Michael Jackson: o grande menino

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 10:35 am on quinta-feira, julho 2, 2009

Texto   :         Margleis  Gomes  da Comunidade Canção Nova

junho 30th, 2009

Pensei muito antes de escrever este texto.

Na minha adolescência eu era “fã de carterinha” do Michael Jackson, e como uma boa fã eu tinha algumas coisas dele: discos, clipes, revistas…enfim, eu o admirava.

Não demorou muito, e eu tive o meu encontro pessoal com Jesus que foi um marco na minha vida. Depois desta experiência, minha vida mudou radicalmente, e como toda mudança requer renúncias, comigo não foi diferente. Pensei comigo: ou eu sou de Deus por inteira ou não sou. Então tomei uma firme decisão de destruir tudo que eu tinha dele e de outros cantores que eu gostava, porque não dizia mais da nova vida que eu havia abraçado. A partir daquele momento fiz um propósito de sempre rezar por Michael Jackson; passei de fã para intercessora, ou melhor, fiquei sendo uma intercessora fã.

Não o acompanhei mais como o acompanhava, mas às vezes via algumas notícias nos jornais, e assim rezava melhor por ele. Eu via não somente o cantor, o pop star, mas o filho de Deus que precisava da misericórdia do Pai; alguém que tinha uma história machucada, sofrida e não tinha feito uma experiência com o amor de Deus como eu fiz. O coração dele era muito bom, inclusive nós escutamos a notícia que ele entrou para o Guiness como uma das pessoas que mais ajudava os outros. Era um adulto com o coração de criança.

Ao saber da morte dele fiquei muito triste, mas sei que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28), e que a misericórdia de Deus é grande, e até “inconscientemente nos prepara para irmos ao encontro do Senhor” (Marthe Robin).

Hoje a mídia diz muitas coisas sobre ele, tanto boas como ruins. Li um texto falando sobre a sua pessoa, que chamou muito a minha atenção: “Não precisamos de autópsia para saber que o menino Michael morreu cedo. No meio de fantasias para mudar de rosto, de corpo, de cor, ele não aprendeu a lidar com emoções reais. Trabalhou como homem quando era criança. E ainda era uma criança quando amadureceu. Tímido, ousado, idolatrado e acusado. Um mito de quantas faces? Misteriosamente irreconhecível, ele se escondia no mundo da fantasia, sim. Mas espiava a realidade. Doou milhões para crianças doentes. E, quem esquece, é dele o hino da esperança. “We are the world” uniu o planeta contra a fome na África. Quem era ele, afinal?” (Fonte: globo repórter).

O texto lança perguntas que questiona a muitos: Quem era ele, afinal? Um mito de quantas faces?

Louvo muito a Deus porque: “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração”  (I Samuel 16,7b).

O amor de Deus nos torna mais humanos e faz-nos enxergar as pessoas além das aparências.

Para mim o que fica é a pessoa dele, o filho de Deus que hoje precisa muito mais das minhas orações. Quem sou eu para julgá-lo?

Que Jesus que o acolha na sua misericórdia infinita.

“Entre o último suspiro de uma alma e a eternidade, há um abismo de misericórdia”

(São Francisco de Sales).

Jesus, eu confio em vós!

Vamos fazer um fã clube diferente? Oremos pela alma de Michael Jackson todos os dias uma Ave-Maria e ofereçamos a santa missa na sua intenção. Esta é uma forma original e autêntica de ser um verdadeiro fã.

Quem ama, reza. Exercitemo-nos na caridade espiritual.

Agradeço a minha amiga Vanúsia que também é uma intercessora dele e

que me ajudou a editar esse texto.

Margleis Gomes – Com.Canção Nova


junho 22nd, 2009

Parece-me que o escritor Dan Brown e o diretor Ron Howard, o mesmo de “O Código da Vinci” gostam mesmo de levar à plena ignorância aqueles que não se apoiam na verdade da fé e tampouco nas verdades históricas. Mais uma vez um filme baseado no best-seller de Dan Brown, “Anjos e Demônio” vem levar à “loucura” - para não dizer outra coisa – no melhor estilo “policia e ladrão”, mentiras e fatos históricos totalmente distorcidos. Sua intenção? Claro, difamar a Igreja de Cristo.

A mentira do filme baseia-se agora em torno de uma possível vingança por parte de uma seita científica secreta do séc XVII chamada “Os Illuminati”. Tal seita, composta por cientista e artistas, por ter sido “perseguida, calada e exterminada” pela Igreja Católica por volta do séc XVI, está de volta para uma “vingança”. Para quem não tem um pouquinho só de raciocínio lógico e histórico  – não precisa nem ter muita fé – sai da leitura ou do cinema como “inimigo número 1 do Vaticano”. É lamentável!

Dan Brown usa personagens históricos reais como Galileu e Bernini para compor a sua trama de mentiras. Os fatos da obra são tão mentirosos que chega a ser uma obra de comédia do ponto de vista histórico, a começar pelo cruzamento de datas e personagem, como é o caso da relação entre os Illuminatis e Galileu.

Históricamente os Illuminatis foram fundados por um professor de leis chamado Adam Weishaupt, na Baviera, Alemanha, em 1 de maio de 1776. Acontece que o grupo de cientistas não foram muito longe, acabou em 1787. Mas a comédia ainda está por vir, segundo a obra de Brown, Galileu e Bernini foram contemporâneos dos Illuminatis, no entanto Galileu morreu em 1642, ou seja, 150 anos antes da fundação dos Illuminatis. Mas para Dan Brown isso não importa, afinal quem está interessado em buscar a verdade? Me parece que para muitos autores de livros e filmes de hoje é muito fácil brincar com o povo através de mentiras num mundo onde ninguém está interessado na verdade.

Se a intenção do autor é denegrir a imagem da Igreja Católica fica a pergunta: É lícito eu ir no cinema patrocinar a industria ateísta e anti-católica?

Deixo aqui abaixo o que disse o Bispo Emérito do Nardò-Gallipoli (Itália), Dom Antonio Rosario Mennonna, de 103 anos de idade

ROMA, 04 Mai. OBispo Emérito do Nardò-Gallipoli (Itália), Dom Antonio Rosário Mennonna, de 103 anos de idade e um dos três bispos vivos nascidos em 1906, criticou o conteúdo do filme Anjos e Demônios e a qualificou de ‘estupidez inútil’.

Segundoa imprensa, o Prelado assinalou que a obra, baseada no livro de Dan Brown de mesmo nome, ‘tem um conteúdo altamente denegatório, difamatório e ofensivo para os valores da Igreja e o prestígio da Santa Sé’.

Pessoas próximas a este Prelado indicaram que ele ‘ficou impressionado e profundamente perturbado pelo conteúdo do filme’.

Dom Mennonna convidou aos bispos a denunciar o filme por atacar a fé de milhões de pessoas e difundir espetáculos obscenos.” (fonte ACI)

E você, dará bilheteria a isto?

Daniel Machado

Comunidade Canção Nova

Sentire Cum Ecclesia

Namoro ou amizade?

junho 14th, 2009

A amizade é sem duvida uma das maiores necessidades do ser humano. A vida sem uma amizade não ter cor, não tem brilho, é vazia de sentido. Todos, bons e maus, homens e mulheres, sentem a necessidade de amizade.

Hoje existem muitas frases e ditos sobre a amizade que, tão cheias de expressões e poesia, chegam a ultrapassar a esfera do entendimento, como por exemplo uma famosa frase de Aristóteles que diz: “Amizade é como uma alma em dois corpos”.

Fugindo um pouco de bonitas frases e poesias sobre a amizade – não que elas estejam mal fundamentadas- e partindo um pouco para a realidade, gostaria de refletir sobre um assunto que muitos no seu caminho de amizade entre homem e mulher já viveram, e os que ainda não viveram poderão vir a viver, que é o encantamento na amizade.

O que vem a ser isso?

Já ouvi muitos testemunhos e partilhas de pessoas que num certo ponto da amizade se encontram no celebre dilema: será que estou gostando do fulano? Será que estou apaixonado pela minha melhor amiga ou apaixonada pelo meu melhor amigo? Xiiiii, o que fazer? Como discernir?

De fato todo namoro maduro e sadio parte de uma verdadeira amizade e os que não começaram com uma amizade precisam se tornar com o passar do tempo. No entanto gostaria de apresentar aquele sentimento na amizade que não é um namoro e nem aponta para tal, é na verdade um encantamento para com o amigo ou amiga que num certo momento da amizade atinge um nível de emoções “platônicas” para com o outro. O encantamento é na verdade a mais sincera vontade de ser e estar com o amigo, de se debruçar nele, de falar, de escutar, de estar perto… não é um namoro. Quando estes sentimentos atingem a amizade é preciso uma dose a mais de razão que nos fará chegar no equilíbrio, para que o sentir não atrapalhe o ser amigo.O encantamento em si , quando bem vivido, não é algo ruim, pelo contrário, faz uma amizade crescer e amadurecer.

Como fazer para atingir o equilíbrio diante das “enxurradas” de sentimentos?

É preciso questionamento do que sinto, ou seja, eu preciso dar nome aos sentimento que me invadem, preciso do autoconhecimento para ter claro que o que eu sinto não é uma fuga ou carência. Por exemplo: se em meu “histórico” de amizades eu sempre sinto estar “apaixonado” pelo amigo ou amiga, é bem provável que eu esteja desequilibrado afetivamente, então, preciso de cura e não de suprir minha carência em uma amizade. A Oração é a chave que abre as portas do nosso interior. Questione e ore!

É preciso dar tempo a amizade, deixar que este encantamento passe pelo crivo do tempo, que eu tenha paciência com o que sinto. Não posso de imediato expressar o que está dentro sem que antes me questione. Somente o tempo cercado pelo silêncio interior poderá esclarecer os verdadeiros sentimentos dentro de você.

A verdadeira amizade é feita de aproximação e distância. É insuportável aquele tipo de amizade “chiclete” que não dá espaço para outros, é um “grude” só. A amizade que se encerra em si mesma é o puro encontro de duas carências. Estabelecer um certo limite na sua amizade e partilhá-la com outros vai ajudar a discerni-la melhor. Quantas amizades já se desfizeram por sufocamentos…

Questionar, esperar e distanciar; são três verbos que nos ajudam a lidar com o encantamento na amizade. Quando uma amizade passa por esta “provação” de sentimentos, ela encontra raízes e pode avançar para águas mais profundas. Quem disse que o que sinto na amizade é paixão?

