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Arquivo da Categoria ‘espiritualidade’

Oração de perdão a si mesmo e aos outros

16, outubro, 2009


Meu Senhor e meu Deus, cheio de amor e bondade, eu aceito perdoar todas as pessoas em minha vida, a começar por mim mesmo, porque sei que o Senhor me perdoou primeiro. E se o Senhor já me perdoou, também eu me perdoo por todos os meus pecados, faltas e falhas, especialmente por esta situação (apresente a Deus o que o incomoda).

Eu me perdoo por não ser perfeito, por não acertar sempre, eu me aceito como sou e decido deixar de me criticar e ser eu mesmo o meu pior inimigo. Porque o Senhor está em mim, sei que posso viver reconciliado comigo mesmo. Liberto-me de tudo o que guardei contra mim mesmo. Liberto-me dessa prisão para ficar em paz comigo mesmo. Hoje, pelo poder do Espírito Santo, eu me perdoo e me reconcilio comigo mesmo.

Senhor, não quero desperdiçar a minha vida amarrado pela falta de perdão. Mas, às vezes, sinto-me fraco para perdoar. Não consigo perdoar com minhas próprias capacidades. Socorre-me com a tua força!

Sei que o Senhor não permitirá que os relacionamentos difíceis da minha vida se tornem ainda piores. Peço, Senhor, que cure as minhas raivas reprimidas, minhas amarguras e ressentimentos.

Eu tomo a firme decisão de viver reconciliado com as pessoas em minha vida.

Eu perdoo todas as pessoas ligadas a mim. Perdoo-as por todo negativismo e desamor que, querendo ou mesmo sem querer, passaram para mim no decorrer de minha vida. Perdoo especialmente esta pessoa (diga a Deus o nome dela) por esta situação (apresente ao Senhor o motivo). Eu a perdoo de todo o meu coração por qualquer tipo de abuso e decepção. Eu a perdoo, agora, por não ter me dado o amor e o respeito profundos, inteiros e suficientes de que eu tanto precisava. Eu a liberto e me reconcilio hoje com ela.

Sobretudo, meu Deus, peço agora a graça de perdoar a pessoa que mais me feriu na vida. Aquela que é mais difícil de perdoar. Quero perdoá-la agora, mesmo que ainda me sinta ferido e com raiva.

Mostra-me, Senhor, entre os meus amigos, na minha família, e naqueles que já exerceram alguma autoridade sobre mim, a quem em meu coração eu ainda preciso dar o meu perdão. Dá-me essa graça!

Abençoa cada uma dessas pessoas neste dia de hoje, Senhor! Que elas possam sentir-se especialmente livres e amadas por ti, neste momento. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém!

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Para quem quer compreender melhor a vida…

3, setembro, 2009

São Paulo é categórico ao afirmar que essas coisas “Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus. Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou” (I Cor 2, 10-12).

Quem quiser compreender melhor a vida, as realidades espirituais e conhecer os dons que Deus lhe concedeu precisa experimentar, como dizia Santo Atanásio, o poder de iluminação do Espírito Santo. Ele concede a todo homem e mulher que se achega a ele uma espécie de claridade para que descubra a verdade.

O Espírito Santo se entrega a cada pessoa que for capaz de recebê-lo. Ele a preenche, envolve-a com seu amor, e a torna espiritual. Assim como um vaso depois de cheio começa a transbordar do mesmo modo a pessoa repleta do Espírito, torna-se espiritual e derrama sobre os outros com quem convive a graça que recebeu de Deus.

O primeiro passo do discernimento é entregar-se aos cuidados de Deus para que ele nos entregue o seu Espírito. Somente pela oração isso é possível. São João da Cruz diz que, nessa hora, o olhar de Deus produz em nós quatro bens, isso é, nos purifica, nos favorece, nos enriquece e nos ilumina. É como o sol que, cobrindo a terra com seus raios, seca, aquece, embeleza e faz brilhar todas as coisas.

