MARIA_~2Por que devemos desagravar o Imaculado Coração de Maria? É preciso entender que a gravidade de uma ofensa é proporcional à dignidade da pessoa que se ofende. Certos pecados são considerados muito mais graves, pois atingem pessoas que nos amam de forma especial e para as quais devemos, portanto, uma honra maior. É o caso dos pecados cometidos contra os pais, que são proibidos pelo quarto mandamento: “Honrar pai e mãe”.

Se a dignidade dos nossos pais terrestres é grande, maior ainda é a dignidade da Virgem Maria, nossa Mãe celeste! Santo Tomás de Aquino chega a dizer que “a Beata Virgem, por ser a Mãe de Deus, tem uma certa dignidade infinita, proveniente do bem infinito, que é Deus”.1

Maria, por escolha e graça de Deus e pela ação do Espírito Santo, gerou Nosso Senhor, que é Deus. Por isso ela é chamada Mãe de Deus. Quando ofendemos Nossa Senhora, estamos ofendendo o próprio Deus.

Nilza e Giba

Texto extraído Livro Mistica de Fátima. Acesse: http://goo.gl/oPuiwm

JesusA adoração do pequeno pastor de Fátima, o seu recatado pensar em Deus, não é uma disciplina de silêncio, no sentido de uma obrigação imposta. É a orientação da sua vida toda para o Pai. É de uma relação vital que se trata, alimentada na intimidade por um amor indivisível, para o qual faltam as palavras e todas as palavras sobram. E porque se trata de uma relação vital, duma amizade recém-descoberta, mas que é de sempre, e que transforma a vida para sempre, o Francisco pode alimentar a esta relação junto a Jesus escondido no sacrário da Paróquia, no topo de uma qualquer pedra da Cova da Iria, ou no esconderijo de um qualquer arbusto.Por que os verdadeiros adoradores o são “em espirito e verdade” (Jo 4, 24)

1 T UMAX     PowerLook 3000   V1.8 [3]Fátima é o convite para reparar os pecados cometidos contra Jesus e Sua Mãe e consolar estes dois Santíssimos Corações. Ao mesmo tempo revela ao mundo a grande promessa da nossa própria salvação.

O sofrimento, desde a entrada do pecado no mundo, é inevitável para os homens. Já outrora, sofreram Cristo e o ladrão, ao mesmo tempo: no entanto, enquanto Cristo rezava, um dos ladrões blasfemava; alma de Jesus manifestava o céu e a outra a escuridão. Hoje também nesta diferença se encontra a solução do problema.

A única causa do sofrimento do mundo é o pecado; e o bom ladrão reconheceu em Jesus o Rei imortal, que pela porta da morte entrava no Seu Reino, e abria o céu outros, para «justificá-los» e levá-los consigo. «Ainda hoje estarás comigo no Paraíso – disse Jesus ao bom ladrão. – Levar-te-ei comigo, tu serás já o fruto doce da minha amarga paixão.»

Junto da Cruz de Jesus encontrava-se ainda Sua Mãe, cujo Coração era traspassado de dor. Toda a Sagrada Escritura apresenta Maria estreitamente unida ao Seu Filho Divino, e sempre participante da sua sorte. Acima de tudo deve recordar-se que, desde o século segundo, a Virgem Maria é apresentada como a nova Eva, estreitamente unida ao novo Adão, embora a Ele sujeita. Mãe e Filho aparecem intimamente unidos na luta contra o inimigo infernal, luta essa que, como foi pré-anunciada no Protoevangelho, havia de terminar na vitória completa sobre o pecado e a morte, que o Apóstolo das gentes sempre associana nos seus escritos. Assim, o amor de Deus que não poupava o Filho, também não poupava a Mãe, e conduzia também a «serva» seguindo o Filho na amargura, infâmia, na vergonha. O Coração Imaculado sofria com O adorável Coração do seu Filho. E Jesus não mandou esculpir esta sua Paixão e morte em pedra ou madeira; os evangelistas descreveram-nas só com poucas palavras. Mas quis que Maria guardasse tudo no seu Coração; Ele confiou as Suas chagas, dores e súplicas ao Coração de Sua Mãe; ele depositou e guardou, e é este Coração que nos pode tudo transmitir; por isso, quem quer aprofundar-se nos sentimentos reparadores de Jesus, tem que procurar Sua Mãe. 

Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro­‑Vos profundamente e ofereço‑Vos o preciosíssimo Corpo, San­gue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indi­ferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infini­tos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço‑Vos a conversão dos pobres pecadores.

                                                                                                                                                                                            

papel-de-parede-nossa-senhora-de-fatimaVirgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que Vos consolássemos e desagravássemos.

Ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.
Dum modo especial Vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem Vos querem aceitar como terna Mãe dos homens. Outros, não Vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações das crianças inocentes, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.
Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, nós Vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios, comunhões e orações tantas ofensas destes vossos filhos ingratos.
Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem Vos honramos e amamos como Mãe, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão.
Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que nos consagramos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio durante a vida e o caminho que nos conduza até Deus. Assim seja.

Em suas aparições Nossa Senhora nos pede atos de desagravos ao seu coração e ao de Jesus que se encontra tão ofendido pelos pecados da humanidade. A quaresma é um tempo propicio para darmos um ponta pé inicial, a Igreja nos motiva e nos convida a uma reflexão de vida. É sempre tempo para recomeçar.

Como podemos viver a quaresma?

