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Encontro Mundial do Papa com as Famílias

Famílias do mundo inteiro se reunirão em Milão – Itália, na próxima semana para o Encontro Mundial do Papa com as Famílias (de 30/05 a 03/06).

Para você que não poderá ir, acompanhe toda a movimentação desse encontro. Siga @cnroma no Twitter ou acesse: http://facebook.com/cnroma.

**Conheça também o Site oficial: www.family2012.com


Família: o Trabalho e a Festa

No ultimo encontro do Papa com as Famílias, em janeiro de 2009, na Cidade do México, foi anunciado que o próximo encontro seria em maio de 2012 em Milão, com o tema: “Família: o Trabalho e a Festa.”

O trabalho e a festa estão intimamente ligados à vida das famílias: condicionam as suas escolhas, influenciam os relacionamentos entre os cônjuges, e entre os pais e os filhos, incidem sobre a relação da família com a sociedade em geral e com a Igreja.

A Família Cristã deve irradiar a presença de Cristo. Até mesmo estatisticamente é comprovado que a estrutura familiar traz benefícios para a nova geração e para a sociedade.

Para discutir o assunto, os apresentadores Diácono Nelsinho Corrêa e Márcia Corrêa, conversaram no programa do dia 22/05/2012 com o convidado Diácono Paulo Lourenço da Comunidade Canção Nova.

Veja como foi:


Gravidez não planejada

«A vida humana é sagrada porque, desde a sua origem, postula a ação criadora de Deus e mantém-se para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é senhor da vida, desde o seu começo até ao seu termo: ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de dar a morte diretamente a um ser humano inocente»    – Catecismo da Igreja Católica – § 2258

Os sintomas começaram a aparecer: menstruação atrasada, mal estar, enjoo … Mas o casal não estava esperando um filho naquele momento…  O primeiro teste deu positivo!

Parece que tudo saiu do controle …. Será!?

Como lidar com uma gravidez não planejada, mas desejada por Deus ?!?

O que muda nessa família?!?

Assista ao programa exibido no dia 10/04/2012, com as convidadas: Fabiana Azambuja do Centro de Formação Famílias Novas e a Dra. Eloana Diório, ginecologista.

Dúvidas?! Quer conhecer o Metódo de Ovulação Billings?!
Envie seu e-mail para familiasnovas@cancaonova.com


Divórcio e filhos: novo estudo confirma a gravidade do trauma

Separação enfraquece todas as principais instituições da sociedade

Nos Estados Unidos, mais de um milhão de crianças por ano são vítimas inocentes do divórcio dos pais. O divórcio machuca os pais, mas são as crianças as que mais sofrem, conforme demonstrado por pesquisas recentes.

O estudo Efeitos do Divórcio sobre as Crianças, de Patrick F. Fagan e Aaron Churchill, foi publicado em janeiro pelo Marriage and Religion Research Institute (Instituto de Pesquisas sobre Casamento e Religião).

Baseando-se numa vasta gama de pesquisas já publicadas sobre os efeitos do divórcio, o relatório analisa uma série de áreas em que o dano é evidente para as crianças. A primeira área é a da relação entre pais e filhos. Como esperado, o divórcio tem efeito negativo sobre a capacidade dos pais de interagir com os filhos.


Um estudo descobriu que o estresse causado pelo divórcio prejudica a relação entre mãe e filhos no caso de 40% das mães divorciadas. O dano é mais pronunciado quando as crianças estão na escola e na faculdade.

Em termos práticos, isto significa que, após o divórcio, as crianças recebem menos apoio emocional, assistência financeira e ajuda dos pais. Há também uma diminuição no estímulo acadêmico, na auto-estima, na afetividade e no incentivo à maturidade social. Menos momentos de lazer e mais castigos físicos são outra consequência da separação dos pais para as crianças.

O estudo revela que a maioria (cerca de 90%) das crianças permanece com a mãe depois do divórcio. Isto dificulta que o pai mantenha laços estreitos com os filhos. O estudo mostra que quase a metade das crianças disseram que não tinham visto o próprio pai durante o último ano.

Outro aspecto analisado pelo estudo de Fagan e Churchill é o efeito do divórcio na prática religiosa das crianças. “Depois do divórcio, eles ficam mais propensos a parar de praticar a fé”. O declínio na prática religiosa impede as crianças de conhecerem e internalizarem os efeitos benéficos da educação religiosa: a estabilidade do casamento, a educação, a capacidade de produzir renda, a saúde física e mental.

Uma parte do estudo examinou como o divórcio afeta as atividades educativas. No ensino fundamental, por exemplo, houve um declínio imediato no desempenho escolar. No ensino secundário, filhos de famílias sólidas têm resultados significativamente melhores do que os colegas cujos pais se divorciaram. Aos 13 anos, por exemplo, há uma diferença de meio ano em habilidades de leitura entre os filhos de pais divorciados e os filhos de famílias estáveis.

Outra pesquisa revela que os filhos de casais divorciados são 26% mais propensos a abandonar o ensino médio do que as crianças criadas em famílias estáveis. Mesmo que um pai divorciado volte a casar, este novo casamento não reduz o impacto inicial negativo do divórcio sobre o desempenho escolar das crianças.

O impacto negativo do divórcio se estende à universidade. Uma pesquisa citada por Fagan e Churchill indica que apenas 33% dos estudantes de famílias divorciadas conseguem o diploma, em comparação com 40% dos seus colegas de famílias estáveis.

Dado o impacto que o divórcio tem na educação das crianças, as pessoas que sofrem esse trauma têm renda e patrimônio mais baixos do que a média, além de uma chance maior de enfrentar dificuldades financeiras.

O estudo aponta que o divórcio tem um custo econômico não só para as famílias, mas também para o governo e para a sociedade. As estatísticas mostram que filhos de famílias divorciadas são mais propensos a se envolverem em comportamentos delinquentes, brigas, roubos e abuso de álcool e drogas.

Além disso, “o divórcio perturba a estabilidade psicológica de muitas crianças”, prossegue o texto. O estudo em questão cita um levantamento feito com alunos de sétima e oitava séries, que revelou que o divórcio dos pais foi o terceiro fator mais estressante em uma lista de 125 eventos. Somente a morte de um dos pais ou de um parente próximo é mais estressante do que o divórcio.

Devemos acrescentar que o impacto psicológico não é passageiro. Mesmo adultos, aqueles que sofreram o divórcio quando crianças experimentam um número maior de problemas emocionais e psicológicos do que aqueles que vêm de uma família estável.

Entre as consequências do divórcio conta-se também um número crescente de abuso e negligência de menores. Um estudo realizado no Brasil mostrou que crianças que vivem em famílias com presença de padrastos são 2,7 vezes mais sujeitas a abusos do que as crianças que vivem em famílias estáveis formadas pelos próprios pais.

