Archive for dezembro, 2008

Natal , Jesus Nasceu !

* Divina Misericórdia
* Palavras do sacerdote

Ele está próximo
Acolher o Filho de Maria significa mostrá-Lo vivo, transparente em nós, visibilizando em nosso jeito de ser a Sua amabilidade, ternura, bondade e o Seu amor
Dom Nelson Westrupp

Alegremo-nos! Vamos ao encontro do “Maravilhoso Conselheiro, do Príncipe da Paz” (Is 9,5), do Redentor que se aproxima.

Estão-se completando os dias (cf. Lc 2,6) daquele bendito e santo Nascimento que reviveremos nos mistérios da Noite Santa do Natal. Torne-se nossa vigilância mais intensa e nossa oração mais confiante.

Todos os anos somos convidados a resgatar o sentido pleno do Natal de Jesus, para vivê-lo como cristãos e cristãs, fugindo à mentalidade cada vez mais paganizada de nossa época. Não nos deixemos infectar ou contaminar pelo vírus do consumismo e do materialismo. Infelizmente, antes mesmo de iniciarmos o tempo litúrgico do Advento, enfeites natalinos e a voracidade consumista invadem nossas ruas, lojas e até nossos corações. Com isso, o Natal cristão vai-se transformando em simples recordação do nascimento de nosso Salvador.

Não obstante a mentalidade semipaganizada do Natal, a festa da Criança de Belém é um dom de luz que rasga e rompe as trevas da humanidade, prisioneira do pecado, incapaz de amar. O Natal do Senhor abre-nos a uma incontida alegria, de que ninguém sai ileso. A liturgia cristã é significado de festa, porque “Deus está conosco”. Onde há vida, há alegria. A alegria causada pela vinda do Salvador é portadora de paz.

Diante do presépio, ficamos tomados de ternura e exultação a contemplar enlevados o mistério de vida que encerra o amor infinito de Jesus Salvador. Por isso, vamos às pressas a Belém para ver o recém-nascido deitado na manjedoura (cf. Lc 2,15-16). Não fiquemos trancados em casa, prisioneiros de nossas trevas e negativismos. Vamos! Guiados pela Estrela, vamos com o coração alegre e feliz! Lá há uma Luz resplandecente que nos faz transcender o que vemos com os olhos da carne. Sim, os olhos da mente abrem os caminhos do coração, que permitem apreender e acolher a Verdade que nos liberta de todo mal. A Luz de Belém empenhar-nos-á em viver na liberdade e na dignidade de filhos e filhas de Deus. Fará com que abandonemos a noite do pecado, abrindo-nos para a graça da Vida nova, iluminados pela “Luz verdadeira, que vindo ao mundo, a todos ilumina” (Jo 1,9). A alegria completa nasce da Luz que resplandece num coração transparente, que não teme a escuridão da falsidade. Não se trata de uma alegria frenética causada pela droga, pelos paraísos artificiais e enganosos, pela embriaguez momentânea… Trata-se da embriaguez do Espírito que regenera e renova, trazendo paz e serenidade ao coração humano.

Estamos bem próximos da chegada do Deus Menino. Ninguém falte ao encontro marcado com Ele. A incomensurável distância percorrida por Deus para chegar até nós é razão suficiente para corrermos ao Seu encontro e sentirmos “que coisa é o ser humano, para dele te lembrares e o visitares” (Sl 8,5).

Na proximidade do Natal, não há motivo para angústias e temores. Fazendo espaço para Jesus nascer, o Natal será ocasião única para um encontro vivo, amigo e pessoal com Ele. Acolhamos Jesus Cristo, “concebido por obra do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria”. Acolher o Filho de Maria significa mostrá-Lo vivo, transparente em nós, visibilizando em nosso jeito de ser a Sua amabilidade, a Sua ternura, a Sua bondade e o Seu amor.

… um Natal feliz e santo, para que o Novo Ano seja alegre e repleto de muita paz no Senhor.
(www.cnbb.org.br)


Consagração à Nossa Senhora Aparecida

Consagração rezada no Santuário
Ó Maria Santíssima, que em vossa querida Imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil; eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.

Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas. Acolhei-me debaixo de vossa proteção.

Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja.

