MAGNIFICAT ANIMA MEA Lc 1,46-56
Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
dezembro 22nd, 2007“Exulta, ó minh’alma, no Senhor teu Deus, porque o Todo Poderoso fez em ti maravilhas. Santo é o Seu nome”. Este cântico do Magnificat é a celebração jubilosa e o resumo de toda a história da Salvação, na qual Maria é retomada em todas as etapas desde as origens. Essa história é conduzida por Deus sem interrupção e como o critério do amor misericordioso, à exaltação dos humildes e dos pobres.
Na narrativa do evangelista Lucas, por ocasião da visitação de Maria a sua prima Isabel, após a saudação da jovem, Isabel a proclama bendita e bem-aventurada. Concluindo o diálogo, Maria entoa o cântico de ação de graças, consagrado na tradição católica como o “Magnificat”. Este hino, bem como o cântico de Zacarias (“Benedictus”) e o de Simeão (“Nunc Dimitis”) foram colhidos por Lucas dentre a tradição das comunidades cristãs e inseridos na sua narrativa das infâncias de João Batista e de Jesus.
Apenas as pessoas sabem ser humildes e simples, por isso, as puras de coração são tocadas pela virtude da gratidão e, conseqüentemente, louvam e glorificam Deus como o fez Maria.
É uma coisa grandiosa quando um homem põe-se de joelhos diante de Deus. E aquele que fica de joelho encontra o seu verdadeiro lugar, dá o sentido da proporção e da medida, afirma que nada é e que Deus é tudo.
É pura verdade e justiça a sua misericórdia sobre aqueles que o temem. A lei da graça que se realiza em Maria se torna universal. Com o seu “sim” e neste canto de louvor, ela nos ensina que Deus realiza a sua graça quando o homem se convence da necessidade que tem dela. Só quem é cônscio de sua pobreza alcançará a riqueza que só produz. A graça não escolhe pessoas orgulhosas e soberbas, mas os humildes; não os poderosos, mas os fracos; não os saciados, mas os famintos.
O cântico de Maria é uma apresentação do Deus revelado por Jesus ao longo do Evangelho de Lucas. É o Deus que subverte as sociedades e as religiões estruturadas sobre o poder. É o Senhor que liberta e promove os pobres e oprimidos, derruba os poderosos e distribui os bens da criação para todos. A fé de Maria é uma fé humilde, consciente e comprometida com a causa dos pobres.
Quem confia sabe esperar, mas quem tende à auto-suficiência não é capaz de entender o que isso significa. A conversão exige que mudemos nossos pensamentos e percebamos a presença de Deus no mundo. Oxalá, sejamos como Maria que, compreendendo o tempo de Deus, cantou o Magnificat na casa de Isabel.
One Response to “MAGNIFICAT ANIMA MEA Lc 1,46-56”
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Prostrado antes vossa reverendíssima e implorando benção. -Muito ótima essa homilía, paz e benção de Deus nosso Pai para o senhor tb ; Pe. Bantu Mendoça, fico muito feliz quando ouço falar de humildade, em aspcto de entregar tudo para seguir a palavra de Deus, e muito mais quando se trata de doação, receber os Irmãos pobre, trabalhar para a promoção da vida especialmente para os sem voz e vez, ouvindo o que eles tem para nos dizer! . Para concluir: quem acaba ganhando com isso somos nós que entregamos totalmente em (voluntariado) vocacionados que somos, são Frasisco de Assis já dizia – que era para ele motivo de muita tristeza quando via uma pessoa mais pobre que ele… Pois eu digo – muito me entristece quando encontro Irmãos que ainda não conhecem a palavra de Deus, o verdadeiro Pão da Palavra. Gente que reza pedindo a Maria, mais faz tudo fora do seu “Cântico do Magnificat”, gente que quer as coisa com desejo do homem da terra. Se vocacionados que somos , Pe. Bantu , com o senhor já disse, que saibamos esperar segundo a vontade de Deus, como disse Maria : AMEM.