A parte final do estudo explica que, ao contrário dos pais divorciados, que muitas vezes conseguem encontrar alívio após a separação, o sofrimento das crianças continua durante muito tempo depois do divórcio. Os efeitos negativos podem durar até três décadas.

Para Fagan e Churchill, “o divórcio tem efeitos que prejudicam as crianças e todas as cinco grandes instituições da sociedade: a família, a igreja, a escola, o mercado e o próprio governo”.

Com o alto número de divórcios que se verificam hoje, as consequências debilitantes continuarão se manifestando nos próximos anos. Não é um pensamento reconfortante, considerando a tendência cultural que critica a família natural e procura redefinir o matrimônio.

Pe. John Flynn, LC

Fonte: Zenit.org


Questões familiares são aprofundadas em subsídio da CNBB

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar acabam de lançar o subsídio “Hora da Família” 2012. O tema deste ano é: “A Família: o trabalho e a festa”. O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano será de 12 de 18 de agosto.

O subsídio foi construído com a participação de representantes da Comissão para a Vida e a Família, membros dos Regionais da CNBB e assessores especializados. A Semana Nacional da Família é um evento anual que faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil e teve o início em 1992. O subsídio começou a ser editado desde a vinda do papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicado anualmente. Atualmente está em sua 16ª edição com uma tiragem de 200 mil exemplares.

“Neste ‘Hora da Família’ contém as Celebrações da Família e as 10 catequeses preparatórias para o 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá em Milão (Itália), de 30 de maio a 3 de junho, de 2012, com a presença do papa Bento XVI. Neste subsídio queremos auxiliar os encontros da Pastoral Familiar que acontecerão em todo o país, mas de uma maneira mais particular, na Semana Nacional da Família”, disse um dos assessores da Comissão para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca.

O subsídio “Hora da Família 2012” está disponível em cada Regional da CNBB ou diretamente na Secretaria Nacional da Pastoral Familiar (SECREN).

Reunião

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família se reunirá, no dia 6 de fevereiro, no Rio de Janeiro (RJ), para traçar as ações para este ano de 2012.

Peregrinação Nacional da Família

No dia 25 de janeiro, em São Paulo (SP), a Comissão Organizadora da 4ª Peregrinação Nacional da Família, se reunirá para debater os últimos detalhes do projeto deste ano. A peregrinação acontecerá nos dias 28 e 29 de abril, em Aparecida (SP).


Existe uma família ideal ?!?

O ‘Programa Propósito’ da WebtvCN falou sobre esse tema com o Alexandre de Oliveira.  Será que existe a família ideal ?!? Assista e descubra:


Eliana Ribeiro reza pelos conflitos familiares

A família é a primeira comunidade com a qual se aprende a desenvolver aptidões e viver em sociedade, onde se aprende a viver o amor e o perdão.  Por melhores que sejam as relações entre os membros de uma família, eles jamais estarão livres dos choques de opinião.

Para ajudar você e sua família a encontrar a paz e a harmonia em seu lar,  reze com a Eliana Ribeiro pelos conflitos familiares :

(*A promoção mencionada no vídeo não está mais em vigor)


O problema do Divórcio

A realidade do Divórcio (separação matrimonial), tem atingido muitas famílias …  Mas o que fazer quando o marido (ou a esposa) deixa claro que não quer mais o casamento e pede o divórcio?!?

Descubra que “Tem Jeito” para esse tempo difícil …


Quadro “Minha Família é…” Participe você também!

Conheça a família da Mariana e do Igor e também a família da Dona Elisa, de São Paulo-SP… elas participaram do quadro ‘Minha família é…‘ do programa Minha Família é Assim, da TV Canção Nova:

E a sua família? Como é? Envie para nós um e-mail com uma foto de sua família e contando “minha família é….”  Estamos esperando!!! Envie para: familia@cancaonova.com


Famílias edificadas no Senhor

Deus tem um sonho para cada um de nós! Nosso Deus é um Deus que sonha, e Ele tem sonhos de bençãos de vitórias e de realizações.

Nós construímos a nossa felicidade quando nos aproximamos de Cristo. Quando Deus olha para a sua família ele tem um sonho de transformação!

No Salmo 127,1 está escrito: “Se o SENHOR não construir a casa, é inútil o cansaço dos pedreiros. Se não é o SENHOR que guarda a cidade, em vão vigia a sentinela.” Sem Deus a sua família não vai mudar. Sem uma adesão a Cristo, não existe uma renovação verdadeira.

Você veio para este acampamento com um tema específico: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”, mas infelizmente uma grande maioria das pessoas querem apenas se servir do Senhor. Corremos este grande risco, precisamos ficar atentos, pois a nossa casa precisa ter um só Senhor, Jesus Cristo.

Eu e minha casa serviremos ao Senhor”, muitas vezes queremos as graças de Deus, os dons de Deus e passamos a usar de Deus. É precisa estar feliz com Deus.

Quero apresentar para vocês três tipos de família:
O primeiro tipo de família é aquela que só reza quando todas as coisas estão ruins.
O segundo tipo de família aquele que só reza quando tudo vai bem.
O terceiro tipo é a família que reza, seja na alegria ou seja na tristeza. Nossa meta precisa ser esta, precisamos rezar em todas as situações.

Precisamos tratar os membros da nossa família como se ele fossem o nossos hospedes, precisamos tratar os nossos familiares com gentileza e muito amor, por em cada um deles esta presença de Jesus.

O Senhor quer edificar a sua casa! A religião cristã é a única religião que Deus vem ao nosso encontro para nos encontrar!

“O ser humano muitas vezes não encontra Deus porque o procura demais. Deixe-se encontrar por Deus!” Santo Agostinho

O ser humano encontrará a felicidade dentro da sua família! Tome posse dessa verdade, Deus quer que você seja o melhor para Deus em primeiro lugar e depois o melhor para sua seu esposo/ esposa para seus filhos.

Se você não entende o seu passado, você não compreende o seu presente e muito menos o futuro; Quando você olha o seu passado e vê o Deus já realizou em sua vida, você pode afirmar com propriedade: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”.

Pais vocês precisam contar para seus filhos a sua história de vida, porque quando seus filhos olharem para aquilo que vocês viveram, eles irão dar muito mais valor para a vida que eles levam hoje.

Como seu filho irá valorizar o que você tem, se ele não sabe valorizar o que você não teve. Por isso é necessário compartilhar com eles a sua história.

Se vocês pais não contarem a sua história de vida para seus filhos eles nunca irão valorizar aquilo que você tem e pode dar a eles.

Você já reparou que nas famílias mais antigas faltavam tudo, mas não faltava o amor e quando menos se tinha maior era o amor e a união entre eles. Não tente ser o que você não é, não queira fazer da sua família o que ela não é. Precisamos incentivar a nossa família à rezar, e cultivar o bom relacionamento entre um e outro para que o amor de Deus passa vir habitar em sua família. Quando Jesus Cristo estiver no centro de nossas famílias, o amor e verdadeira união irá acontecer entre os nossos familiares.