E agora, é verdadeiramente namoro ou só um encantamento na amizade?

Daniel Machado

Comunidade Canção Nova

Corpus Christi

junho 11th, 2009

Eis o pão que os anjos comem/

transformado em pão do homem;/

só os filhos o consomem:/ não será lançado aos cães!

Em sinais prefigurado,/ por

Abraão foi imolado,/

no cordeiro aos pais foi dado,/

no deserto foi maná….

Bom pastor, pão de verdade,/

piedade,ó Jesus, piedade,/

conservai-nos na unidade,/

extingui nossa orfandade,/

transportai-nos para o Pai!

Aos mortais dando comida,/

dais também o pão da vida;/

que a família assim nutrida/

seja um dia reunida/

aos convivas lá do céu!

Fonte do texto: Liturgia da Solenidade de Corpus Christi

Espirito Santo

junho 7th, 2009

O Mundo precisa disso…

Eu desejo ser um lápis

maio 21st, 2009

Será que deixo Deus escrever minha história?

Ao assistir a um filme sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, uma frase dela chamou-me muita atenção: “Sou apenas um lápis nas mãos de Deus, e é Ele quem escreve.”

Fiquei pensando: “Por que um lápis e não uma caneta?” Fiquei horas fazendo esta comparação.
O lápis por si é mais simples do que a caneta, e uma característica dele é que quando a sua ponta quebra ou está acabando, podemos apontá-la novamente, e ao errarmos ao escrever, damos um jeito de apagar. Ao passo que a caneta, ao acabar a tinta, por mais bela que seja, geralmente, é jogada fora e também não conseguimos apagar a sua escrita e mesmo se usarmos um corretivo, percebemos nitidamente ainda o seu efeito.

Como seria a nossa história escrita à caneta? Ou sendo nós uma caneta?
Deus vai nos “apontando” na escrita da vida. Quanto mais somos “apontados”, tanto melhor fica a escrita. Não é fácil passarmos por este processo, mas a nobreza do lápis está em se deixar gastar para servir da melhor maneira possível, sem ficar pensando se vai acabar ou não. Aprendamos a ser nobres com este objeto, deixando-nos “apontar” por Deus, para que Ele faça – em nós e através de nós – o que precisa ser feito, mesmo que custe a nossa vida.

O Senhor até poderia escrever a nossa história à caneta, só que, muitas vezes, nós a pegamos para escrever e “escrevemos errado”, ou seja, quando não fazemos as escolhas certas, e isso traz sérias conseqüências para a nossa vida.

Já pensou se fosse mesmo uma “caneta” que Ele utilizasse? Só que Deus, na sua imensa misericórdia e conhecendo a nossa limitação humana e inclinação ao erro, escolhe um simples “lápis” para escrever a nossa história, porque com este pode haver correção.

Como? Você deve estar se questionando como eu o fiz. Não é que vamos voltar ao passado e apagar os acontecimentos da nossa história, os erros e pecados que cometemos. Mas há uma “borracha” e um “apontador” que se chamam misericórdia de Deus, manifestada no Sacramento da Confissão, quando nos arrependemos sinceramente das faltas cometidas. Mesmo que os acontecimentos continuem em nossa lembrança, o Senhor nos perdoa e, pouco a pouco, vai curando nossas lembranças. E podemos nos alegrar porque o nosso nome permanece escrito no “livro da vida”.
Você entendeu agora por que Deus usa o lápis e não a caneta?
Margleis Gomes

Saudades…

maio 15th, 2009

Madre Teresa deixou saudades pelas suas obras de amor e caridade ao próximo.

Qual saudade que vou deixar? Qual saudade você vai deixar?

” Santa Filomena , rogai por nós !”

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 2:24 pm on terça-feira, junho 23, 2009

Letra GrandeLetra Pequena


Santa Filomena, Virgem & Mártir

Bem vindos ao website oficial do Santuário de Santa Filomena, Mugnano del Cardinale, Itália. “Filomena” [Ital.] “Philomène” [Fr.] or “Philomena” [Ing.]

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A Devoção a Santa Filomena continua a explodir por todo o globo. A Arquiconfraria Universal de Santa Filomena ganhou novos membros neste ultimo ano em números sem precedentes. Recebemos um total de 12,155,876 entradas no nosso website em 2006 e as peregrinações ao santuário continuam a crescer de forma notável.

“Porque é que santa Filomena está a voltar nos nossos dias? Porque é que Nosso Senhor e Nossa Senhora desejam que isto aconteça? Porque 1) ela foi pura sem o apoio da sua família. Ela permaneceu pura contra os desejos da sua família, o que não é caso frequente nos nossos dias. E 2) ela preserverou sob perseguição com uma força notável sofrendo vários martírios. não falou o nosso santo Padre mais do que uma vez acerca do martírio Cristão, especialmente neste ultimo ano? não encorajou ele os fiéis a querer oferecer tudo a Nosso Senhor seja de que forma formos chamados a fazê-lo? Quem melhor do que a sua pura e jovem santa para nos dar esse tipo de força e sabedoria?”
Dr. Mark Miravalle, Professor de Teologia, Franciscana Universidade de Steubenville, Ohio, Estados Unidos

Santa Filomena é uma santa que recebeu uma honra extraordinária na Igreja pelos Papas, Bispos, Santos e Beatos. O Papa Gregório XVI referia-se a ela como a “poderosa intercessora” do século dezanove. Bl. O Papa Pio IX declarou-a como “Padroeira dos filhos de Maria.S. João Vianney atribuiu-lhe todos os seus milagres, dizendo, “Nunca pedi nada pela intercessão da minha pequena santa que não fosse atendido.” Bl. Ana Maria Taigi, a “mãe-mistíca,” recebeu por esta santa a cura milagrosa da sua neta e confiou todos os seus filhos à sua poderosa intercessão. O Padre Damien de KalawaoLink Out mostrou a sua devoção dando o seu nome à sua igreja em sua honra. Os Papas do século dezanove cobriram esta jovem santa de numerosas indulgências plenárias, e ofertas tais como anéis papais e cruzes peitorais.

Em 1802, os escavadores que trabalhavam nas antigas catacumbas de sta. Priscilla em Roma descobriram um tumulo com três lajes de terracota que diziam PAXTE; CUMFI; LUMENA o que significa “a paz esteja contigo, Filumena.” As lajes estavam marcadas com lírios, setas, uma âncora, e uma palma, indicando virgindade e martírio. Lá dentro estavam os restos de uma jovem de cerca de treze anos, juntamente com um frasco do seu sangue seco significando que de facto era uma mártir que morrera pelo amor de Cristo e da Cristandade.

As relíquias foram transferidas para o Tesouro das Colecções Raras da Antiguidade Cristã no Vaticano, onde permaneceram por três anos. Em 1805, um padre de Mugnano del Cardinale, Don Francesco De Lucia, viajando para Roma com o seu novo Bispo, requisitou e eventualmente recebeu as relíquias desta Mártir “Filumena” para colocar num santuário na sua aldeia em Mugnano del Cardinale, Av, Itália.

A Ven. Paulina Jaricot, fundadora da sociedade para a propagação da fé e do rosário vivo, acrescenta a sua voz ao coro para louvar: “Tenham plena confiança nesta grande santa, ela obterá para vós tudo o que lhe pedires.” (Sta. Filomena é a padroeira do Rosário Vivo e da Sociedade para a propagação da fé.)’
Sta. Filomena: Um desafio para as mentes modernas, irmã Maria Teresa, M.I.C.M Mais>>>

Durante esse período notável de 1830, quando os milagres abundavam pela intercessão de santa Filomena e a Igreja garantia a sua veneração litúrgica pública, três indivíduos de diferentes partes de Itália (completamente desconhecidos uns dos outros) começaram a receber detalhes do contexto histórico de santa Filomena através de diferentes modos de revelação. Os mais significantes eram colóquios recebidos pela Sra. Luísa de Jesus em Agosto de 1833, revelações que receberam aprovação pelo Santo Ofício(presentemente a Congregação da Doutrina da Fé) a 21 de Dezembro de 1833.

Dezanove actos da Santa Sé foram emitidos durante os pontificados de cinco Papas em promoção positiva da devoção popular de santa Filomena, sob as formas de veneração litúrgica pública, arquiconfrarias, e indulgências plenárias e parciais. Esta sucessão da veneração Papal e indulgências é indubitavelmente sem precedentes na garantia Pontifica dos privilégios devocionais para qualquer santo moderno.

O dia 25 de Maio é o aniversário da descoberta doas relíquias de santa Filomena nas catacumbas de Priscilla em Roma a 1802. Este é um dia solene de oração no santuário e um tempo popular para a peregrinação. As grandiosas festividades e procissões dão-se em Agosto e duram por cinco dias. Isto inclui a festa litúrgica na diocese de Nola da transladação das santas relíquias de Roma para Mugnano del Cardinale a 10 de Agosto. Milhares de devotos chegam anualmente e a estátua milagrosa, coberta de joalharia de ouro é levada por todas as estradas da cidade.

Durante este tempo reina a mais incrível paz e a presença definida de santa Filomena é sentida no santuário. Ela tem uma poderosa e forte intercessão. A sua presença é especialmente palpável no sagrado altar onde as relíquias estão dentro da estátua e por detrás desta, está o frasco de sangue seco. Face á estátua estão as lajes originais encontradas no túmulo. O museu contém a cadeira onde Paulina Jaricot se sentou quando recuperou milagrosamente duma doença fatal; este é conhecido como o “Grande Milagre de Mugnano” que o Papa Gregório XVI testemunhou.

