Será que estou casando com a pessoa certa?
O namoro é o tempo do conhecimento. O tempo onde você vai escolher aquela pessoa com a qual deseja ser “uma só carne”, para viver com ela a vida toda até que ‘a morte os separe’. O casamento é uma decisão muito importante na vida de um casal e essa decisão precisa ser tomada com coerência e certeza.

Por isso o programa Minha Família é Assim no dia 08/05/2012 abordou com muita seriedade o tema: “Como saber se estou casando com a pessoa certa?”
Antes de falarmos de namoro e casamento precisamos entender o que é o Amor Conjugal. Qual o desígnio de Deus para o homem e a mulher? O que é o tempo do namoro? Com quem namorar? Posso ‘mandar’ no meu coração? É preciso escolher a ‘pessoa certa’ já no namoro? Essas e outras perguntas foram respondidas pelo Professor Felipe Aquino.
Veja novamente o programa: (dividido em 4 partes)
Vida Sexual no Casamento e Transmissão da Vida
Existe um chamado vocacional para a paternidade e a maternidade dentro do Sacramento do Matrimônio.
A Transmissão da Vida na forma como Deus a criou, se dá por esse sentido cristão da vida sexual no casamento.
A Igreja tem muito a falar sobre sexo, porque a vida sexual dos casais está intimamente ligada ao mistério de Cristo e, consequentemente, ao mistério da salvação.
É sobre esse valor da sexualidade, e o valor da vida humana que a Dra. Elizabeth Kipnam (Médica Ginecologista, especialista em Logoterapia, diretora do CIEB [Centro Interdisciplinar de Estudos em Bioética] do Hospital São Francisco, em Jacareí. Membro da Comissão de Bioética da CNBB) falou em sua participação no Programa Minha Família é Assim do dia 28/02/2012.
O programa está dividido em duas partes:
Castidade no namoro
Ajuda a pessoa a controlar seus impulsos interiores
A castidade tem por fim ajudar a pessoa a controlar seus impulsos interiores. Como em todas as nossas conquistas, o esforço para viver tal virtude no namoro não será menor. Muitas coisas são apresentadas como se esse controle fosse algo pesado ou uma retórica de um moralismo ultrapassado. Dessa forma, convence quase que a maioria a dar asas para seus instintos. Mesmo que a intimidade no namoro seja assumida como uma tendência natural aos olhos das pessoas mais liberais, busquemos entender que a realização e a plenitude de um amor maduro não florescem da explosão dos hormônios.
Nestes últimos tempos, a corrupção dos costumes aumentou e acontece de forma cada vez mais natural uma exaltação dos apelos sexuais. Se uma novela está sem audiência, o autor promove uma cena de nudez ou providencia uma cena tórrida para alcançar seus objetivos. Pelos meios de comunicação a corrupção tem infectado o modo de educar e também a nossa mentalidade. Entretanto, essa virtude [castidade] não diz respeito apenas aos jovens namorados, mas a todos de maneira irrestrita, incluindo também aqueles que já vivem o matrimônio. Equivocadamente, algumas pessoas vinculam a castidade à virgindade, mas vale lembrar que o princípio dessa virtude está em ajudar a todos nós a saber lidar com os momentos de abstinência.
O nosso desejo é uma resposta de vários outros estímulos, contudo, quando esse sentimento não é controlado pode nos escravizar ou imputar um peso como se fosse lei, levando-nos a acreditar que é de direito viver aquilo que nossos hormônios pedem. Todavia, nós não vivemos somente para responder a esses estímulos; precisamos também controlar a maneira como manifestamos nossos sentimentos, pois haverá situações, mesmo dentro da vida conjugal, em que mesmo o casal estando sozinho, por inúmeras razões, tal intimidade não será possível ser vivida.
Se não houver um controle desses impulsos como poderá o homem conviver com tal abstinência quando a mulher estiver vivendo o período menstrual ou, em outros momentos, quando a esposa estiver gestante?
A recíproca também é verdadeira, pois tanto o homem quanto a mulher estão sujeitos a situações de estresse, entre outras, em que mais importante que a libido será a compreensão por meio de outras manifestações de carinho.
Viver os princípios da castidade não significa que eu não possa beijar a namorada ou lhe fazer carinhos, mas precisamos estabelecer limites nas carícias. (cf. As carícias no namoro).
