"Eu decido entre o Bem e o Mal!"

FORMAÇÃO

Sabedoria vem com idade e experiência

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se
conta de que estava perdido.
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um
jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um
bom almoço.
O cachorro velho pensa:
- Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no
chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se
junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador...
Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama
bem alto:
- Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu
ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.
- Essa foi por pouco, pensa o leopardo ! O velho vira-lata quase me pega!
Um gambá, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer
bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador
que o vira-lata não havia comido leopardo algum.
 E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas, o velho cachorro o vê
correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:
- Aí tem coisa!
O gambá logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo
com o leopardo. O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e
diz: - Aí, gambá! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com
aquele cachorro abusado!
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com
um gambá nas costas, e pensa:
- E agora, o que é que eu posso fazer?
Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doloridas não o levariam
longe) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e
fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante
para ouvi-lo, o velho cão diz:
- Cadê aquele gambá? Tô morrendo de fome!
Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!'

Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se
sobrepõem à juventude e intriga. Sabedoria vem com idade e experiência.


Sua visita me alegra muito!
Deixe um comentário.
Obrigada e volte sempre.

Marina Adamo

Ver Além…

Recebi esta mensagem da nossa querida amiga Loly, e quero partilhar com você.

Existem momentos em nossa vida que, por mais que queiramos, não conseguimos enxergar o óbvio.

Veja abaixo as fotos do “Semeador de Estrelas”, que é uma estátua localizada em Kaunas, Lituânia. As estrelas no muro foram planejadas e desenhadas pelo grafiteiro Morfai.

Durante o dia a estátua e as estrelas no muro quase não são notadas.

A estátua e as estrelas estão separadas.

Mas, a noite, vemos diferente. A sombra da estátua e as estrelas se juntam e dão um espetáculo diante de nossos olhos!

Que o Espírito Santo lhe conceda a visão do sobrenatural em todas as situações dificéis, para que você possa ver além


Marina Adamo



Palavra de Vida

Fevereiro de 2011

“Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses é que são filhos de Deus.” (Rm 8,14)

Esta frase está no centro do hino que São Paulo canta à beleza da vida cristã, à sua novidade e liberdade, que provêm do batismo e da fé em Jesus, que nos inserem plenamente nele e, por ele, no dinamismo da vida trinitária. Tornando-nos uma única pessoa com Cristo, compartilhamos com ele o Espírito e todos os seus frutos; o primeiro entre todos é a filiação divina. Paulo fala de “adoção” (Rm 8,15; Gl 4,5), mas somente para distingui-la da posição de filho natural, que cabe somente ao Filho único de Deus.

A nossa relação com o Pai não é puramente jurídica, como seria no caso de adoção, mas é algo de substancial, que muda a nossa própria natureza, como se fosse um novo nascimento. Porque toda a nossa vida passa a ser animada por um princípio novo, um espírito novo que é o próprio Espírito de Deus. E, com Paulo, vem o desejo de elevar um canto sem fim ao milagre de morte e ressurreição que a graça do batismo realiza em nós.

“Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses é que são filhos de Deus.”

Esta frase nos revela algo que diz respeito à nossa vida de cristãos, na qual o Espírito de Jesus introduz um dinamismo, uma tensão que Paulo resume na contraposição entre carne e espírito, sendo que ele entende por carne o homem inteiro (corpo e alma) com toda a fragilidade própria de sua constituição e com o seu egoísmo, continuamente em luta com a lei do amor, ou melhor, com o próprio Amor que foi derramado em nossos corações (Cf. Rm 5,5). De fato, aqueles que são guiados pelo Espírito devem enfrentar todos os dias o “bom combate da fé” (1Tm 6,12) para conseguir dominar todas as inclinações ao mal e viver de acordo com a fé professada no batismo.

Mas como?

Sabemos que é necessário corresponder, para que o Espírito Santo possa agir. E São Paulo, ao escrever esta frase, pensava sobretudo naquele dever dos discípulos de Cristo que é justamente o de renegar-se a si mesmo, de lutar contra o egoísmo nas suas mais variadas formas. Mas, é esta morte a nós mesmos que produz a vida, e por isso cada corte, cada poda, cada não ao nosso “eu” egoísta é fonte de nova luz, de paz, de alegria, de amor, de liberdade interior: é porta aberta ao Espírito. Se deixarmos mais livre o Espírito Santo, que habita nos nossos corações, ele poderá nos conceder com mais abundância seus dons e poderá nos guiar no caminho da vida.

“Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses é que são filhos de Deus.”

Como viveremos, então, esta Palavra de Vida?

Antes de mais nada, devemos nos tornar cada vez mais conscientes da presença do Espírito Santo em nós. Carregamos no nosso íntimo um imenso tesouro, mas não nos damos conta disso suficientemente. Possuímos uma riqueza extraordinária; mas geralmente ela fica sem ser utilizada. E ainda, para que possamos ouvir e seguir a sua voz, devemos dizer não a tudo o que é contrário à vontade de Deus e dizer sim a tudo aquilo que é sua vontade: não às tentações, cortando sem hesitar as sugestões que elas trazem; sim aos deveres que Deus nos confiou; sim ao amor para com todos os próximos; sim às provações e dificuldades que encontramos… Se agirmos assim, o Espírito Santo nos guiará, dando à nossa vida cristã aquele sabor, aquele vigor, aquela força de atração, aquela luminosidade que não pode deixar de ter se essa vida for autêntica. Então também quem está ao nosso lado vai perceber que não somos somente filhos de nossa família humana, mas filhos de Deus.

Chiara Lubich

Palavra de vida publicada em junho de 2000

Acesse: http://www.focolare.org/pt/news/2011/02/01/febbraio-2011/


Jóia Rara de Deus…

Esta história ajuda-nos a assumir que Deus nos ama como filhos prediletos, jóias raras:

Uma família tinha um belo vaso que era uma relíquia dos antepassados. A pequena filha ouviu de sua mãe: “É nosso tesouro de família”. Certo dia, ouviu-se um grande estrondo e a pequena menina começou a lamentar-se. A mãe, correndo, veio a seu encontro e a encontrou caída, chorando, ao lado do vaso quebrado. “Que aconteceu?” perguntou à filha. “Eu quebrei o tesouro de família”, ela respondeu, ainda soluçando. Sua mãe a levantou e disse: “Sim, mas você está bem”. Quando a menina se tornou adulta ela comentou: “eu descobri, naquele dia, que eu era o verdadeiro tesouro de família.”