A 14 de Fevereiro de 1961, a Sagrada Congregação dos Ritos, decretando que a festa de santa Filomena podia ser removida do calendário litúrgico, criou um ar de apreensão entre os crentes. Com esse decreto, a Igreja nunca pretendeu negar o culto da santa, mas removeu a missa própria dos cultos e concedeu-lhe a missa do comum dos mártires. Incluído encontra-se um extracto dum artigo de Luigi Esposito intitulado “O culto nos passados dez anos”:

‘Mas qual é na verdade a real posição, a real significância do decreto de 1961? lê-se o seguinte: “A festa de santa Filomena é para ser retirada…” seria muito diferente se se tivesse dito: “Santa Filomena foi retirada do calendário.” – com a sistematização, parecia, e temos boas razões para pensar desta forma, que a Igreja pretendia remover não o culto mas apenas as formalidades do culto que foram acordadas à santa de forma extraordinária pelos Pontífices Romanos precedentes.

Voltou-se, para santa Filomena, ás antigas deposições do Rito de 1691 no qual era estabelecido que os santos, cujos corpos eram encontrados nas catacumbas após o ano 1000,podiam ter culto, com missa do “comum” apenas onde os seus corpos eram preservados…’

Que esta é uma interpretação objectiva e não uma aparência subjectiva das seguintes evidências emerge da seguinte evidência. Em Abril de 1961, o bispo de Nola, Monsenhor Binni, desejou que uma comissão, formada sob a assinatura do Vigário Geral e dos padres das paróquias locais fosse a Roma perguntar que linha de conduta deveria ser seguida. O caso foi exposto. As concessões Pontificas e, acima de tudo, as razões pelas quais estas foram causadas foram apresentadas. ‘Continue como antes’ foi a resposta.

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Estatuto eclesiástico presente de devoção a santa FILOMENA, Dr. Mark Miravalle, Professor de teologia na universidade Fransiscana de Steubenville, Ohio, Estados Unidos  Mais>>>

Em 1964, com a visita do Bispo diocesano, foi apresentado um pedido para autenticar a interpretação da afirmação ‘Festum outem S. Filumenae…’ e se, precisamente com essa afirmação, apenas o culto litúrgico era removido ou se todo o tipo de devoção. Foi recebida “O culto litúrgico foi removido. O culto popular mantém-se inalterado. A santa pode ser venerada e honrada até mesmo com celebrações externas e com missa do comum dos mártires. –Luigi Esposito, Mugnano, 11 de Agosto de 1971. Ela pode ser venerada e honrada com celebrações externas e com missa do comum dos mártires não só em Mugnano, como também em outros sítios onde por motivos locais existe a devoção à santa. Uma confirmação maior do supracitado, uma afirmação para todos os devotos onde quer que estejam, é a exortação do Supremo Pontífice Paulo VI ao Bispo de Mysore, Monsignor M. Fernandes, titular da Catedral de Santa FilomenaLink Out na Índia. O Bispo perguntou ao Santo Padre o que era requerido a respeito do decreto de 14 de Fevereiro de 1961. sua Santidade aconselhou-o: “Continue como antes e não contradiga o seu povo”.

Santa Filomena é, por conseguinte, capaz de abençoar os seus devotos. Leva-os a compreender a necessidade de salvação da alma. Ela é uma fonte de Espiritualidade que quanto mais abafada se encontra, mais violentamente jorra.

” Pela Poderosa Intercessão”

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 10:56 am on segunda-feira, junho 8, 2009
TESTEMUNHO DE SUSAN-FILHA DO EX-PASTOR FRANCISCO DE ALMEIDA

Por Jaime Francisco de Moura
Fonte: A Menina de Nossa Senhora do Marrom Glacê

01 - Introdução.

Se é bom conservar escondido o segredo do rei, é coisa louvável revelar e publicar as obras de Deus. Tobias 12,7.

Oi, tudo bem? Meu nome é  Susan e muitos me conhecem como A Menina do Marrom Glacê. Sou a sexta filha do Diácono Francisco. Neste livrinho vou falar um pouco de mim. Nas experiências por que passei, saindo da Igreja Protestante e indo para a Igreja  Católica e também os milagres que aconteceram comigo e minha família. Naquela época eu tinha 8 para 9 anos. Tive uma infância muito boa e feliz. Ia todos os domingos para a igreja; morávamos em Atibaia, interior de São Paulo.

Em certa ocasião meu pai e minha mãe estavam se afastando da igreja e o pastor perguntou para mim por que meus pais não estavam freqüentando o culto aos domingos.

Eu, assustada, não soube responder. Quando cheguei em casa falei aos meus pais que o pastor havia perguntado por eles. Eu perguntei:

Pai, por quê o senhor não está indo  mais à igreja? Ele, na mesma hora, mudou de assunto.

Eu, menina que era muito esperta, fiquei quieta. A semana passou…

Chegou o domingo!

Quando acordei, vi que estava atrasada para o culto e achei muito estranho porque meu pai sempre acordava os filhos para irem à igreja. Naquele domingo meu pai não havia chamado ninguém para  se levantar.

Eu, como gostava de ir ao culto, corri depressa para me aprontar.

Meus pais estavam, na cama, lendo a Bíblia e falei:

Bênção, pai! Bênção, mãe! Vou correndo para o culto. Quando voltar quero saber por quê o senhor fica inventando desculpas para não ir ao culto, e também agora nem me acorda mais, nem a meus irmãos!?

Quando cheguei à porta da igreja, lá estava o pastor cumprimentando a todos. Eu pensei assim:Que mais vou inventar para dizer ao pastor por que meus pais e meus irmãos não vêm mais à igreja? Lá vou eu.”

O pastor falou:Oi, minha filha, o que aconteceu com seu pai que não veio desta vez?

Respondi:Pastor, o senhor não sabe da maior: meu pai está doente, está de cama.

Ele respondeu:Vou pedir oração para o pastor Francisco e à tarde vou fazer uma visita para seu pai.

Na mesma hora fiquei assustada porque eu sabia que meu pai não estava doente. Mas eu não entendia por que meus pais não estavam indo mais ao culto.

Quando terminou o culto, voltei para casa e disse a meus pais que o pastor novamente perguntou por eles e que eu havia respondido que o senhor estava doente, sendo que o pastor disse que viria fazer-lhe uma visita.

Meu pai tranqüilizou-me, dizendo que eu não havia mentido pois ele estava com a garganta inflamada. Olhou para minha mãe e falou:

Não é, Didi?

Minha mãe respondeu:É verdade, Susan.

Naquele momento fiquei muito aliviada, minha cabecinha não estava mais confusa.

O pastor veio visitá-lo, orou e falou que no próximo domingo o culto seria feito por ele.

Meu pai respondeu:Tudo bem!

02 - A revelação.

Conhecereis a verdade e a Verdade vos libertará.João 8,32.

A semana passou, chegou o domingo e meu pai mandou uma carta para o pastor. Eu não sabia o que estava escrito, mas meus irmãos, sim.

Um mês se passou, 3 meses, 6 meses e assim por diante.

Certa ocasião ouvi meus pais rezando a Ave-Maria, na sala. Eu ouvi e comecei a chorar porque eu tive sempre na minha cabeça, e a igreja falava, que a Virgem Maria não ouvia orações; que teve vários filhos e que era pecado rezar a sua oração.

Entrei na sala. Meu pai falou:

Meus filhos, faz dois anos que estou estudando a Bíblia e livros de outras religiões com sua mãe e descobrimos que a igreja verdadeira é a Igreja Católica.

Na mesma hora meus irmãos concordaram em ir para a Igreja.

Eu não. E falei: Pai, o senhor vai para o inferno e vai levar os meus irmãos e minha mãe juntos. Sempre o senhor falou que a Igreja Católica é coisa do inimigo.

Daí meu pai explicou porque estava mudando de religião. Falou sobre a Eucaristia e também sobre a Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Ficou mais quatro horas conversando e explicando que a Igreja Católica é a igreja verdadeira.

Quando ele terminou eu falei que não ir sair da igreja protestante.

O pastor despediu meu pai.

Enfim, o dinheiro estava acabando e começamos a passar fome, comendo apenas mandioca no café, no almoço e no jantar…

A família estava parecendo cara de mandioca. Era todo santo dia.

Uns dias depois falei para meu pai que queria tanto comer doce de marrom glacê. Meu pai olhou para mim, segurou minha mão e falou :

Vá para seu quarto, ajoelhe e peça para a Virgem Maria, ela vai lhe dar.

Olhei com os olhos cheios de lágrimas para meu pai e falei:

Papai, vou pedir, se ela me der amanhã, às 9 horas da manhã, eu vou acreditar que a Virgem Maria ouve realmente as orações.

Então fui para meu quarto e comecei a orar: senti uma sensação diferente, parecia que havia uma pessoa do meu lado. E esta sensação era muito gostosa, tão gostosa que não consigo explicar. Só quem já passou por esse momento entende.

Hoje eu entendo: aquela sensação que eu senti era minha querida Mãezinha do Céu que estava perto daquela menininha que tinha apenas 8 anos de idade.

Realmente nossa Mãezinha do Céu trouxe a lata de marrom glacê, através de uma senhora da igreja católica e por sinal essa senhora é muito católica e amada pela Virgem Maria.

Trouxe exatamente às 9 horas da manhã e me falou:Esta lata de doce, menininha, Nossa Senhora mandou para você. Ela a ama muito.

Eu comecei a chorar e agradecer a Vigem Maria. Na mesma hora o relógio tocou. Fui para meu quarto e pedi perdão à Mãezinha do Céu.

Daí então fui para a Igreja Católica e fiz minha Primeira Comunhão.

03 - A menina cresceu…

Quando eu era criança, falava como criança,pensava como criança, raciocinava como criança.I Coríntios 13,11.

Hoje, sou casada, tenho um casal de filhos lindos, o menino se chama Waider Filipe e a menina Priscilla.

Quando completei 21 anos, nasceu Waider Filipe, um menino saudável. Desde que fiquei sabendo que estava grávida eu entreguei aquela criança para a Mãezinha do Céu. Filipe nasceu forte e muito saudável. Ele é muito amado por Nossa Senhora e já sabe rezar o terço sozinho.

Ele diz que conversa com o Menino Jesus.

Vou contar para vocês os milagres que aconteceram com o Waider Filipe:

Ele tinha um coelhinho que ficava no quintal de casa. O quintal era muito pequeno. Filipe recolhia o seu coelhinho à tarde e o colocava em uma caixa, deixando-o na cozinha para soltá-lo no outro dia.