Se por causa do pecado, vier a se apagar em nós essa luz de Deus, tudo volta à antiga escuridão e ficamos medrosos e atordoados. É o que acontece à noite, quando falta energia e todas as luzes se apagam. No escuro, nossos olhos ficam cegos, as capacidades diminuem, e já não distinguimos as coisas como deveríamos; arrisca-se a beber veneno, confundindo-o com remédio ou a pisar um diamante como se fosse qualquer pedra sem valor. O mesmo se dá no campo espiritual: é impossível, sem o Espírito Santo, descobrir o que de verdade é bom e digno de ser escolhido.

Sem o Espírito Santo não há discernimento. Nenhum homem caminha com sabedoria se Deus não o conduz. E quando Deus conduz o homem? Quando o homem está repleto de Deus.

Uma lucidez alegre e serena sempre acompanha a vinda do Espírito. Ele chega com coração de mãe para guiar o filho que estava perdido. Ele vem para salvar, para curar e ensinar. Vem para corrigir e fortificar, para enxugar as lágrimas, confortar o coração e derramar luz sobre a mente. Ele faz isso, primeiro em quem o recebe e, depois se vale dessa pessoa para tocar e transformar a outras.

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O que é a fé?

16, maio, 2007

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Quando se pergunta o que é a fé, é necessário considerar a existência de seus vários tipos, por exemplo, a fé-assentimento da inteligência, a fé-confiança, a fé-estabilidade. Mas, no nosso caso, podemos nos ater àquela que nos possibilita aceitar a salvação que Jesus nos deu. Antes de mais nada é importante dizer que a fé é um dom de Deus, um presente para aqueles que lhe abrem o coração.

A fé é a coisa mais simples e evidente do Novo Testamento – é uma pena que muitos só a descobrem no fim de sua vida – no fundo, trata-se simplesmente de dizer um “sim” a Deus. Deus criou o homem livre para que pudesse aceitar livremente a vida e todo o dom que vem d’Ele. Deus esperava que o homem se aceitasse como uma criatura e respondesse com um “sim” ao seu plano de amor, mas ao invés disso, recebeu um “não”, que configura todo pecado – pois, na verdade, o pecado nada mais é do que o “não” da criatura ao criador, um rompimento com o seu Senhor. Porém, Deus, que não encontra limites em seu amor e sua bondade, oferece ao homem uma nova oportunidade, uma nova chance de ser feliz e de se realizar, perguntando-lhe: “Você aceita a salvação que o meu Filho trouxe, aceita ser curado de todos os seus males e libertado de tudo o que o oprime para viver uma vida nova em Jesus?” Ter fé significa dizer-lhe “sim, aceito!”. Quando isso é dito do fundo da alma, com toda sinceridade, nasce uma nova criatura. O homem nasce de novo no exato momento em que Jesus dá a sua vida por ele, e Jesus morre por ele, naquele momento em que ele reconhece a salvação e se torna consciente da vida nova que lhe foi proporcionada pelo sacrifício de Jesus.

A fé se manifesta pelo “sim” livre e consciente que o ser humano dá a Deus como resposta à sua proposta de salvação.

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Quem reza não se decepciona

13, maio, 2007

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O grupo de oração nasce de uma ordem de Jesus: “Permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto (Lc 24, 49). Deus se compadece ao ver a fragilidade de seu povo e toma a iniciativa em socorrê-lo. Sua ordem é um ato de misericórdia, um socorro prestado ao que desfalece em suas forças.

       No momento em que se sentem fracos e abandonados, Jesus os consola com a sua palavra, aquela mesma palavra que ele jamais havia traído, e lhe faz uma promessa acompanhada de uma condição: “virá a força do alto e revestirá a cada um de vocês, mas, para que isso aconteça, permaneçam na cidade, permaneçam ‘juntos/unidos’”. A força do alto não é outra senão o Espírito e assim como o Pai havia ungido Jesus com o “Espírito Santo e com poder” (At 10, 38), dessa mesma forma queria Jesus agora revestir os seus. Em verdade, o Espírito Santo é a única força verdadeira, o único poder real que sustenta o homem de fé.