É comum valorizarmos as coisas materiais, como se fossem tesouros imprescindíveis à nossa felicidade. Cremos que a nossa felicidade está apoiada no nosso carro do ano, na nossa casa da praia ou do campo, ou ainda na nossa recheada conta bancária. Damos exagerado valor as coisas que não têm valor, que são passageiras e não assumimos de que nós, filhos escolhidos e separados por Deus, somos os verdadeiros tesouros desse mundo. Você é a jóia rara de Deus!

Deus abençoe você!

Marina Adamo


DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS

"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,
CAPACITA OS ESCOLHIDOS."
 

Esta frase é atribuída a Albert Einsten, e quero meditar com você
sobre esta verdade.
Deus não exige que estejamos prontos de uma hora para outra. Ele nos
quer exatamente como somos e estamos neste exato momento. A única
coisa que deseja é que estejamos disponíveis ao aprendizado de Seu
amor.
Quando Jesus convidou os pescadores para segui-Lo e sabia que teria
que ensiná-los um caminho novo, eles tinham muito a aprender,
especialmente, sobre o amor e a fé. Ele não os queria prontos e
cheios de sabedoria.
Talvez na situação ou problema que você está vivendo, só tem você
para resolvê-lo, portanto, nessa hora os seus valores materiais e
intelectuais não contam.
Aprendamos com o escrito abaixo, que nos ajuda a perceber que o amor
pelo amigo, capacitou esta criança para agir:

Conta certa lenda,que estavam duas crianças patinando num lago
congelado. 
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas. 
De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu,ficando presa na fenda
que se formou. 
A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos
patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças,
conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo. 
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, 
perguntaram ao menino: 
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido
 quebrar o gelo,sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! 
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: 
- Eu sei como ele conseguiu. 
Todos perguntaram: 
- Como? 
- É simples - respondeu o ancião. 
- Não havia ninguém ao seu redor,para lhe dizer que não seria capaz...

Acredite em Deus que o criou perfeito!
Acredite no Amor! 
Acredite em você! 
 Você é capaz!

                            Marina Adamo

Não temas fazer a Vontade de Deus!


"A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a
Graça de Deus não irá protegê-lo."

Esta frase que recebi de uma amiga me levou a refletir, que se Deus é Amor (I Jo 4,16b) Ele tem o melhor para nós e jamais nos levará a um lugar ou a uma situação que irá nos prejudicar. Portanto, aonde eu estiver, se eu entregar a minha vida para Deus, deixando Ele comandar os meus passos, certamente Ele me protegerá.

No dia de hoje, o Espírito Santo me diz: “Marina, não temas fazer a Vontade de Deus em sua vida”.

Deus tem o melhor para mim e para você!

Marina Adamo


Antes de agir, deixa a raiva secar!

Esta estória nos ajuda a refletir em nossas ações. Quantas vezes nós perdemos a razão porque deixamos a raiva falar mais alto? Quantas vezes fomos mal interpretados porque agimos com raiva?

Paola ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, azul e branco.

No dia seguinte, sua amiguinha Carol veio chamá-la para brincar. Paola não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Carol, então, pediu para Paola emprestar o seu joguinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Ela não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu cuidado por aquele brinquedo tão especial.

Ao voltar do passeio, Paola ficou chocada ao ver o seu joguinho de chá no chão, faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Paola desabafou:

“Está vendo, mamãe, o que a Carol fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão”. Totalmente descontrolada, Paola queria ir ao apartamento da Carol pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:

“Filhinha, lembra daquele dia que você saiu com vestido novo todo branquinho e um carro passou e jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Ela falou que antes era para deixar o barro secar, pois ficaria mais fácil para lavar.
Então, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Antes de agir, deixa a raiva secar! Depois fica bem mais fácil resolver tudo.”
Paola não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha. Era a Carol, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

“Paola, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.

Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.”

“Não tem problema, disse a Paola, minha raiva já secou.”

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva. Assim, você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta, diante de uma situação difícil.

Que o Espírito Santo venha sobre nós todos os dias, em todas as situações, conduzindo todo o nosso ser.

Marina Adamo


Um Segredo para Viver Bem: a Reconciliação!

 

No mundo moderno as pessoas são conduzidas a serem máquinas, que só trabalham e se preocupam com o futuro, e por isso, não tem tempo para pensar em si mesmo, nas suas escolhas e no seu proceder para viver bem com os outros. Consequentemente, elas vivem angustiadas, deprimidas, infelizes, doentes e dilaceradas.

Jesus disse ao Pai: “O mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal.” (Jo 17, 14-15). Ele deu-nos uma orientação para viver bem a nossa vida.

Aquele que vive a partir da mentalidade do mundo está mais exposto ao mal. Também vive uma divisão total, em si mesmo e com as pessoas. O egoísmo, a  ganância, o individualismo, o orgulho, a vaidade e o desamor  imperam em sua vida.  

Jesus continua ensinando como viver bem: “Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: Eu neles e Tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade, e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim.” (Jo 17, 22-23).

Deus nos conduz a sermos perfeitos na unidade, com Ele, conosco mesmo, com o próximo e com o mundo. Como viver esta verdade? Quero refletir com você sobre um dos segredos para sermos perfeitos na unidade: a reconciliação.

Em primeiro lugar, somente quem está em harmonia consigo mesmo é capaz de reconciliar-se com as pessoas que estão ao seu lado. Aquele que está dilacerado interiormente, também dilacerá as pessoas que o cercam. Até nós, cristãos, muitas vezes gostaríamos de perdoar os nossos semelhantes, mas não conseguimos.  Geralmente, isso ocorre porque ignoramos os nossos próprios sentimentos de raiva, ressentimento e aborrecimento, que sentimos em relação a pessoa que nos magoou. Estes sentimentos ignorados enraizam-se em nosso interior e nos impedem de vivermos a reconciliação.  Sobretudo, reconciliar-se significa esclarecer os sentimentos, expressá-los sem ofender e agredir o outro, sem querer saber quem tem razão, e também sem justicar-se. Em qualquer comunidade, quando os conflitos e as diferenças são colocadas embaixo do tapete aparecem as divisões e as dificuldades para viverem unidas no mesmo propósito. Aí surgem pertubações na comunidade, onde as pessoas não confiam mais umas nas outras, e se tornam apáticas em relação ao que os outros vivem.

A reconciliação é importante para recomeçar um casamento, uma amizade, um relacionamento entre irmãos e para viver a unidade com Deus, consigo mesmo, com os outros e entre os povos.

Que Deus nos abençoe para que sejamos um entre nós e com o Pai e o Filho. Amém!

 

Marina Adamo


Dois segredos para salvar almas!