1. A Oração: a Igreja nos convida a rezar mais, participar mais das celebrações litúrgicas, nas sextas-feiras é comum nas paróquias acontecer a Via Sacra, ler mais a Bíblia. Fazer todos os dias, pelo menos um pouco de oração pessoal.

2. Jejum: O jejum que Deus mais gosta é o jejum do “pecado do mal e do orgulho”. Sermos capazes de vencer o mal que está dentro de nós. É claro que nisto nos ajudam algumas mortificações praticas: quem sabe perder menos tempo no computador, na internet, na tv; menos “festanças e comilanças”, falar menos mal dos outros, “dominar a lingua”. …

3. Esmola: para dar esmola é necessário privar-se de alguma coisa; “jejuar e dar esmola” é uma atitude de todos nós, cada cristão. Não importa o valor que damos, é importante perceber que todos temos possibilidade de nos ajudar reciprocamente. Ajudar os outros com nossos sacrifícios. 
Mas qual é a melhor esmola que podemos dar? É o amor e o perdão e receber amor e perdão dos outros. Jesus também pediu esmola:”Dai me de beber” e deu a si mesmo por cada um de nós.

4. Humildade: Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas. Sermos humildes também significa saber aceitar nossas qualidades e nossas limitações.

No caminho da Via Sacra de Jesus, ao aceitar o sofrimento e a cruz das mãos de Deus e a oferecê-los para a Sua glória. Aprendamos a arte de Jesus em fazer do sofrimento e da miséria humana uma verdadeira alegria e paz para a nossa alma. Assim, a nossa cruz , unida á cruz das mãos de  Jesus , já não será um peso  que nos esmaga nem um sofrimento e do desespero, mas brilhará na fé que nos diz: só sofrendo como Jesus e com Jesus, venceremos.

 A mensagem de Fátima, tal como foi vivida intensamente pelos Pastorinhos, manifesta-se como uma reparação dirigida ao Imaculado e Doloroso Coração de Maria. Há na vida dos Pastorinhos, principalmente na vida de Jacinta como – eu sei lá – uma sensação vivíssima dos males que o pecado causa e que no inferno culmina.

«Como é – escreve a Lúcia – que a Jacinta tão pequenita se deixou possuir e compreender por tal espírito de mortificação penitente?» e responde:

«Parece que foi

1º por uma graça especial de Deus, por meio do Coração Imaculado de Maria que lha quis conceder.

2° olhando para o inferno e para a desgraça das almas que para lá vão.

Logo após a primeira aparição a pequenita, sentada numa pedra, com ar pensativo perguntou:

– Aquela Senhora diz também que iam muitas almas para o inferno. E o que é o inferno?

Fizemos então, – conclui a Irmã Lúcia – a nossa primeira meditação do Inferno e da Eternidade.

Noutra ocasião dizia a pequenita Jacinta:

– E aquela gente lá que está a arder, não morre e não se faz cinza? e se a gente rezar muito pelos pecadores, Nossa Senhora livra-os de ir para lá? Coitadinhos, havemos de fazer muitos sacrifícios por eles.

Esse mal absoluto que é o pecado, foi experimentado por Jacinta numa admirável solidariedade mística.

– Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos em ato de reparação pelos pecados com que é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores? – perguntou-lhes Nossa Senhora.

E eles responderam decididos:

– Sim, queremos.

– Ides pois ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Jacinta estava preparada para a reparação em virtude da sua inocência, alma puríssima, em virtude dos seus dotes perceptivos duma sensibilidade extraordinária, em virtude, sem dúvida, duma graça especial de eleição para o estado de vítima a que foi chamada; e em virtude de um exercício penitencial que chega até ao heroísmo cristão. Aí não falta sequer esse supremo tormento do Jardim das Oliveiras: a solidão. «Depois de sofrer muito, morro sozinha.»

( + Pe Luiz Kondor, svd)

O aspecto mais característico da espiritualidade de Fátima, é a reparação cordimariana segundo a Mensagem revelada pela Mãe de Deus.

Mas antes de mais, o que é a reparação? Para compreender a sua natureza é necessário esclarecer 3 ideias:

1° que o pecado é uma ofensa a Deus Nosso Senhor

2° que o pecado é uma ofensa contra Cristo Redentor

3° que o pecado é também uma ofensa contra Nossa Senhora Corredentora.

O pecado, é primeiramente uma ofensa contra Deus Nosso Senhor e falando com toda a propriedade só contra Ele, porque só Ele é o autor da Lei Eterna, infringida pelo pecado.

A reparação, portanto é dirigida primária e principalmente a Deus Nosso Senhor.

Ora, a reparação do pecado não podia ser feita convenientemente só pelo homem, por isso foi realizada pela encarnação do Verbo.

Assumindo a nossa natureza, e por meio dela, Cristo realizou a mais perfeita reparação possível, pois que a reparação de Cristo é mesmo de um valor infinito.

A nossa reparação portanto, deve ser dirigida também a Cristo Redentor e donde toda a outra redenção cristã toma o seu exemplo e a sua força.

(+Pe Kondor, SVD)

 

Quem examina profundamente a mensagem de Fátima, pode ficar interiormente chocado pela aparentemente excessiva preocupação pela salvação das almas, de que tanto fala, os espinhos cravados no Coração da Virgem, a constante importunação da referência ao pecado… Mas tomará também conhecimento duma outra realidade maravilhosa: a consolação interior, que lhe é dada por esta preocupação pelos outros, a certeza que tomará parte no destino final dos Pastorinhos. Conformados na lei “de nos entregarmos pelos outros”, poderemos esperar participar naquilo que os esperava na Casa do Pai.