Quantas e quantas vezes ficamos indignado diante de uma matéria da TV que fala de uma mãe que joga o seu filho pela janela ou de uma mulher que chuta o cachorro até morrer e nós ficamos revoltados, porque elas atitudes imediatistas e inconsequentes que provocaram a morte de um inocente. Mas quantos de nós, vamos matando quem amamos pouco a pouco, no nosso dia a dia através das discussões, das brigas, das reclamações, da nossa maneira de falar, de oprimir e de repreender quem está ao nosso redor sem ao menos percebermos.

Precisamos assumir e dar valor para os nossos familiares, precisamos acreditar e investir neles!
Padre Crystian Shankar
Sacerdote do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Divinópolis (MG)

Acampamento para Famílias
- 06 à 08/01/2012 na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP

Transcrição e Adaptação: Mariana L. Gabriel

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Sua família é Igreja Doméstica

Queremos que nossas famílias declarem que Jesus é o Senhor!

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas. Inútil levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono. Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade.” Salmo 126 (127)

Dinheiro nenhum vale o fracasso da minha família, Deus quer quer sejamos abençoados. Se Deus não for o construtor em vão trabalham os construtores, ou seja, se Ele não o for o Senhor de nossa vida de nada valerá o nosso esforço. As crises também nos ajudam no nosso amadurecimento, isso vale para o matrimônio, para o relacionamento entre os pais e filhos, etc.

Os pais precisam ter a consciência da importância que eles têm sobre os filhos. As mães têm uma relação “umbilical” com seus filhos, a qual por ser tão forte precisa ser bem feita. A ausência dos pais na vida dos filhos pode trazer grandes traumas.

Os pais precisam zelar por seus filhos. Muitas vezes, os filhos podem não querer ir à Santa Missa, mas os pais devem dar um “jeitinho” para que eles possam ir. É de fundamental importância que isso ocorra porque isso vai contribuir para o futuro de seus filhos. A criança precisa ver Jesus em sua casa através de seus pais. Mesmo nas dificuldades, nas lutas que são enfrentadas, os filhos terão como referência seus educadores de casa.

Deus, fé, religião, Igreja, padre… tudo isso fez a diferença em minha vida.

O grande desafio da família cristã hoje é ir contra o mundo, pois este quer tirar Jesus do centro da nossa vida. E a Igreja mantém claros esses valores, para que Jesus continue no centro. A Igreja doméstica [famílias] precisa se conscientizar de que quando tiramos Deus do centro, outra coisa toma o lugar.

Quando buscamos a nossa “autorrealização egoísta”, e passamos por cima de qualquer coisa, os valores são trocados e isso estraga as famílias. Muitos pais têm buscado isso como cura para suas dificuldades. Mas essa não é a saída correta, pois isso acaba acarretando a entrada do consumismo desacelerado em nossos lares, e a partir daí começam as lutas e as desavenças familiares. Precisamos reatar os laços que foram desfeitos, principalmente com o perdão entre os membros da família.

Os pais precisam conversar com os filhos, é preciso ter paciência com eles e ajudá-los diante do que estão vivendo. O pai precisa se tornar referência na vida de seus filhos. Reconheça a sua família como Igreja doméstica. Não se acanhe, não seja tímido diante de seus filhos! Não permita que o mundo influencie de maneira negativa na educação deles [seus filhos]. A força de Deus está em você, reze e escute a voz d’Ele em seu interior. O princípio do amor faz a diferencia em sua casa! Pais, deem amor aos seus filhos, elogiem-nos quando eles merecerem, façam com que eles se sintam amados!

“Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos. Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar. Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira. Assim será abençoado aquele que teme o Senhor. De Sião te abençoe o Senhor para que em todos os dias de tua vida gozes da prosperidade de Jerusalém, e para que possas ver os filhos dos teus filhos. Reine a paz em Israel!” (Salmo 127 (128)).

Tudo isso é promessa de Deus, não pare na emoção, mas transforme em vida! Pais, questionem-se: Que valores regem a sua casa?

Muitas vezes, ficamos motivados com situações que não merecem nossa atenção e não damos o devido valor às situações que realmente precisam de atenção. Isso acontece em nossas casas. Não deixe que o mundo tire o foco da sua família. Coloque prioridades para a sua casa neste ano, como irem à Santa Missa juntos, rezarem juntos… Sua família deve ter prioridade em sua casa e não o mundo. Comprometa-se com ela.

Aí sim poderemos dizer: “Eu me minha casa serviremos ao Senhor!”

Padre Vicente, SCJ
Padre do Sagrado Coração de Jesus, faz parte da Comunidade Bethânia, fundada pelo Padre Léo, que tem como carisma o trabalho de recuperação de dependentes
Acampamento para Famílias - 06 à 08/01/2012 na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira

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Matrimonio: amor sobrenatural

Os filhos são a solução para o casal. Deus disse “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,28) não pense que vocês casaram apenas para ficar os dois juntinhos. Que se casaram por medo de ficarem sozinhos. A finalidade do casal é o amor entre dois para crescer, multiplicar em família. Muitos casais não querem ter filhos. Não consigo entender, como se casam e não querem ter filhos, só o sexo não sustenta casamento. Precisa ter um criança para dar alegria a casa, porque deve ser uma coisa muito chata ficar apenas um olhando para a cara do outro.

Quando as dificuldades surgirem no casamento, lembre-se que Jesus diz “Não separe o homem aquilo que Deus uniu”. A única coisa que pode separar um casal que recebeu a bênção na Igreja é a morte.

No altar vocês disseram: “Eu te recebo por minha esposa e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza”. Esqueceram disso, e agora querem ficar somente na alegria? É muito fácil agora na tristeza querer ir embora, porque está querendo ser feliz. Você tem o direito de ser feliz, mas você prometeu a Deus que ficaria na alegria e na tristeza.

Você prometeu também na saúde e na doença, e agora que ela está doente, você quer abandoná-la. É fácil ficar na saúde. E no final disseram: “Todos os dias da nossa vida” já não é mais minha vida, é nossa vida, porque agora vocês são um. Tudo é nosso. Não existe mais “meu” agora é “nosso”. É nosso filho. “Eu prometo aceitar os filhos que Deus me der e educá-los na lei de Deus e da Igreja.” Isso não é fácil – estão todos do lado de fora da igreja jogando bola – a começar de vocês que tem preguiça de rezar. Reze com eles, isso se chama igreja doméstica, onde o pai e a esposa se dedicam um ao outro e ambos se dedicam aos filhos para serem formados.

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Nós somos a esposa do Cristo, estamos aguardando Cristo. Olhe para a Cruz e verás como Cristo se entregou a Igreja, Ele mostra o Seu amor dessa forma, derramando o seu sangue pela Igreja que somos nós. E nós não somos fieis a Ele? Não, nós damos muito trabalho, não o amamos suficiente. E Ele nos ama tanto que não leva em conta nossas infidelidades. Jesus continua amando e dando a vida porque Ele não quer perder nenhum dos seus, quando mais é pior a pessoa aí que Ele dá a vida.