Conhecendo as nossas fraquezas, precisamos ter consciência de que haverá momentos em que não poderemos nos colocar à prova, pois facilmente nos deixaremos levar por aqueles já conhecidos instintos. Entretanto, isso não será impossível de se alcançar, quando os namorados, ao entenderem os objetivos de tal esforço, poderem contar um com a ajuda do outro.
Em contato com alguns rapazes, eles argumentaram que o peso da responsabilidade moral por terem vivido a intimidade com a namorada, mesmo não havendo gravidez, dificulta quando eles decidem romper o relacionamento. Outros dizem que foram para o casamento por se sentirem compromissados com a namorada; e uma grande parcela fez do casamento um “remendo” para aquilo de que pensava ter o controle: a gravidez!
Talvez a justificativa de muitos casais que insistem em viver a intimidade esteja tão somente fundamentada no desejo e na atração física mútua. Mas consideremos a possibilidade de o casal de namorados não vir a se casar… Se num novo relacionamento a moça ou o rapaz não aceitar viver a intimidade, ainda assim eles estariam dispostos a viver o namoro?
O sentimento que atrai tanto o homem como a mulher deve superar qualquer tipo de troca ou compensação dentro do relacionamento.
Dado Moura
contato@dadomoura.com
Fonte: cancaonova.com
Veja também: A castidade nos ensina a amar – Destrave
Divórcio e filhos: novo estudo confirma a gravidade do trauma
Separação enfraquece todas as principais instituições da sociedade
Nos Estados Unidos, mais de um milhão de crianças por ano são vítimas inocentes do divórcio dos pais. O divórcio machuca os pais, mas são as crianças as que mais sofrem, conforme demonstrado por pesquisas recentes.
O estudo Efeitos do Divórcio sobre as Crianças, de Patrick F. Fagan e Aaron Churchill, foi publicado em janeiro pelo Marriage and Religion Research Institute (Instituto de Pesquisas sobre Casamento e Religião).
Baseando-se numa vasta gama de pesquisas já publicadas sobre os efeitos do divórcio, o relatório analisa uma série de áreas em que o dano é evidente para as crianças. A primeira área é a da relação entre pais e filhos. Como esperado, o divórcio tem efeito negativo sobre a capacidade dos pais de interagir com os filhos.

Um estudo descobriu que o estresse causado pelo divórcio prejudica a relação entre mãe e filhos no caso de 40% das mães divorciadas. O dano é mais pronunciado quando as crianças estão na escola e na faculdade.
Em termos práticos, isto significa que, após o divórcio, as crianças recebem menos apoio emocional, assistência financeira e ajuda dos pais. Há também uma diminuição no estímulo acadêmico, na auto-estima, na afetividade e no incentivo à maturidade social. Menos momentos de lazer e mais castigos físicos são outra consequência da separação dos pais para as crianças.
O estudo revela que a maioria (cerca de 90%) das crianças permanece com a mãe depois do divórcio. Isto dificulta que o pai mantenha laços estreitos com os filhos. O estudo mostra que quase a metade das crianças disseram que não tinham visto o próprio pai durante o último ano.
Outro aspecto analisado pelo estudo de Fagan e Churchill é o efeito do divórcio na prática religiosa das crianças. “Depois do divórcio, eles ficam mais propensos a parar de praticar a fé”. O declínio na prática religiosa impede as crianças de conhecerem e internalizarem os efeitos benéficos da educação religiosa: a estabilidade do casamento, a educação, a capacidade de produzir renda, a saúde física e mental.
Uma parte do estudo examinou como o divórcio afeta as atividades educativas. No ensino fundamental, por exemplo, houve um declínio imediato no desempenho escolar. No ensino secundário, filhos de famílias sólidas têm resultados significativamente melhores do que os colegas cujos pais se divorciaram. Aos 13 anos, por exemplo, há uma diferença de meio ano em habilidades de leitura entre os filhos de pais divorciados e os filhos de famílias estáveis.
Outra pesquisa revela que os filhos de casais divorciados são 26% mais propensos a abandonar o ensino médio do que as crianças criadas em famílias estáveis. Mesmo que um pai divorciado volte a casar, este novo casamento não reduz o impacto inicial negativo do divórcio sobre o desempenho escolar das crianças.