Num dia Filipe foi recolher o seu coelhinho e viu que o mesmo não estava lá e veio chorando e falando para seu pai que o seu coelhinho não estava no quintal. Eu e meu esposo só de olhar no quintal já sabíamos que o coelho não estava lá porque o quintal era pequeno.

Falei: Não chore, Filipe, mamãe compra outro coelhinho para você. Um detalhe: o quintal era cimentado. Meu esposo falou:

Susan, não tem como o coelho sair daqui, eu acho que foi um gato que o comeu.

Já estava anoitecendo e desistimos de procurá-lo.

Filipe foi para seu quarto e começou a rezar. Dali a instantes chegou à sala e falou:

Mamãe e Papai, o Menino Jesus falou para eu não mais chorar, para ir abrir a porta do quintal porque o coelhinho estaria lá.

Meu esposo ficou bravo com o Filipe e falou: Não está lá, Filipe!

Filipe respondeu: Abra a porta, papai, o Menino Jesus nunca mente. É verdade, Ele fala comigo todos os dias.

Quando meu esposo abriu a porta, o coelhinho estava no mesmo lugar que Filipe falou. Que maravilha, como é bom ser católico!

Na mesma hora rezamos, agradecendo o Menino Jesus.

Waider Filipe fala que quer ser padre quando crescer.

Eu e meu esposo estamos rezando para que ele tenha um dia esta vocação.

Vou contar mais um milagre que aconteceu com Filipe:

Meu esposo estava desempregado há 1 ano, mas nunca perdemos a fé na Mãezinha do Céu. Já chegamos a comer arroz branco e bolinhos de farinha de trigo de água e sal. Houve mesmo dias em que não se comia direito. Mas nunca faltava leite para Waider Filipe porque a igreja nunca deixava faltar; meu esposo fazia um bico na rua e trazia algum dinheiro.

Nós sempre rezávamos o terço, pedindo à Nossa Senhora para arranjar um emprego muito bom para meu esposo.

Waider Filipe levantou cedo e falou: Papai, sabe aquele emprego que o senhor foi fazer a ficha na firma?

Qual deles, Filipe? São tantos em que fiz a ficha!

Filipe respondeu: De promotor de vendas. Amanhã vai chegar uma carta, falando para o senhor começar a trabalhar.

Meu esposo olhou para mim assustado.

Eu falei: Acredita sim, Waider. Filipe está falando a verdade!

Quantas coisas maravilhosas que acontecem em nossa vida! Filipe é um menino muito religioso. O seu pai falou:

Como você sabe, Filipe? É porque o Menino  Jesus falou para mim.

Realmente, no outro dia chegou o carteiro, lá estava esta carta, falando assim:

Caro senhor Waider, nossa empresa está precisando de mais um promotor de vendas. Compareça em nosso escritório amanhã, às 8 horas. Ficamos muito contentes de saber que agora íamos dar uma alimentação melhor para Filipe.

Naquela hora rezamos o terço e agradecemos a Deus mais uma vez.

04 - Outro milagre.

E eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á,buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.Pois todo aquele que pede, recebe; aquele aquele que procura , acha; e ao que bater,se lhe abrirá.Lucas 11,9-10.

Vou falar de mais um milagre:

Num dia eu e meu esposo e meus filhos estávamos viajando a passeio. Nós sempre rezamos na viagem; de repente, Filipe falou:

Pai, reza Creio em Deus Pai e Salve Rainha.

Falou muito assustado. Naquela hora começamos a rezar. Um caminhão carregado de brita soltou a tampa  bem à nossa frente e as pedras caíram em nosso pára-brisa, quebrando-o.  Gritamos pela nossa Mãezinha e mais uma vez ela nos atendeu. Como é grande o amor de Nossa Senhora por nós.

Lembrei-me de mais um fato que aconteceu com Waider Filipe:

Ele estudava na Pré-Escola, onde havia missa uma vez por semana. Ele olhou para sua professora e perguntou:

Tia, o que a senhora quer ganhar de presente do Menino Jesus?

Sua professora respondeu:O que eu mais queria era ter um neném.

Filipe falou que iria rezar por ela.

No outro dia ele foi à escola e falou:

Tia Dagmar, o Menino Jesus falou que a senhora vai ter o neném em dezembro.

Realmente sua querida professora engravidou. Ela fazia tratamento há mais de um ano para engravidar. Era casada há 6 anos. Quando sua professora pegou o resultado telefonou para Filipe para agradecer pela sua oração.

Outro milagre:

Waider Filipe tinha um problema muito sério de afta. Na casa de um amigo, por sinal, muito católico, a imagem da Virgem estava vertendo água. Meu pai colheu num vidrinho as lágrimas de nossa Mãezinha do Céu e demos para Filipe tomar. No outro dia Filipe ficou curado, nunca mais ficou com aquelas feridas.

Graças a fé e o Amor da Mãezinha do Céu por nós.

Agora, vou falar sobre minha querida filha Priscilla. Ela nasceu no dia 19 de abril de 1993. Quando ela tinha três meses e estava no carrinho eu senti que ela estava muito doente. Mas rezei e a entreguei nas mãos de Deus. Na madrugada ela chorava muito. Fui vê-la e a encontrei com muita febre. Chamei meu esposo que falou:

Vamos para o hospital ?agora?, Priscilla está muito quente.

Isto aconteceu em julho. Minha filha com apenas três meses foi acometida de uma infecção generalizada.

Meu esposo e eu chegamos em casa de meus pais de madrugada, trazendo a Priscilla, passando muito mal. Ela estava cianótica. (roxa), com hipotermia, gelada, portanto, e com dificuldades respiratórias.

Meu pai rezou para Priscilla.

Nós a levamos para um hospital especializado e por volta das onze horas da manhã os médicos daquele  hospital recomendaram um outro hospital de maior recurso pois devido ao estado gravíssimo de Priscilla eles nada podiam fazer.

Vários órgãos estavam paralisados, tendo várias paradas cardíacas, convulsão e problemas neurológicos.

Com a graça de Deus e a proteção da Virgem Maria da Medalha Milagrosa, de que somos devotos, conseguimos interná-la num hospital de maiores recursos e a Priscilla foi imediatamente para a u.t.i.

Os médicos que nos atenderam deram a notícia de que Priscilla seguramente teria, no máximo, seis horas de vida.

Eu fiquei no hospital em prantos, rezando e pedindo à Mãezinha do Céu a sua maternal ajuda.

Fomos para casa, eu, meu esposo e meus pais. Nos pés da belíssima imagem de Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa, acendemos uma vela e iniciamos uma novena em sua honra. Rezamos o terço e entregamos a Priscilla nas mãos da Mãe de Deus.

Passaram-se as horas e a Priscilla ficou na u.t.i. entre a vida e a morte, dezessete dias.

Foram horas de orações em vigílias. Os amigos e os parentes todos estavam em orações.

Eu sofri muito, fiquei em jejum de pão e água, até a Priscilla ficar boa.

Meus pais e meu esposo ficaram muito preocupados por minha saúde porque eu ainda tinha Waider Filipe para cuidar.

Cansada e vendo o sofrimento de Priscilla entrei dentro da igreja quando o padre estava começando a celebrar a missa e pedi a todos para rezar pela minha querida filhinha.

Na mesma hora todos começaram a rezar.Naquele momento fui com meu esposo ao Santíssimo  e entregamos a Deus Pai a Priscilla, pois ela foi consagrada à Virgem Maria desde o ventre materno.Deus e Nossa Senhora devolveram-nos a Priscilla, perfeita, sem nenhuma seqüela.

Hoje Priscilla tem  5 anos, está forte e levada.Como é bom ser católica: grande graça de Deus.

Falo para vocês:A Mãe ouve as orações!

Outro milagre que aconteceu com a Priscilla:

Quando nós morávamos no condomínio, Priscilla tinha 4 anos e era muito levada. Ela caiu da escada de 20 degraus; na mesma hora ajoelhei e gritei o nome da nossa Mãezinha do Céu.Mais uma vez Mãezinha atendeu o meu pedido. Não aconteceu nem um arranhão!

05 - Meu esposo Waider.

Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. Mateus 19,5-6.

Agora vou falar um pouco sobre meu esposo Waider. Num dia meu esposo falou para mim para que deixássemos sempre uma vela acesa no Oratório porque sentimos mais a presença da Mãe de Deus em nossa casa.

E como amo muito nossa Mãezinha do Céu na mesma hora concordei. Ele saiu e trouxe a vela e a mesma foi acesa  e vimos no fogo uma rosa vermelha que até hoje aparece.

Eu rezei e pedi à Mãezinha do Céu que falasse comigo de alguma maneira porque todas as vezes em que a vela fosse acesa aparecia a rosa vermelha.

Nossa Senhora falou comigo em sonhos. Falou tão claro que parecia que eu estava acordada.

Nossa Senhora falando:Deixai que eu vos introduza, filhinha, no mais íntimo do meu Coração Imaculado. Entrai neste meu jardim no qual se reflete a puríssima luz da Trindade Divina. Também pediu para sempre rezar o Rosário porque é a arma mais poderosa contra seu adversário. Amo-vos e a sua família.Essas são algumas palavras que eu me lembro que a Querida Mãezinha falou.

Vou falar um pouco de mim:Uma amiga minha da igreja veio chorando em minha casa porque estava cansada de ver o seu marido beber e não gostava de rezar. Quando ela rezava o seu terço na sua casa com seus filhos, seu marido se trancava no seu quarto para não rezar.

Falei para ela colocar uma medalha de Nossa Senhora benta no filtro dágua, outra dentro do travesseiro e fazer todos os dias o sinal da cruz nas costas dele. Rezamos naquele momento, pedindo a Deus Pai e à Mãezinha do Céu.

Falei para ela que Nossa Senhora já tinha feito esse milagre naquele momento que nós estávamos rezando.Passaram-se 3 meses.

Sebastiana veio em minha casa, falando que seu esposo tinha parado de beber. Também está indo à Missa aos domingos. Graças a Deus e à Mãezinha do Céu. A oração foi ouvida.

Hoje seu esposo é uma pessoa muito dedicada a Deus.Que maravilha! Como é bom ser católica!