Quando vocês receberam o sacramento do matrimônio, Deus lhes deu um amor sobrenatural. Pois o amor natural, é querer estar com aquele que me faz bem, mas Deus quis lhe dar um amor sobrenatural, o amor de Cristo que ama sua igreja que lhe é infiel. Você que casou recebeu uma amor especial, uma amor que dá a vida, um amor de morte. Deus deu uma amor sobrenatural para os pais amarem seus filhos.

Quando eu vejo um casal com dificuldades, mas juntos, eu penso: “é assim que Cristo me ama, ela não larga aquele beberrão”. Os filhos também precisam defender o casamento de seus pais, deixem que eles falem, eles tem direito. O casamento está difícil, estão se sangrando? Cristo também se sangrou por vocês. Se vocês estão em dificuldade e querendo se separar, assistam juntos o filme “Paixão de Cristo” e ouça Jesus te dizendo: “estou sangrando por você, mesmo você sendo infiel a mim.”

É muito fácil viver casado com o príncipe encantado, mas ‘príncipe’ e ‘princesa’ é história de “carochinha”, na verdade existe um rei na sua vida que você precisa cuidar. Casamento também é sacrifício. Todo amor tem sacrifício e isso que faz o casamento ser difícil.

Só a morte pode separar um casal. Não largue seus esposos, é isso que a Igreja espera de vocês.

Assista um trecho dessa pregação:

Padre José Augusto
Padre da Comunidade Canção Nova
Acampamento para Famílias - 06 à 08 de Janeiro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP


Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Educar pelo exemplo

Celiane: Filho é uma bênção, dá trabalho, mas vale a pena. Para construirmos um civilização de homens novos, precisamos ter filhos.

Mazinho: Até mesmo aqueles que biologicamente não podem ter filhos devem ter filhos espirituais. O convite é: tenham filhos, mas com responsabilidade, com planejamento familiar. Tenhamos filhos o quanto temos condições, não somente no financeiro, mas condições para educá-los.

Hoje não é fácil ter filhos, mas isso é uma armadilha do inimigo de Deus para que não os tenhamos e adotemos animais.

Hoje nós vamos nos moldando às condições impostas pelo mundo: o carro só cabe três filhos ou então eu tenho que ter um carro muito grande, precisarei ter uma casa enorme, porque cada filho precisa ter um quarto. E vamos nos preocupando com situações que param no financeiro e deixamos de ter os filhos que Deus quer que tenhamos.

Eu e Celiane planejávamos ter de 3 a 5 filhos, tivemos 3 filhas, no quarto [filho] tivemos um aborto espontâneo.

Celiane: Somos uma família normal, com todas as dificuldades, tive erros na educação das meninas, sou muito enérgica, grito muito. Mas sempre no fim do dia eu rezava para que Nossa Senhora consertasse o que eu havia errado com as meninas. E uma dia eu me sentei com as três e pedi perdão a elas.

Professor Felipe diz que os defeitos de nossos filhos são filhos de nossos defeitos. Se o comportamento de nossos filhos não está adequado, precisamos olhar para o nosso [comportamento] , pois algo está errado. Os filhos aprendem por imitação.

Mazinho: Os nossos filhos começam nos imitando. Eu agradeço a Deus, pois nós nunca nos maltratamos, nossas filhas não aprenderam isso. Tivemos, sim, dificuldades, mas nunca desistimos. Casamento não vem com cupom de troca, nem de manutenção, a manutenção é a Igreja. No nosso relacionamento sempre nos tratamos com cordialidade, já brigamos sim, mas sempre voltávamos e procurávamos ser carinhosos um com outro. E nossas filhas puderam testemunhar respeito, trabalho, fé. A certeza que trazemos no nosso coração é porque tivemos a graça de Deus de honrar aquilo que prometemos no altar.

Se você fizer lembrança das promessas que fez no altar, você já terá uma receita de como criar os seus filhos. “Prometo ser fiel”, seus filhos saberão o que é fidelidade. “Prometo amar-te”, os filhos cultivarão o amor. “Respeitar-te todos os dias da minha vida”, não é um dia só, são todos os dias.

Se você quer ser um bom pai, seja um bom esposo.

Celiane: O testemunho arrasta, não adianta você querer que seus filhos façam algo se vocês, pais, não dão o exemplo. Nossa vida precisa estar amarrada com as palavras. Se dissemos, no altar, “na alegria e na tristeza”, precisamos mostrar a alegria de estar juntos e isso vai educando nossos filhos.

Um termômetro para sabermos se estamos indo bem como casal é olharmos as atitudes de nossos filhos. E se seus filhos estão tendo atitudes irresponsáveis, é preciso avaliar o que, nas atitudes de vocês, está causando irresponsabilidade nos seus filhos.

Mazinho: É preciso lembrar-se de datas de aniversário de casamento, de namoro, pois ainda comemoramos o aniversário de namoro. Isso é cordialidade, não é “melação”, é exemplo de amor. Gentileza, carinho, afeto, rezar em família, os filhos vão percebendo como um trata o outro, e eles vão reagir e refletir no comportamento deles conosco, com eles mesmos e com as pessoas. Os filhos precisam colher o exemplo dentro de casa.

Nossas filhas não se assustam quando veem gestos de gentileza. Elas já nos viram também brigando, mas nunca nos viram nos desrespeitando.

Falando de nossos filhos: eles não viram adolescentes num estalar de dedos. Se isso acontece é porque nós não os acompanhamos. Nós construímos dia a dia o adolescente que está na nossa casa.

Celiane: O que temos de escrever na personalidade de nossos filhos deve ser feito até aos 7 anos deles. Dos 7 aos 14 reforçamos aquilo que ensinamos até os 7  anos deles. “Seja gentil, pediu emprestado, devolva”. Com 15 anos sentamos e colhemos aquilo que plantamos.

Mazinho: Precisamos ensinar nossos filhos, mesmo pequenos a serem de Deus, a amarem a Igreja, e quando são pequenos, diante de um sacrário, dizer: “Olha, é Jesus, mande beijinhos para Ele”. E quando a adolescência chegar se nossos filhos se rebelarem e não quiserem viver aquilo que ensinamos, quando recobrarem o juízo, os valores serão aqueles plantados na infância. Se eles estão revoltados, reze. Pois, muitas vezes, na rebeldia, se olharmos a história do filho, o que está por trás é a ausência dos pais. Os pais não souberam ser presença na vida de seus filhos.

É preciso ver no comportamento dos nossos filhos, e saber que é possível mudar isso, porque muito mais interessado em nossa família do que nós mesmos está Deus.

