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Paulo de Tarso

Começamos a conhecer o Paulo histórico:

A principal fonte para informações históricas sobre a vida de Paulo são as pistas encontradas nas suas epístolas e nos Atos dos Apóstolos. Os Atos recontam a carreira de Paulo, mas deixam de fora diversas partes da sua vida, como a sua alegada execução em Roma. O nome original de Paulo era “Saulo” (que em hebraico significa “o que se pediu, o que se orou por”). O uso de “Paulo” (que em latim : Significa baixo, curto. este nome aparece pela primeira vez quando ele começou sua primeira jornada missionária em territ+orio deconhecido. Paulo nasceu em Tarso na Cilicia, Ásia Menor (hoje território turco). Ele é judeu filho da tribo de Benjamim. Era cidadão Romano usando o nome Saulo. Foi criado pelos fariseus em Tarso, estudou a lei judaica, Grego e Latim e na juventude aprendeu a fazer tendas. Depois foi enviado para Jerusalém tendo como professor o famoso Rabino Gamaliel e com este mestre tornou-se especialista na Torah. Mas quem era Gamaliel e qual a sua importância no Judaísmo? Gamaliel (“recompensa de Deus”), o Ancião ou rabino Gamaliel I, foi o neto do grande educador judeu Hillel, o Ancião. Líder dentre as autoridades do Sinédrio no meio do século I, reconhecido mestre e Doutor da Lei (Torah). Morreu vinte anos antes da destruição do Segundo Templo em Jerusalém. Era fariseu e mestre da lei naquela época, tendo muitos discípulos, inclusive Saulo, que mais tarde se converteu e conhecemos como o apóstolo Paulo (cap. 22:3). Ele era um dos membros do Sinédrio, assim como José de Arimateia (Marcos 15:43) e provavelmente Nicodemos (João 3:1). No Talmud, Gamaliel tem o título de “Rabban”, um título dado ao rabino superior (presidente) do Sinédrio, da qual ele é o primeiro dos sete nomeados líderes da escola de Hillel, que tiveram este título. Na Mishna ele é considerado como o autor de alguns decretos legais que afetam o bem-estar da comunidade, e que regulam certas questões relativas a direitos conjugais. Gamaliel é citado no discurso do apóstolo Paulo, em Atos dos Apóstolos 22:3, como sendo o seu mestre. Lucas, autor do Atos dos Apóstolos, em 5:34-39, refere-se a Gamaliel como um estudioso da Lei de Moisés. No episódio quando defende os apóstolos, a sua autoridade no Sinédrio foi tão grande que eles aceitaram o seu conselho. Nesta ocasião, quando Pedro e os outros apóstolos foram trazidos perante o Sinédrio, Gamaliel ilustrou a sabedoria de não se interferir na obra dos apóstolos, e então acrescentou: “Se este desígnio ou esta obra for de homens, será derrubada; mas, se for de Deus, não podereis derrubá-los… podereis talvez ser realmente achados como lutadores contra Deus.” — Atos 5:34-39. Não há qualquer confirmação histórica que Gamaliel se tornou um cristão. No entanto, a tradição da igreja católica admite que supostamente Gamaliel abraçou a fé cristã, e que permaneceu secretamente por um tempo como membro do Sinédrio com a finalidade de ajudar seus companheiros-cristãos (Clemente I.65-66). Aparentemente, esta suposição foi baseada na atitude tolerante de Gamaliel na defesa dos primeiros cristãos. De acordo com Photius, ele foi batizado por Pedro e João, juntamente com seu filho e com Nicodemos. O seu corpo supõe-se que esteja conservado em Pisa, Itália. Depois da morte e ressurreição de Jesus, Saulo tornou-se o primeiro perseguidor dos “Nazarenos”: ele era um dedicado oponente da nova Igreja nascente. Quando no ano 36 d.C. Esteves foi martirizado, Saulo ainda jovem estava presente e de facto guardou a roupa daqueles que jogavam pedras no protomartir. Neste ato, vemos o quanto Saulo consentia na perseguição aos Cristãos. Leia este excerto: At 7, 58-8,1. A partir da morte de Estêvão desencadeou-se uma terrível perseguição aos Nazarenos, isto é, membros da Igreja de Jerusalém, especialmente os helenistas que fugiram dispersando-se para a Judeia e a Samaria. Contudo ficaram em Jerusalém, os Apóstolos e os crentes hebreus. Saulo quando começou a perseguição devastava a Igreja, entrava nas casas e arrastava para a prisão os nazarenos. Além disto, perseguia os apóstolos e discípulos com intuito de levá-los à morte. A sua vontade de arrasar com a Igreja nascente era tamanha que Saulo pediu ao Sumo-sacerdote que o deixasse ir a Damasco buscar algemados os seguidores de Jesus que ali viviam. A conversão de Paulo pode ser datada entre os anos de 31 e 36  pela referência que ele fez numa de suas epístolas. De acordo com os “Atos dos Apóstolos”, sua conversão (metanoia) ocorreu na “estrada para “Damasco”, onde ele afirmou ter tido uma visão deJesus ressucitado que o deixou temporariamente cego. Leia o excerto: At 9, 3-6 Após a queda do cavalo, Paulo ficou três dias sem visão e também não comeu nem bebeu nada. Ali o foi encontrar Ananias, um discípulo de Jesus, mandado pelo Senhor Jesus para o curar e lhe ministrar o batismo. Logo após o batismo, Paulo foi à sinagoga de Damasco pregar e depois viajou para Jerusalém onde foi levado à presença dos Apóstolos por intermédio de Barnabé. Paulo fez o relato da maravilhosa visão a caminho de Damasco e da sua conversão. Paulo foi aceite pelos apóstolos e a partir daí pregava corajosamente por toda a Jerusalém, onde este era muito conhecido como perseguidor. Leia : act 9,28ss Por correr risco de vida, Paulo foi enviado pelos apóstolos para a sua terra natal – Tarso – onde ficou durante 10 anos. Depois da longa estadia em Tarso, Barnabé foi buscá-lo para o levar consigo para a Antioquia onde estiveram um ano inteiro ensinando nas sinagogas e pregando para os pagãos. A partir de Antioquia, no ano de 46 d.C., abre-se a evangelização do Império Romano e daí se lançaram na primeira viagem missionária.

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