      O cristão, o carismático, aquele que crê, não vive da própria força, não vive de seus recursos naturais. A sua força não está na carne e no sangue, ela também não está nas obras de suas mãos, porque ele sabe que “não é pelo poder nem pela força, mas sim pelo Espírito do Senhor!”(cf Zc 4,6) que as coisas se realizam. São Paulo sabia disso e dizia: “Nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com o poder , com o Espírito Santo e com plena convicção”(1Ts 1,5) – não só com palavra, isso é, não só com a inteligência, com o estudo, com estratégias e esquemas. O poder que convence e que converte, que destrói os corações de pedra, que aniquila toda força que se organiza contra o conhecimento de Deus e é capaz de fazer brotar a Vida Nova, é e sempre será o Espírito Santo – sem Ele, toda palavra é vazia, e a evangelização ineficaz.

      Ao prometer a força do alto, Jesus desvela um segredo: é do Espírito Santo que o homem de fé recebe  o poder e a eficácia de evangelizar; n’Ele, todo medo pode ser vencido, porque Ele vem em auxílio da nossa fraqueza; aliás, Ele vem atraído pela nossa fraqueza, quando a reconhecemos. O lugar onde o Espírito Santo mais gosta de se derramar é sobre a comunidade reunida. É de Deus a iniciativa de revestir da “força do alto” o seu povo, mas nada teria acontecido se os discípulos não tivessem colaborado, se não obedecessem à ordem do Senhor. Eles cumpriram esta ordem, indo para o Cenáculo e, lá, perseveraram em oração (cf At 1, 12-14).

      Todo aquele que quer ser cheio do Espírito Santo, precisa seguir pelo mesmo caminho; e rezar insistentemente ao Pai do céu, para que em nome de Jesus, conceda o Espírito Santo, e então, esperar com uma fé de expectativa que o Espírito Santo venha. Quando alguém, cheio de amor a Deus, chama, invoca, clama, suplica o Espírito Santo e por Ele espera, jamais se decepciona, pois não deixa de ser atendido. Mas é preciso querer realmente que Ele venha e tome parte na vida, que não seja só uma oração da boca para fora. É preciso empenhar o coração.

 

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Poder de Deus e Força dos corações

4, maio, 2007

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O Espírito Santo é a força do alto que toma nos braços o homem sem entusiasmo, sem coragem, e o leva a agir. Ele é a força dos fracos, a força de quem não tem força. É Deus que vem ao encontro da pessoa que já não tinha planos nem projetos para o futuro, apenas sonhos frustrados, e inverte a situação. Levanta a pessoa, e a faz agir. Antes, ela desistia de antemão, não acreditava em si mesma, e a vida a arrastava, mas agora, tudo mudou – é a experiência de um nascer de novo.

Quando Jesus falava de nascer de novo e de uma vida nova, fazia questão de enfatizar que ela não poderia ser vivida sem um coração novo. E essa mudança é notável. As pessoas percebem quando alguém foi renovado em seu coração, porque a sua maneira de ver a vida muda, seus pensamentos, seus valores, seus critérios todos mudam. Pois, foi-lhe dada uma nova capacidade para amar e uma liberdade sem medidas. Essa liberdade surge da força que estava guardada no fundo do coração da pessoa desde o dia de seu batismo.

Essa também foi a minha experiência. Na minha família, somos todos muito tímidos, e sempre tivemos grande receio de falar
em público. As pessoas que antes me conheciam se admiravam quando me viam à frente de um grupo a testemunhar a minha experiência com Deus. Quanto mais me conheciam mais admirados ficavam. Também eu estava impressionado pelo que se passava comigo. Só que, eu não conseguia resistir; sentia-me “impulsionado sem cessar pelo Espírito de Deus”(GS 41,1), sentia-me impelido, empurrado a falar publicamente o que Jesus estava realizando em minha vida. É obra do Espírito fazer-nos passar de simples ouvintes a testemunhas da Palavra de Deus e, para mim, não restava dúvida de que era Ele quem agia. Eu havia passado a vida inteira calado, sem me expressar diante das pessoas, e agora, em poucas semanas, uma coragem me invadia para proclamar o evangelho abertamente aonde quer que eu fosse, sem nenhum medo nem vergonha.