O impacto negativo do divórcio se estende à universidade. Uma pesquisa citada por Fagan e Churchill indica que apenas 33% dos estudantes de famílias divorciadas conseguem o diploma, em comparação com 40% dos seus colegas de famílias estáveis.
Dado o impacto que o divórcio tem na educação das crianças, as pessoas que sofrem esse trauma têm renda e patrimônio mais baixos do que a média, além de uma chance maior de enfrentar dificuldades financeiras.
O estudo aponta que o divórcio tem um custo econômico não só para as famílias, mas também para o governo e para a sociedade. As estatísticas mostram que filhos de famílias divorciadas são mais propensos a se envolverem em comportamentos delinquentes, brigas, roubos e abuso de álcool e drogas.
Além disso, “o divórcio perturba a estabilidade psicológica de muitas crianças”, prossegue o texto. O estudo em questão cita um levantamento feito com alunos de sétima e oitava séries, que revelou que o divórcio dos pais foi o terceiro fator mais estressante em uma lista de 125 eventos. Somente a morte de um dos pais ou de um parente próximo é mais estressante do que o divórcio.
Devemos acrescentar que o impacto psicológico não é passageiro. Mesmo adultos, aqueles que sofreram o divórcio quando crianças experimentam um número maior de problemas emocionais e psicológicos do que aqueles que vêm de uma família estável.
Entre as consequências do divórcio conta-se também um número crescente de abuso e negligência de menores. Um estudo realizado no Brasil mostrou que crianças que vivem em famílias com presença de padrastos são 2,7 vezes mais sujeitas a abusos do que as crianças que vivem em famílias estáveis formadas pelos próprios pais.
A parte final do estudo explica que, ao contrário dos pais divorciados, que muitas vezes conseguem encontrar alívio após a separação, o sofrimento das crianças continua durante muito tempo depois do divórcio. Os efeitos negativos podem durar até três décadas.
Para Fagan e Churchill, “o divórcio tem efeitos que prejudicam as crianças e todas as cinco grandes instituições da sociedade: a família, a igreja, a escola, o mercado e o próprio governo”.
Com o alto número de divórcios que se verificam hoje, as consequências debilitantes continuarão se manifestando nos próximos anos. Não é um pensamento reconfortante, considerando a tendência cultural que critica a família natural e procura redefinir o matrimônio.
Pe. John Flynn, LC
Fonte: Zenit.org
Como ser pai e mãe no dia-a-dia?!?
A correria do final de ano passou, e 2012 já está começou, inclusive o primeiro mês já foi embora…
Seus filhos voltaram às aulas e você tem aquela sensação de que tudo vai ‘voltar ao normal’…
Mas logo o telefone toca e é a diretora da escola dizendo que seu filho está doente, mas a pediatra não tem horário para atender…. e você está sem babá, porque ela decidiu mudar de emprego com a virada de ano….
E aquele projeto no trabalho que era para entregar no final do dia… vai ter que esperar para amanhã….
Ter filhos é sempre uma NOVIDADE… nunca se sabe o que pode acontecer de inesperado, justamente aquele dia que nada podia sair do programado…
Sem falar das metas para 2012, que você fez uma lista… e até agora não conseguiu tirar nenhuma do papel …
Como administrar a vida, organizar o dia-a-dia com trabalho, filhos, casamento?!?!?
O casal Mazinho e Celiane ajudam você a encontrar essas respostas no programa do dia 31/01/2012.
Casar ou apenas morar junto?
O quadro “Tem Jeito”, que é apresentado durante o Repórter Canção Nova, tira a dúvida de uma jovem que não sabe se deve ou não casar-se somente no civil.
O namorado da jovem diz que não está preparado para casar, pois não sabe se ela é a pessoa certa ou não, e quer apenas morar junto, ameaçando deixá-la e arrumar outra namorada, caso ela não aceite essa condição.
A família da jovem aceitou que ela se case somente no civil, desde que se vista de noiva ou de branco para o casamento. Mas ela procurou a orientação do programa para saber qual a decisão certa a tomar. Obedecer a família ou o namorado? Quais as orientações da Igreja nesse caso?
Ziza Pereira ouviu um sacerdote e uma psicóloga para tentar ajudar essa jovem e mostrar que “Tem Jeito”.
