Penso em clarear um pouco este tema sobre a conversão. A partir do que colhi dos anseios de Maria e Jacqueline, que participam do fórum da segunda etapa do retiro do mês de janeiro. Usei na segunda etapa como contributo para entender a conversão a partir da palavra sentido. Pois se olharmos para um rio ele corre em um sentido, devemos olhar o sentido do trânsito, etc. Porem a proposta neste momento é olharmos como caminho, assim teremos mais para aproveitar.
Se colocarmos a versão como o caminho que estamos fazendo, teremos aqui a versão de nossa vida. Se alguém que faz o caminho verso ao trabalho, a escola, a igreja, etc., esta procurando alcançar o seu objetivo. Uma vez que ele alcançou retorna para casa, agora o seu objetivo é tornar para o posto de origem.
Se pegarmos o caso de alguém que esta indo a igreja, mas no meio do caminho algo o faz sair do caminho, esta pessoa começa a fazer o processo e aversão ao caminho. Ela muda de rota por algum motivo, e quando faz isso muda também de objetivo. Ela que queria alcançar esta determinada coisa, agora escolhe fazer outra.
Porem, tem aquele tipo de experiencia em que a pessoa que sai com o objetivo de ir para a escola e decide no meio do caminho voltar para casa, pois não encontrou razão suficiente para chegar ao seu objetivo.
Quando somos batizados começamos um caminho com Deus. Somos parte da primeira aliança renovada em Cristo. Aprendemos a viver como cristão, pois a palavra de Deus já foi semeada em nosso coração. O que acontece que também aprendemos tudo que existe no mundo, e por isso sofremos com esta realidade, onde o mundo e a palavra de Deus esta dentro de nós. Por isso São Paulo diz para nós permanecermos nas palavras de Cristo, ou mesmo o Evangelho de João: Permanecêreis em mim, e eu em vos. Isso para dizer que há uma luta constante dentro de nós.
Devemos começar a olhar nossa vida em Deus, pois já estamos no caminho, ou seja, na versão que Deus nos confiou a partir do nosso batismo, mas durante o dia podemos cometer aversão ou reversão. Nós nos relacionamos com muitas pessoas, porem alguns com poucas, mas em tudo estamos sempre com as pessoas. Uma hora tratamos bem quem esta do nosso lado, outra hora fazemos o contrário.
A versão que Deus nos deixou através de Jesus Cristo é o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Isso não quer dizer que temos que gosta de todas as pessoas que estão no mundo, mas ama-las. E para isso devemos ser criativos no amor. Qualquer ato de bondade para com o próximo pode criar uma relação de amor entre nós. A Igreja pede para observarmos os sete atos de caridade corporal e ao mesmo tempo de caridade espiritual: Dá de comer a quem tem fome, dá de beber a quem tem sede…
Conversão não é algo muito complicado de se entender, pois basta começar do pouco: faça o bem a teu próximo por amor a Deus. Isto me lembra São Francisco quando estava caminhando com fome e encontrou um pobre homem que tinha um pedaço de pão. Logo Francisco disse assim: Meu bom amigo, você tem o pão e eu sei muito bem fazer oração, se você quiser nos pedimos juntos a Deus a bênção deste alimento e o comemos. Os dois se saciaram do pão abençoado por Deus, e ao mesmo tempo fizeram uma experiencia enorme de amor. Não precisamos de muito para fazer o bem ao próximo, somente a vontade de partilhar o que temos.
Lembre-se que você já esta no caminho de Deus. Se alguém ou alguma coisa impede de você alcançar o objetivo escolhido, não se preocupe, pois em Deus podemos converter, ou seja, voltar a nossa boa versão da vida. Assim conversão se coloca como diária, pois no dia-dia enfrentamos um mundo que dentro de nós pode muitas vezes falar mais alto. Converta-se e crede no Evangelho.