Morada de Deus

Filed under: Franciscanismo, Reflexoes Gerais — gotasdeassis at 9:58 am on Saturday, October 17, 2009

 

Estou ficando louco de amor por Jesus. Me deu uma crise de alegria enquanto estudava as escrituras, pois estava lendo um comentário de um pensador sobre o texto do novo testamento Mt 9,14-15. Este texto olhando de imediato fala do jejum, porem visto com profundidade eles estão discutindo outra coisa.

Os discípulos de João batista perguntam porque os discípulos de Jesus não fazem o mesmo que eles e os fariseus. Incrível a resposta de Jesus: é possível fazer jejum quando o noivo esta presente.

Estou maravilhado com isso, pois Jesus não discute o jejum, mas a tradição Os discípulos de João batista aprenderam a fazer de um modo a vontade de Deus, e agora criticam o modo de Jesus Cristo. Cristo está rompendo, está rasgando os remendos velhos. Ele está destruindo os odres velhos, pois o vinho novo não pode ser mais contido. Incrível, pois Jesus é a novidade, que está para alem do que eles podem pensar.

Batista se manteve fundamentado na antiga tradição, buscando operar uma nova tradução dos antigos profetas. Jesus traz a novidade na tradição, porque a verdade em Deus é imutável, ou melhor dizer: Deus é a única verdade “beleza tão antiga e sempre nova” (santo Agostinho).

Eu estou louco de amor por ter chegado a esta iluminação. Este texto me perturbava sempre, porque eu não havia uma resposta sobre a verdade que se passa dentro dele. Agora vejo claramente o que ele está discutindo. Jesus realmente é a nova tradição, a nova lei, o novo Adão.

Olhando para São Francisco busquei entender como se recebe esta novidade dentro de si. São Francisco foi um dos que com uma radical conversão aceitou a verdade de Deus em sua vida. O santo de Assis acolheu e se transformou a partir da novidade, a partir de Jesus Cristo. Apresentarei um texto das admoestações de São Francisco:

Do servo fiel que se torna morada de Deus

E todos aqueles e aquelas que vagam neste mundo, fim quando farão tais coisas e e perseverem nelas até o fim, repousará sobre eles o Espirito do Senhor (Is. 11,2), e Ele fará sua morada (cf. Gv. 14,23). E serão filhos do Pai celeste (cf. Mt. 5,45), dos quais fazem obras, e são esposos, irmãos, e mães do nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Mt. 12,50).

Somos esposos, quando a alma fiel si une a Jesus Cristo pela ação do Santo Espirito. E somos irmãos, quando fazemos a vontade do Pai (cf. Mt. 12,50), que está nos céus. Somos mãe (1Cor. 6,20), quando portamos no nosso coração e no nosso corpo através do amor e a pura e sincera consciência, e o geramos através do santo modo de trabalhar, que deve resplandecer em exemplos para os outros (cf. Mt. 5,16).

Oh, como é glorioso e santo e grande ter nos céus um Pai!

Oh, como é santo, consolador, belo e amável ter um santo Esposo!

Oh, como é santo, como é delicioso, agradável, humilde, pacifico, doce e amável e sobre cada coisa desejada ter um tal irmão e filho, o qual oferece a sua vida pelas suas ovelhas (cf. Gv. 10,15) e rogo ao Padre por nós, dizendo: “Pai santo, guarda no teu nome aqueles que me confiou (Gv. 17,11). Pai, todos aqueles que me confiou no mundo são teus, e que você deu a mim (Gv. 17,6). E as palavras que destes a mim, também deu a eles; e esses as acolheram e verdadeiramente reconheceram que eu saí de ti e creram que você me enviou (Gv. 17,8). Eu rogo por eles e pelo mundo (Gv. 17,9). Abençoa-lhes e santifica-os (Gv. 17,17). E para eles eu santifico a mim mesmo, afim que sejam santificados na unidade, como sejamos nós (Gv. 17,19-21) . E quero, o Pai, que onde eu estou estejam estes comigo, afim que vejam a minha glória no teu reino” (Gv. 17,24; Mt. 20,21).

A aqueles que tanto parte por nòs, que tantos bens são doados com abundancia e generosidade serão doados no futuro, a Deus, cada criatura que vive nos céus, sobre a terra, no mar e nos abismos, rendam louvor, gloria, honra e bênçãos (cf. Ap. 5,13), porque Ele é a nossa virtude é a nossa fortaleza. Ele que só é bom (cf. Lc. 18,19) só o Altíssimo, só o onipotente, amável, glorioso e só o Santo, digno de louvor e bênção pelos seculos infinitos. Amem.

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