Mas o Espírito Santo não confere apenas coragem e força, Ele simplesmente abastece todo o coração em suas aspirações mais profundas. É uma experiência de amor que faz a gente amar – que faz a gente entender que há mais alegria em dar do que em receber. Santo Afonso dizia que “quando o amor de Deus se apossa totalmente de alguém – essa mesma pessoa ajudada pela graça – procura por si mesma desfazer-se de todas as coisas que lhe dificultam ser inteiramente de Deus”. A pessoa, então, conhece a Deus e pode, por isso, dizer: “Meus ouvidos tinham escutado falar de ti, mas agora meus olhos te viram” (Jó 42, 5). Jesus se torna o centro de sua vida, porque ela mesma o experimentou e não porque lhe disseram.

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Quem crê não recua

11, fevereiro, 2007

Se…  e apenas “se” permitirmos, os problemas e as dificuldades poderão abalar a nossa paz e ameaçar-nos com a sombra da derrota. Pedras esperam por você durante todo o trajeto; chute-as para fora do caminho se forem pequenas, sente-se sobre elas e espere, se forem grandes, até que se manifeste o auxílio divino e lhe sejam multiplicadas as forças da alma para removê-las. A tentação não esqueceu você, nem cansou de arquitetar planos e realizar investidas para lhe enganar, seduzir e destruir; ela tenta derrubar-lhe pelo cansaço inaugurando uma armadilha em cada esquina da sua vida.
É importante parar um pouco, fazer os cálculos e verificar se você continua operante e em condições de travar combate, se tem forças e se tem as armas corretas consigo; parar e verificar como está a sua fé.

A fé é aquela carta na manga… aquela arma secreta que é guardada para o momento chave; qualquer um pode chegar à vitória se souber dispará-la no momento exato. Basta querer e então poderá obter sua vitória, arrancando-a à força das garras da derrota.

Não importa o tamanho do problema, nem a força do seu mal, desde que você tenha a coragem de expor seu coração e mantê-lo no alto, bem acima da dúvida, diante dos olhos de Deus, e de uma hora para outra esta situação vai virar. A fé pode mudar tudo em qualquer momento; já que o Senhor é poderoso para transformar a derrota na mais deliciosa e esperada vitória.

A fé paralisa a força do inimigo. Quando o diabo encontra uma pessoa que crê, ele dá um passo para trás antes de bater em retirada. Quem crê não recua, avança sempre na certeza de que Deus está no controle de tudo.

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Forças para Vencer

11, fevereiro, 2007

Quando Saul viu Davi partir ao encontro do filisteu Golias, disse a Abner, seu general: ” De quem é filho este jovem, Abner?” – ” Por tua vida, ó rei, respondeu Abner, não o sei.” Quando alguém reza e pede a Deus forças para vencer, o Senhor o prepara para a vitória e lhe envia exercícios que o capacitarão para o combate.

A força da carne vem pela atividade dos músculos, a força da alma pela prática da fé exercitada em meio aos sofrimentos. Por isso, quando situações incômodas, duvidosas e até mesmo angustiantes se levantarem à sua frente, como gigantescos combatentes, não se desespere. Deus não nos envia um desafio superior às nossas capacidades, nem permite que sejamos tentados para além das nossas forças. Este gigante que avançou contra você está fadado a tombar debaixo da sua espada. Enfrente-o ou ele o perseguirá e o escravizará sob as cadeias do medo.