1. Nosso agir deve ser decidido;
2. Nosso falar, ungido de sabedoria.

Estes dois segredos estão muito ligados, e tem uma importância significativa para nos ajudar na missão de salvar almas para Deus.
“O dom da sabedoria nos revela a vontade de Deus a nosso respeito, e também o que agrada a Deus em nossa vida” (conf. Sab 9).
Se os outros, conhecendo a nossa vida vivida de acordo com a vontade de Deus,
vendo a nossa luta para agradarmos a Deus, que resulta em um agir decidido,
certamente, irão nos seguir, e arrastaremos muitos para Deus.
Mas, não podemos esquecer que o nosso agir deve ser intercalado
com a mais profunda oração, para conhecermos a vontade de Deus e o que Lhe
agrada, e também para aprendermos do Mestre Jesus como ter um agir decidido e um
falar pleno de sabedoria.

Deus nos abencoe.

Marina Adamo


Quem eu quero ser em 2010?

Com o novo ano ressurge em nós o desejo de mudança. Queremos que tudo seja
renovado em nossa vida. Geralmente, projetamos as mudanças a partir do
exterior: novo visual, casa nova, carro novo, novos trabalhos, novos planos,
nova disposição em recomeçar uma dieta alimentar, os exercícios físicos e a
meditação da Bíblia, etc... Enfim, o novo ano que se inicia nos envolve pelo
tempo propício para acolher o novo. Isso é muito bom! Mas, tudo seria ainda
melhor se a transformação começasse pelo nosso interior.

Vamos refletir sobre o assunto?

Primeiramente, sugiro que você escreva em seu diário espiritual, ou em um
caderno de anotações, esta pergunta:

Quem eu quero ser em 2010?

Você foi criado para se tornar semelhante a Cristo. O maior objetivo do
cristão é chegar à estatura da maturidade de Cristo. Deus quer que cada um
de nós se torne santo, que assuma os valores, o caráter e as atitudes dEle.

Deus é amor. Desde o início, o plano de Deus é fazer o homem a imagem do seu
Filho, Jesus.

Quais destas características abaixo preciso desenvolver para ser capacitado
a amar?

   - Humildade
   - Paciência
   - Gentileza
   - Bondade
   - Honestidade
   - Capacidade de Perdoar

Estas características são hábitos, que se você não aprendeu na infância,
mesmo já adulto, é possível tornar-se uma pessoa capacitada para amar.
Escreva as metas que você precisa atingir em 2010, para conseguir
desenvolver as características que ainda lhe faltam para amar.

Exercite-se no dia-a-dia e no final do ano retomará os seus escritos e você
sentirá a satisfação do resultado alcançado, do avanço nos relacionamentos
em todas as áreas de sua vida.

O amor é decisão, é atitude amorosa que adotamos, mesmo quando não recebemos
nada em troca. Entretanto, amor gera amor.

Os primeiros cristãos chamaram a atenção dos judeus através de seus gestos
de amor para com os irmãos: "Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo e
comum. Vendiam suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos,
segundo a necessidade de cada um...partiam o pão nas casas..."(At 2, 44-47).
E aqueles que observavam estas atitudes diziam: "Vejam como eles se amam!"

Que no final de 2010, as pessoas também possam dizer o mesmo de nós,
percebendo que o amor fez a diferença em nossa própria vida e na de nossa
comunidade.

Em 2010, quero ser uma pessoa capacitada para amar, lembrando que Deus não
escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.

Deus abençoe a nossa decisão de amar sempre!

                                                Marina Adamo

Fortalecidos pelo Otimismo

Para uma pessoa que pensa sempre de modo otimista, tudo o que acontece na vida a fortalece. Uma alegria, um sofrimento, uma conquista ou um fracasso. De tudo pode aprender uma lição. Isto é força.
Uma derrota para um atleta, significa maior empenho para a próxima oportunidade. Isto é melhorar sempre.
Fortalecer-se com as conquistas é desfrutar de uma força já adquirida e que surtiu o seu efeito. Fortalecer-se com os fracassos e as derrotas é treinamento para as grandes vitórias.
Um sábio adágio popular diz “O que não me mata só me fortalece”. E isto é otimismo.
Um efeito ainda maior produz a vontade de Deus aceita e cumprida com alegria. Ela fortalece com uma graça adicional que vai além do simples otimismo.

Abraços,
Apolonio – Focolarino


Encarando Conflitos

Muitas vezes sofremos mais do que a própria dor, pois não damos sentido ao nosso sofrimento e também não aproveitamos o momento para um crescimento ou, talvez, descobrir um novo caminho, uma nova forma de viver.

A dor da traição, da calúnia, do ser mal-falado, da incompreensão, da decepção, do desprezo, da rejeição, às vezes, nos levam a um sofrimento maior do realmente ele é, e acabam nos paralisando. Portanto, irmãos, não vamos cultivar o sofrimento, mas vamos dar um novo sentido a ele.

 

O primeiro passo que devemos dar diante de um conflito é encará-lo, nomeá-lo. Existe o perigo de passarmos pela vida vendo tudo com óculos cor-de-rosa, assim não precisamos enxergar e nem enfrentar os conflitos, e agimos como o avestruz, que disse:”O que não deve ser, não existe”, e colocou a cabeça na areia.

 

É importante que não coloquemos “panos quentes” nos conflitos individuais ou comunitários, pois conflitos são sempre uma chance de inspirar nossa criatividade a procurar soluções melhores. Na convivência entre homens e mulheres,  de culturas e gerações diferentes, geralmente, ocorrem conflitos que não podem ser resolvidos inteiramente. Por isso, precisamos aprender a conviver com os conflitos, com as nossas diferenças.

 

É importante sabermos que o Espírito Santo transformará apenas aquilo que lhe apresentamos. A nossa santidade passa pela nossa humanidade,  a graça opera com a nossa atuação. No momento do sofrimento gerado por um conflito, tenho a tendência de espernear, brigar, agir por impulso, mas, com o passar dos anos, tenho aprendido que, às vezes, não temos como falar, então, Deus nos justifica. Graças a Deus, tenho um sábio marido que me ajuda muito a não querer me justificar. Todos os dias, peço para que o Espírito Santo controle o meu temperamento, pois quero ser uma mulher conduzida por Ele, caminhando nos Caminhos de Jesus.

 

Para elucidar este assunto, transcrevo abaixo uma história.

 

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
-“Qual é o gosto?” – perguntou o Mestre.
-“Ruim” – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-“Beba um pouco dessa água”.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
-“Qual é o gosto?”

-“Bom!” – disse o rapaz.
-“Você sente o gosto do sal?” – perguntou o Mestre.
-“Não” – disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-“A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.”
Em outras palavras: é deixar de ser copo para tornar-se um Lago. 

