Archive for the Category ◊ Formação ◊

Author: itabuna
• sexta-feira, maio 18th, 2012

” O cristão pensa que todo bem que faz advem da vida de Cristo que o anima interiormente. Não pensa que Deus nos amará mais por sermos bons, mas que Deus nos fará bons porque nos amou primeiro, do mesmo modo que o teto de uma estufa não atrai o sol por ser brilhante, mas brilha porque o sol irradia sobre ele.”

( C.S Lewis )

Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• sexta-feira, maio 18th, 2012

“O amor pode, de fato, continuar amando mesmo quando a beleza se foi ; mas não porque está perdida. O amor pode perdoar todas as enfermidades e continuar amando a despeito delas; mas o amor não pode deixar de desejar sua remoção. O amor é mais sensível do que o próprio ódio em relação a qualquer mancha no seu amado; o seu sentimento é mais suave e sensivel do que os chifres delicados dos caracóis. De todos os poderes é ele o que mais perdoa, mas o que menos desculpa. Fica satisfeito com pouco mas exige muito.”

( C.S.Lewis )

(professor universitário, teólogo, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda do Norte. Se destacou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis de nome As Crônicas de Nárnia, em sete volumes, pela qual lhe foi conferida inúmeros prêmios)

Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• sexta-feira, abril 27th, 2012

A castidade tem por fim ajudar a pessoa a controlar seus impulsos interiores. Como em todas as nossas conquistas, o esforço para viver tal virtude no namoro não será menor. Muitas coisas são apresentadas como se esse controle fosse algo pesado ou uma retórica de um moralismo ultrapassado. Dessa forma, convence quase que a maioria a dar asas para seus instintos. Mesmo que a intimidade no namoro seja assumida como uma tendência natural aos olhos das pessoas mais liberais, busquemos entender que a realização e a plenitude de um amor maduro não florescem da explosão dos hormônios.

Nestes últimos tempos, a corrupção dos costumes aumentou e acontece de forma cada vez mais natural uma exaltação dos apelos sexuais. Se uma novela está sem audiência, o autor promove uma cena de nudez ou providencia uma cena tórrida para alcançar seus objetivos. Pelos meios de comunicação a corrupção tem infectado o modo de educar e também a nossa mentalidade. Entretanto, essa virtude [castidade] não diz respeito apenas aos jovens namorados, mas a todos de maneira irrestrita, incluindo também aqueles que já vivem o matrimônio. Equivocadamente, algumas pessoas vinculam a castidade à virgindade, mas vale lembrar que o princípio dessa virtude está em ajudar a todos nós a saber lidar com os momentos de abstinência.

O nosso desejo é uma resposta de vários outros estímulos, contudo, quando esse sentimento não é controlado pode nos escravizar ou imputar um peso como se fosse lei, levando-nos a acreditar que é de direito viver aquilo que nossos hormônios pedem. Todavia, nós não vivemos somente para responder a esses estímulos; precisamos também controlar a maneira como manifestamos nossos sentimentos, pois haverá situações, mesmo dentro da vida conjugal, em que mesmo o casal estando sozinho, por inúmeras razões, tal intimidade não será possível ser vivida.

Se não houver um controle desses impulsos como poderá o homem conviver com tal abstinência quando a mulher estiver vivendo o período menstrual ou, em outros momentos, quando a esposa estiver gestante?

A recíproca também é verdadeira, pois tanto o homem quanto a mulher estão sujeitos a situações de estresse, entre outras, em que mais importante que a libido será a compreensão por meio de outras manifestações de carinho.

Dado Moura

Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• sexta-feira, abril 27th, 2012

“O impulso de permanecer em paz eternamente é bom e santo, mas é preciso modificá-lo com a completa resignação à Vontade Divina.”

“Medite na Palavra de Deus e ela terá o poder de transformar suas inclinações naturais para elevar seu espírito com pensamentos puros e sublimes.”

“Reavive a cada momento a sua confiança em Deus e mais ainda na hora das provações.”

São Pio de Pietrelcina,

rogai por nós!

Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• domingo, dezembro 11th, 2011

Geralmente quando se fala em Advento, logo algumas pessoas não sabem do que se trata, outras sabem que  é o tempo q antecede o Natal. Porém se esquecem de que este tempo tão maravilhoso é muito mais do que uma simples época que antecede outra.      