O Senhor está preparando os seus guerreiros; é preciso que sejam adestrados nas pequenas lutas para que não esmoreçam nos grandes combates. Então, quando o Senhor, que os preparou em segredo, manifesta-os ao mundo, este se escandaliza por não conhecer suas armas, não entender como lutam e não saber onde estiveram todo este tempo. Os guerreiros de Deus são humildes como as lágrimas que tantas vezes derramaram; pois eles sabem que se a água não descer das montanhas não mata a sede nem gera vida. Se ele se humilhar e suportar com paciência as contrariedades que o envolvem, Deus o exaltará e fará dele um homem extraordinário, conhecido pelas vitórias em suas lutas; e o levantará bem alto como a vela sobre o alqueire para que brilhe a sua luz e se manifeste a grandeza de sua alma. O seu valor será reconhecido, e o longo tempo em que manteve acesa a chama de sua esperança, bem como as inúmeras renúncias feitas em favor do cumprimento da vontade de Deus, serão recompensados. Então o guerreiro verá que nenhuma luta, por menor que tenha sido, foi travada em vão.

Davi era só um menino. Não o conheciam. Ninguém reconheceu como arma os objetos que trazia em suas mãos. No entanto, derrubou sozinho um gigante que um exército inteiro não ousou enfrentar.Talvez você seja só um menino que o mundo não conhece… talvez você não compreenda o treinamento… mas Deus o cumula de força e o mantém adestrado para o combate muito mais do que você imagina. Aceite isso! O que quer vencer precisa descer ao campo de batalha para ser treinado. Ninguém sobe ao pódio do triunfo sem antes ter experimentado a arena da tribulação.

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Aos que sofrem em esperar

11, fevereiro, 2007

” Vós, que temeis ao Senhor, louvai-o; porque Ele não rejeitou nem desprezou a miséria do infeliz, nem dele desviou a sua face, mas o ouviu quando lhe suplicava.” (Sl 21, 24a;25). 

Sempre tive dificuldades em esperar. Nas minhas orações, entregava as situações nas mãos de Deus mas não descansava, mantinha a cabeça maquinando em busca de solução. Era e, por vezes, ainda é muito duro, para mim, simplesmente parar e esperar acreditando que a situação receberá uma resposta da parte de Deus. Isso causava-me um sentimento de desconforto, insegurança, irresponsabilidade. Então descobri que há situações em que este esforço é totalmente desnecessário e inclusive prejudicial. Há um caminho muito melhor.Às vezes, tudo o que Deus quer de nós é que esperemos, numa atitude de profunda confiança e prontidão para obedecê-lo.Percebi, nestas horas, que todas as manobras que eu fazia interferiam na ação de Deus e a atrapalhavam.

Como é difícil largar depois de entregar! Mas se não largamos, Deus larga. Já imaginou um carro com dois volantes e dois motoristas? Não seria um carro mas um desastre ambulante. Deus sabe que na direção das coisas cabe apenas uma pessoa, ou é Ele ou somos nós; é a carne ou o Espírito. Por isso se tomamos o combate em nossas mãos e lutamos por nossas próprias forças, Deus se sujeita a assistir a nossa luta.Não é má vontade da parte d’Ele. O respeito à nossa liberdade O faz esperar.

Quando o ferro é dobrado abruptamente ele se parte; para curvá-lo é preciso tempo, tempo de prepará-lo, de levá-lo ao fogo. Quando Deus pede um tempo, não o faz por si próprio mas por nossa causa, em virtude da nossa natureza.Em geral as coisas mais belas e complexas levaram tempo para serem construídas. Custa tempo construir um edifício. Muitos quadros demoraram anos para serem pintados. Mas exigimos que Deus faça seus milagres nos segundos da nossa conveniência.

Leva tempo converter um coração. Leva tempo aproximar duas pessoas que se magoaram. É preciso tempo para curar a doença e fechar a ferida. Tudo nesta nossa vida está sujeito a um tempo. Por isso com a oração se planta a semente, pela oração cultiva-se a planta e a confiança não nos decepcionará quando colhermos os frutos há tanto esperados. Se você tem rezado, confie! Sua oração plantou a semente; oculta, ela germina no coração de Deus; continue cultivando-a, Deus precisa apenas de um pouco mais de tempo para entregar-lhe a resposta.

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