 

Deus nos dê a graça de não passarmos por cima dos sofrimentos, mas encará-los de frente, especialmente aqueles gerados entre relacionamentos,  mas que os mesmos nos ajudem a adquirirmos um crescimento espiritual e humano, a fim de atingirmos a Maturidade de Cristo.

 

Continuo intercedendo por você!

 

Marina Adamo

 


PALAVRA DE VIDA

“Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu”. (1 Pd 4,10)

Maio de 2009

Edite, uma jovem cega de nascença, vive numa instituição para deficientes visuais. Ali, o capelão, paralítico, não consegue mais celebrar a Missa e por esse motivo foi proposto retirar Jesus Eucaristia da casa. Edite pede que o bispo autorize a permanência da Eucaristia porque, essa é a única luz em suas trevas. E ela consegue não só essa permissão mas também a licença para distribuir ela mesma a comunhão para o próprio sacerdote e para as outras companheiras que vivem com ela.
Sempre querendo ser útil, Edite consegue ainda dispor de um programa diário de várias horas numa rádio local. Ela se utiliza desse meio para oferecer aquilo que tem de melhor – conselhos, pensamentos, esclarecimentos de ordem moral – a fim de encorajar com a sua experiência as pessoas que sofrem. Edite… e poderíamos contar ainda outras tantas coisas a seu respeito. Ela é cega e foi o sofrimento que a iluminou.
Mas teríamos ainda muitos outros exemplos de outras pessoais para citar! O bem existe mas não faz estardalhaço.
Edite vive concretamente como cristã. Ela sabe que recebeu dons, como cada um de nós, e os coloca a serviço dos outros.
Sim, porque a palavra “dom” (ou “carisma” como se costuma dizer, usando a palavra de origem grega) não exprime somente as graças com as quais Deus favorece aqueles que devem governar a Igreja. Nem tampouco se refere somente àqueles dons extraordinários que ele julga oportuno mandar diretamente a algum fiel, para o bem de todos, quando pensa ser necessário remediar situações extraordinárias na Igreja ou evitar perigos graves, para os quais não são suficientes as instituições eclesiásticas. Esses dons podem ser a sabedoria, a ciência, o dom dos milagres, ou o de falar línguas, o carisma de suscitar uma nova espiritualidade na Igreja e outros mais.
Os dons ou carismas não são apenas esses, mas também outros, mais simples, que muitas pessoas possuem e que se manifestam através do bem que realizam. O Espírito Santo trabalha.
Além disso, podem ser chamados de dons ou carismas também os talentos naturais. Todo mundo, portanto, os possui. Também você.
Como usá-los, então? Você deve pensar em como fazê-los render.
Eles lhe foram dados não só para você, mas, justamente, para o bem de todos.

“Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu”

É imensa a variedade dos dons. Cada um de nós possui o seu e, portanto, tem a sua função específica na comunidade.
Vejamos, então, qual é o seu caso?
Você tem algum diploma? Nunca pensou em colocar à disposição algumas horas da semana para ensinar a quem precisa de ajuda, ou não tem os meios para estudar?
Você é particularmente generoso? Nunca pensou em mobilizar forças sociais ainda sadias em benefício de pessoas pobres e marginalizadas, despertando assim no coração de muita gente o senso da dignidade humana?

Você tem um jeito todo especial para consolar as pessoas? Ou então para cuidar da casa, para cozinhar, para confeccionar de modo econômico roupas úteis ou para fazer trabalhos manuais? Olhe ao seu redor e veja quem precisa de você.
Para mim é doloroso ver que existe gente que se ocupa em descobrir e ensinar maneiras de preencher o tempo livre. Nós, cristãos, não teremos tempo livre enquanto houver na terra um doente, um faminto, um encarcerado, um ignorante, um desorientado, um triste, um drogado, um órfão, uma viúva…
E você também não acha que a oração é um dom formidável a ser utilizado, uma vez que em cada momento você pode dirigir-se a Deus, presente em toda parte?

“Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu”

Você já imaginou uma Igreja em que todos os cristãos, desde as crianças até os adultos, fizessem todo o possível para colocar à disposição dos outros os seus dons?
O amor mútuo haveria de adquirir uma tamanha consistência, uma tão grande amplitude e relevo, que poderia levar os outros a reconhecer nisso quem são os discípulos de Cristo.
E então, se é esse o resultado, por que não fazer de tudo para alcançá-lo?

Chiara Lubich


PALAVRA DE VIDA

MARÇO DE 2009

“Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará” (Jo 16,23b)

A coisa mais absurda que você pode observar neste mundo é, de um lado, a presença de homens desorientados, sempre em busca de alguma coisa, os quais, nas inevitáveis provações da vida, sentem a angústia das privações, a necessidade de ajuda e a sensação de orfandade; e, de outro lado, Deus, Pai de todos, que nada mais quer do que usar da sua onipotência para satisfazer os desejos e as necessidades de seus filhos.
É como o vazio que busca a plenitude. É como a plenitude que anseia pelo vazio. Mas, esse encontro não se realiza.
A liberdade de que o homem é dotado pode provocar também esse sofrimento.
Mas, Deus não deixa de ser Amor e aqueles que o reconhecem sabem disso.
Ouça o que diz Jesus:

“Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará.”

Agora você pode considerar uma daquelas palavras cheias de promessas que, de vez em quando, Jesus repete no Evangelho. Com elas, ensina-lhe, com maior ou menor força e com diferentes explicações, como obter aquilo de que você necessita.
Só Deus pode falar assim. Para ele, tudo é possível. Todas as graças estão em poder dele: tanto as terrenas como as espirituais, tanto as possíveis como as impossíveis.
Mas, preste bem atenção.
Ele sugere como você deve apresentar-se ao Pai para fazer o seu pedido. Ele diz: “Em meu nome”.
Se você tem um pouco de fé, essas três breves palavras devem abrir-lhe perspectivas enormes.
Veja só: Jesus, que viveu aqui entre nós, conhece as infinitas necessidades de cada pessoa e também as de você, e se compadece de nós. Por isso, no que diz respeito à oração, ele veio em nossa ajuda e é como se lhe dissesse: “Procure o Pai em meu nome e peça-lhe isto, isso e mais aquilo”. Ele sabe que o Pai não pode dizer não. Ele é seu filho, e é Deus.
Não se apresente em seu próprio nome ao Pai, mas em nome de Cristo. Lembre-se de que um mensageiro não sofre penalidade.
Dirigindo-se ao Pai em nome de Cristo, você desempenha a função de um simples mensageiro.
Os negócios são tratados entre as partes interessadas.
É assim que muitos cristãos fazem a própria oração. E eles podem testemunhar as inúmeras graças que receberam. Graças que revelam dia após dia a paternidade de Deus que os acompanha, atenta e amorosa.

“Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará”

A esta altura pode ser que você me diga: “Mas eu pedi, tornei a pedir em nome de Cristo, e nada obtive”.
Pode ser. Eu lhe disse acima que Jesus, em outras passagens do Evangelho, nos convida a pedir, e dá outras explicações que talvez lhe tenham passado despercebidas.
Ele disse, por exemplo, que só obtém quem “permanece” nele, ou seja, na Sua vontade.
Pode acontecer, então, que você peça alguma coisa que não se enquadra no plano de Deus para você e que Deus não considere oportuna para a sua existência nesta terra ou na outra Vida; ou, até mesmo, a julgue prejudicial.
Como é que ele, sendo seu Pai, pode atender você nesses casos? Ele enganaria você. E isso jamais ele fará.
Então, será conveniente que, antes de orar, você se coloque de acordo com Deus e diga: “Pai, eu gostaria de lhe pedir isto em nome de Jesus, se achar oportuno”.
E, se a graça pedida se conciliar com o plano que Deus, no seu amor, concebeu para você, haverá de se concretizar a frase:

“Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará”

Pode ser também que você peça alguma graça, mas não tenha a menor intenção de viver de acordo com aquilo que Deus pede. Também, nesse caso, seria justo que ele atendesse você? Ele não quer lhe dar somente uma graça, mas igualmente a felicidade plena. E esta felicidade se obtém procurando viver os mandamentos de Deus, as suas palavras. Não é suficiente apenas pensar nelas, nem limitar-se a meditá-las; é necessário vivê-las.
Se você assim fizer, conseguirá obter tudo.
Concluindo: quer obter graças? Peça qualquer coisa em nome de Cristo, colocando em primeiro lugar a vontade dele, com a decisão de obedecer à Lei de Deus.
Deus fica muito feliz em poder doar graças. Infelizmente, na maioria das vezes, somos nós quem lhe amarramos as mãos.

Chiara Lubich

P.S.: Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em novembro de 1978.


Semear para colher!

Quero partilhar com você a história de um menino, chamado Nike, que nos dá um grande ensinamento de como semear hoje para colher no futuro.

Ele tinha apenas dez centavos no bolso quando procurou um fazendeiro e apontou para um tomate de aparência deliciosa, pendendo do pé. Disse-lhe:
“Dou-lhe dez centavos por aquele tomate”, ofereceu o menino.
“Esse tipo de tomate custa vinte centavos”, afirmou o fazendeiro.
“E aquele ali?” perguntou Nike, apontando para um tomate menor, mais verde e menos atraente. O fazendeiro concordou: “Aquele custa dez centavos”.
“Está bem”, disse Nike, e fechou o negócio colocando o dinheiro na mão do fazendeiro.
“Venho apanhá-lo daqui a duas semanas”, concluiu o garoto.
Podemos aprender com Nike. Ele investiu dez centavos em um tomate que valeria vinte no futuro. Se estivermos dispostos a semear agora – o bem que desejamos colher no amanhã e soubermos respeitar as etapas do desenvolvimento –, certamente veremos nosso campo florir e a estação das flores virá até nós.

Asssim é com a educação dos nossos filhos, devemos semear hoje, para podermos colher bons frutos no futuro.

Meu lindo filho Felipe e minha linda neta Sarah

 

 

 

 

Continuo orando pelas suas intenções. Deus nos abencoe,

 

Marina


Palavra de Vida

Fevereiro de 2009
“Se alguém vem ter Comigo e não Me prefere a seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs, e até à própria vida, não pode ser Meu discípulo”. (Lc 14, 26)
Que vos parece? São palavras tremendamente exigentes, radicais, inéditas! No entanto, aquele Jesus que declarou indissolúvel o matrimónio e deu o mandamento de amar a todos, e, portanto, de amar especialmente os pais, aquele mesmo Jesus pede agora que se ponham em segundo lugar todos os afectos belos da Terra, sempre que forem um impedimento ao amor directo, imediato a Ele. Só Deus podia pedir tanto.
Na verdade, Jesus desenraíza as pessoas do seu modo natural de viver e quere-as ligadas, antes de mais, a Ele, para realizar na Terra a fraternidade universal.
Por isso, onde quer que encontre um obstáculo ao seu projecto, Deus “corta”, e no Evangelho Jesus fala de «espada», espiritual, claro.
E chama «mortos» àqueles que não O souberem amar mais do que à mãe, à esposa, à vida. Lembram-se daquele homem que pediu para sepultar o pai antes de O seguir? Foi a ele que Jesus respondeu: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos»1.
Perante uma tão grande exigência, podemos sentir um arrepio de medo, ou pensar que estas palavras de Jesus só eram compreensíveis naquela época, ou por aqueles que O seguissem de um modo especial.
Mas não é assim. Esta frase é válida para todas as épocas, e também para os dias de hoje. E vale para todos os cristãos, também para nós.
Nos tempos que correm podem surgir muitas ocasiões para pôr em prática o convite de Cristo.
Vives numa família onde há alguém que contesta o cristianismo? Jesus quer que tu o testemunhes com a vida e, no momento oportuno, com a palavra, mesmo à custa de seres ridicularizado ou caluniado.
És mãe e o teu marido convida-te a interromper a gravidez? Obedece a Deus, e não aos homens.
Um irmão teu quer que te juntes a um grupo com fins pouco claros, ou mesmo reprováveis? Não te deixes envolver. Há alguém da tua família que te convida a arranjar dinheiro pouco limpo? Mantém a tua honestidade. Toda a tua família quer arrastar-te para uma vida mundana? Não vás, para que Cristo não se afaste de ti.
«Se alguém vem ter Comigo e não Me prefere a seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs, e até à própria vida, não pode ser Meu discípulo».

Pertencias a uma família descrente e a tua conversão a Cristo causou a divisão? Não te assustes. É um efeito do Evangelho.
Oferece a Deus o sofrimento que sentes no coração por aqueles que amas, mas não cedas.
Cristo chamou-te a Si de um modo especial, e agora chegou o momento em que a tua doação total exige que deixes o pai e a mãe, ou talvez que renuncies à namorada.
Faz a tua escolha.
Sem combate, não há vitória.

«Se alguém vem ter Comigo e não Me prefere a seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs, e até à própria vida, não pode ser Meu discípulo».