Celiane: Se os filhos não obedecem, olhem a linguagem de vocês, pais, na educação, vejam se as ordens estão iguais, se um diz: “vai fazer tarefa”, e outro diz: “pode brincar”. Pois, se isso acontecer, eles vão achar que acabou o senso de autoridade dentro de casa.

Mazinho: Se deixamos, os filhos pequenos nos controlam. E se um [casal] põe de castigo e outro o tira, eles entendem que podem fazer o que quiserem, pois na sua casa não existe autoridade. Vocês precisam entrar em acordo na educação dos filhos.

Celiane: Nós não podemos ter medo de dizer “não” para os nossos filhos em qualquer idade. Sempre os pais precisam estar de acordo, repito. Precisamos colocar limites para os nossos filhos.

Mazinho: Nossos filhos precisam aprender conosco que há coisas que não podemos ter e que nem por isso somos frustrados e que, apesar disso, podemos ser felizes. Nossos filhos sempre querem alguma coisa, principalmente quando são pequenos e se os pais fazem de tudo para satisfazer os desejos dos filhos, eles acharão que sempre terão tudo.

É preciso se entregar para a sua família, dê seu tempo, a qualidade de seu tempo, pois coisas materiais seus filhos poderão comprar futuramente, mas afeto eles nunca poderão comprar.

É preciso ter coragem de se sentar e conversar com seu filho adolescente e dizer das durezas da vida.

Celiane: E diante das situações, é preciso perguntar aos filhos: “Isso que você fez está certo ou errado?” Eles têm consciência do que estão fazendo. Você precisa conversar e explicar tudo, mas principalmente obtenha as respostas do seu filho e depois converse sobre essas repostas.

Liberdade se conquista com responsabilidade, nós devemos dar a liberdade de acordo com a responsabilidade que eles estão mostrando. Precisamos puxá-los para a responsabilidade, toda ação gera uma consequência. Devemos chamá-los para a responsabilidade: se eles erraram eles precisam assumir seus erros.

Mazinho: Todo ato tem consequência, e se eles não descobrem isso em casa, eles vão descobrir talvez na cadeia. Agora se você acoberta os erros dos seus filhos, eles sempre vão achar que na vida ninguém nunca descobrirá seus erros.

Amar também é dizer “não”. O amor combate o mal e esse amor é Jesus. O Senhor quer restaurar a minha e a sua família. Seja qual situação for que estiver passando com seu filho, reze pedindo a Deus a graça e dê exemplos dentro de casa.

Pai erra e o filho vê que o pai erra, se você disfarça ele aprende isso, mas se você erra e perde perdão, é isso que ele aprende.

Mazinho e Celiane
Membros da Comunidade Canção Nova há 10 anos.
Acampamento para Famílias - 06 à 08 de Janeiro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Jesus está no barco da sua família

“Hipócritas! Sabeis distinguir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? Essa raça perversa e adúltera pede um milagre! Mas não lhe será dado outro sinal senão o de Jonas! Depois, deixando-os, partiu” (Mateus 16,4).

Meus irmãos, não se iludam, porque vocês conhecem os sinais do que é certo e do que é errado. E nós podemos ver os sinais se nossa família vai dar certo ou se vai dar errado. A mulher tem que olhar para o marido e ver quais são os sinais que ele está dando de que algo vai dar certo ou não.

Quais são os sinais de que sua família está prestes a entrar numa tempestade?

“À tarde daquele dia, disse-lhes: Passemos para o outro lado. Deixando o povo, levaram-no consigo na barca, assim como ele estava. Outras embarcações o escoltavam. Nisto surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água. Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé? Eles ficaram penetrados de grande temor e cochichavam entre si: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (Marcos 4,35-41)

Quem já não perguntou a Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?” Por que a nossa família ainda não é o que ela deveria ser? Porque somos medrosos, perdemos o sono com preocupações, com as contas, com os filhos, com o marido. Mas o medo não vem de Deus, o que vem dEle é a fé.

Esse céu do qual falamos, o Reino de Deus, não é algo inventado, mas real. Nós vivemos uma vez só. Você acha que nós sacrificaríamos tanta coisa por um sonho? Não. Estamos aqui por que acreditamos em Jesus, no Emanuel.

Acredito em um Deus que se preocupa comigo, que se preocupa com a minha família. Estamos aqui para sermos totais a Deus. Jesus quer que cresçamos em fé, em felicidade, mas todas as vezes que tiramos os olhos do Cristo, a tendência é que nosso barco afunde.

Meus irmãos, casamento não é carro, porque o carro fica velho e você troca. No casamento, tem de ser “até que a morte os separe”. O cristão não tem problemas, ele tem desafios. O problema vence você, mas o desafio é para você vencer.

A tempestade é imprevisível, mas podemos ver os sinais. É hora da sua família deixar de ser o que é para se tornar melhor. Você, esposa, precisa ser melhor. Você, que é marido, precisa ser um esposo melhor, muito melhor do que está sendo para sua esposa. O cuidar-se é muito importante.

Outro sinal de que a tempestade está chegando em nossa casa é quando trocamos o “nosso” pelo “meu”. Deixa de ser o ‘nosso’ carro e passa a ser o ‘meu’ carro; deixa de ser a ‘nossa’ casa, mas a ‘minha’ casa.

Se você pensar na sua família, verá que o seu tesouro é sua família. Muitas vezes, os jovens tem paciência de ficar o dia todo limpando o carro, mas não tem cinco minutos para dar atenção à mãe. Não há a maneira certa de fazer a coisa errada. Para Deus certo é certo, errado é errado.

Na sua família, certas coisas têm de ser cortadas no início; se deixar crescer, você perde o controle da situação. Esteja como estiver sua família, faça qualquer coisa, mas nunca pule do barco. Mantenha-se firme aconteça o que acontecer.

Nós não podemos abandonar nosso barco. Por mais difícil que esteja seu casamento, por mais ondas que tenham na sua vida, não desista da sua família.

Nós não entendemos tudo o que Deus faz, não compreendemos tudo o que acontece na nossa vida, mas precisamos confiar no Senhor.

Meus irmãos, o seu filho não pertence às drogas, mas a Deus. Seu marido não pertence ao adultério, mas ao Senhor. Não tenha medo de nada, porque você pertence a Deus.

Quando Jesus está no barco da nossa vida, ficamos com medo quando ele se distancia da praia. Mas não podemos ter medo! E uma única coisa podemos dizer: “não dá mais para voltar”, porque o barco é Cristo.
Assista um trecho dessa pregação:


Padre Crystian Shankar
Sacerdote do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Divinópolis (MG)

Acampamento para Famílias
- 06 à 08 de Janeiro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

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Leve Jesus para sua família

Que presente para o coração de um padre poder contemplar famílias sendo resgatadas na força e no poder do amor! Nós padres sabemos o quanto este combate é grande e quantas famílias têm sucumbidos, derrotadas, porque não tomam posse da graça que Deus lhes deu.