Vou contar outro milagre para vocês:Tenho uma cunhada que se chama Joana e que estava muito triste porque não tinha condições de pagar o aluguel e seu esposo também bebia muito.

Olhei para ela e falei para confiar na Mãe de Deus, pegando minha medalha do meu pescoço e dando para ela. E rezamos.

Falei: Joana, nossa Mãezinha do Céu vai dar para você a sua casa própria ano que vem. E realmente aconteceu mais este milagre naquela família.Mãezinha do Céu deu a sua casa e também seu esposo parou de beber. Este fato foi em novembro.

Falo para todos vocês que estão lendo estes testemunhos:Confia na Mãezinha do Céu, reze o seu terço todos os dias!

Não percam a Missa aos domingos. Rezem pelo mundo e também pelas famílias e pelos sacerdotes, o bispo de sua diocese e pelo nosso PapaI.

Vou terminando por aqui.

Que Deus os abençoe e a Virgem Maria proteja vocês com seu belíssimo manto.

Rezem por mim e família.

Agradeço pelo apoio do meu querido amigo Roberval Marques do Amaral e família que me incentivaram a escrever este testemunho. Leiam o Salmo 90(91).

Até o próximo livrinho.

Não há outro caminho que nos leve ao Pai senão Jesus. E não há outro caminho que nos leve a Jesus senão Maria.

Obs. A história de  Susan Simone Costa foi enviada gentilmente por Roberval Marques do Amaral - Autor do livro: “Profecias Bíblicas à Luz da História e da Ciência.


Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).
Para citar este artigo:
MOURA, Jaime Francisco de. Apostolado Veritatis Splendor: TESTEMUNHO DE SUSAN-FILHA DO EX-PASTOR FRANCISCO DE ALMEIDA
. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2819. Desde 28/06/2004.



“Familia , Resposta à Crise “

Arquivado em: Cura e Libertação, Dignidade e Esperança — myrianrios at 1:16 pm on quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Cardeal Rodríguez Maradiaga: família, resposta à crise

Por Gilberto Hernández García

MÉXICO, sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- O arcebispo primaz de Honduras e cardeal de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, afirma que a atual crise econômica tem importantes repercussões no desenvolvimento das famílias; mas ao mesmo tempo, para enfrentar este momento, a unidade familiar será um fator determinante.

Assim comentou o também presidente da Cáritas Internacional, em conversa com ZENIT-El Observador, depois de sua participação no VI Encontro Mundial das Famílias (EFM), celebrado no México no mês de janeiro passado.

– O senhor tem um panorama amplo sobre as questões sociais e sobre sua repercussão na família. Neste sentido, qual é a problemática que mais preocupa a Igreja hoje em dia?

– Cardeal Rodríguez Maradiaga: A própria família: ela é o ponto principal, a opção mais importante da vida do ser humano; por conseguinte, entra nas preocupações que temos: como fazer para que as pessoas cada vez mais se preparem para esta opção de vida. Todas as coisas grandes são preparadas, não se improvisam, mas muitas vezes a maior opção da vida, que é o amor e a família, é improvisada de uma maneira assustadora. Às vezes temos famílias que começam por um erro e não por uma opção em liberdade. Preparar esta opção de vida é talvez o maior objetivo de toda a evangelização e da pastoral familiar.

– O que o senhor acha do evidente processo de pobreza e de desigualdade que a América Latina sofre e que em muitos casos freia o desenvolvimento integral das famílias?

– Cardeal Rodríguez Maradiaga: No Encontro Mundial das Famílias, um especialista em economia não propunha as consequências que tem a falta de família para o desenvolvimento econômico, para a própria pobreza. Com estudos e estatísticas, foi-nos demonstrado que a saúde física e a mental é melhor em famílias constituídas que em famílias monoparentais ou desintegradas. A pobreza é muito pior em famílias desintegradas que nas integradas. Assim se enfocaram diversos aspectos, por exemplo, na educação superior, e os obstáculos quando há pais divorciados. São aspectos que a imprensa comenta muito pouco e vale a pena concentrar-se nisso.

Fala-se do papel educativo da família; alguns o reduzem à educação escolar. Aqui se enfocou o que significa a educação moral na família, a educação espiritual, os aspectos econômicos e testemunhos do pai de família, quando em meio às vicissitudes da vida é capaz de acompanhar com heroísmo a família. Estas são riquezas inexploradas e que vale a pena dar a conhecer, porque há pessoas que sofrem e ao conhecer estes testemunhos se sentem fortalecidas.

A pobreza é uma realidade que vai crescendo em nossos países ao invés de diminuir. Agora temos esta crise financeira tão grande e se prevê que ela terá muitas outras consequências.

– Alguns dizem que os países pobres o são porque não regulam a natalidade. Muitos governantes enfocam suas forças contra a pobreza em políticas de controle da natalidade…

– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Estas políticas de controle de natalidade são na realidade de eliminação da natalidade. Contemplam só uma das perspectivas. Pensa-se que somos pobres porque temos muita população e isso é um sofisma. A população é necessária para que haja desenvolvimento econômico; há um país na América Latina que foi o primeiro, já na década de 50, a aplicar reduções de natalidade, e o que aconteceu nesse país? Não pode crescer e, por conseguinte, não tem consumidores para que haja empresas prósperas, tudo tem de ser importado de outros grandes países e ele tem apenas uma economia de subsistência, não um desenvolvimento, como deveria ser.

A Igreja fala claramente da paternidade e maternidade responsáveis; a transmissão da vida é uma grande responsabilidade dos pais, não é produto de qualquer desordem; é uma grande responsabilidade, assim como também os governos têm a grave responsabilidade de procurar o bem comum de todos os cidadãos, e se há cidadãos que deveriam ser privilegiados, deveriam ser os pobres e não os que mais têm. E este é o motivo pelo qual a Igreja, que é Mãe, insiste profundamente, em sua doutrina social, em que a família não é como um elemento que não entra na problemática social.

Na doutrina social da Igreja, um capítulo muito importante é a família, porque nela se toca muito de perto tudo o que se refere à problemática social. A Igreja fez sempre o pedido aos governos de que se preocupem também pelas famílias pobres.

– O que o senhor acha da idéia de que a Igreja só privilegia os ricos?

– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Quem diz isso desconhece a vida da Igreja. Em primeiro lugar, a Igreja não se reduz à hierarquia; cada batizado é Igreja. Se virmos todos os desenvolvimentos pastorais no continente, percebemos que a Igreja fez a opção preferencial pelos pobres.

No México há um caso único em nosso continente: homens de empresas e pessoas de muitos recursos sustentam o Instituto Mexicano de Doutrina Social (IMDOSOC), que educa o povo precisamente pela convicção que tem de que uma das melhores maneiras de aliviar a pobreza é através da educação; o IMDOSOC deu bolsas a estudantes de países pobres, inclusive de Cuba, que vieram ao México com bolsas completas, para aprofundar no estudo da doutrina social da Igreja; portanto, não se pode generalizar esse juízo. Quem examina a vida da Igreja compreende que a opção preferencial pelos pobres não é poesia, mas realidade.

Às vezes se critica a moral católica porque se opõe ao uso de preservativos como uma solução para o problema da AIDS; pois quero dizer-lhe que 27% de todas as obras que há no mundo a favor dos pacientes com esta enfermidade é da Igreja Católica, e ela recebe apenas 2% do Fundo Global para ajuda aos pacientes de AIDS. Se observarmos programas de construção de moradia, veremos o que isso significa quando há de catástrofes; e digo isso como presidente da Cáritas Internacional, a instituição mais respeitada em opção preferencial pelos pobres.


“Jejum para Saciar fome de Deus “

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 1:09 pm on quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Bento XVI propõe jejum como ajuda para saciar fome de Deus

Na mensagem para a Quaresma de 2009, publicada nesta terça-feira

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O valor e o sentido do jejum como «uma arma espiritual» é a proposta que Bento XVI apresenta em sua mensagem para esta Quaresma. O documento foi apresentado nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa na Santa Sé.«Podemos perguntar-nos que valor e que sentido tem para nós, os cristãos, privar-nos de algo que em si mesmo seria bom e útil para nosso sustento», pergunta-se o Santo Padre em sua mensagem.

Deste modo, em sua proposta para a Quaresma, que começará no dia 25 de fevereiro – Quarta-Feira de Cinzas – e se estenderá até 5 de abril – Domingo de Ramos –, ele se detém a analisar o sentido que esta prática teve tanto no Antigo como no Novo Testamento.

A visão cristã

O pontífice mostra como Jesus fala do verdadeiro jejum, que consiste «em cumprir a vontade do Pai Celestial», exemplo que também dá ao responder a Satanás, que durante 40 dias no deserto diz que «não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus».

O Papa declara desta maneira que o verdadeiro jejum «tem como finalidade comer do alimento verdadeiro, que é fazer a vontade do Pai».

«Com o jejum, o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando em sua bondade e misericórdia», sublinha.

A desvalorização do jejum

O jejum hoje «perdeu um pouco do seu valor espiritual», declara depois a mensagem, pois muitas vezes se reduz a uma «medida terapêutica para o cuidado do próprio corpo».

Bento XVI assinala que a prática do jejum contribui para «dar unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor».

«Privar-se do alimento material que nutre o corpo facilita uma disposição interior a escutar Cristo e a nutrir-se de sua palavra de salvação» e assegura que com esta prática, junto com a da oração, nós «lhe permitimos que venha saciar a fome mais profunda que experimentamos no íntimo de nosso coração».

O Santo Padre ressalta também o significado social do jejum, dizendo que este «nos ajuda a tomar consciência da situação na qual vivem muitos de nossos irmãos».

Por isso, exorta as paróquias «a intensificar durante a Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cuidando desta forma da escuta da Palavra de Deus, da oração e da esmola».

O Papa assegura que esta prática é «uma arma espiritual para lutar contra qualquer possível apego desordenado a nós mesmos».

Desta forma, ajuda «o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza debilitada pelo pecado original, cujos efeitos negativos afetam toda a personalidade humana».

Em definitivo, graças ao jejum, para o pontífice a Quaresma é o tempo ideal «para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma e a abre ao amor de Deus e do próximo».

( Fonte ZENIT)


Natal , Jesus Nasceu !