«… e até à própria vida».
Vives num lugar de perseguição e o facto de te expores por Cristo põe em perigo a tua vida? Coragem. Às vezes a nossa fé pode pedir também isto. Na Igreja, a época dos mártires nunca acabou completamente.
Cada um de nós, ao longo da sua vida, há-de ter que escolher entre Cristo e tudo o resto, para permanecer um cristão autêntico. Portanto, também para ti há-de chegar esse momento.
Não tenhas medo. Não receies perder a vida, porque mais vale perdê-la por Deus do que nunca mais a encontrar. A outra Vida é uma realidade.
E não te aflijas com os teus familiares. Deus ama-os. Se tu O souberes preferir a eles, chegará o dia em que Deus há-de passar por eles para os chamar com as palavras fortes do Seu Amor. E tu poderás então ajudá-los a tornarem-se, também, verdadeiros discípulos de Cristo.

Chiara Lubich

Palavra de Vida, Outubro de 1978, publicada em Essere la Tua Parola. Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, vol. I, Roma 1980, pp. 111-113

 

 

 

 

 

 

 

 


Seja feliz!!!

 

Felicidade é algo que você pode decidir a viver, eis aqui algumas dicas para você fazer a sua escolha:

- Dê preferência aos amigos alegres, pois os “baixa astral” puxam você para baixo.

- Aprenda sempre. Não deixe seu cérebro sem trabalhar.

- Lágrimas acontecem. No sofrimento, aguente firme.

- Esteja vivo, enquanto você viver.

- Procure fazer o que você gosta: meditar a Palavra de Deus, orar, ler bons livros, ver a TV Canção Nova, ouvir  músicas, brincar com animais, contemplar a natureza,  fotografar, ver fotos, visitar familiares e amigos, ou qualquer outro hobby.

- Ria sempre, muito e alto.

- Cuide da sua saúde.

- Viaje para lugares interessantes.

- Não faça viagens ao seu doloroso passado, mas busque a cura interior para Jesus curar as marcas que o seu passado lhe causou.

- Escolha estar com quem te ama, por exemplo a sua família. Seu lar é o seu refúgio.

- Expresse amor a quem você ame e não se canse de dizer: “eu te amo”.

 Vamos juntos decidir pela felicidade!

Marina Adamo


Palavra de Vida de Janeiro de 2009

 

“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.” (1Cor 12,20)

Você já visitou alguma vez uma comunidade viva de cristãos realmente autênticos? Já participou de um encontro entre eles, ou conheceu mais de perto a vida de uma comunidade assim?
Se isso aconteceu, você terá percebido que as pessoas que a compõem desempenham funções diferentes; por exemplo: há quem tem o dom de falar e lhe comunica realidades espirituais que penetram profundamente na alma; há quem tem o dom de ajudar, de atender às necessidades dos outros e deixa você maravilhado diante dos sucessos alcançados em benefício daqueles que sofrem. Há também quem ensina com tamanha sabedoria, a ponto de reforçar a fé que você já possui, ou ainda quem tem o dom de organizar ou de governar; há quem sabe entender todo próximo que encontra e é distribuidor de consolações aos necessitados.
É verdade, tudo isso você poderá experimentar; porém, aquilo que mais impressiona numa comunidade tão viva é o único espírito que a todos anima e que se tem a impressão de sentir pairar. Espírito esse que faz da comunidade uma única realidade, um só corpo.

“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”

Também Paulo – e ele de um modo todo especial – se encontrou diante de comunidades cristãs vivíssimas, que nasceram justamente por causa da sua extraordinária palavra.
Uma dessas – ainda jovem – era a de Corinto, na qual o Espírito Santo tinha sido generoso em distribuir os seus dons, ou melhor, os carismas, como são chamados. Por sinal, naquele tempo se manifestavam carismas extraordinários, devido à vocação especial da Igreja nascente.
Aconteceu, porém, que depois de ter feito a maravilhosa experiência da diversidade de dons distribuídos pelo Espírito Santo, essa comunidade conheceu também rivalidades ou desordens, justamente entre aqueles que tinham sido beneficiados por esses dons.
Foi necessário, então, dirigir-se a Paulo, que estava em Éfeso, para pedir esclarecimentos.

Paulo não hesita e responde numa das suas importantes cartas, explicando como devem ser usadas essas graças especiais.
Ele explica que existe diversidade de carismas, diversidade de ministérios, como o dos apóstolos ou o dos profetas ou ainda o dos mestres, mas que um só é o Senhor do qual eles provêm. Diz ainda que, na comunidade, existem operadores de milagres e de curas, pessoas com o dom excepcional para o atendimento aos necessitados, outras para o governo, como também há quem sabe falar línguas e quem sabe interpretá-las. Mas acrescenta que um só é Deus, onde têm origem esses dons.

Portanto, como os diversos dons são expressões do mesmo Espírito Santo, que os distribui livremente, não podem deixar de estar em harmonia entre si, não podem deixar de ser complementares. Esses dons não servem para uma simples realização pessoal, não podem ser motivo de vanglória, ou de afirmação de si, mas foram dados para uma finalidade comum: construir a comunidade. A finalidade deles é o serviço. Por isso, não podem causar rivalidades ou confusão.

Paulo, mesmo pensando em dons particulares que diziam respeito diretamente à vida da comunidade, é do parecer que cada membro dessa comunidade tem a sua capacidade, o seu talento, que deve ser usado para o bem de todos, e que cada um deve ficar satisfeito com aquilo que tem.
Ele apresenta a comunidade como um corpo, e se pergunta: “Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? Realmente, Deus dispôs os membros, e cada um deles, no corpo, conforme quis. Se houvesse apenas um membro, onde estaria o corpo?” (cf. 1Cor 12,17-19) Mas, de fato,

“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”

Se cada um é diferente dos outros, cada um pode então ser um dom para os outros; sendo, portanto, aquilo que deve ser e realizar o desígnio que Deus tem para ele em função dos outros.
Paulo vê na comunidade, onde os diversos dons funcionam, uma realidade à qual dá um nome esplêndido: Cristo. E com razão, pois este corpo tão original, composto pelos membros da comunidade, é realmente o Corpo de Cristo. Com efeito, Cristo continua a viver na sua Igreja, e a Igreja é o seu corpo. De fato, no batismo o Espírito Santo incorpora o batizando em Cristo, tornando-o assim membro da comunidade. Nela, todos foram transformados em Cristo, toda divisão é cancelada, toda discriminação é superada.

