jul
21

O que é a Castidade?

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Cf. Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. (Cat. §2345)
“E todo aquele que nele tem esta esperança, se torna puro como ele é puro.” (1Jo 3,3)  A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade do homem em seu ser corporal…
Para se viver uma vida casta é necessário uma aprendizagem do domínio de si; ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.
Santo Agostinho disse que: “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.” (Confissões, 10,29,40).
Para se viver segundo a castidade é preciso resistir às tentações através dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações, obedecer os mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente freqüentando sempre a Confissão e a Comunhão, e viver uma vida de oração. Muito nos ajuda nisto a reza do santo Rosário de Nossa Senhora e a devoção e auxílio dos santos. (cf. Cat. §2340)
Santo Agostinho disse que: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.” (Confissões, 10,29,40)  A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que faz depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. (cf. Cat. §2341). O homem que vive entregue às paixões da carne, na verdade vive de “cabeça para baixo”; sua escala de valores é invertida; torna-se fraco. Não é mais um homem; mas um caricatura de homem.
Infelizmente a sociedade hoje ensina os jovens a darem vazão e satisfação a todos os baixos instintos; essa “educação” é uma forma de animalizar o ser humano, pois coloca os seus instintos acima de sua razão e  de sua espiritualidade.
O domínio de si mesmo é fundamental para a pessoa ser capaz de doar-se aos outros. A castidade torna aquele que a pratica apto para amar o próximo e ser uma testemunha do amor de Deus. Quem não luta para ter o domínio de si mesmo é um egoísta; não é capaz de amar. Por isso, a castidade é escola de caridade. A Igreja ensina que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” ( Cat. §2348).
Santo. Ambrósio ensinava que: “As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência; isto significa viver a vida sexual apenas com o seu cônjuge. Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica (Vid. 23)”. ( Cat. §2349)
Também os noivos são chamados a viver em castidade. A vida sexual só deve ser vivida após o casamento, pois só então o casal se pertence mutuamente, e para sempre, com um compromisso de vida assumido um com o outro para sempre.
“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade”. ( Cat. §2350)

Por: Prof. Felipe Aquino
Do livro A MORAL CATÓLICA

jul
10

O Dom da Sabedoria

Hoje, vamos falar sobre o ‘dom da sabedoria’. Primeiramente, porque ela dá equilíbrio à nossa vida, nos coloca do lado certo. Devemos pedi-la a Deus todos os dias!

Muitas vezes, apenas nos lembramos de pedir a cura e tantas outras coisas para a nossa casa e para a nossa vida, mas nos esquecemos de pedir sabedoria. No entanto, é ela que nos ajuda nas fases mais difíceis da vida.

A sabedoria nos ajuda a entender que somos limitados, que temos um espaço e um tempo, que não somos imortais. Uma pessoa sábia não se contenta com pouca coisa, pois sabe que, dentro de cada um de nós, existe um buraco que precisa ser preenchido com as coisas de Deus.

“Mais ágil que todo o movimento é a sabedoria, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. Ela é um sopro do poder de Deus, uma irradiação límpida da glória do Todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela. É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade” (Sabedoria 7, 24-26).

O que é o dom da sabedoria? É o sopro do poder de Deus! Vivemos em um mundo no qual as pessoas acham que saber é estudar, ler, ter muitos conhecimentos; mas sabedoria é dom de Deus! Muitos a buscam em horóscopos ou gurus. Que sabedoria é essa?! Em vez de pedirmos a Deus que nos dê sabedoria para resolver algo em nossa vida, vamos atrás desses meios?!

Por que esse dom é divino? Porque nos possibilita, pela graça de Deus, ver e fazer todas as coisas com os olhos do Senhor. É o sopro do amor de Deus, é algo divino, é a maneira como vemos, julgamos e agimos.

Quando você tem de lidar com uma pessoa, quando você tem de resolver algum problema, o que o move? A raiva, o ressentimento, o ódio? É muito melhor rezar e pedir sabedoria para que você possa ver, julgar e agir segundo a vontade do Pai.

Algumas pesquisas mostraram que o número de católicos, no mundo, era baixo. Mas essas pesquisas estavam erradas, pois os católicos diários sabem em quem depositam sua fé. O dom da sabedoria não nasce de pesquisas, pois ela vem de Deus e é verdadeira!
Como o dom de sabedoria acontece? Ele está na pureza, que aumenta a nossa relação íntima com Deus. Uma relação de intimidade com o Senhor significa que somos filhos d’Ele, que abrimos as portas para que Ele aja em nós, cultivando em nosso coração o mesmo pensar e o mesmo sentir de Cristo.

Como cultivar a sabedoria? Unindo o nosso pensar e o nosso agir à vontade de Cristo. Tenhamos a ousadia de conhecer Jesus como um todo!

Toda a forma de amor é válida, porque Deus nos amou. A sabedoria nos torna sábios no poder do Pai. Precisamos, antes de tudo, pedir a Deus sabedoria e perguntar a Ele o que devemos fazer. O sábio tem o coração inquieto enquanto não repousa em Deus!

A sabedoria é o espelho da imagem de Deus em nós!
Por:Padre Anderson Marçal
Missionário da Comunidade Canção Nova

 

abr
04

CN Lorena

Neste lugar, nesta cidade, nasceu a Canção Nova. Nesta estação Pe. Jonas pegou o trem para Queluz no dia em que lançou o apelo: Quem quer deixar tudo e dar um ano da sua vida para Deus?
Venha conhecer a missão Canção Nova em Lorena

abr
03

Missa Com o Pe. Roger

Nesta quinta teremos a missa com o Pe. Róger Luis às 19:30 seja nosso convidado

fev
26

O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade

À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dialética». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista.

A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).

Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contato com o divino que é capaz de nos fazer «enamorar do Amor», para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.

A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: «É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas ações que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos» (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância.

Trecho da mensagem do Ppa para a Quaresma de 2013.

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