                              
A palavra “Advento” vem do latim adventus que quer dizer chegada, e na Igreja Católica um momento de profunda reflexão mergulhada na liturgia mística cristã, é o tempo de três semanas antes da grande epifania.

Á mais de 400 anos antes do nascimento de Nosso Senhor, nos tempos do exílio do povo de Israel onde os judeus passavam por um momento de grande provação, o profeta Isaías após diversas revelações divinas profetizou o tempo da grande libertação, trazendo novamente a esperança, uma vez q este mesmo profeta anuncia também o a vinda do Messias, o Salvador.


Outra figura importante citada no tempo do advento é  João Batista , o ultimo dos profetas, que veio para preparar os caminhos do Senhor anunciando sua vinda. Tal profeta também foi anunciado por Isaías.


“Como está escrito no livro das palavras do profeta Isaias: Uma voz clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.”
(Lc. 3, 4)
Dentre as figuras do advento não se pode deixar de lembrar o castíssimo São José, que humildemente foi dócil á vontade de Deus aceitando ser o pai adotivo de Seu filho. Um simples carpinteiro que embora tivesse sangue real e fosse descendente do grande Rei Davi, era muito pobre, pois os judeus á muito tempo já estavam sob a ocupação romana, e tinham sido privados de todos os seus direitos. Mesmo pobre e sem instrução, protegeu o filho de Deus com sua vida, e soube educa-lo.


E mais do que nunca, jamais se pode esquecer a Santa Virgem Maria, que com sua pureza e a simplicidade do seu sim, tornou-se canal de salvação para toda a humanidade, sendo o primeiro sacrário vivo, e aceitando ter em seu ventre o Salvador. Ela poderia posteriormente vangloriar-se de ser a mãe do filho do Deus Todo Poderoso, mas sempre foi simples e serena sem nenhuma vanglória.

Maria é com certeza um grande exemplo de humildade e amor, a mãe de toda a humanidade.
“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra”
(Lc 1,38)

Advento é tempo de esperança e fé, e a mesma esperança do povo de israel á espera do messias se realiza na fé da Igreja dos dias de hoje que vive o Advento da segunda vinda do Senhor. MARANA’ THA (Vem Senhor Jesus)
Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• sábado, outubro 22nd, 2011

Aproximando-se o tempo das festas de Halloween , os comerciais de televisão ficam repletos das cores abóbora e preto e mais bruxas, demônios, fantasmas, monstros, etc…Porem não sabem a verdadeira escência de tal festa e nem a origem da mesma.


DEFINIÇÃO DE HALLOWEEN:
Nome derivado de “All Hallow Eve” ou “Véspera do dia de todos os Santos” e se celebra na noite de 31 de Outubro.

ORIGEM:
A festa se origina dos rituais Druidas (Sacerdotes das tribos Celtas) para celebrar o dia em que Samán, o deus dos mortos, invocava os maus espíritos a reunir-se na ultima noite do ano para examinarem o futuro e lembrarem dos seus antigos lugares na terra. Quando os romanos conquistaram os territórios dos celtas, especialmente na Escócia e Irlanda aderiram a esta festa, o festival romano “A Colheita” que realizavam em 1º de novembro em honra de Pomona a deusa das arvores frutíferas e mudaram sua celebração para 31 de outubro.


A comercialização desta “festa” foi iniciada principalmente pelos comerciantes norte americanos buscando a ganância econômica pela venda de doces, fantasias, selos, pôsteres, etc, utilizando neste dia de forma disfarçada ritos e costumes derivados de cultos a Satanás, espíritos malignos e deuses pagãos.
O Brasil até certo tempo havia permanecido alheio a isto, mas nos últimos anos se tem infiltrado muitos costumes americanos, entre eles o Halloween que agora está difundido, e a festa de Halloween por sua  e popularidade tornou-se uma tradição que todos celebram.


Atualmente os jovens, adolescentes e crianças, se vestem de diabos, bruxos, mortos, monstros, vampiros, e outros personagens relacionados com o mal. Normalmente os sacos que levam para os doces tem desenhos com cara de abóboras, caveiras e colocam a frase: Halloween, noite das Bruxas.


por mais que pareça uma brincadeira simples e inocente, devemos estar sempre atentos pois o mal costuma entrar de forma sutil em nossas vidas e quando percebemos já estamos totalmente envolvidos por ele.

Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• quarta-feira, outubro 05th, 2011

O Tau,é um símbolo bíblico e tambem a última letra do alfabeto hebraico e a 19ª do grego, correspondente ao “ T” Português. Na bíblia, no livro do profeta Ezequiel está escrito: “Os inocentes marcados com este sinal (TAU) serão salvos” (Ez 9,4) O Tau é a mais antiga grafia em forma de cruz e significa: Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um bem maior. O Tau é a convergência das duas linhas: verticalidade e horizontalidade significam o encontro entre o céu e a terra. Divino e humano.

Segundo algumas histórias ele teria sido dado por São Francisco a Frei Leão, após este ter sofrido uma tentação carnal, o tal símbolo o daria força para resistir e perseverar na fé. Desde então este se tornou o símbolo oficial dos franciscanos, segundo a ordem do papa Inocêncio III, que consagrou a Ordem dos Frades Menores com o sinal do tau.

Muita gente usa o Tau como um amuleto, um pingente ou então uma jóia, porém ignora que ele é um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho.
Category: Formação  | Leave a Comment
Author: itabuna
• domingo, abril 10th, 2011

“Estou nas mãos de Deus!” – este testemunho brotava como convicção e força do coração de José Alencar Gomes da Silva, figura magnânima que depois de quase 80 anos, agora, experimenta a realidade certa de estar nas mãos de Deus. Esta certeza fundamenta-se em promessas nascidas do coração do Senhor Jesus, o Salvador do mundo.

O evangelista Mateus em seu Evangelho narra que Jesus ao dar ensinamentos aos seus discípulos para que aprendessem o horizonte mais largo e definitivo da vida, contou a parábola dos talentos comparando o reino dos céus a um homem que ia viajar para o estrangeiro. Esse homem chamou seus servos e lhes confiou alguns bens: a um deu cinco talentos, a outro dois e ao terceiro um. Cada qual de acordo com a sua capacidade. Ao retornar, o dono, no acerto de contas, disse aos que entregaram o dobro do que tinham recebido – fruto do empenho e correspondência à confiança depositada: “Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu Senhor”. Assim também é a promessa solene e garantia do êxito da existência de cada ser humano pronunciada na casa de Marta e Maria, como conta o evangelista João (capítulo 11), naquele momento humanamente doloroso da morte de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. Todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais”.

Estou nas mãos de Deus, esta frase que brotava do coração desse pai de família, cidadão, empresário e amigo, é de importância máxima e determinante nos entendimentos adequados, nas diferentes circunstâncias de sua vida: trabalho, família e, particularmente, na travessia que foi o enfrentamento da sua enfermidade. O servo de Deus, o Papa João Paulo 2º, na sua carta apostólica O sentido do sofrimento cristão, em 1984, comenta que “no decorrer dos séculos e das gerações tem-se comprovado que no sofrimento se esconde uma força particular que aproxima interiormente o homem de Cristo. O fruto de semelhante conversão é não apenas o fato de que o homem descobre o sentido do sofrimento, mas, sobretudo, que no sofrimento ele torna-se um homem totalmente novo. Encontra como que uma maneira nova para avaliar toda a sua vida e a própria vocação. Esta descoberta constitui uma confirmação particular da grandeza espiritual que no homem supera o próprio corpo de modo incomparável. Quando este corpo está gravemente doente, ou mesmo completamente inutilizado, e o homem se sente incapaz de viver e agir, é então que se põe mais em evidência a sua maturidade interior e grandeza espiritual. Estas constituem uma lição comovedora para as pessoas sãs e normais”.

José Alencar fez de sua vida uma lição comovedora. No horizonte da sociedade brasileira contemporânea tornou-se uma luz que comprova o quanto é indispensável, o quanto vale a pena e o quanto é a saída principal para novos ordenamentos, sociais e políticos, o gosto pela honradez. Também, a eleição da simplicidade que descomplica a vida, particularmente nas relações com os outros, a unanimidade construída pela despretensão, pelo distanciamento das manipulações, alcançada pelo apreço à transparência nos atos de cada dia. Sua fé cristã católica testemunhada sem medo e sem falso respeito humano o ancorou em princípios que qualificaram, mesmo nos estreitamentos próprios da criatura humana – por ele formulados sinteticamente – um acervo de verdades, entendimentos, condutas e valores.

“Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra”. A honra é o esplendor da vida humana. Não é apenas fama. Fama de celebridade consegue-se até mesmo por caminhos desonrados. A honra é uma conquista de quem pauta sua vida, em quaisquer circunstâncias, no tamanho de sua responsabilidade social e política. E entende que deve ser um espelho no qual o Criador reflete o esplendor de seu rosto divino. Essa luminosidade não se ofusca mesmo quando se entra num mundo complexo e de conturbações como o mundo da política, mesmo quando se põe a mão em dinheiro e se desfruta de poderes. O apreço pela honra que determina a pauta dos seus dias leva o homem a refletir uma dignidade infinita, alargando sempre os limites de sua humanidade. Assim, torna-se merecedor de respeito e reconhecimento, baluarte inesquecível, alegria duradoura, força interior no sofrimento e vivência ajustada da cidadania. Os pilares sustentadores estão no testemunho e no compromisso ao dizer e experimentar: “Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra. Estou nas mãos de Deus!”

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Author: itabuna
• sábado, dezembro 25th, 2010

O presépio ensina a fascinante lição da completa plenitude do amor na condição humana: “E o Verbo sefez carne e habitou entre nós”- diz o evangelista João no prólogo do seu Evangelho. Utilizando uma poética de densidade inigualável na literatura, sintetiza o que se aprecia na cena que retrata o nascimento do Salvador do mundo, Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos Gálatas, no capítulo quarto, assevera: “Quando completou o tempo  previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos de Deus”.

Na Carta aos Filipenses, capítulo segundo, Paulo faz referências ao hino cantado pela comunidade nascente. Ressalta a mensagem que envolve o coração, a mente e a inteligência com a verdade central, sustentadora da condição humana. Abre para eles o horizonte novo e definitivo, que Ele próprio representa. Por isso recomendou: “Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus. Ele existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra; e toda língua confesse: Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. É inteligente e fácil concluir que nada tão grandioso e fascinante aconteceu no âmbito maravilhoso do que é a condição humana.

O conhecimento das galáxias, a descrição dos códigos genéticos ou a lista do que há de extraordinário no universo, nada é comparável à maravilha humano-divina do Natal do Senhor. O evangelista João recapitula e sintetiza em fórmula poética, com inteligência eisnsteiniana, esse evento único que une o mais recôndito de Deus e o mais evidente da condição humana: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. Ela existia, no princípio, junto de Deus. Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. Nela estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. (…) E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que recebe do seu Pai como filho único cheio de graça e de verdade.” (Jo 1,1-14).

Os evangelistas Mateus e Lucas, nos capítulos 1 e 2, descrevem de maneira artística e profunda a intervenção amorosa, única, de Deus na história da humanidade. Inspiradora do sentido que a arte retrata no presépio: a ocorrência desse mistério de amor nas circunstâncias mais comuns da vida de homens e mulheres, particularmente na dos pobres e simples.

Da inacessibilidade de Deus à proximidade que só a simplicidade pode tecer, o presépio condensa ensinamentos e lições que não podem ser substituídos nem mesmo pelos sofisticados conhecimentos humanos. Nada é igualável à fonte de toda inteligência, o amor que sustenta e dá sentido à vida, a fonte inesgotável: Deus.

Num cenário de mil faces, em que tudo o que é grandioso é inacessível, o que tem valor não se disponibiliza com facilidade e o que é maior na ciência está sob o domínio de poucos. O presépio coloca perto de todos, na mais simples condição humana, a insuperável força amorosa de Deus – sua proximidade, o segredo revolucionário de sua simplicidade, a mais importante lição na complexidade das ciências, das tecnologias e das estratégias políticas, diplomáticas e relacionais.

A bondade de Deus, certeza da salvação e inteligência amorosa, abre o horizonte novo e definitivo para a vida. O evangelista Lucas narra que o anjo do Senhor, aparecendo aos pastores disse-lhes: “Não tenhais medo. Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor! E isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura. Foram, pois, às pressas a Belém e encontraram Maria, José, e o recém-nascido deitado numa manjedoura”. Assim, talhado com arte, minúscula ou engenhosa, a lição mais importante da vida o presépio ensina.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Author: itabuna
• sexta-feira, dezembro 24th, 2010

Não quero ser maledicente mas, a idéia de Natal que a mídia tenta semear não me parece sensata.