“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”

Se o corpo é um só, os membros da comunidade cristã só atuam bem esse novo modo de viver se realizarem a unidade entre si; unidade que supõe a diversidade, o pluralismo. A comunidade não é como um bloco de matéria inerte, mas como um organismo vivo, composto por vários membros.
Para os cristãos, portanto, provocar divisões é o contrário do que devem fazer.

“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”

Como, então, você viverá essa nova Palavra que a Escritura lhe propõe?
É necessário que você tenha um grande respeito pelas diversas funções, pelos dons e talentos da comunidade cristã.
Você deve abrir o seu coração para acolher toda a rica variedade da Igreja, e não só da pequena Igreja que você freqüenta e bem conhece, como a comunidade paroquial ou a associação cristã da qual participa, ou ainda o movimento eclesial do qual você é membro, mas de toda a Igreja universal, nas suas múltiplas formas e expressões.
Deve sentir que tudo lhe pertence, pois você faz parte desse único corpo.
E da mesma forma como você cuida de cada membro do seu corpo físico e o protege, deve cuidar e proteger cada membro do corpo espiritual. (…)
Você deve estimar a todos e também fazer tudo o que está ao seu alcance para que possam tornar-se úteis à Igreja do melhor modo possível. (…)
Você não deve desprezar aquilo que Deus lhe pede, no lugar em que você se encontra – por mais que o trabalho cotidiano possa lhe parecer monótono e sem grande sentido –, pois pertencemos todos a um mesmo corpo e, como membro dele, cada um participa da atividade de todo o corpo permanecendo no lugar que Deus escolheu para ele.
Além disso, o essencial é que você tenha aquele carisma – como anuncia Paulo – que supera todos os outros: o amor. O amor para com toda pessoa que você encontra, o amor para com todos os homens da terra.
Somente com o amor, com o amor recíproco, é que os muitos membros podem ser um só corpo.

Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em janeiro de 1981.


Todos nós temos Cruz!

Jesus, nosso Mestre, carregou a cruz mais pesada do que a nossa.

Jesus nos ensina que mesmo que a cruz é pesada, é

possível carregá-la.

Jesus alivia a nossa dor, pois nos ajuda a carregar a nossa cruz, pois Ele nos

 disse: “Vinde a Mim todos que estais aflitos e Eu vos aliviarei”.

Não soltemos a Cruz, que às vezes nos é dada. Ela nos ajudará a passarmos

 obstáculos futuros, a ajudar alguém que está passando pelo sofrimento que

vivemos, e com ela conseguimos têmpera na vida!

Deus nunca permite que soframos algo que não possamos suportar.

Todos nós temos Cruz!

 

A Cruz nos faz crescer e amadurecer.

Deus nos abençoe.

 
Marina Adamo
 

 

 

 

 


Palavra de Vida do Mês de Junho

“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.            (1Jo 3,24a)

Quem ama gostaria de estar sempre com a pessoa amada. Esse também é o desejo de Deus, que é Amor. Criou-nos para que pudéssemos encontrá-lo e, sendo ele o único capaz de saciar o nosso coração, não teremos alegria plena enquanto não alcançarmos a íntima união com ele. Desceu do céu para estar conosco e para introduzir-nos na sua comunhão.
O apóstolo João, na sua carta, fala de “permanecer” um no outro, Deus em nós e nós em Deus, lembrando a exigência mais profunda manifestada por Jesus na sua última ceia. “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós”, disse o Mestre, explicando com a alegoria da videira e dos seus ramos o quanto é forte e vital a ligação que nos une a ele (cf. Jo 15,1-5).
Mas, como alcançar a união com Deus?
João não hesita. Afirma que basta observar os mandamentos:

“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.

São muitos os mandamentos que devemos observar para que essa unidade seja alcançada?
Não, porque Jesus os sintetizou num só preceito. João recorda, imediatamente antes de citar a Palavra de Vida escolhida para este mês: “Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu” (1Jo 3,23).
Crer em Jesus e amar-nos como ele nos amou: eis o único mandamento.
Se a existência humana encontra a sua realização na presença de Deus entre nós, então existe apenas um modo para sermos pessoas plenamente realizadas: amar! João está tão convicto dessa realidade que repete sempre no decorrer de toda a carta: “Quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus permanece nele” (1Jo 4,16b); “Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós…” (1Jo 4,12).
A esse respeito a tradição conta que, quando alguém fazia perguntas a João, já bem idoso, sobre os ensinamentos do Senhor, ele repetia sempre as palavras do mandamento novo. Se lhe perguntavam por que não dizia outra coisa, respondia: “Porque é o mandamento do Senhor! Se alguém o pratica, isso basta”.
Pode-se dizer o mesmo de cada Palavra de Vida: ela nos leva inevitavelmente a amar. Não pode ser de outra forma, porque Deus é Amor e cada Palavra sua contém o amor, exprime o amor e, se for vivida, nos transforma em amor.

“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.

A Palavra deste mês nos convida a acreditar em Jesus, a aderir com todo o nosso ser à sua Pessoa e ao seu ensinamento: crer que ele é o amor de Deus – como nos ensina ainda João nessa carta – e que por amor deu a vida por nós (cf. 1Jo 3,16). Faz-nos acreditar até mesmo quando ele parece estar longe, quando não o sentimos, quando chegam as dificuldades ou o sofrimento…
Encorajados por essa fé, saberemos viver seguindo o seu exemplo e, obedecendo ao seu mandamento, amar-nos como ele nos amou.
Amar inclusive quando o outro não parece mais merecer o amor, mesmo quando temos a impressão de que o nosso amor seja inadequado, inútil, não correspondido. Agindo assim, reavivaremos os relacionamentos entre nós, que se tornarão cada vez mais sinceros, cada vez mais profundos, e a nossa unidade atrairá a permanência de Deus entre nós.

“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.

“Meu marido e eu vivíamos apaixonados. Era fácil o relacionamento entre nós nos primeiros anos de casados. Nesse último período, porém, ele anda muito cansado e estressado. No Japão, o trabalho pesa como chumbo nas costas de um homem.
Uma noite, voltando do trabalho, ele sentou-se à mesa para jantar. Aproximei-me para sentar ao seu lado, mas aos gritos mandou que eu saísse: “Você não tem o direito de comer, porque não trabalha!” Passei a noite chorando e prometendo a mim mesma separar-me dele, ir embora. No dia seguinte mil pensamentos me torturavam o tempo todo: “Casei-me com a pessoa errada, não consigo mais viver com ele”.
À tarde falei com as amigas com as quais partilho a minha experiência cristã. Escutaram-me com amor e na comunhão com elas encontrei a força e a coragem necessárias para não desanimar… Então consegui preparar mais uma vez o jantar para o meu marido. Porém, quanto mais se aproximava a hora da sua chegada, mais aumentava o meu receio: como será que ele vai reagir hoje? E sentia como se uma voz interior me dissesse: “Acolha essa dor. Fique firme. Continue amando”. Nesse momento ele abriu a porta. Trazia uma torta para mim. E disse: “Perdoe-me por tudo o que aconteceu ontem.”