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 4:23 pm on sábado, dezembro 20, 2008

* Divina Misericórdia
* Palavras do sacerdote

Ele está próximo
Acolher o Filho de Maria significa mostrá-Lo vivo, transparente em nós, visibilizando em nosso jeito de ser a Sua amabilidade, ternura, bondade e o Seu amor
Dom Nelson Westrupp

Alegremo-nos! Vamos ao encontro do “Maravilhoso Conselheiro, do Príncipe da Paz” (Is 9,5), do Redentor que se aproxima.

Estão-se completando os dias (cf. Lc 2,6) daquele bendito e santo Nascimento que reviveremos nos mistérios da Noite Santa do Natal. Torne-se nossa vigilância mais intensa e nossa oração mais confiante.

Todos os anos somos convidados a resgatar o sentido pleno do Natal de Jesus, para vivê-lo como cristãos e cristãs, fugindo à mentalidade cada vez mais paganizada de nossa época. Não nos deixemos infectar ou contaminar pelo vírus do consumismo e do materialismo. Infelizmente, antes mesmo de iniciarmos o tempo litúrgico do Advento, enfeites natalinos e a voracidade consumista invadem nossas ruas, lojas e até nossos corações. Com isso, o Natal cristão vai-se transformando em simples recordação do nascimento de nosso Salvador.

Não obstante a mentalidade semipaganizada do Natal, a festa da Criança de Belém é um dom de luz que rasga e rompe as trevas da humanidade, prisioneira do pecado, incapaz de amar. O Natal do Senhor abre-nos a uma incontida alegria, de que ninguém sai ileso. A liturgia cristã é significado de festa, porque “Deus está conosco”. Onde há vida, há alegria. A alegria causada pela vinda do Salvador é portadora de paz.

Diante do presépio, ficamos tomados de ternura e exultação a contemplar enlevados o mistério de vida que encerra o amor infinito de Jesus Salvador. Por isso, vamos às pressas a Belém para ver o recém-nascido deitado na manjedoura (cf. Lc 2,15-16). Não fiquemos trancados em casa, prisioneiros de nossas trevas e negativismos. Vamos! Guiados pela Estrela, vamos com o coração alegre e feliz! Lá há uma Luz resplandecente que nos faz transcender o que vemos com os olhos da carne. Sim, os olhos da mente abrem os caminhos do coração, que permitem apreender e acolher a Verdade que nos liberta de todo mal. A Luz de Belém empenhar-nos-á em viver na liberdade e na dignidade de filhos e filhas de Deus. Fará com que abandonemos a noite do pecado, abrindo-nos para a graça da Vida nova, iluminados pela “Luz verdadeira, que vindo ao mundo, a todos ilumina” (Jo 1,9). A alegria completa nasce da Luz que resplandece num coração transparente, que não teme a escuridão da falsidade. Não se trata de uma alegria frenética causada pela droga, pelos paraísos artificiais e enganosos, pela embriaguez momentânea… Trata-se da embriaguez do Espírito que regenera e renova, trazendo paz e serenidade ao coração humano.

Estamos bem próximos da chegada do Deus Menino. Ninguém falte ao encontro marcado com Ele. A incomensurável distância percorrida por Deus para chegar até nós é razão suficiente para corrermos ao Seu encontro e sentirmos “que coisa é o ser humano, para dele te lembrares e o visitares” (Sl 8,5).

Na proximidade do Natal, não há motivo para angústias e temores. Fazendo espaço para Jesus nascer, o Natal será ocasião única para um encontro vivo, amigo e pessoal com Ele. Acolhamos Jesus Cristo, “concebido por obra do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria”. Acolher o Filho de Maria significa mostrá-Lo vivo, transparente em nós, visibilizando em nosso jeito de ser a Sua amabilidade, a Sua ternura, a Sua bondade e o Seu amor.

… um Natal feliz e santo, para que o Novo Ano seja alegre e repleto de muita paz no Senhor.
(www.cnbb.org.br)

Consagração à Nossa Senhora Aparecida

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 3:54 pm on sábado, dezembro 20, 2008

Consagração rezada no Santuário
Ó Maria Santíssima, que em vossa querida Imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil; eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.

Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas. Acolhei-me debaixo de vossa proteção.

Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja.

Consagração a Nossa Senhora -

Dia Mundial da PAZ - 01 de Janeiro

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 3:45 pm on sábado, dezembro 20, 2008

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2009

COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ

1. Desejo, também no início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos e, com esta minha Mensagem, convidá-los a reflectir sobre o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que versam populações inteiras. De facto, a pobreza encontra-se frequentemente entre os factores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza. « Vai-se afirmando (…), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem o autêntico e harmónico progresso da comunidade mundial ».(1)

2. Neste contexto, combater a pobreza implica uma análise atenta do fenómeno complexo que é a globalização. Tal análise é já importante do ponto de vista metodológico, porque convida a pôr em prática o fruto das pesquisas realizadas pelos economistas e sociólogos sobre tantos aspectos da pobreza. Mas a evocação da globalização deveria revestir também um significado espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres bem cientes da perspectiva que todos somos participantes de um único projecto divino: chamados a constituir uma única família, na qual todos – indivíduos, povos e nações – regulem o seu comportamento segundo os princípios de fraternidade e responsabilidade.

Em tal perspectiva, é preciso ter uma visão ampla e articulada da pobreza. Se esta fosse apenas material, para iluminar as suas principais características, seriam suficientes as ciências sociais que nos ajudam a medir os fenómenos baseados sobretudo em dados de tipo quantitativo. Sabemos porém que existem pobrezas imateriais, isto é, que não são consequência directa e automática de carências materiais. Por exemplo, nas sociedades ricas e avançadas, existem fenómenos de marginalização, pobreza relacional, moral e espiritual: trata-se de pessoas desorientadas interiormente, que, apesar do bem-estar económico, vivem diversas formas de transtorno. Penso, por um lado, no chamado « subdesenvolvimento moral » (2) e, por outro, nas consequências negativas do « superdesenvolvimento ».(3) Não esqueço também que muitas vezes, nas sociedades chamadas « pobres », o crescimento económico é entravado por impedimentos culturais, que não permitem uma conveniente utilização dos recursos. Seja como for, não restam dúvidas de que toda a forma de pobreza imposta tem, na sua raiz, a falta de respeito pela dignidade transcendente da pessoa humana. Quando o homem não é visto na integridade da sua vocação e não se respeitam as exigências duma verdadeira « ecologia humana »,(4) desencadeiam-se também as dinâmicas perversas da pobreza, como é evidente em alguns âmbitos sobre os quais passo a deter brevemente a minha atenção.

Pobreza e implicações morais

3. A pobreza aparece muitas vezes associada, como se fosse sua causa, com o desenvolvimento demográfico. Em consequência disso, realizam-se campanhas de redução da natalidade, promovidas a nível internacional, até com métodos que não respeitam a dignidade da mulher nem o direito dos esposos a decidirem responsavelmente o número dos filhos (5) e que muitas vezes – facto ainda mais grave – não respeitam sequer o direito à vida. O extermínio de milhões de nascituros, em nome da luta à pobreza, constitui na realidade a eliminação dos mais pobres dentre os seres humanos. Contra tal presunção, fala o dado seguinte: enquanto, em 1981, cerca de 40% da população mundial vivia abaixo da linha de pobreza absoluta, hoje tal percentagem aparece substancialmente reduzida a metade, tendo saído da pobreza populações caracterizadas precisamente por um incremento demográfico notável. O dado agora assinalado põe em evidência que existiriam os recursos para se resolver o problema da pobreza, mesmo no caso de um crescimento da população. E não se há-de esquecer que, desde o fim da segunda guerra mundial até hoje, a população da terra cresceu quatro mil milhões e tal fenómeno diz respeito, em larga medida, a países que surgiram recentemente na cena internacional como novas potências económicas e conheceram um rápido desenvolvimento graças precisamente ao elevado número dos seus habitantes. Além disso, dentre as nações que mais se desenvolveram, aquelas que detêm maiores índices de natalidade gozam de melhores potencialidades de progresso. Por outras palavras, a população confirma-se como uma riqueza e não como um factor de pobreza.

4. Outro âmbito de preocupação são as pandemias, como por exemplo a malária, a tuberculose e a SIDA, pois, na medida em que atingem os sectores produtivos da população, influem enormemente no agravamento das condições gerais do país. As tentativas para travar as consequências destas doenças na população nem sempre alcançam resultados significativos. E sucede além disso que os países afectados por algumas dessas pandemias se vêem, ao querer enfrentá-las, sujeitos a chantagem por parte de quem condiciona a ajuda económica à actuação de políticas contrárias à vida. Sobretudo a SIDA, dramática causa de pobreza, é difícil combatê-la se não se enfrentarem as problemáticas morais associadas com a difusão do vírus. É preciso, antes de tudo, fomentar campanhas que eduquem, especialmente os jovens, para uma sexualidade plenamente respeitadora da dignidade da pessoa; iniciativas realizadas nesta linha já deram frutos significativos, fazendo diminuir a difusão da SIDA. Depois há que colocar à disposição também das populações pobres os remédios e os tratamentos necessários; isto supõe uma decidida promoção da pesquisa médica e das inovações terapêuticas e, quando for preciso, uma aplicação flexível das regras internacionais de protecção da propriedade intelectual, de modo que a todos fiquem garantidos os necessários tratamentos sanitários de base.

5. Terceiro âmbito, que é objecto de atenção nos programas de luta contra a pobreza e que mostra a sua intrínseca dimensão moral, é a pobreza das crianças. Quando a pobreza atinge uma família, as crianças são as suas vítimas mais vulneráveis: actualmente quase metade dos que vivem em pobreza absoluta é constituída por crianças. O facto de olhar a pobreza colocando-se da parte das crianças induz a reter como prioritários os objectivos que mais directamente lhes dizem respeito, como por exemplo os cuidados maternos, o serviço educativo, o acesso às vacinas, aos cuidados médicos e à água potável, a defesa do ambiente e sobretudo o empenho na defesa da família e da estabilidade das relações no seio da mesma. Quando a família se debilita, os danos recaem inevitavelmente sobre as crianças. Onde não é tutelada a dignidade da mulher e da mãe, a ressentir-se do facto são de novo principalmente os filhos.

