Olá gente, a Paz de Jesus!

Ao chegar no trabalho, lembrei-me de que ontem se completaram 8 anos da morte do meu avô materno. Depois de tanto tempo, eu não consigo sofrer porque ele morreu, mas no meu coração vem aquela saudade das coisas boas e engraçadas que vivemos juntos, as histórias, os momentos que a Divina Providência nos concedeu enquanto ele era vivo. A canção diz que “só se tem saudade do que é bom”, e é verdade. Quando a nossa dor é purificada e liberta de todo sentimento de revolta, só fica o que é bom, as boas lembranças, que nos fazem reviver os bons sentimentos já vividos.

Assim que cheguei na Comunidade, uns três meses depois, fui surpreendido com a notícia da morte do meu avô. Era um dia de sábado. Na madrugada, antes de receber a notícia, eu havia tido um sonho onde alguém me abraçava forte, ao ponto de eu não conseguir me mexer. Como o sentimento era de algo bom, eu não me desesperei, e acordei com essa sensação, de que alguém havia me abraçado. Horas depois, durante a manhã, veio a notícia de sua morte. Que saudade que eu sinto dos abraços do meu avô, de encostar meu rosto na sua barba por fazer, de brincar com a sua careca… rsrsss Houve um tempo que ele usava peruca… foi pouco tempo, mas dá pra imaginar o quanto nós brincávamos com ele por causa dessa história.

Meu avô era dono de alguns gestos concretos muito simples e significativos. Sempre que chegávamos em sua casa ou ele estava no quarto, ou na sala com a Bíblia nas mãos. Todos os anos, no aniversário da minha mãe, ele e minha avó (que ainda é viva, graças a Deus) chegavam bem cedinho em casa, eu levantava da cama, abria a porta, e eles perguntavam: “A Vera tá aí?”. Como era sempre beeeeem cedinho, eu pedia pra eles entrarem e ia logo chamar minha mãe. Eles esperavam, davam um abraço nela, tomavam um café rapidinho, e já seguiam pra casa da minha tia, ou então para os compromissos do meu avô. Ele fazia questão de ir lá abençoar minha mãe! Que coisa linda, que coisa tão importante e que aos poucos tem se perdido nos dias de hoje.

Falando assim, você pode pensar… “o avô do Márcio era um santinho!!”. Não, foi uma pessoa normal, como qualquer pai de família que quer dar uma boa condição pra sua família. Sofreu e lutou muito… foi até para a Serra Pelada (lugar de garimpo no Norte do País)! Viajou pela Amazônia… foi dono de supermercado, dono de bar, comerciante, feirante! Ah, eu lembro que quando ia passar férias na casa dos meus avós, no sábado… como era difícil!!! A gente acordava antes das 4 da manhã para carregar o carro do meu avô pra irmos pra feira… ele negociava e vendia de tudo na Feira do Guará… Ele tinha um Volkswagen TL, cor laranja ou abóbora… (consulta no Google), e era muito engraçado ver meu avô fazendo as curvas na rua!! Houve um dia, porém, que meu avô se encontrou com Jesus. Minha avó, naquelas briguinhas de quem na realidade não consegue ficar longe do outro, dizia: “depois de véio ficou rezador…” rsrsss. Eles viviam implicando um com o outro… uma vez nós fomos lá pra ensaiar uns cânticos de Natal, e minha avó estava preparando o lanche da tarde pra ele… ela dizia: “senta aqui…”, aí ele sentava… daí ela pagava a xícara, olhava pra ele e dizia: “aí não… senta aqui…”. Daí ele ria, e dizia pra nós: “o negócio de Maria é mandar! se a luz tá acesa, ela manda apagar! se tá apagada ela manda acender… o negócio de Maria é mandar!”. E ria… e ela ficava mais brava ainda! Uma coisa meu avô sabia fazer, era rir de si mesmo, rir das situações! Ele tinha um bom humor que nos contagiava.

“Jesus Cristo é o Senhor, o Senhor, o Senhor! Jesus Cristo é o Senhor, glória a Ti Senhor!
Da minha vida Ele é o Senhor, da minha vida Ele é o Senhor, da minha vida Ele é o Senhor, glória a Ti Senhor!”
. Esta era a música que meu avô mais gostava! Ele aprendeu com a vida que Jesus era o Senhor de sua vida.

Quero rezar… obrigado Jesus, pelo meu avô Pedro Vicente. Tenho muitas saudades dele, tenho vontade de que ele conheça minha espôsa, o Giovanni, seu bisneto Todeschini. Esta vontade, eu entrego em Tuas Mãos! Peço Jesus, pela sua alma, para que descanse em Paz, na Sua Glória! Peço pela minha avó que ainda é viva, que o Senhor a fortaleça na sua fé em Ti, para que ela suporte o tempo que for necessário até o dia do encontro dela contigo, Jesus. E toda a minha saudade, eu deposito em Tuas Mãos! Purifica a minnha saudade, Senhor, para que em meu coração possa brotar um louvor verdadeiro, por tudo o que vivi com o meu avô!

Você sente saudades de alguém? Reze, ofereça ao Senhor, Ele pode suprir toda a falta que sentimos de alguém com o Seu Amor Infinito!

Deus te abençoe!

Márcio Todeschini
Comunidade Canção Nova

Oi gente, a Paz de Jesus!

Vivi uma experiência “irada” e radical há poucos dias, durante a Colônia de Férias aqui na Canção Nova. Depois de conversar com o Adriano, me dispus a estar junto com a galera que estava vindo pra participar da Colonia de Férias da Canção Nova, na sua 3a edição. Já sabia que teria que passar pela água, pela lama, por experiências de superação, mas como eu não tinha ainda vivido a Colônia, eu não fazia idéia de como seria.

O que me marcou, além da experiência de superação, foi a forma como Deus inspirou os meus irmãos e irmãs a conduzirem a Colônia, os circuitos, as trilhas e o “anazopiren” (é assim Adriano?? rsrs). Posso dizer que fiquei impressionado e me lembrei da história do Pe. Jonas que, num papel de saco de pão, na mesa do café-da-manhã, foi escrevendo, inspiradamente, todo o esquema do “Maranathá”, encontro de conversão e volta pra Deus. O Maranathá acontece até hoje, em muitas cidades aqui da região do Vale do Paraíba, do jeitinho que nosso Pai Fundador desenhou, há mais de 30 anos.

Colonia 2010

Colonia 2010

Partilhei com o Adriano que o que me levou a querer estar junto com ele e com a galera, foi o amor que o Pai do Céu colocou no coração do nosso Fundador pela juventude. Com o mesmo Amor que ele me acolheu, eu pedi a Deus a graça de acolher a galera da Colônia de Férias. Fiquei pouco tempo, mas acredito que foi tempo suficiente para, juntos, tocarmos naquilo que Deus havia preparado para nós.

Colonia 2010

Colonia 2010

Sinto mesmo no meu coração que Deus quer ir além na Colônia de Férias da Canção Nova e estender a muitos mais jovens pelo Brasil e pelo mundo, essa experiência concreta de viver e ser um “anazopiren” (o Adriano explica depois), de voltar à radicalidade, no melhor sentido da palavra, de voltar à raiz, à essência daquilo que Deus mesmo plantou em nós, o fato de sermos filhos e filhas de Deus.

Obrigado Adriano, obrigado galera da Colônia de Férias 2010! Estamos juntos!

“QUEM COMO DEUS!!!” – quem estava lá, vai entender!!!

Márcio Todeschini
Comunidade Canção Nova