QUERO MISSERICÓRDIA E NÃO SACRIFÍCIOS Mt 9,9-13

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla

julho 4th, 2008

Estamos diante de uma lição catequética sobre o como devemos responder chamado universal de Deus. Ele chama a todos com exceção de ninguém. A partir do evangelho de hoje chegamos à conclusão de que tudo depende da resposta pronta ao convite para fazer parte do Reino dos Céus.

Vemos dois pontos fundamentais: A vocação de Mateus. Não obstante as pessoas que acompanhavam e cercavam Jesus buscando milagres ou simplesmente por curiosidade, Jesus concentra toda a sua atenção a uma pessoa. Trata-se do coletor de impostos. Ser coletor de impostos, naquela época, em especial na Palestina, era estar a serviço dos dominadores. Portanto, quem servia aos dominadores, romanos, mesmo sendo judeu, era marginalizado, não era considerado digno da graça de Deus. É para esse homem que Jesus se volta. Só para a tua curiosidade: o nome Mateus quer dizer oferta a Deus. Jesus o chama e quer que ele seja uma oferta agradável a Deus. Ele por sua vez não hesitou um só instante. Quando ouviu o chamado de Jesus: SEGUE-ME, ele deixou tudo: o dinheiro e o cargo. Sua vida iria ser transformada a partir daquele momento. Fácil julgo não ter sido para um que tinha tudo acompanhar alguém que não tem por onde reinclinar a cabeça. Porque o que não custa não tem valor, E ele, levantando-se, o seguiu. Nesta hora, o jovem Mateus colocou-se à disposição de Jesus e como digo fez a maior oferta da sua vida a Deus.

Feliz ou infelizmente ontem como hoje vemos numa sociedade preconceituosa. Existem todos os tipos de descriminações e acusações. E inclusive na própria Igreja. Católicos entre católicos; católicos acusando evangélicos e os evangélicos acusando católicos.

As pessoas se esquecem que tanto uns quanto outros todos pecam porque ninguém tem o direito de julgar os outros a não ser somente Deus que vê o que está oculto. O precisamos mesmo é o que Tiago nos diz: Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz (Tg 4,11-12).

Muitas vezes a nossa atitude é de julgamento e se fosse verídico talvez valesse apenas. Mas não. Julgamos a pessoa pela aparência, pela roupa que veste pela classe a que pertence, pelos lugares que freqüenta. Não damos à pessoa oportunidade de mudar. Agimos como os fariseus e perguntamos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?

Como Jesus condenou os fariseus também nos condena nos dias de hoje e diz: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Quero Misericórdia, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.

Nestas palavras de Jesus está a chave para entender o Evangelho: Quero Misericórdia, e não sacrifício. O que Jesus mostra para nós é que o Pai é misericordioso com as pessoas. Ninguém escapa ao amor de Deus: o pobre, o rico, o branco, o negro, o divorciado, o casado, o evangélico, o católico. Todos nós somos chamados ao conhecimento de Deus. Mateus acreditou que para chegar a conhecer realmente a Deus precisava seguir Jesus. Ele fez isso ofertando a sua vida. Para expressar sua inclusão no Reino, fez refeição com o Senhor. Na refeição, ao redor da mesa, a conversa é agradável. Mateus deixou para trás a arrecadação de impostos. Na sua vida haveria, doravante, apenas o desejo de fazer comunhão com Jesus. A presença de Jesus em sua vida o resgatou do poder do pecado, deu-lhe a possibilidade de uma vida nova e ele não deixou passar a oportunidade: seguiu Jesus para o resto de sua vida. Faças tu o mesmo e viverás. Deus te abençoe hoje e sempre. Amén!