6. Quarto âmbito que, do ponto de vista moral, merece particular atenção é a relação existente entre desarmamento e progresso. Gera preocupação o actual nível global de despesa militar. É que, como já tive ocasião de sublinhar, « os ingentes recursos materiais e humanos empregados para as despesas militares e para os armamentos, na realidade, são desviados dos projectos de desenvolvimento dos povos, especialmente dos mais pobres e necessitados de ajuda. E isto está contra o estipulado na própria Carta das Nações Unidas, que empenha a comunidade internacional, e cada um dos Estados em particular, a ‘‘promover o estabelecimento e a manutenção da paz e da segurança internacional com o mínimo dispêndio dos recursos humanos e económicos mundiais para os armamentos” (art. 26) ».(6)

Uma tal conjuntura, longe de facilitar, obstaculiza seriamente a consecução dos grandes objectivos de desenvolvimento da comunidade internacional. Além disso, um excessivo aumento da despesa militar corre o risco de acelerar uma corrida aos armamentos que provoca faixas de subdesenvolvimento e desespero, transformando-se assim, paradoxalmente, em factor de instabilidade, tensão e conflito. Como sensatamente afirmou o meu venerado antecessor Paulo VI, « o desenvolvimento é o novo nome da paz ».(7) Por isso, os Estados são chamados a fazer uma séria reflexão sobre as razões mais profundas dos conflitos, frequentemente atiçados pela injustiça, e a tomar providências com uma corajosa autocrítica. Se se chegar a uma melhoria das relações, isso deverá consentir uma redução das despesas para armamentos. Os recursos poupados poderão ser destinados para projectos de desenvolvimento das pessoas e dos povos mais pobres e necessitados: o esforço despendido em tal direcção é um serviço à paz no seio da família humana.

7. Quinto âmbito na referida luta contra a pobreza material diz respeito à crise alimentar actual, que põe em perigo a satisfação das necessidades de base. Tal crise é caracterizada não tanto pela insuficiência de alimento, como sobretudo pela dificuldade de acesso ao mesmo e por fenómenos especulativos e, consequentemente, pela falta de um reajustamento de instituições políticas e económicas que seja capaz de fazer frente às necessidades e às emergências. A má nutrição pode também provocar graves danos psicofísicos nas populações, privando muitas pessoas das energias de que necessitam para sair, sem especiais ajudas, da sua situação de pobreza. E isto contribui para alargar a distância angular das desigualdades, provocando reacções que correm o risco de tornar-se violentas. Todos os dados sobre o andamento da pobreza relativa nos últimos decénios indicam um aumento do fosso entre ricos e pobres. Causas principais de tal fenómeno são, sem dúvida, por um lado a evolução tecnológica, cujos benefícios se concentram na faixa superior da distribuição do rendimento, e por outro a dinâmica dos preços dos produtos industriais, que crescem muito mais rapidamente do que os preços dos produtos agrícolas e das matérias primas na posse dos países mais pobres. Isto faz com que a maior parte da população dos países mais pobres sofra uma dupla marginalização, ou seja, em termos de rendimentos mais baixos e de preços mais altos.

Luta contra a pobreza e solidariedade global

8. Uma das estradas mestras para construir a paz é uma globalização que tenha em vista os interesses da grande família humana.(8) Mas, para guiar a globalização é preciso uma forte solidariedade global (9) entre países ricos e países pobres, como também no âmbito interno de cada uma das nações, incluindo ricas. É necessário um « código ético comum »,(10) cujas normas não tenham apenas carácter convencional mas estejam radicadas na lei natural inscrita pelo Criador na consciência de todo o ser humano (cf. Rm 2, 14-15). Porventura não sente cada um de nós, no íntimo da consciência, o apelo a dar a própria contribuição para o bem comum e a paz social? A globalização elimina determinadas barreiras, mas isto não significa que não possa construir outras novas; aproxima os povos, mas a proximidade geográfica e temporal não cria, de per si, as condições para uma verdadeira comunhão e uma paz autêntica. A marginalização dos pobres da terra só pode encontrar válidos instrumentos de resgate na globalização, se cada homem se sentir pessoalmente atingido pelas injustiças existentes no mundo e pelas violações dos direitos humanos ligadas com elas. A Igreja, que é « sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano »,(11) continuará a dar a sua contribuição para que sejam superadas as injustiças e incompreensões e se chegue a construir um mundo mais pacífico e solidário.

9. No campo do comércio internacional e das transacções financeiras, temos hoje em acção processos que permitem integrar positivamente as economias, contribuindo para o melhoramento das condições gerais; mas há também processos de sentido oposto, que dividem e marginalizam os povos, criando perigosas premissas para guerras e conflitos. Nos decénios posteriores à segunda guerra mundial, o comércio internacional de bens e serviços cresceu de forma extraordinariamente rápida, com um dinamismo sem precedentes na história. Grande parte do comércio mundial interessou os países de antiga industrialização, vindo significativamente juntar-se-lhes muitos países que sobressaíram tornando-se relevantes. Mas há outros países de rendimento baixo que estão ainda gravemente marginalizados dos fluxos comerciais. O seu crescimento ressentiu-se negativamente com a rápida descida verificada, nos últimos decénios, nos preços dos produtos primários, que constituem a quase totalidade das suas exportações. Nestes países, em grande parte africanos, a dependência das exportações de produtos primários continua a constituir um poderoso factor de risco. Quero reiterar aqui um apelo para que todos os países tenham as mesmas possibilidades de acesso ao mercado mundial, evitando exclusões e marginalizações.

10. Idêntica reflexão pode fazer-se a propósito do mercado financeiro, que toca um dos aspectos primários do fenómeno da globalização, devido ao progresso da electrónica e às políticas de liberalização dos fluxos de dinheiro entre os diversos países. A função objectivamente mais importante do mercado financeiro, que é a de sustentar a longo prazo a possibilidade de investimentos e consequentemente de desenvolvimento, aparece hoje muito frágil: sofre as consequências negativas de um sistema de transacções financeiras – a nível nacional e global – baseadas sobre uma lógica de brevíssimo prazo, que busca o incremento do valor das actividades financeiras e se concentra na gestão técnica das diversas formas de risco. A própria crise recente demonstra como a actividade financeira seja às vezes guiada por lógicas puramente auto-referenciais e desprovidas de consideração pelo bem comum a longo prazo. O nivelamento dos objectivos dos operadores financeiros globais para o brevíssimo prazo reduz a capacidade de o mercado financeiro realizar a sua função de ponte entre o presente e o futuro: apoio à criação de novas oportunidades de produção e de trabalho a longo prazo. Uma actividade financeira confinada no breve e brevíssimo prazo torna-se perigosa para todos, inclusivamente para quem consegue beneficiar dela durante as fases de euforia financeira.(12)

11. Segue-se de tudo isto que a luta contra a pobreza requer uma cooperação nos planos económico e jurídico que permita à comunidade internacional e especialmente aos países pobres individuarem e actuarem soluções coordenadas para enfrentar os referidos problemas através da realização de um quadro jurídico eficaz para a economia. Além disso, requer estímulos para se criarem instituições eficientes e participativas, bem como apoios para lutar contra a criminalidade e promover uma cultura da legalidade. Por outro lado, não se pode negar que, na origem de muitos falimentos na ajuda aos países pobres, estão as políticas vincadamente assistencialistas. Investir na formação das pessoas e desenvolver de forma integrada uma cultura específica da iniciativa parece ser actualmente o verdadeiro projecto a médio e longo prazo. Se as actividades económicas precisam de um contexto favorável para se desenvolver, isto não significa que a atenção se deva desinteressar dos problemas do rendimento. Embora se tenha oportunamente sublinhado que o aumento do rendimento pro capite não pode de forma alguma constituir o fim da acção político-económica, todavia não se deve esquecer que o mesmo representa um instrumento importante para se alcançar o objectivo da luta contra a fome e contra a pobreza absoluta. Deste ponto de vista, seja banida a ilusão de que uma política de pura redistribuição da riqueza existente possa resolver o problema de maneira definitiva. De facto, numa economia moderna, o valor da riqueza depende em medida determinante da capacidade de criar rendimento presente e futuro. Por isso, a criação de valor surge como um elo imprescindível, que se há- de ter em conta se se quer lutar contra a pobreza material de modo eficaz e duradouro.

12. Colocar os pobres em primeiro lugar implica, finalmente, que se reserve espaço adequado para uma correcta lógica económica por parte dos agentes do mercado internacional, uma correcta lógica política por parte dos agentes institucionais e uma correcta lógica participativa capaz de valorizar a sociedade civil local e internacional. Hoje os próprios organismos internacionais reconhecem o valor e a vantagem das iniciativas económicas da sociedade civil ou das administrações locais para favorecer o resgate e a integração na sociedade daquelas faixas da população que muitas vezes estão abaixo do limiar de pobreza extrema mas, ao mesmo tempo, dificilmente se consegue fazer-lhes chegar as ajudas oficiais. A história do progresso económico do século XX ensina que boas políticas de desenvolvimento são confiadas à responsabilidade dos homens e à criação de positivas sinergias entre mercados, sociedade civil e Estados. Particularmente a sociedade civil assume um papel crucial em todo o processo de desenvolvimento, já que este é essencialmente um fenómeno cultural e a cultura nasce e se desenvolve nos diversos âmbitos da vida civil.(13)

13. Como observava o meu venerado antecessor João Paulo II, a globalização « apresenta-se com uma acentuada característica de ambivalência »,(14) pelo que há- de ser dirigida com clarividente sabedoria. Faz parte de tal sabedoria ter em conta primariamente as exigências dos pobres da terra, superando o escândalo da desproporção que se verifica entre os problemas da pobreza e as medidas predispostas pelos homens para os enfrentar. A desproporção é de ordem tanto cultural e política como espiritual e moral. De facto, tais medidas detêm-se frequentemente nas causas superficiais e instrumentais da pobreza, sem chegar às que se abrigam no coração humano, como a avidez e a estreiteza de horizontes. Os problemas do desenvolvimento, das ajudas e da cooperação internacional são às vezes enfrentados sem um verdadeiro envolvimento das pessoas, mas apenas como questões técnicas que se reduzem à preparação de estruturas, elaboração de acordos tarifários, atribuição de financiamentos anónimos. Inversamente, a luta contra a pobreza precisa de homens e mulheres que vivam profundamente a fraternidade e sejam capazes de acompanhar pessoas, famílias e comunidades por percursos de autêntico progresso humano.

