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jul
25

Ministério de Pedro

O primeiro ato de Pedro que demonstra a sua posição como chefe da Igreja, foi quando este tomou a iniciativa de propor, numa assembleia de cento e vinte irmãos, a eleição de uma testemunha da Ressurreição como apóstolo para ocupar o lugar de Judas, o Traidor – o escolhido foi Matias.  Leia: Act 1,15-26

Logo depois de Pentecostes, Pedro foi o porta-voz dos que estavam no cenáculo e fez o discurso para os habitantes de Jerusalém convertendo mais de três mil pessoas:     Leia : Act 2, 37-41

Pedro era a cabeça, era ele que dirigia os apóstolos e a Igreja de Jerusalém, uma comunidade viva e modelo entre os irmãos: (Act 2,42)

Simão Pedro, após o Pentecostes, era a figura do líder entre os cristãos, mas a partir do momento que o primeiro milagre acontece pela intercessão de Pedro, ele passa a ser conhecido também publicamente como o líder. O primeiro milagre acontece com o coxo que Pedro e João curaram na Porta Formosa do Templo que, neste dia, estava cheio por ser a festa de Pentecostes. Esta notícia do milagre espalhou-se.

No segundo discurso de Pedro mais de duas mil pessoas se converteram (Act 3,1-26; 4,4)

Pedro após Pentecostes é um homem ousado, destemido, homem da Palavra, enfrentava o Sinédrio, os Romanos, não perdia oportunidade para anunciar a Boa Nova.

Leia na Bíblia os trechos: ACT 4,10-12; Act 5, 29; Act 5, 42

Após o milagre, o Sinédrio não teve alternativa senão reconhecer o milagre, mas este não podia fazer nada contra ele por causa do medo que tinham do povo.

Os doentes eram trazidos para as ruas e colocados em macas a fim de que à passagem de Pedro ao menos a sua sombra os cobrisse e alguns fossem curados. Na realidade, alguns foram curados.

Alguns sumos sacerdotes mandaram prender Pedro, mas este é solto pelo Anjo do Senhor no meio da noite e logo de manhã lá estava Pedro pregando no Templo. Quando Pedro é questionado pelo Sinédrio e lhe é pedido que não pregasse a sua doutrina ele declara: É preciso obedecer antes a Deus do que a Homens”. (Act 5, 29).

Durante os anos seguintes, Pedro pregava em Jerusalém, mas quando a perseguição aumentou em Jerusalém a Igreja passou a reunir-se nas casas. Os apóstolos ficaram em Jerusalém até que Pedro foi enviado com João à Samaria para ver como a divulgação do Evangelho acontecia por lá.

Ora, os samaritanos tinham recebido a pregação do Diácono Filipe, eles receberam o batismo da água, mas não tinham recebido o Espírito Santo, mas quando Pedro lá chegou com João, oraram pelos samaritanos e todos receberam o Espírito Santo.

Neste momento, assistimos a um acontecimento que ocorreu com Pedro: um mago de nome Simão, vendo todo o poder de Pedro quis comprar o seu poder apostólico e o dom do Espírito Santo. Pedro repreendeu-o severamente. Depois este arrependeu-se. Este facto deu origem ao nome de Simonia.

Vamos saber melhor o que é Simonia:

Simonia é a venda de “favores divinos”, bênçãos, cargos eclesiásticos, promessas de prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, etc. em troca de dinheiro.

O Direito Canónico estipula como simonia atos que não envolvem a compra de cargos, mas a transação de autoridade espiritual, como dinheiro para confissões ou a venda de absolvições.

A prática da simonia no final da Idade Média provocou sérios problemas à postura moral da Igreja.

A prática de simonia foi uma das razões que levaram Martinho Lutero a escrever as suas “95 teses” e a rebelar-se contra a autoridade de Roma.

Hoje a doutrina católica, pune com excomunhão latae sentientae, ou seja, automaticamente, a todo e qualquer ato de simonia, que alguns de seus membros vierem a praticar.

Atualmente, a prática da simonia é muito frequente nos meios Pentecostais e neo-Pentecostais através da propagação da Teologia da Prosperidade.

Pedro como o chefe da Igreja pregou por toda a Samaria, Antioquia, Jope até chegar a Roma.

Na estadia de Pedro em Jope, Deus revelou-lhe que tudo é puro, tirando assim as proibições alimentares e da distinção entre as pessoas.

Um dia, por volta do meio-dia, quando Pedro estava retirado para rezar, Deus deu-lhe uma visão. Leia: Act 10, 9-16

Após a visão, Pedro foi enviado a casa de um pagão, chamado Cornélio e aí entendeu que Deus não faz acepção de pessoas e que a Boa Nova era para todos e não somente para os judeus.   Leia: Act 10, 34
Após este acontecimento, Pedro subiu para Jerusalém e reuniu a Igreja para explicar o acontecido e abrindo assim a Boa Nova para todas as nações.

No ano de 41 começa uma nova perseguição aos Cristãos movida pelo sobrinho de Herodes Antipa, que se tornara rei da Judeia e da Samaria, o Rei Herodes Agripa.

Alguns membros da Igreja de Jerusalém foram literalmente caçados: Thiago Zebedeu foi morto à espada para a alegria dos judeus e Pedro foi preso para ser morto após um tempo. Mas o Anjo do Senhor tirou Pedro da prisão passando com ele por meio dos soldados, e por todas as portas, até colocá-lo em segurança na cidade.

Depois deste acontecimento, não há referências a Pedro nos escritos bíblicos e reaparece tempos depois numa assembleia em Jerusalém onde discutiu a questão levantada na Antioquia sobre a circuncisão. Após muita discussão, Pedro levantou-se e põe fim à imposição da circuncisão aos convertidos ao cristianismo.

Depois desta assembleia, os escritos bíblicos são completamente omissos a respeito de Pedro. Mas, segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, ter-se-ia tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e aí permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que tinha voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus, no chamado Concílio de Jerusalém. A tradição da Igreja afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro foi martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. com mais ou menos 66 anos de idade. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo.

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