“Eu e minha casa serviremos ao Senhor.” Este é o tema do Acampamento para as famílias na Canção Nova e precisa ser um propósito para sua família, porque ela precisa descobrir o sentido dessa verdade bíblica. Deve ser o desejo de toda família que Jesus esteja em suas casas; é dEle que sua casa precisa.

Padre Vicente

Lembremos também de Nossa Senhora e consagremos a ela nossa casa, nossa vida, porque ela é verdadeira serva. Assim como Jesus, Maria pôde dizer: “Eis a serva do Senhor; faça-se, em mim, segundo a Sua vontade”. Num momento de silêncio, diga como Nossa Senhora: “Eu quero ser, no poder do Espírito, como Maria, serva do Senhor”.

Palavra e Eucaristia sustentam as famílias. O que Deus está pedindo a vocês, neste Acampamento, é a restauração. Então, tome posse da Palavra e torne-se amigo dela, seja íntimo da Palavra de Deus. A Sagrada Escritura é para nós cristãos e ela precisa estar no coração, registrada na alma.

“Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e logo falaram dela a Jesus. Ele aproximou-se e, tomando-a pela mão, levantou-a; a febre a deixou, e ela se pôs a servi-los. Ao anoitecer, depois do pôr do sol, levavam a Jesus todos os doentes e os que tinham demônios. A cidade inteira se ajuntou à porta da casa. Ele curou muitos que sofriam de diversas enfermidades; expulsou também muitos demônios, e não lhes permitia falar, porque sabiam quem ele era” (Marcos 1,29-34).

Estamos inseridos numa sociedade, estamos em contato com o modo de vida das pessoas e isso nos traz a força de cada cultura. Dependendo do contexto onde estamos, a nossa forma de lidar com o mundo, com as pessoas é diferente. Por isso, quando lemos a Palavra de Deus, precisamos ter consciência deste contexto em que a Palavra está inserida.

Quando dizemos “eu e minha casa serviremos ao Senhor”, temos de ter consciência do contexto onde vivemos, onde estamos. Então, para você, o que significa essa Palavra? Precisamos nos lembrar das duas experiências do Antigo Testamento que mais nos chamam à atenção: a aliança que Deus faz com seu povo. Nela, está presente o contexto de andar na presença de Deus, a certeza de que Ele é fiel e por isso precisamos ser fiéis também, porque a aliança é para ser inquebrável.

A outra experiência é do serviço, pois, a partir do momento em que o homem se une a Deus em aliança, passa a servi-Lo, a ser obediente a Ele. Uma vez feita a aliança, o povo passa a obedecer, a ouvir a Palavra e saber o que ela sempre tem a revelar. Aliança e serviço afastam a idolatria.

Quem vive em aliança, obedece, serve, não vive em idolatria e afasta de sua casa todo mal. Fazer essa experiência do amor que é Jesus é fazer uma aliança de amor com o Senhor.

O grande grito do Papa Bento XVI, neste tempo, chama-se relativismo que faz com que os homens troquem valores – aliança e serviço – por contra-valores que são empurrados pelos meios de comunicação. Estes contra-valores vão fazendo com que as famílias caiam em idolatria.

No versículo 29, do capítulo 1 do Evangelho de Marcos, vemos que Pedro e André levaram Jesus para sua casa, para sua família. Chegando lá, Jesus curou a sogra de Pedro. Ela, curada, colocou-se, imediatamente, a servir o Senhor. E aquela família se tornou ponto de salvação para outras famílias. Muitos outros que Jesus curou ali, na casa de Pedro, passaram a servi-Lo também.

Jesus, hoje, está nos dizendo que nossa casa é a nova casa de Pedro, que Ele está se dispondo a fazer conosco o mesmo que fez pela família de Pedro. Jesus quer entrar na sua casa para colocá-lo de pé, para curar você.


Padre Vicente, SCJ
Padre do Sagrado Coração de Jesus, faz parte da Comunidade Bethânia, fundada pelo Padre Léo, que tem como carisma o trabalho de recuperação de dependentes
Acampamento para Famílias - 06 à 08 de Janeiro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

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Ser um bom pastor na família

Deus quer restaurar a sua família, por isso estamos aqui, porque acreditamos nesta certeza: Deus é maior que nós, enquanto nós acreditamos em Deus, Ele vai curando e restaurando a nossa família.

Infelizmente o mundo quer destruir as nossas famílias, basta assistir os noticiários da TV, estão muitas vezes ensinando alguns princípios que vão completamente contra a família, contra aquilo que a Igreja nos ensina, poque eles sabem que acabando com a família, irão acabar com tudo.

Não devemos ‘cochilar’ nas coisas de Deus, as famílias neste acampamento são chamadas a acordarem e assumirem o que Deus quer para cada um de nós, o que você tem feito para mudar a sua família?

No evangelho de São João 10,14-15 está escrito: “Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas.”

Nós em nossa família somos chamados a ser um bom pastor e, nós precisamos estar dispostos a dar a nossa vida para a salvação da nossa família.

Deus não veio para julgar, Ele veio para nos salvar, precisamos tomar posse da Palavra de Deus. Sem Jesus Cristo todo dia termina em noite, com Cristo não há noite que não termine!

Com Cristo não existe noite eterna, nós não somos católicos da sexta-feira da paixão, mas sim do domingo da Ressurreição! Jesus é filho amado de Deus, e nós também o somos por meio d’Ele! Quando aceitamos Jesus em nossa vida, Ele nos dá a graça de sermos filhos de Deus.

No livro do Eclesiástico 3, 2-15, Deus mesmo nos adverte:
“Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
Quem honra seu pai intercederá pelos pecados, {evitará cair neles e será ouvido na oração quotidiana.} Quem respeita sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra seu pai terá alegria em seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem honra seu pai terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da mãe.{Quem teme o Senhor honra seus pais} e como a senhores servirá aos que o geraram. Com obras e palavras honra teu pai, para que dele venha sobre ti a bênção. A bênção do pai consolida a casa dos filhos, mas a maldição da mãe destrói até os alicerces. Não te glories da injúria sofrida por teu pai, pois não é glória para ti a sua afronta. A glória de cada um vem da honra de seu pai, e é uma desonra para o filho a mãe desprezada.
Filho, ampara a velhice de teu pai e não lhe causes desgosto enquanto vive. Mesmo que esteja perdendo a lucidez, sê tolerante com ele e não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida. A ajuda prestada a teu pai não será esquecida”

Você quer ter uma família abençoada e vitoriosa, então, pare de reclamar, de acusar, de murmurar e comece a abençoar os seus familiares e você vai ver que as bençãos de Deus irá entrar em sua casa, poque a benção atrai a graça de Deus.

Família desunida é família muito fraca, por isso: nunca fale mal da sua família, se a tua família está desunida é porque você não está sendo testemunha na sua casa.

Não se preocupe com que os outro irão falar da sua família, preocupe-se em saber o que Deus está fazendo em sua família.

