Aconteceu no último sábado (10), o Dia de Louvor para Surdos na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeria Paulista.

O sábado teve a participação de muitos surdos e intérpretes durante toda a programação.

A intérprete de LIBRAS Simone Moura deu seu testemunho.Em seguida, Padre Aluísio fez a palestra “A Igreja e a transformação social”, tema do dia louvor.

O casal Lucas e Lauriane palestraram contando um pouco da experiência na evangelização dos surdos.

Um dos momentos mais marcantes do dia foi a apresentação do Teatro Set Me Free, realizado pelo Mãos que Evangelizam.

O Dia de louvor para Surdos encerrou com a Santa Missa, celebrada pelo Padre Aluísio Ricardo.

Formação MME

Formação MME

 

O Grupo de Amigos Mãos que Evangelizam tem como objetivo aproximar ex-alunos e voluntários da Missão Mãos que Evangelizam, que tem afinidade com nossa missão, afim de motiva-los a envolver-se com os surdos na cidade e Paróquia em que participam. E nós, enquanto projeto seremos suporte para os estudos voltados para a LIBRAS e Cultura Surda e formação humana e espiritual uma vez ao mês.

 

Somos indicativo da Palavra aos nossos irmãos surdos.

Sinalizar o Evangelho, eis a nossa missão!

 

 

Entre os dias 5 e 9 de janeiro de 2010 aconteceu o 15º Encontro Nacional da Pastoral de Surdos (ENAPAS) e o 5ª Encontro Nacional dos Intérpretes Católicos (ENCICAT), em Feira de Santana/BA , com o Tema: Surdos – sujeitos da história: uma presença de Paz e Justiça e o Lema: Feliz os que promovem a paz (Mt 5,9), onde estiveram presentes mais de 120 pessoas.

Foram momentos de profunda reflexão sobre a identidade e cultura dos surdos e também da pessoa e responsabilidade do Interprete e guia-interprete de LIBRAS nas Comunidades e Pastorais de Surdo de todo o Brasil.

Ainda no evento, foram Indicados e eleitos pela assembleia, em votação secreta, José Carlos (Londrina – PR) e como seu suplente Ricardo de Aquino – (Campo Grande – MS).

No cargo que exerce o então Coordenador Nacional escolheu novamente o professor Cesar Bacchim (Rio de Janeiro – RJ) como secretário e para a assessoria o Padre Wilson Czaia, de Curitiba (PR).

Para o cargo de Coordenador Nacional dos Intérpretes Católicos continua o Professor Jurandir Junior e seu assessor, Padre Aluísio (Palmas – TO).

Para a pesquisa de LIBRAS, permanece o Padre Delci Filho (Pequena Missão para Surdos – Londrina/PR) e membros surdos e ouvintes convidados.

Peçamos a Nossa Senhora do Silêncio e ao patrono dos surdos, o glorioso São Francisco de Sales, cija festa será celebrada no próximo dia 24 de janeiro, que proteja a nova coordenação e que tenha força para trabalhar pela construção do Reino de Deus no meio dos surdos.

Esta equipe permanecerá nos anos de 2010 a 2012 a serviço do povo de Deus, surdos e intérpretes.

Fotos e informações no site: http://www.effata.org.br

 

Fundado em 01 de maio de 1999, a Missão Mãos que Evangelizam tem a missão de evangelizar e a preocupação em facilitar e auxiliar na inclusão de pessoas com deficiência auditiva.

Para isso, vemos a educação de pessoas ouvintes em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) como uma peça chave para a realização eficaz de ensino escolar e envolvimento no ambiente de trabalho e sociedade de modo geral e maior autonomia das pessoas surdas, cooperando para uma melhor comunicação.

Dentro desta realidade, foi criado e desenvolvido dentro da FJPII (Parceria entre RH e Projeto Mãos que Evangelizam), de junho a novembro de 2009, o Programa Comunicação Total ensinando os colaboradores que atuam nos setores de Atendimento ao Público da Canção Nova para acolher todos os surdos que trabalham conosco e visitam-nos durante todo o ano.

E no dia 01/12/2009 receberam Certificado de Conclusão de Curso 26 pessoas.

