JESUS E AS CRIANÇA Mt 19,13-15
Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
agosto 16th, 2008Foram-lhe, então, apresentadas.Toda criança, com certeza, nasce pura, verdadeira e disposta a aprender. As crianças foram levadas a Cristo. A partida vemos a grande responsabilidade do adulto mostrar às crianças algo especial, algo de importância, algo de valor. Eis o primeiro passo do cristão: levar os novos para Cristo, a fim de que eles façam a experiência de Deus, sintam a Sua acolhida, o Seu amor e a sua salvação.
Pusesse as mãos sobre elas e orasse por elas. As mãos estendidas e a oração que Jesus fez, demonstram a ajuda e o desejo da presença de Deus sobre elas. Mãos que não machucam, mas que promovem a paz, que produzem o brilho nos olhos. Mãos ungidas pelo Pai do Céu a fim de abençoar, consolar e santificar.
Os discípulos, porém, as afastaram. Será que os discípulos pensavam que a Boa Nova era só para os adultos? Que Cristo apenas veio para os grandes, para os sábios, que ele não poderia perder tempo com crianças? Surpreende-me que em algumas comunidades ainda existam adultos que pensam em excluir, tirar as crianças da igreja na hora da missa, alegando que elas atrapalham a celebração. Pois, a celebração é coisa muito séria!
Todavia é preciso salientar que o ministério voltado para crianças e das crianças é muito importantes.
Primeiro, porque assim como nos ensina o evangelho de hoje, as crianças têm os mesmos direitos que os adultos de se achegarem a Jesus.
Segundo, porque um trabalho realizado pelas crianças tem mais aceitação de outras crianças do que realizado por adultos; em outras palavras, os adultos têm que empenhar mais esforços do que as crianças para atingir os mesmos resultados que as crianças alcançam.
Terceiro, cito o velho ditado: é de pequeno que se torce o pepino. Assim, uma boa liderança deve ser treinada desde a infância, e o trabalho infantil é o espaço ideal para este treinamento de liderança, garantindo a manutenção de líderes na igreja e na sociedade.
Para Jesus a criança era importante por sua personalidade ainda intacta, mesmo que embrionária. Era importante por ser a imagem do Deus criador e senhor de tudo e de todos. Era importante por ser uma criatura dependente do criador, no caso Deus, enquanto indefesa, pura, simples, verdadeira e carente. E por isso Jesus escolhe as crianças para habitarem seu reino. Não que o reino de Jesus seja infantil, seja uma creche ou casa de criança. Mas é um reino de espontaneidade e de amor, onde Deus continua sempre criando suas criaturas, continua amando, protegendo e cuidado o que Ele criou por amor.
Os apóstolos queriam impedir que os pais trouxessem seus filhos a Jesus, pensando que as crianças eram um desgosto para Ele. Mas Jesus desmascara o falso conceito que se tinha delas: Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.
Com estas palavras, Jesus dá uma lição não de condescendência, como fazemos nós com freqüência para agradar os pais; mas uma lição de precedência, isto é, se existia alguém com direito de estar perto d’Ele, este é aquele que for como crianças na pureza, no olhar, pensar, no sentir e sobretudo na inteira dependência a Deus.
Senhor Jesus daí-me um coração de criança, capaz de acolher o Reino do Céu, d aprender, de perdoar, de amar e de viver só para Deus.

