NO CEU SEREMOS IGUAIS Mt 20,1-16a
Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
setembro 21st, 2008
A parábola de hoje nasce no contexto da realidade agrícola do povo da Galiléia. Era uma região rica, de terra boa, mas com o seu povo empobrecido, pois as terras estavam nas mãos de poucos, e a maioria trabalhava ou como arrendatários.
O texto nos ensina que a lógica do Reino não é a lógica da sociedade vigente. Na nossa sociedade, uma pessoa vale pelo que produz – logo, quem não produz não tem valor. Assim se faz pouco caso do idoso, aposentado, doente, excepcional.
A parábola compara o reino do céu ao patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. À primeira vista, tudo bem. Se, porém, examinarmos com atenção o ambiente social da parábola, encontramos uma situação lastimável: a praça da cidade, lugar onde todos se encontram, está cheia de pessoas desempregadas. Nós, que estamos tão acostumados a essa realidade, não medimos muitas vezes o alcance dessa situação. A parábola não nos diz por que se chegou a tal situação de desemprego. Contudo, a Bíblia nos afirma que o ideal de todo israelita era ter seu pedaço de terra, plantar suas parreiras, usufruir dos frutos de seu trabalho. Por que, então, há tantas pessoas desenraizadas da terra? Por que estão perambulando pela praça da cidade? Como chegaram a esse estado de coisas? Como sobrevivem essas pessoas? Mas vamos ao nosso texto. A parábola nos diz que o patrão combinou, com os trabalhadores contratados de manhã cedo, uma moeda de prata por dia. Para o povo da Bíblia, o salário devia ser pago no fim do dia. Esse versículo nos mostra que o salário não é imposto pelo patrão. É fruto de acordo entre ele e o empregado, de modo que seja evitada a exploração do primeiro em relação ao segundo. O empregado concordou com o salário estipulado e isso supõe que, com uma moeda de prata diária, poderia levar vida digna.
O patrão passa de novo pela praça em torno das nove horas. Encontra mais gente desempregada. Contrata-os para trabalhar na vinha, não mais prometendo pagar uma moeda de prata, e sim o que for justo. A essa altura, a parábola começa a provocar suspense: o que o patrão entende por justiça? O v. 5 nos mostra que o patrão faz a mesma coisa ao meio-dia, às três horas da tarde e também em torno das cinco horas, quando o dia está para terminar. A praça da cidade ainda está cheia de gente desempregada: Ninguém nos contratou, ou seja, não houve quem se interessasse pela situação dessa gente. Quantas pessoas, e por quantas vezes, chegaram ao fim do dia sem ter sua moeda de prata, sem ter como defender a própria vida e a de seus dependentes? O patrão os manda para sua vinha sem lhes dizer o que vão receber por uma hora apenas de trabalho. Isso aumenta, no ouvinte, o suspense em relação ao final da parábola.
O fim do dia chegou, e chega também a novidade que mostra o que é a justiça do Reino: O patrão disse ao administrador: ‘Chame os trabalhadores e pague uma diária a todos! Comece pelos últimos e termine pelos primeiros. A inversão na ordem de pagar os empregados cria o suspense maior, provocando assim o diálogo entre o patrão e o empregado da primeira hora, que reclama de os últimos terem sido igualados aos primeiros.
A decisão do patrão é o coração da parábola e traça nítida distinção entre a justiça da nossa sociedade e a justiça do Reino. A justiça das pessoas reza assim: cada qual recebe pelo que fez, sem levar em conta as necessidades de cada um nem os motivos pelos quais as pessoas estavam desempregadas após terem perdido seu pedaço de terra. A justiça do Reino, por sua vez, tem este princípio: todos têm direito à vida em abundância. Os marginalizados não carecem em primeiro lugar de beneficência, mas da justiça que arrebenta os trilhos estreitos daquilo que normalmente entendemos por justiça. É isto que faz o patrão: dá a cada um segundo a justiça do Reino.
Os que foram contratados de manhã cedo murmuram. Sua queixa revela com exatidão quais são os critérios de Deus: Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor do dia inteiro.
Nesse sentido, operários da primeira hora somos todos nós que admitimos e defendemos a desigualdade brutal existente entre o salário de um trabalhador braçal e o de um executivo, de uma professora de primeiro grau, de um político etc. O projeto de Deus, diferente do nosso até que não nos convertermos aos pensamentos e caminhos de Deus prevêem igualdade para que todos possam usufruir da vida: Tome o que é seu e volte para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque eu estou sendo generoso? O trabalho não existe para criar desigualdade.
O ciúme desse operário da primeira hora é, no Evangelho de Mateus, pequena amostra de todos os conflitos que Jesus enfrentou por causa de sua opção por fazer justiça aos últimos. Resultado final desse “ciúme” é sua condenação à morte. Soa, portanto, aos nossos ouvidos, mais uma vez, o programa de Jesus: Devemos cumprir toda a justiça, e o programa dos seus seguidores: Se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no reino do céu.
Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.
