De uma antiga “Homilia sobre o Sábado Santo”
A decida do Senhor aos infernos
O que aconteceu? Hoje sobre a terra tem grande silêncio, grande silêncio e solidão Grande silencio porque o Rei dorme: a terra permanece aterrorizada e muda porque o Deus fato carne si é adormentado e há acordado aqueles que de seculos dormiam. Deus é morto na carne e desce para agitar o reino dos infernos.
Certo Ele vai a procura do primeiro pai, como a ovelha perdida. Ele quer descer para visitar aqueles que estão nas trevas na sombra da morte. Deus e seu Filho vão a libertar do sofrimento Adão e Eva que si encontram na prisão.
O Senhor entrou nos infernos portando as armas da vitória da Cruz. Apenas Adão, o progenitor, o viu, batendo-si no peito pela maravilha, gritou a todos e disse: “Seja com todos o meu Senhor”. E Cristo respondendo disse a Adão: “E com o teu espirito”. E pegando pela mão e o conduziu dizendo: Acorda, tu que dormes, e e ressurge da morte, e Cristo ti iluminará.
Eu sou o teu Deus, que por ti sou transformado teu filho; que por ti e por estes, que que de ti receberam a origem, agora falo e na minha potência ordeno aqueles que eram em cancerados: Saiam! Aqueles que eram nas trevas: Sejam iluminados! Aqueles que eram mortos: Ressurja! A ti comando: Acorda, tu que dormes! De fato não ti criaste porque resta-se prisioneiro nos infernos. Ressurge dos mortos. Eu sou a vida dos motos. Ressurge, obra das minhas mãos! Ressurge minha pintura, feita a minha imagem! Ressurge, saímos daqui! Tu em mim e eu em ti somos de fato um único sem dividir a natureza.
Por ti eu, teu Deus, sou fato teu filho. Por ti eu, o Senhor, tenho revestido a tua natureza de servo. Por ti, eu que estou acima dos céus, venho sobre a terra e de baixo dela. Por ti homem tenho compartilhado a fraqueza humana, mas pois sou tornado livre entre os mortos. Por ti, que saiu do jardim do paraíso terrestre, fui traído em um jardim e entregue nas mãos dos Judeus, e em um jardim estive pregado na cruz. Olha a minha face os pontos que recebi por ti, para poder ti restituir aquele primeiro sopro de vida. Olha sobre sobre a minha face os tapas de humilhação, suporte para refazer a minha imagem a tua beleza perdida.
Olha sobre o meu dorso a flagelação imediata para livrar as tuas costas do peso dos teus pecados. Olha as minhas mãos perfuradas no lenho por ti, que um tempo havia malvadamente estendido a tua mão a árvore. Morreu sobre a cruz e a lança penetrou na minha costela, por ti que adormeceste no paraíso e fiz sair Eva do teu lado. O meu sono ti livra do sono do inferno. A minha lança impeça a lança que se vira contra ti.
Surge, distancia-se daquele. O inimigo ti fez sair da terra do paraíso Eu invés não ti remeto mais ao jardim, mas ti coloco sobre o trono celeste. Ti foste proibido de tocar a planta símbolo da vida, mas eu, que sou a vida, ti comunico aquilo que sou. Tenho posto os querubins que como servos ti guardas Agora faço sim que os querubins ti adore quase como Deus, mesmo que não seja Deus.
O Trono celeste é pronto, pronto e as ordens são os portadores, a sala é pronta, a mesa é já preparada, e eterna moradia é adornada, os cofres abertos. Em outras palavras, é preparado a ti de muitos séculos eternos o reino dos céus.