Parabéns pela coragem e iniciativa, pois vocês entenderam e assumiram conosco a missão de evangelizar através de suas mãos!

Missão Mãos que Evangelizam

Em nossas mãos os sinais de Deus para os surdos

 

NOTA: Fundação João Paulo II é a Entidade sem fins lucrativos, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação

Quando afirmamos que uma pessoa “fala” determinada língua, logo aderimos à tendência de associarmos esta fala com a produção de sons e com a escuta deles. Entretanto, se pensarmos assim, como ficam as pessoas surdas? Podem falar ou não?

Este é um questionamento que, não se reduzindo a meramente pensar formas de comunicação, nos leva a refletir sobre importância de se ter uma língua, falar esta língua e nela ser sujeito social ativo.

A língua, diferente do que muitos pensam, ao invés de ser somente um conjunto de códigos que, aprendidos, tem seu fim na comunicação entre as pessoas que os conhecem e utilizam, é ainda mais a manifestação de um sujeito, de suas idéias, de seus conceitos e de sua história, de suas experiências de vida, intenções e desejos, de sua capacidade de intervir no mundo em que faz parte e absorvê-lo. Enfim, a língua é o sujeito se dizendo, é a manifestação do ser pessoa.

Costurando todas as realidades acima, podemos ir adiante e entender que, sendo tão vasto e rico o espaço que a língua ocupa na vida do ser humano, o Surdo, como toda pessoa, a transborda de forma diferente, de uma maneira que lhe é própria e significativa. E esta forma representa o seu jeito Surdo de ser no mundo e de se construir enquanto sujeito a partir das experiências visuais, forma que também é língua com todos os elementos gramaticais e lingüísticos necessários: a língua de sinais.

“Na verdade, a língua não se transmite, ela dura e perdura sob a forma de um processo evolutivo contínuo. Os indivíduos penetram na corrente da comunicação verbal; ou melhor, somente quando mergulham nesta corrente é que sua consciência desperta e começa a operar.” (Bakhtin, 1990 in GOLDFELD, 1997)

A língua de sinais é estruturada em cada país por meio da cultura surda nacional. Sendo assim, temos a língua de sinais americana, sueca, italiana, e, em nosso caso, a brasileira. Podemos citá-la como Língua de Sinais Brasileira – LSB, pelo fato de ser primeiramente uma língua, como todas as demais, em uma modalidade visual-espacial (Sinais) e que é falada pela comunidade surda brasileira, ou ainda citá-la como Língua Brasileira de Sinais – Libras, como tradicionalmente vem sendo chamada pela comunidade surda brasileira e como foi mencionada na Lei Federal 10.436/2002 que a reconhece oficialmente.

Falar uma língua é expressar uma identidade e afirmar, assim, uma cultura.

Como caminho para afirmação de uma identidade integrada, na medida do possível, como para qualquer ser humano, a língua de sinais se mostra como possibilidade completa e sustentável (Goldfeld, 1997; Moura, 2000 e Quadros, 1997) na qual o surdo se identifica enquanto sujeito ativo com potencial social e político, sujeito “Surdo”, com uma identidade própria, não marcada pela perda, mas pelo potencial. Na língua de sinais desde as mais simples conversas de amigos, suas sutilezas e malicias, discussões filosóficas e emocionais, até os conteúdos intensamente acadêmicos e tecnológicos, podem ser partilhados. Essa partilha natural entre os Surdos cria um laço de sustentação da identidade:

Encontrar um grupo com esses valores (que coloca a vida acima de tudo) é encontrar vida. Num grupo assim, pode-se supor, cada indivíduo reconhece no outro um ser humano e é assim reconhecido por ele … Ter uma identidade humana é ser identificado e identificar-se como humano” (CIAMPA, 1990 in MOURA, 2000)

Ao se encontrarem em uma identidade fortalecida na língua de sinais, os Surdos se manifestam afirmando uma cultura própria, a Cultura Surda, que revela a tomada de posse de responsabilidades e deveres, tornando visível a luta por uma cidadania que respeite as diferenças, tanto as suas como as dos outros.