Conclusão

14. Na Encíclica Centesimus annus, João Paulo II advertia para a necessidade de « abandonar a mentalidade que considera os pobres – pessoas e povos – como um fardo e como importunos maçadores, que pretendem consumir tudo o que os outros produziram ». « Os pobres – escrevia ele – pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos ».(15) No mundo global de hoje, resulta de forma cada vez mais evidente que só é possível construir a paz, se se assegurar a todos a possibilidade de um razoável crescimento: de facto, as consequências das distorções de sistemas injustos, mais cedo ou mais tarde, fazem-se sentir sobre todos. Deste modo, só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo porém ao seu redor o deserto e o degrado. Por si só, a globalização não consegue construir a paz; antes, em muitos casos, cria divisões e conflitos. A mesma põe a descoberto sobretudo uma urgência: a de ser orientada para um objectivo de profunda solidariedade que aponte para o bem de cada um e de todos. Neste sentido, a globalização há-de ser vista como uma ocasião propícia para realizar algo de importante na luta contra a pobreza e colocar à disposição da justiça e da paz recursos até agora impensáveis.

15. Desde sempre se interessou pelos pobres a doutrina social da Igreja. Nos tempos da Encíclica Rerum novarum, pobres eram sobretudo os operários da nova sociedade industrial; no magistério social de Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, novas pobrezas foram vindo à luz à medida que o horizonte da questão social se alargava até assumir dimensões mundiais.(16) Este alargamento da questão social à globalidade não deve ser considerado apenas no sentido duma extensão quantitativa mas também dum aprofundamento qualitativo sobre o homem e as necessidades da família humana. Por isso a Igreja, ao mesmo tempo que segue com atenção os fenómenos actuais da globalização e a sua incidência sobre as pobrezas humanas, aponta os novos aspectos da questão social, não só em extensão mas também em profundidade, no que se refere à identidade do homem e à sua relação com Deus. São princípios de doutrina social que tendem a esclarecer os vínculos entre pobreza e globalização e a orientar a acção para a construção da paz. Dentre tais princípios, vale a pena recordar aqui, de modo particular, o « amor preferencial pelos pobres »,(17) à luz do primado da caridade testemunhado por toda a tradição cristã a partir dos primórdios da Igreja (cf. Act 4, 32-37; 1 Cor 16, 1; 2 Cor 8-9; Gal 2, 10).

« Cada um entregue-se à tarefa que lhe incumbe com a maior diligência possível » – escrevia em 1891 Leão XIII, acrescentando: « Quanto à Igreja, a sua acção não faltará em nenhum momento ».(18) Esta consciência acompanha hoje também a acção da Igreja em favor dos pobres, nos quais vê Cristo,(19) sentindo ressoar constantemente em seu coração o mandato do Príncipe da paz aos Apóstolos: « Vos date illis manducare – dai-lhes vós mesmos de comer » (Lc 9, 13). Fiel a este convite do seu Senhor, a Comunidade Cristã não deixará, pois, de assegurar o seu apoio à família humana inteira nos seus impulsos de solidariedade criativa, tendentes não só a partilhar o supérfluo, mas sobretudo a alterar « os estilos de vida, os modelos de produção e de consumo, as estruturas consolidadas de poder que hoje regem as sociedades ».(20) Assim, a cada discípulo de Cristo bem como a toda a pessoa de boa vontade, dirijo, no início de um novo ano, um caloroso convite a alargar o coração às necessidades dos pobres e a fazer tudo o que lhe for concretamente possível para ir em seu socorro. De facto, aparece como indiscutivelmente verdadeiro o axioma « combater a pobreza é construir a paz ».

Vaticano, 8 de Dezembro de 2008.

BENEDICTUS PP. XVI

Água : Economizar para não faltar

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 3:19 pm on sábado, dezembro 20, 2008

Água: desperdício individual deve ser combatido com informação

Diogo Dantas

Rio - Parece que não, mas a água não é infinita. Apesar de o planeta azul ter 75% de sua cobertura repleta do recurso, e o Brasil possuir rios e mares em abundância, é no consumo residencial sem controle que mora o problema. A agricultura ainda é o maior vilão em quantidade, consumindo 60% da água doce do mundo. Mas é você, na sua casam que pode reduzir o desperdício sem perder em qualidade de vida.

É o que pensa o especialista no assunto, engenheiro Paulo Costa. Em entrevista ao Dia Online, Costa explica que o Brasil ultrapassa em muito o consumo de água por dia, por pessoa recomendado pela ONU. “Cada brasileiro consome 340 litros de água por dia, quando o nível exigido seria de 160 litros. Brasília já consome mil litros diários por pessoa”.

Água virtual

O Brasil também é um dos líderes do chamado consumo de água virtual, ou seja, o gasto do recurso em atividades onde a água é secundária. Na agricultura, por exemplo, desperdiça-se muito com a técnico da dispersão, em que um pivô esguicha água pelo plantio. “A técnica do gotejamento já está provada que gata um sexto da dispersão e com ampla produtividade. Países exemplos desse cultivo são Israel, Turquia, Egito, Tunísia e Austrália”, explica o especialista.

Outras atividades utilizam milhares de litros em suas produções. o cultivo da soja consome 1600 L, o de carne 15000 L, o de queijo parmesão 18 mil L. Um quilo de carne consome 20 mil L.

Concessionárias devem informar para o uso consciente, não construir mais reservatórios

o engenheiro Paulo Costa sustenta que as concessionárias estaduais que cuidam da água e do esgoto devem estimular o consumo consciente da água. De acordo com o especialista, quanto mais se criam reservatórios, mais espécies são afetadas por alagamentos.

“É absurdo falar em novos reservatório quando essas redes consomem 60% a mais que o necessário. A concessionária coloca para a mídia que o índice de desperdício será eliminado, mas na verdade só está beneficiando o acionista. O beneficio do usuário é nenhum. A economia deve acontecer no ponto de chegada, na casa das pessoas. E as ações de conscientização devem acontecer sempre, não só com a estiagem”.

Costa ainda evidencia um benefício duplo com o investimento em informação e saneamento. “A cada 100 milhões de reais investidos em saneamento e esgoto, equivale a economizar 300 milhões na saúde”, afirma. “Mas para mudar o costume de uma geração é preciso muita informação”, completa.

Veja o que você pode fazer para não desperdiçar água e economizar no bolso

1º fase

Sustituir bacias produzidas antes de 2003 que consomem mais de 12 litros por bacias modernas consumindo somente 6litros.

2º fase

Bacia com valvula - revisão periódica

Vazamento – Válvula, assim como automóveis ou eletrodomésticos podem apresentar desgaste após certo tempo de uso e conseqüentemente vazamentos. Um filete de
1 mm consome 2000 litros de água por dia.
Tempo de Fechamento Longo – Consome mais água que o necessário para uma perfeita descarga.
Tempo de Fechamento Rápido – Exige mais de um acionamento para uma perfeita descarga.
Válvulas produzidas antes dos anos 90 podem provocar golpe e até rompimentos da tubulação caso esteja com funcionamento inadequado.
Bacia com caixa - revisão periódica

Nível da Boia – Sofre alteração com variação de pressão aumentando o volume de água na caixa desnecessariamente.
Recomendamos substituir válvula de entrada A pelo modelo SM 01.
Vazamento – Comporta de saída de água se desgasta com o tempo provocando vazamento, às vezes, imperceptível.
Para verificar vazamentos colocar na caixa uma pastilha Deca e observar se ocorre mudanças de coloração no poço da bacia.

Atitude

Gastar mais de 150 litros de água por dia por pessoa é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais. Veja algumas dicas de com economizar água
e dinheiro sem prejudicar a saúde e a limpeza da sua casa e das pessoas.

Banheiro

Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho.
Escove os dentes e /ou faça a barba com torneira fechada. Abra-a apenas para enxaguar.
Não use a bacia sanitaria como lixeira ou cinzeiro

Lavanderia

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque.
ao lavar a roupa, aproveite a água do tanque ou máquina de lavar e lave o quintal ou a calçada, pois a água ja tem sabão.

Cozinha

Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e só então abra a torneira para molha-los.
ensaboe tudo o que tem que ser lavado e então abra a torneira novamente para novo enxague.
Só ligue a máquina de lavar louças quando estiver cheia.

Jardim

Use um regador para molhar as plantas em vez de ultilizar a mangueira. Faça isso sempre no final da tarde ou á noite, para evitar evaporação.
Consultoria, Planejamento e implantação de programas para o uso racional da água

Santuario de Baleias e Golfinhos

Arquivado em: Cura e Libertação — myrianrios at 3:16 pm on sábado, dezembro 20, 2008

20/12/2008 10:28:00

Costa brasileira é declarada santuário de baleias e golfinhos

Brasília - As águas da costa brasileira agora são santuário de baleias e de golfinhos. Decreto assinado esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça a proibição da caça de golfinhos e baleias nas águas sob jurisdição do país. De acordo com o decreto, “estão permitidos a pesquisa científica e o aproveitamento turístico ordenado”.

A medida reforça a posição brasileira na Comissão Internacional Baleeira, que desde o fim da década de 1980 proibiu a caça e a pesca desses animais, na chamada moratória da baleia. “Há uma queda de braço em nível internacional. O Japão faz pressão mundial para que a caça de baleias seja permitida. A criação do santuário é um recado para os predadores”, disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Com a declaração do santuáriopublicada no Diário Oficial da União, o Brasil passará a defender oficialmente em foros internacionais a integração de políticas para conservação das baleias e golfinhos em todo o Atlântico Sul, o que inclui Argentina, Uruguai e países da costa da África.

“O que era orientação política à chancelaria brasileira, agora é uma determinação legal. Em discussões internacionais, o Brasil vai ter que se posicionar contra essa atividade”, explicou o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello. A aprovação do santuário atende a uma demanda antiga de organizações não-governamentais ambientalistas.

Agência Brasil

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