Mande um e-mail com a sua dúvida para temjeito@cancaonova.com ou escreva uma carta narrando a situação difícil que você enfrenta na família.
O endereço é:
“Tem jeito” (Jornalismo Canção Nova)
Caixa Postal 57
CEP: 12.630-000
Cachoeira Paulista (SP)
Semanalmente, a apresentadora do quadro, Ziza Pereira, vai selecionar uma história – que poderá ser a sua – para ser lida e abordada no programa.
Matrimonio: amor sobrenatural
Os filhos são a solução para o casal. Deus disse “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,28) não pense que vocês casaram apenas para ficar os dois juntinhos. Que se casaram por medo de ficarem sozinhos. A finalidade do casal é o amor entre dois para crescer, multiplicar em família. Muitos casais não querem ter filhos. Não consigo entender, como se casam e não querem ter filhos, só o sexo não sustenta casamento. Precisa ter um criança para dar alegria a casa, porque deve ser uma coisa muito chata ficar apenas um olhando para a cara do outro.
Quando as dificuldades surgirem no casamento, lembre-se que Jesus diz “Não separe o homem aquilo que Deus uniu”. A única coisa que pode separar um casal que recebeu a bênção na Igreja é a morte.

No altar vocês disseram: “Eu te recebo por minha esposa e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza”. Esqueceram disso, e agora querem ficar somente na alegria? É muito fácil agora na tristeza querer ir embora, porque está querendo ser feliz. Você tem o direito de ser feliz, mas você prometeu a Deus que ficaria na alegria e na tristeza.
Você prometeu também na saúde e na doença, e agora que ela está doente, você quer abandoná-la. É fácil ficar na saúde. E no final disseram: “Todos os dias da nossa vida” já não é mais minha vida, é nossa vida, porque agora vocês são um. Tudo é nosso. Não existe mais “meu” agora é “nosso”. É nosso filho. “Eu prometo aceitar os filhos que Deus me der e educá-los na lei de Deus e da Igreja.” Isso não é fácil – estão todos do lado de fora da igreja jogando bola – a começar de vocês que tem preguiça de rezar. Reze com eles, isso se chama igreja doméstica, onde o pai e a esposa se dedicam um ao outro e ambos se dedicam aos filhos para serem formados.
“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Nós somos a esposa do Cristo, estamos aguardando Cristo. Olhe para a Cruz e verás como Cristo se entregou a Igreja, Ele mostra o Seu amor dessa forma, derramando o seu sangue pela Igreja que somos nós. E nós não somos fieis a Ele? Não, nós damos muito trabalho, não o amamos suficiente. E Ele nos ama tanto que não leva em conta nossas infidelidades. Jesus continua amando e dando a vida porque Ele não quer perder nenhum dos seus, quando mais é pior a pessoa aí que Ele dá a vida.
Quando vocês receberam o sacramento do matrimônio, Deus lhes deu um amor sobrenatural. Pois o amor natural, é querer estar com aquele que me faz bem, mas Deus quis lhe dar um amor sobrenatural, o amor de Cristo que ama sua igreja que lhe é infiel. Você que casou recebeu uma amor especial, uma amor que dá a vida, um amor de morte. Deus deu uma amor sobrenatural para os pais amarem seus filhos.
Quando eu vejo um casal com dificuldades, mas juntos, eu penso: “é assim que Cristo me ama, ela não larga aquele beberrão”. Os filhos também precisam defender o casamento de seus pais, deixem que eles falem, eles tem direito. O casamento está difícil, estão se sangrando? Cristo também se sangrou por vocês. Se vocês estão em dificuldade e querendo se separar, assistam juntos o filme “Paixão de Cristo” e ouça Jesus te dizendo: “estou sangrando por você, mesmo você sendo infiel a mim.”
É muito fácil viver casado com o príncipe encantado, mas ‘príncipe’ e ‘princesa’ é história de “carochinha”, na verdade existe um rei na sua vida que você precisa cuidar. Casamento também é sacrifício. Todo amor tem sacrifício e isso que faz o casamento ser difícil.
Só a morte pode separar um casal. Não largue seus esposos, é isso que a Igreja espera de vocês.
