NÃO JULGUEIS Mt 7,1-5
Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
junho 23rd, 2008Num mundo marcado por falsos juízos, Jesus nos adverte: Não julgueis, para que não sejais julgados.
Esta expressão que pode tranquilamente se entender por criticar é das mais conhecidas, mas nem sempre é interpretada corretamente.
O julgamento que não devemos fazer é aquele em que nos colocamos em lugar de juiz para condenarmos, ou falarmos mal a respeito do nosso irmão ou nosso próximo segundo nossa própria avaliação. Isto, porém, não se refere ao discernimento que deve ser exercido pelo cristão ou pela igreja para se proteger contra os que praticam o mal ou ensinam falsidades, ou para manter disciplina para o bem da igreja.
Quem ousa julgar aos outros, sofrerá a conseqüência dessa usurpação de poder, pois também virá a ser julgado pela mesma medida – e achado em falta!
Lembremos sempre das nossas próprias imperfeições antes de nos colocarmos no lugar de juiz para apontar as faltas dos outros. O Senhor Jesus chama isso de hipocrisia: é preciso primeiro eliminar as nossas próprias faltas e imperfeições antes de julgarmos as dos outros. As nossas, sob esta perspectiva, são maiores e se comparam a uma trave em nosso olho quando só podemos ver um argueiro no olho do nosso irmão.
Ao nos depararmos com pessoas tão perversas que tratam as verdades divinas com total desprezo e reagem com violência quando lhes falamos do Evangelho, não temos a obrigação de continuar insistindo com elas. Se o fizermos, apenas estaremos aumentando a condenação que já pesa sobre elas.
Nem sempre é fácil perceber quando uma pessoa pode ser classificada nessa categoria, mas quando em dúvida, temos o recurso de pedir discernimento em oração.
Por isso, reze: Pai, livra-me de julgar meus semelhantes de maneira severa e impiedosa. Que eu seja misericordioso com eles, assim como és misericordioso comigo. Amén!
11 Responses to “NÃO JULGUEIS Mt 7,1-5”
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Pe.Bantu a sua benção.
É dificílimo para nós como humanos imperfeitos que somos, não comentar, quando alguém comete erros principalmente, quando fere a igreja Católica e quantos aos mais necessitados. Se sabemos que não somos capazes de fecharmos a boca, peçamos a Deus que, nos dê a capacidade de rezarmos (orarmos) por essas pessoas, assim estaremos fazendo um bem e essas pessoas e o Pai que tudo vê, que tudo sabe, acolherá nossos pedidos e transformalo-ão em bençãos, curar, etc. Mas porém Deus só vai utilizar aqueles pedidos que são feitos de dentro do coração, não podem ser simplesmente da boca para fora, assim nossos juízos estarão de acordo com o juízo “Dele”, pois estaremos querendo para o irmão o mesmo que queremos para nós. Que Deus nos abençoe.
É REALMENTE O JULGAMENTO, É ALGO MUITO DIFÍCIL DE SER CONTROLADO, POIS C/A RAPIDEZ DO NOSSO PENSAMENTO A LÍNGUA NA SEQUÊNCIA JÁ DIZ AQUILO QUE FOI PENSADO.E A LÍNGUA, MESMO SENDO UM MEMBRO PEQUENO, MAIS QUE COMO O LEME DE UM NAVIO ENORME ACABA NOS DIRECIONANDO, PARA ONDE ELA QUER.E A ÚNICA COISA QUE PODE NOS AJUDAR E NOS DAR DISCERNIMENTO, PARA QUE NÃO IRMOS PARA O CAMINHO ERRADO É JUSTAMENTE O ESPÍRITO SANTO.
Pe. Bantu, a sua benção.
O Evangelho de hoje é o grande desafio de nós cristãos, ainda mais quando estamos reunidos em comunidade. Possa o Senhor nos dar o discernimento necessário para saber quando a crítica ao irmão(ã) é construtiva e leva a estar mais perto de Jesus e quando esta crítica se torna algo perverso e sem amor ao próximo, tendo o único objetivo de denegrir a imagem do outro.
Que o Senhor Nosso Deus nos dê a sabedoria de não julgar o próximo e sim ajudá-lo a estar próximo a Ele.
Bom dia Padre, a sua benção!
Este é o maior desafio para nós seres humanos, o que mais fazemos é julgar a vida das pessoas como se fossemos perfeitos. è uma trave mesmo q fica em nossos olhos, pois esquecemos de cuidar de nossa propria vida e tomamos conta da vida dos outros. Este ano experimentei fazer na quaresma um PHN de não falar, não julgar as outras pessoas. Foi uma maravilha em minha vida e confesso naõ foi fácil… quero continuar esse PHN que acabei deixando pelo caminho. Mas agora com suas palavras me acordo para esta realidade, é preciso fazer um PHN eterno de não julgar, e não falar das pessoas…pois isso é fácil fazer, difícil é compreende-las…
Graça e paz!
Paz e bem!
A bênção Pe. Bantu. Amém!
Pai, não permita que eu julgue meus semelhantes de maneira impiedosa e severa. Pai, tenha piedade de nós e nos abençoe para sejamos misericordiosos com os nossos irmãos, assim como és misericordioso conosco. Amém!
Ivanilde/Nova Porteirinha MG.