Para concluir esta homilia, gostaria de ler com vocês a passagem que está no livro de Ezequiel 34, 16:
“Procurarei a ovelha perdida, reconduzirei a desgarrada, enfaixarei a quebrada, fortalecerei a doente e vigiarei a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito”.

É Jesus mesmo que nos convida a cuidar de suas ovelhas e nos ensina a ir ao encontro das pessoas da nossa casa, que estão perdidas como as ovelhas dessa passagem, e ter com eles os mesmos cuidados que o próprio Deus tem para conosco!

Padre Crystian Shankar
Sacerdote do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Divinópolis (MG)

Acampamento para Famílias
- 06 à 08 de Janeiro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP

Transcrição e Adaptação: Mariana L. Gabriel

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Hoje: Dia da Sagrada Família

Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!!!

O exemplo de Nazaré:

Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.

Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem sentido. Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!

Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.

Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.

Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:

A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas. O Concílio recordou que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40). Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do “evangelho da família”, mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja…

A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida! Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.

Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!




Acampamento para Famílias

De 6 a 8 de janeiro, a Comunidade Canção Nova promove o Acampamento para Famílias em sua sede, localizada em Cachoeira Paulista (SP). O evento terá como tema: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor“.

  • Neste encontro estarão presentes:
    Padre José Augusto Missionário Canção Nova
    Padre Vicente Comunidade Bethânia
    Padre Christian Shankar Pároco do Santuário de N. S. Aparecida em Divinópolis (MG)
    Ricardo e Eliana Sá Casal missionário Canção Nova
    Mazinho e Celiane Casal missionário Canção Nova
    Márcio Todeschini Missionário Canção Nova

    Na noite de sábado, dia 7 de janeiro, os participantes assistem aos shows de Brais Oss e Sapo. A programação do final de semana ainda conta com momentos de louvor, pregações e adoração ao Santíssimo Sacramento.

    Família

    “A família cristã, na medida em que, por meio de um caminho de conversão permanente sustentada pela graça de Deus, consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e aberta a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina” (Discurso do Papa à 20ª Assembleia do Pontifício Conselho para Família).

    Conheça nossa estrutura

    A Comunidade Canção Nova está empenhada em acolher com carinho todos os peregrinos que passam por sua sede. Para isso, contamos com uma ampla infraestrutura em um ambiente alegre, acolhedor e cheio de paz.

    O encontro é gratuito e não há limite de idade para participar. Você pode se hospedar na Pousada Sérgio Abib, que conta com 264 leitos,  ou no Camping Canção Nova. Para informações sobre mais locais de  alojamento, conheça a Associação de Hospedagem Papa Bento XVI e o Grupo de Apoio às Pousadas.


    Ausência dos pais e a “Criança Terceirizada”

    Muitos pais hoje precisam trabalhar fora, e acabam deixando seus filhos para outros cuidarem…  O problema é quando esse cuidado acaba sendo distribuído de maneira incorreta, passando a responsabilidade que é dos pais para outros….

  • .

    Pais ausentes não são só aqueles que trabalham fora, mas sim aqueles que estão tão voltados para si, para a própria vida, para seus sonhos, metas e ambições, inclusive ambições que estabeleceram para os filhos, para seu lazer, seus compromissos sociais, e que quase não sobra tempo para os filhos, não resta espaço dentro deles para as crianças.

    E o que seria esse termo “Criança Terceirizada” ? – Podemos dizer que criança terceirizada é aquela que é cuidada por alguém que não seja sua família primária (o pai e a mãe) …

    Foi sobre isso que o Programa Minha Família é Assim do dia 06/12/2011 falou, com a presença da psicóloga Maria Cristina Biondi.   Veja como foi:

    (O programa está dividido em 4 partes, na sequência)

    Muitos pais hoje precisam trabalhar fora, e acabam deixando seus filhos para outros cuidarem… O problema é quando esse cuidado acaba sendo distribuído de maneira incorreta, passando a responsabilidade que é dos pais para outros….

    Pais ausentes não são só aqueles que trabalham fora, mas sim aqueles que estão tão voltados para si, para a própria vida, para seus sonhos, metas e ambições, inclusive ambições que estabeleceram para os filhos, para seu lazer, seus compromissos sociais, e que quase não sobra tempo para os filhos, não resta espaço dentro deles para as crianças.

    E o que seria esse termo “Criança Terceirizada” ? – Podemos dizer que criança terceirizada é aquela que é cuidada por alguém que não seja sua família primária (pai e mãe) …

    É sobre isso que nós vamos falar hoje no programa ….


    Construir a restauração na família

    A coisa mais importante para se proteger um amor e restaurar um relacionamento é saber ouvir

    Sendo uma realidade dinâmica, o matrimônio está aberto à construção e também às feridas que machucam e atrapalham o crescimento da vida familiar. Algumas situações acabam sendo grandes possibilidades de ruptura, mas também podem se transformar em momentos de graça e de vida plena. É preciso aprender a construir a restauração da família.

    É preciso assumir uma missão muito especial: a reconstrução, restauração e a recuperação de casamentos feridos e debilitados, que geram famílias estragadas, desunidas e machucadas.

    Um dos elementos que precisam ser trabalhados, de modo correto e sereno, refere-se a tudo aquilo que provoca a raiva. A raiva é a emoção mais difícil de se trabalhar. Ela tende a tomar conta de nossas vidas, empurrar-nos e levar-nos a dizer e a fazer coisas que, em condições normais, provavelmente julgaríamos repugnantes e até inconcebíveis.

    Na vida conjugal e familiar, a raiva tem um poder amplamente destruidor. Quando não resolvida, torna-se a ameaça número um dos relacionamentos. Quanto mais o tempo passa, mais grave torna-se o problema. A raiva não sara quando se casa. Se acontecer de se transformar em fúria – caminho natural da raiva não resolvida – ela não poderá mais ser controlada. Um dia, explode.

    A raiva é como uma infecção que afeta a família inteira. Além de ser doença, é geradora de muitas enfermidades: violência física, psíquica e espiritual; depressão; alcoolismo e outras dependências químicas; comportamento agressivo; indiferença e distanciamento. Se não for resolvida adequadamente, a raiva não vai embora nem simplesmente desaparece. Ela se mantém escondida e vai se tornando cada vez mais venenosa com o tempo.

    Quando domina uma família, a raiva provoca o distanciamento de todos os seus membros. Um passa a evitar o outro, e não se compartilham mais as emoções bonitas e renovadoras de esperança e de compromisso familiar. Desse silêncio pode nascer a indiferença, maior alimentadora da raiva ignorada e sufocada.

    A raiva é até certo ponto natural na vida conjugal e familiar. Dificilmente uma família conseguirá conviver de modo tão harmonioso que nunca vá fazer a experiência de momentos geradores de raiva. E não adianta esconder o que se sente. O grande desafio é aprender a trabalhar com a raiva, aprender a expressá-la de forma construtiva.