Assista um trecho dessa pregação:
Padre José Augusto
Padre da Comunidade Canção Nova
Acampamento para Famílias - 06 à 08 de Janeiro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP
Transcrição e adaptação: Regiane Calixto
:: Adquira essa pregação pelo telefone (12) 3186-2600 ::
Central de Atendimento 24h
[+] Para edificar uma família em Cristo
[+] Ser um bom pastor na família
[+] Leve Jesus para sua família
[+] Educar pelo exemplo
[+] Jesus está no barco da sua família
[+] Sua família é Igreja Doméstica
[+] Famílias edificadas no Senhor
Como saber se meu casamento foi ‘nulo’? Posso me casar de novo?
Um Casal de Segunda União é quando um deles, ou ambos, receberam o sacramento do matrimônio, passaram pela separação e depois, uniram-se, a uma outra pessoa.
Após o Sínodo de 1994, a Igreja mudou até a forma de falar sobre os casamentos de segunda união, desde então, não se fala mais que eles “estão em pecado”, para contemplar melhor a diversidade de situações, mas sim, em “situação irregular” …
E a Igreja olha com muito carinho para esses casais… com uma atitude de autêntica misericórdia. E, ajuda o casal a reconhecer se o casamento foi ‘válido’ ou ‘nulo‘, para que assim, o o casal que vive uma segunda união possa regularizar sua situação perante Deus e a Igreja.
Mas para entender melhor qual o papel do casal de segunda união na Igreja e quais são os motivos para uma nulidade matrimonial, acompanhe o programa com o Padre Luciano Scampini (da Arquidiocese de Campo Grande – Mato Grosso do Sul – há 20 anos se dedica à trabalhos relacionados à Casamento de 2ª União) e Padre Daniel de Oliveira (Juiz do Tribunal Eclesiástico de Aparecida/SP)
(o programa está dividido em 4 partes, na sequência)
:: Ainda ficou alguma dúvida?? Entre em contato pelos e-mails ::
*Pe. Luciano Scampini - peluciano@terra.com.br
*Pe. Daniel de Oliveira – sacer.daniel@hotmail.com
+ Sobre o tema: ** Casais em Segunda União
O grande valor da comunhão espiritual
O caminho para quem não pode comungar sacramentalmente
A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que levam a uma íntima união com Cristo. Jesus não deixará de lhe conceder Suas copiosas bênçãos.
A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, mas podem recebê-la espiritualmente. Na hora santa ou quando entrar numa igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, e até mesmo nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida, reze: “Senhor, que de Vós jamais me aparte” (Jo 6,35), pois “Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,58).
No dia de hoje, faça com frequência a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus. Ela é e pode ser até o único meio de união e intimidade com o Senhor para quem não guardou uma hora de jejum eucarístico ou para aqueles que vivem numa situação de irregularidade perante a Igreja, ou até para quem pratica outra religião.
É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer esse tipo de comunhão.
Nos Documentos da Igreja, um dos melhores meios para que os divorciados recasados possam participar ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.
A Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos de 1994, n.6, orienta que “os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça”.
“A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, pode e deve ser, em maior medida, promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente. Isso para servir de verdadeiro conforto aos que não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo por diferentes razões.
Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos – afirmam os bispos do Sínodo – a tristeza daqueles que não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar não conforme com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9).
Alguns divorciados, que voltaram a se casar, aceitam com sofrimento não poder receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo que na irregularidade da sua situação (cf. CIC 2384), essas pessoas não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos a eles que participem na Santa Missa dominical e se dediquem assiduamente à escuta da Palavra do Senhor para que ela possa alimentar a sua vida de fé, de caridade e partilha” (Mensagem da XI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos ao povo de Deus. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).
A Exortação Apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”, de 22 de fevereiro de 2007, confirma: “Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual” (171) SC,55).
O valor da comunhão espiritual como caminho extrassacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja “com firme confiança crê que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação, se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84” (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).
Os casais em segunda união são aconselhados a fazer a comunhão espiritual na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor forem tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.
Padre Luciano Scampini
Sacerdote da paróquia N. S. Aparecida- Campo Grande (MS)
+ Veja também ao programa com o Padre Luciano Scampini sobre Casamento de Segunda União e Nulidade Matrimonial — Clique AQUI