7 Responses to “NO CEU SEREMOS IGUAIS Mt 20,1-16a”
FAÇA SEU COMENTÁRIO SOBRE ESSA HOMILÍA


Padre Bantu, ótimo domingo para Louvar ao Senhor com a palavra de hoje e a sua homilia que nos trás como é justo o Reino de DEUS e bondoso o nosso SENHOR.Deus sente o “deserto” dos que fragilizados estão sem trabalhar e os convida, pois estavam excluidos . Dignamente aceitam trabalhar na “vinha” e pela iniciativa desse “patrão” resgatam a sua dignidade , ferida pelo descaso de nosso “mundão”.AMÉM, SENHOR ! Que o ciúme entre os trabalhadores não atrapalhe para que mais desempregados experimentem ,encontrem o carinho ,a dedicação e a proteção em fazer parte de uma VINHA fraterna e justa onde somos valorizados e capacitados a partir do que somos e não pelo que produzimos , apenas!Depende de cada um de nós aceitar trabalhar pela “VINHA” que DEUS “chama” e sempre haverá trabalho , em qualquer hora em nossa vida , sempre haverá trabalho ! A sua Benção Padre Bantu.
Nessa parábola, jesus quer nos ensinar, que além de ser justo nós devemos ser bons para com todos os nosso irmãos.Ser justo é nossa obrigação de cristãos, mas ser bons é ser diferente, é fazer com que o nosso próximo viva com dignidade.
Esta parábola, mostra como jesus tratou todos com iguadade. Se ele tivesse pago todos de acordo com suas repctivas jornada ele seria apenas justo para com todos, mas ele quis ser generoso para com os últimos contratados também.
Pe.Bantu,a paz de Jesus e o amor de Maria.Eu também,desejo que o meu espírito não seja levado pela a ambição,oportunismo,e sim,eternamente convencida,convicta de que somos filhos amados e sempre cumprir com a caridade,justiça e nunca,perder à esperança em Deus na SS.Trindade.-Amém!-Abençoe-nos.
A sua benção, Padre Bantu!
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a minha alma, coração, sentimentos, mente e atitudes com toda a graça do conhecimento divino e que me conceda: a bondade, o perdão, a misericórdia, o amor, o caminho, a sabedoria, a luz, o amparo, a tolerância, a esperança, a gratidão, a paz, a união, a humildade, a fé, a oração, a palavra e sempre buscar as coisas do Alto e estar sempre presente em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a minha alma, coração, sentimentos, mente e atitudes com a conversão, a restauração, a salvação, a libertação, a purificação, a transformação e a cura espiritual. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a alma, coração, sentimentos, mente e atitudes de Kênia de Fátima Costa com a conversão, a restauração, a salvação, a libertação, a purificação, a transformação e a cura espiritual. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a alma, coração, sentimentos, mente e atitudes de Honor Neto Gusmão e sua esposa Luciana de P.V. com a conversão, a restauração, a salvação, a libertação, a purificação, a transformação e a cura espiritual. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a alma, coração, sentimentos, mente e atitudes de Miguel V. Filho e sua esposa Cíntia Magalhães V. com a conversão, a restauração, a salvação, a libertação, a purificação, a transformação e a cura espiritual. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a alma, coração, sentimentos, mente e atitudes de Maria do Carmo M. de P. com a conversão, a restauração, a salvação, a libertação, a purificação, a transformação e a cura espiritual. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a alma, coração, sentimentos, mente e atitudes de minha filha Gabriella com a conversão, a restauração, a salvação, a libertação, a purificação, a transformação e a cura espiritual. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe com o afastamento e desligamento em todo o meu ser de marcas de rejeição, abandono, humilhação, ridicularização, inferioridade, discriminação, traição, negativismo e injustiças financeiras, que ficaram em minha alma e coração. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo para que abençõe a minha vida financeira e quebre as amarras que têm impedido a prosperidade, o avanço, o progresso, o desenvolvimento. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
Peço oração a Nosso Senhor Jesus Cristo, que somente Ele que é o conhecedor da verdade e o justo juiz, que se for da Sua vontade me abençõe com a restituição de tudo o que maldosamente me foi roubado, usando da minha inocência. Eu, que sou viúva e com uma filha para criar, acreditei nestes seres com o propósito de ajudá-los e que estes seres não continuem a abusar de golpes mentirosos em pessoas puras e de coração. E o mais vergonhoso e entristecedor é que são familiares. Que Nosso Senhor Jesus Cristo os ensine os mandamentos e os salve. Obrigada, Catharina Silva – Belo Horizonte (MG)
DEUS AMA TODOS COM AMOR IGUAL,TANTO O PRIMEIRO QUANTO O ÚLTIMO!ELE OFERECE O CÉU A TODOS QUE SE COLOCAM A SERVIÇO DO REINO.O AMOR D´ELE NAO PODE SER MEDIDO! ESTÁ ACIMA DE QUALQUER JUSTIÇA NOSSA!SE EU TRABALHO PENSANDO SÓ NO MEU SALÁRIO,EU NÃO SOU DÍGNO DO REINO DE DEUS!UM GRANDE ABRAÇO!PAZ E BEM!
RT @TopsyRT: NO CEU SEREMOS IGUAIS Mt 20,1-16a http://bit.ly/aOZ1f5