    Para trabalhar com a raiva, é necessário se perguntar: De onde vem minha raiva? Será que estou distorcendo ou aumentando as coisas, fazendo-as parecer muito maiores do que realmente são? É preciso aprender a se controlar e a se comunicar. Não alimentar a raiva com pensamentos negativos, hostis e melancólicos. Ninguém está sempre certo ou completamente errado. É preciso aprender a ceder de vez em quando.

    Contudo, ninguém saberá ceder de vez em quando se não aprender a ouvir mais e a falar menos. A coisa mais importante para se proteger um amor e restaurar um relacionamento é saber ouvir. Quem não sabe ouvir jamais saberá se comunicar e nunca conseguirá experienciar uma intimidade profunda. Aprender a ouvir o outro é um mecanismo absolutamente necessário para vencer e superar a raiva. Saber ouvir fortalece o relacionamento, porque se aprende a valorizar o outro. Só quem sabe o valor que o outro tem aprenderá a ouvi-lo com amor e respeito.

    Padre Léo


    .: Trecho do livro: Famílias restauradas

    :

    Reze pela Restauração de sua Família com Salette Ferreira


    A minha casa é de Deus!

  • Com Deus faremos proezas, realizaremos maravilhas. Por isso faça a sua parte: lute, ore, interceda, jejue, sacrifique-se, fale, exorte. Faça tudo o que estiver ao seu alcance. Chegará a hora em que cada pessoa da sua família haverá de se decidir e voltar para a casa do Pai. E quando isso acontecer, o Senhor mesmo irá dizer: “Meu filho, minha filha, tem confiança; os teus pecados te são perdoados”.

    Depois o Senhor cuidará do restante: curando a paralisia, dando roupas novas, sandálias e anel novo de filiação, como ocorre com o filho pródigo.

    Declare isto diante do Senhor: A minha casa é de Deus! A minha família é de Deus! É preciso que eu faça uma grande “Cruzada” para, no poder do Senhor, na unção do Espírito Santo, retomar o lugar santo que é a minha casa, que é a minha família. Quero reconquistar e devolver para Deus minha casa e minha família. Entro nessa Cruzada, Senhor, investindo tudo. Invisto a minha vida, até o sangue, para reconquistar para Ti o lugar santo que é a minha casa.

    Deus o abençoe!

    Monsenhor Jonas Abib
    Fundador da Comunidade Canção Nova

    (Trecho do livro “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” de monsenhor Jonas Abib)


    Você conhece a nova Lei de Adoção?

    A Lei sancionada em 3 de agosto 12.010/09, com vigência a partir de novembro de 2009, diz:

    1- Unifica o Cadastro Nacional de Adoção(CNA) nacional e estadual de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados;

    2- Cria a “família extensa” – prevenção do afastamento do convívio familiar e inclui a chance de a criança ficar com parentes próximos (como avós, tios e primos), com os quais convive ou mantém vínculos de afinidade e ou afetividade. Não podem adotar ascendentes e irmãos;

    3- Preparação prévia dos pais adotivos, com exigência de frequntar grupos de apoio à adoção para esclarecer sobre o significado da adoção e promover a adoção de pessoas que normalmente não são as preferidas (mais velhas, com problemas de saúde, indigenas, negras,pardas e amarela);

    4- Tempo de permanência nos abrigos – máximo de 2 anos e preferencialmente em endereço próximo ao da família de origem. Relatórios (abrigo) de 6 em 6 meses sobre a situação de cada criança;

    5- Adoção por maiores de 18 anos, independentemente do estado civil, com exigência de diferença mínima de 16 anos entre eles. Se adotados por 2 devem ser casados civilmente ou manter união estável;

    6- adoção de irmãos, que em princípio devem permanecer juntos em uma nova família. A separação, só poderá ocorrer por determinação judicial, em caso de risco;

    7- gestantes terão o direito de entregar o filho para adoção, e terão garantidos pelo Estado assistências jurídica e psicológica. Deverá ser encaminhada pelos médicos e enfermeiros, sob pena de multa aos médicos e enfermeiros;

    8- A parrtir dos doze anos a criança deverá ser ouvida (concordância) em audiência pelo juiz;

    9- em casos de adoção internacional (a pessoa ou casal adotante é residente ou domiciliado fora do Brasil), só poderá ocorrer se não houver:

    a) alguém da chamada família extensa para adotar;

    b) se forem esgotadas todas as possibilidades de ir para família substituta brasileira

    c) se não houver brasileiros que vivem no exterior que sejam adotar.

    d) estágio de convivência deverá ser cumprido dentro do território nacional por, no mínimo, 30 dias.

    10- acolhimento poderá ser institucional (abrigo), família hospedeira; acolhedora (forma provisória)

    *** Principal obstáculo à adoção, segundo dados do CNA :

    Quase 40 mil crianças estão nos abrigos à esperar de decisão da justiça para saberem se voltar para a família ou se vão ser adotadas.

    Somente 5.000 estão aptoas à doção, porque a justiça já decidiu sua situação. 28.000 estã interessados em adotar. Sendo que:

    80% dos habilitados estão dispostas a adotar alguém com até três anos de idade;

    Apenas 7% das crianças cadastradas tem menos de 3 anos;

    Apenas 1% das famílias aceitam acolher crianças com mais de dez anos;

    86% desejam adotar somente 1 criança;

    Mas 26,2% possuem irmãos;

    Crianças não preferidas para adoção, entre as quais a possibilidade de ser FELIZ fica cada vez mais distante: mais velhas, com problemas de saúde, indigenas, negras, pardas e amarelas.


    Já pensou em adotar uma criança? Saiba como:

    Uma pesquisa feita recentemente pelo Cadastro Nacional de Adoção, constatou que existem cerca de 26 mil pretendentes aptos a adotar, enquanto que há cerca de 5 mil crianças e adolescentes disponíveis para adoção. Crianças e Adolescentes que foram destituídas do Convívio Familiar, ou foram entregue pelos pais ou, ainda, por serem órfãos.

    O tempo médio de espera para quem pretende adotar uma criança é de 3 a 4 anos … e em sua maioria, esperam crianças com menos de 1 ano de idade.

    Porém, 60% dessas crianças disponíveis para adoção tem entre 7 e 15 anos, idade em que o número de adoção diminui ainda mais.

    Mas, para entender um pouco mais sobre esse processo tão ‘burocrático’ e ao mesmo tempo um ato de amor tão grande e gratificante que é a adoção, vamos conversar hoje com nossas convidadas…

    Maria das Graças Eleutério (Advogada e Diretora da comissão especial e Bem Estar da criança da OAB de Taubaté/SP. – Contato: advgraca@gmail.com

    e

    Alessandra Freitas (Membro do Conselho Tutelar de Taubaté/SP) – Contato: ale.rosalu@hotmail.com

    Veja como foi o programa ‘Minha Família é Assim’ do dia 04/10/2011 : (está dividido em 4 partes – na sequência).