Chiara Lubich


PALAVRA DE VIDA

CONTINUANDO… 

Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” 

É essa a liberdade que um funcionário das Nações Unidas encontrou durante a sua última tarefa em um dos países balcânicos. As missões que lhe eram confiadas representavam um trabalho gratificante, embora extremamente duro. Uma das suas grandes dificuldades era ficar distante da família por períodos tão longos. Mesmo quando voltava para casa era difícil deixar fora da porta a carga de trabalho que o envolvia, para dedicar-se com ânimo desimpedido às crianças e à esposa.

De repente aconteceu uma nova transferência para outra cidade, sempre na mesma região; e ele não podia nem pensar em levar consigo a família, porque, apesar dos acordos de paz recém-assinados, as hostilidades continuavam. O que fazer? O que vale mais, a carreira ou a família? Discutiu longamente a questão com a esposa, que há tempo compartilhava com ele uma intensa vida cristã. Os dois pediram que o Espírito Santo os iluminasse e procuraram entender qual seria a vontade de Deus para toda a família. Enfim, tomaram a decisão: deixar aquele trabalho tão cobiçado. Decisão realmente incomum nesse ambiente profissional. “A força para fazer essa escolha – conta ele – foi fruto do amor mútuo com a minha esposa: ela nunca me fez pesar as privações que eu lhe causava; e eu, de minha parte, procurei o bem da família, para além da segurança econômica e da carreira. E encontrei a liberdade interior”.  

Chiara Lubich


PALAVRA DE VIDA

Vamos continuar a meditar nestas produndas palavras de Chiara Lubich:

Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” 

Mas, para que o Espírito Santo possa agir, sabemos que é necessária a plena disponibilidade para escutá-lo, com a disposição de mudar a nossa mentalidade, se preciso for, e depois aderir plenamente à sua voz.

É fácil deixar-se escravizar pelas pressões que os costumes e a opinião pública exercem sobre nós e que podem nos induzir a escolhas erradas.

Para viver a Palavra de Vida deste mês é necessário aprender a dar um não decidido a todo o negativo que brota do nosso coração cada vez que somos tentados a nos adequar a modos de agir que não estão de acordo com o evangelho; é preciso aprender a dar um sim convicto a Deus cada vez que sentimos o seu chamado a viver na verdade e no amor.

Assim descobriremos que a relação existente entre a cruz e o Espírito é de causa e efeito. Cada corte, cada poda, cada não ao nosso egoísmo é uma fonte de luz nova, de paz, de alegria, de amor, de liberdade interior, de realização de si. É uma porta aberta ao Espírito Santo.

Neste tempo de Pentecostes, ele poderá nos dar com mais abundância os seus dons, poderá guiar-nos. E seremos reconhecidos como verdadeiros filhos de Deus.

Ficaremos cada vez mais livres do mal, cada vez mais livres para amar…

Chiara Lubich

 


PALAVRA DE VIDA – MAIO DE 2008

Transcrevo abaixo os escritos de Chiara Lubich. Colocarei uma parte a cada dia, a fim de digerirmos melhor este alimento tão consistente.

Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” (2Cor 3,17b) 

O apóstolo Paulo escreveu duas cartas aos cristãos da cidade de Corinto, na Grécia.  Nutria por eles uma estima particular. Ele tinha vivido no meio deles por quase dois anos, entre 50 e 52 dC. Tinha semeado ali a Palavra de Deus, lançando as bases da comunidade cristã, até o ponto de gerá-la como um pai (cf. 1Cor 3,6.10; 4,15). Poucos anos mais tarde, quando ele voltou para visitá-los, algumas pessoas contestaram publicamente a sua autoridade de apóstolo (cf. 2Cor 2,5-11; 7,12). Foi essa a ocasião para reafirmar a grandeza do seu ministério. Ele anunciava o evangelho não por iniciativa própria, mas impelido por Deus.

Para ele, a Palavra de Deus não se escondia mais por trás de nenhum véu, porque o Espírito Santo lhe concedeu que ele a entendesse à luz do que tinha acontecido na pessoa de Cristo Jesus. Por isso ele pôde vivê-la e anunciá-la com plena liberdade. A palavra permitia-lhe entrar em comunhão com o Senhor, ser transformado nele, até ser guiado pelo próprio Espírito de liberdade.  

Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” 

Jesus Ressuscitado, o Senhor, ainda hoje continua agindo na história, como nos tempos de Paulo, e o faz de modo especial na comunidade cristã, através de seu Espírito. Ele também nos permite compreender o evangelho em toda a sua novidade e o inscreve em nossos corações, de modo que seja a nossa lei de vida. Não somos guiados por leis impostas de fora; não somos escravos sujeitos a determinações que não nos convencem e que não aceitamos.

O cristão é movido por um princípio de vida interior, que o Espírito Santo lhe conferiu com o batismo. É movido pela sua voz, que repete as palavras de Jesus e faz com que as compreenda em toda a sua beleza, expressão de vida e de alegria. O Espírito as atualiza, ensina como vivê-las e ao mesmo tempo dá a força para colocá-las em prática. É o próprio Senhor que, graças ao Espírito Santo, vem viver e agir em nós, transformando-nos em evangelho vivo.

Ser guiado pelo Senhor, pelo seu Espírito, pela sua Palavra: é essa a verdadeira liberdade que coincide com a mais profunda realização do nosso eu…


O “Sim” a Deus!

 

O “Sim” a Deus

Como responder com o amor ao Amor de Deus?
Na nossa mente se fixou a frase:
Não quem diz:

“Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus,
mas aquele que faz a vontade do meu Pai…”

(Mt 7,21)

Portanto, fazer a vontade de Deus é amar Deus.
Não significa resignação,
como muitas vezes se entende,
mas a maior aventura divina
que pode acontecer a uma pessoa:
a de seguir não a própria vontade mesquinha,
não os próprios projetos limitados,
mas Deus.
Realizar o desígnio que Ele tem para cada um de seus filhos:
um desígnio divino, inimaginável, riquíssimo.
A vontade de Deus é a pérola preciosa.

É a descoberta de um caminho de santidade feito para todos:
Todos a podem viver, em qualquer lugar, situação, vocação.

É o bilhete de ingresso das multidões à santidade.

(dos escritos de Chiara Lubich)