Padre Bantu,diretamente do Brasil,lhe desejo um bom dia! Concordo consigo e com o comentario da Fabiane,qdo diz que nao devemos julgar ao proximo e sim estar proximos a ele. Que Deus abencoe a todos!
Tania Terra
Procurar o discernimento primeiro é menos dífícil do que julgar. O grande desafio que se impõe é mesmo levar à cada um uma forma de encontrar o discernimento e ao mesmo tempo fazer prevalecer a consciência, que aliás é a melhor proteção contra os males causados. Preocupa-se muito em julgar esquecendo-se de prevenir da melhor forma. Como vivemos em um mundo onde o erro é uma certeza, a consciência reparadora tambêm é fundamental.
Primeiramente, gostaria de agradecer por este excelente espaço! considero que este poderia ser mais divulgado entre nós cristãos.
Quanto à reflexão “Não julgueis, para que não sejais julgados.”. Fico muito triste, quando percebo que nas pequenas comunidades
católicas, ainda esta reflexão não esteja tão clara e ainda nao seja uma constante. Principalmente no que diz respeito aos nossos
sacerdotes. Alguns de nossos irmãos às vezes julgam sem conhecer o outro lado. Sem conhecerem o que se passa no coração de
uma sacerdote. E isto nos traz grandes questionamentos, pois sabemos que somos imperfeitos, frágeis, e seres insignificantes para
a sociedade. Então por quê nao enxergar o padre como um ser humano como nós? Homem que é chamado a vencer problemas
assim como todos seres humanos que vivem em sociedade, e ainda estes sacerdotes têm a missão cuidar do povo de Deus.
A ação de julgar deve ser algo constante em nossa vida. Mas na vida pessoal. Me refiro a um “auto-julgamento”. Nem sempre
julgamos ou refletimos sobre nossas próprias ações. Pensar no próximo, implica em pensar em nossos familiares. E também nos
seres que ainda não atingiram o estado de reflexão tão interessante, como o estado de relfexão de nossos amigos cristãos acima.
Iniciar o processo de autocrítica é bom para cada indivíduo e bom para o convívio grupal.
Espero que minhas palavras sejam bem compreendidas.
Atenciosamente,
Júlio Vitor
Simplesmente lindo!
Esse Evangelho mostra a verdadeira atitude do CRISTÃO. Jesus nos mostrar a sermos cautelosos ao querer nos sobrepôr aos irmãos, acusando-o daquilo que as vezes nós mesmo pecamos.
E como Deus é providente, uma pessoa de outra denominação veio falar comigo a respeito desse assunto e eu citei justamente esse Evangelho maravilhoso.
Deus seja louvado!!!!
O texto usado precisa ser olhado dentro do contexto que começa afirmando: “Somente deveis portar-vos DIGNAMENTE conforme o EVANGELHO de Cristo…” – Filipenses 1 :27. Não podemos utilizar a humildade para escondermos coisas que contrariam princípios estabelecidos nas Escrituras. A exortação de Paulo é clara quando recomenda um comportamento digno fundamentado nos Evangelhos o que tem sido um peso para muitos hoje, afinal aceitar como práticas que violam o culto e a relação de intimidade do homem com Deus tornou-se uma prática comum hoje e quando alguém critica logo vem a idéia de que este está querendo ser melhor que os demais. A coisa não é bem assim, precisamos tem coragem para apontarmos os erros sim, afinal o evangelho a cada dia está sendo ridicularizado, sendo usado para fins comerciais enquanto milhões estão sendo enganados por uma religiosidade vazia e sem compromisso com Deus.
O evangelho precisa ser respeitado, precisa voltar as origens e resgatar a sua credibilidade, do contrário “…Tudo que é honesto, tudo que é verdadeiro, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama…” – Filipenses 4:8 – será deixado de lado dando lugar a uma religiosidade formalista voltada para o materialismo e a satisfação das necessidade do corpo e não da alma.
A questão é que quando a razão é evidente não há como contestá-la ou abandoná-la, até porque seria omissão e ela por si só é pecado. Os fracos escondem-se ou recusam-se a manifestar as suas posições, muitos por comodidade outros por falta de firmeza nos argumentos. Não acreditar que somos o melhor, é ver que o melhor está sendo distorcido – no caso da religião – para atender a interesses que não contribuem para o fortalecimento do Reino de Deus.
Criticar, quando envolve questões de fé, em hipótese alguma significa se impor como maioral, sabichão ou como superior, antes demonstra coragem já que o que está em jogo envolve a coisa mais preciosa para Deus, a alma do cidadão.
Parece, pelos rumos que o cristianismo tomou, que ninguém pode mais fazer qualquer crítica a comportamentos distorcidos, a práticas não recomendadas ou a regras institucionais religiosas, pois estaria querendo se sobrepõem sobre os demais mesmo que tais situações estejam comprometendo a verdade imutável registrada na Bíblia Sagrada.
O texto trata da humildade, mas não proíbe ou faz qualquer alusão a não fazermos críticas contra atos que fujam do estabelecido nos ensinos apostólicos. Se não há um comportamento digno, se não há respeito ao evangelho, se não há fidelidade no que é pregado é obvio que alguém precise levantar a voz e questionar os interesses e os objetivos de quem assim comporta. O contexto nos recomenda que: “Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem ESCÂNDALO algum…- Filipenses 1:10. Se há comportamento que evidencia escândalo obviamente que alguém irá condenar o que não significa superioridade, mas responsabilidade.
Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@otmail.com