O bom Velhinho que chega em um carro pomposo, com honrarias luxuosas e se apresenta como um triunfador, nada tem a ver com a simples e humilde manjedoura de um Deus que se faz carne para ser o Emanuel, sempre conosco, e não apenas figura que aparece em fim de ano…

Esta certo de que tudo é muito bonito aos olhos de quem aprecia, mas longe do verdadeiro sentido do Natal, não passa de consumismo para uma grande maioria.

Um menino que veio para que “todos tenham vida e a tenham plenamente”(João 10,10), talvez não encontre espaço entre tanto luxo para nascer no coração dos homens.

O Deus que se revela em Jesus, convoca-nos para sermos novas criaturas de coração semelhante ao d’Ele ! Deus enviou seu filho como prova de amor pela humanidade e mesmo assim, muitos de nós permanecemos insensíveis a este apelo amoroso.

O resultado deste “ Natal,” onde o maravilhamento por Deus ter vindo à nossa procura não rompe em nós, percebe-se ao longo dos outros trezentos e sessenta e cinco (365) dias do ano “novo”. Nós cristãos deveríamos ser testemunhas deste amor do Pai, sinais da sua presença amorosa no mundo, manifestando na sociedade os sinais de que “ Ele está no meio de nós” !

A presença deste Deus se dá nos presentes que são invisíveis aos olhos, mas essenciais na construção de uma nova sociedade: Os presentes de Deus são amor incondicional, justiça, perdão e a paz que aliás o mundo não pode nos dar.

Infelizmente muitos ainda não percebem estes presentes, sufocados pela valorização do Papai Noel, muitas vezes consumindo em excesso a comida que vai pesar na balança, sem contar o esforço na academia ou os remédios na farmácia, a bebida que desonra famílias inteiras, os brinquedos que as crianças muitas vezes, além de quebrar, não lhes são atraentes, porque hoje é a tecnologia que impera nas suas fantasias…

Jesus não se apresenta como um triunfador e sim, como um manso, um pobre, humilde e por isso escandaliza aqueles que esperavam um rei vestido com finas vestes “…os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis”(MT 11, 2-11).

Esconderam o menino, porque este menino revela a face oculta da humanidade. Ele revela as famílias dos traficantes e dos usuários que sofrem do mesmo mal, as filas nos hospitais, as crianças abandonadas nos orfanatos, a violência desmedida que germina dentro dos lares, a mortificação maciça dos jovens e adolescentes pela inversão total de valores.

Lamento minhas colocações, mas creio que se conseguíssemos demover os velhos hábitos e assumirmos o nosso lugar no mundo, deixando de lado a ilusão que não gera vida plena, a existência teria um outro sentido.

Depois do “Natal” continuaremos nossos afazeres mortais, nos enchendo de propósitos que não passam de “propósitos de final de ano “ ? e ainda vamos passar o resto dos dias nos lamentando por causa dos horrores que acontecem e que a mídia prioriza jogar dentro da nossa casa, vendo a vida passar de canal em canal, esperando o próximo “Natal” ?…

O “pano preto “ da insensatez favorece a ignorância de uma sociedade que condena o traficante, exige a pena de morte, a punição severa, mas “sobe o morro” para comprar da melhor cocaína, maconha e a cada cheirada , a cada vida que se perde por causa da droga, ninguém ousa “ gritar por cima dos telhados” que a união faz a força e lutar para que família, Igreja, estado e escola juntos, construam barreiras intransponíveis à droga !

Até quando vamos suportar esta inversão total de valores não posso afirmar. Só sei que quero continuar tentando fazer a diferença, sabendo que nós seres humanos somos muito maiores do que nosso comportamento e que temos um único centro dentro de nós.

Um centro amoroso, compassivo, nosso self, onde mora Deus. È lá que se encontra o menino, dorme silencioso na nossa alma, esperando que lhe abramos as portas do nosso coração, o Deus menino, Deus da alegre misericórdia.

FELIZ NATAL

Marta Tagliacolli.