Portanto, o Surdo “fala”, fala na língua de sinais, e, por este motivo, incentivar a aquisição natural desta língua entre as crianças surdas, seu uso e difusão em todos os espaços sociais, garantir a presença do intérprete de língua de sinais em espaços educacionais, culturais, empresariais, de serviços públicos, incluindo ainda as mídias televisivas, é muito mais que criar um recurso de comunicação, é reconhecer o surdo como cidadão e estabelecer um caminho acessível para a manifestação de uma identidade cultural.

Odirlei Faria

Coordenador dos Intérpretes

Regional Sul 1

Pastoral dos Surdos

Referências

GOLDFELD, Marcia. A Criança Surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. SãoPaulo: Plexus, 1997.

MOURA, Maria Cecília de. O Surdo: caminhos para uma nova identidade. Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2000.

QUADROS, Ronice M. de; KARNOPP, Lodenir B. Língua de sinais brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.

1 – LIBRAS

A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) têm sua origem na Língua de Sinais Francesa. As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua.

2 – Sinais

Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:

2.1 Configuração das mãos: São formas das mãos que podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos.
Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE, por exemplo, possuem a mesma configuração de mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é produzida em um ponto diferente no corpo.

2.2 Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada, ou seja, local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro.

2.3 Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento.

2.4 Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais / corporais são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.

2.5 Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à direcionalidade.

3 – Convenções da LIBRAS

3.1 A grafia: os sinais em LIBRAS, para simplificação, serão representados na Língua Portuguesa em letra maiúscula. Ex.: CASA, INSTRUTOR.

3.2 A datilologia (alfabeto manual): usada para expressar nomes de pessoas, lugares e outras palavras que não possuem sinal, estará representada pelas palavras separadas por hífen. Ex.: M-A-R-I-A, H-I-P-Ó-T-E-S-E.

3.3 Os verbos: serão apresentados no infinitivo. Todas as concordâncias e conjugações são feitas no espaço. Ex.: EU QUERER CURSO.

3.4 As frases: obedecerão à estrutura da LIBRAS, e não à do Português. Ex.: VOCÊ GOSTAR CURSO SENAI? (Você gosta do curso do SENAI?)

3.5 Os pronomes pessoais: serão representados pelo sistema de apontação. Apontar em LIBRAS é culturalmente e gramaticalmente aceito.

Para conversar em LIBRAS não basta apenas conhecer os sinais de forma solta, é necessário conhecer a sua estrutura gramatical, combinando-os em frases…

 

Você está sentindo que Deus está chamando você para Missões com os Surdos?

Siga estes passos:

1. Leia tudo sobre missões e missionários que cair em suas mãos. Leia testemunhos.
2. Se envolva em mobilização e educação missionária em sua igreja
3. Ouça todo missionário que puder
Muitas vezes Deus clareia nossa mente com testemunhos específicos.
4. Fale com o Padre de sua Paróquia ou um agente pastoral.
Verbalize seus pensamentos e peça suas orações por isso. Ele poderá te ajudar em várias questões.
5. Participe de ministérios ativos dentro de sua Igreja local.
Aprenda a ministrar efetivamente na sua própria cultura e ambiência.
6. Participe de projetos de férias e momentos de Deus para missões da Região ou de outras.
7. Contate as Pastorais de Surdo ou Associações mais perto de você
Você deve buscar informações aonde poderá ser treinado para diferentes tarefas missionárias dentro da Pastoral de Surdos
8. Considere dar um ano de serviço voluntário antes de decidir o que fazer o resto de sua vida.
Há diversas oportunidades através de voluntários em Missão
9. Persevere.

Elementos comuns de um chamado ao ministério:

1.Uma certeza espiritual que estabelece um sentido de chamado (Como o episódio da sarça ardente em Êxodo 3 ou como a voz gentil de I Reis 19 com Elias).
2. Um tempo de reflexão e/ou dúvida do chamado
3. Uma afirmação do chamado através do corpo de Cristo
4. Um desejo de obediência incondicional de onde quando e como.
Neste ano de 2009 que acaba de se iniciar, é tempo favorável para que você coloque em prática os planos que Deus reservou para você! 
Feliz Ano Novo! 
                 Lilian Andrade
Coordenadora do Departamento Mãos que Evangelizam