Consagração a Nossa Senhora –


Dia Mundial da PAZ – 01 de Janeiro

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2009

COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ

1. Desejo, também no início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos e, com esta minha Mensagem, convidá-los a reflectir sobre o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que versam populações inteiras. De facto, a pobreza encontra-se frequentemente entre os factores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza. « Vai-se afirmando (…), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem o autêntico e harmónico progresso da comunidade mundial ».(1)

2. Neste contexto, combater a pobreza implica uma análise atenta do fenómeno complexo que é a globalização. Tal análise é já importante do ponto de vista metodológico, porque convida a pôr em prática o fruto das pesquisas realizadas pelos economistas e sociólogos sobre tantos aspectos da pobreza. Mas a evocação da globalização deveria revestir também um significado espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres bem cientes da perspectiva que todos somos participantes de um único projecto divino: chamados a constituir uma única família, na qual todos – indivíduos, povos e nações – regulem o seu comportamento segundo os princípios de fraternidade e responsabilidade.

Em tal perspectiva, é preciso ter uma visão ampla e articulada da pobreza. Se esta fosse apenas material, para iluminar as suas principais características, seriam suficientes as ciências sociais que nos ajudam a medir os fenómenos baseados sobretudo em dados de tipo quantitativo. Sabemos porém que existem pobrezas imateriais, isto é, que não são consequência directa e automática de carências materiais. Por exemplo, nas sociedades ricas e avançadas, existem fenómenos de marginalização, pobreza relacional, moral e espiritual: trata-se de pessoas desorientadas interiormente, que, apesar do bem-estar económico, vivem diversas formas de transtorno. Penso, por um lado, no chamado « subdesenvolvimento moral » (2) e, por outro, nas consequências negativas do « superdesenvolvimento ».(3) Não esqueço também que muitas vezes, nas sociedades chamadas « pobres », o crescimento económico é entravado por impedimentos culturais, que não permitem uma conveniente utilização dos recursos. Seja como for, não restam dúvidas de que toda a forma de pobreza imposta tem, na sua raiz, a falta de respeito pela dignidade transcendente da pessoa humana. Quando o homem não é visto na integridade da sua vocação e não se respeitam as exigências duma verdadeira « ecologia humana »,(4) desencadeiam-se também as dinâmicas perversas da pobreza, como é evidente em alguns âmbitos sobre os quais passo a deter brevemente a minha atenção.

Pobreza e implicações morais

3. A pobreza aparece muitas vezes associada, como se fosse sua causa, com o desenvolvimento demográfico. Em consequência disso, realizam-se campanhas de redução da natalidade, promovidas a nível internacional, até com métodos que não respeitam a dignidade da mulher nem o direito dos esposos a decidirem responsavelmente o número dos filhos (5) e que muitas vezes – facto ainda mais grave – não respeitam sequer o direito à vida. O extermínio de milhões de nascituros, em nome da luta à pobreza, constitui na realidade a eliminação dos mais pobres dentre os seres humanos. Contra tal presunção, fala o dado seguinte: enquanto, em 1981, cerca de 40% da população mundial vivia abaixo da linha de pobreza absoluta, hoje tal percentagem aparece substancialmente reduzida a metade, tendo saído da pobreza populações caracterizadas precisamente por um incremento demográfico notável. O dado agora assinalado põe em evidência que existiriam os recursos para se resolver o problema da pobreza, mesmo no caso de um crescimento da população. E não se há-de esquecer que, desde o fim da segunda guerra mundial até hoje, a população da terra cresceu quatro mil milhões e tal fenómeno diz respeito, em larga medida, a países que surgiram recentemente na cena internacional como novas potências económicas e conheceram um rápido desenvolvimento graças precisamente ao elevado número dos seus habitantes. Além disso, dentre as nações que mais se desenvolveram, aquelas que detêm maiores índices de natalidade gozam de melhores potencialidades de progresso. Por outras palavras, a população confirma-se como uma riqueza e não como um factor de pobreza.

4. Outro âmbito de preocupação são as pandemias, como por exemplo a malária, a tuberculose e a SIDA, pois, na medida em que atingem os sectores produtivos da população, influem enormemente no agravamento das condições gerais do país. As tentativas para travar as consequências destas doenças na população nem sempre alcançam resultados significativos. E sucede além disso que os países afectados por algumas dessas pandemias se vêem, ao querer enfrentá-las, sujeitos a chantagem por parte de quem condiciona a ajuda económica à actuação de políticas contrárias à vida. Sobretudo a SIDA, dramática causa de pobreza, é difícil combatê-la se não se enfrentarem as problemáticas morais associadas com a difusão do vírus. É preciso, antes de tudo, fomentar campanhas que eduquem, especialmente os jovens, para uma sexualidade plenamente respeitadora da dignidade da pessoa; iniciativas realizadas nesta linha já deram frutos significativos, fazendo diminuir a difusão da SIDA. Depois há que colocar à disposição também das populações pobres os remédios e os tratamentos necessários; isto supõe uma decidida promoção da pesquisa médica e das inovações terapêuticas e, quando for preciso, uma aplicação flexível das regras internacionais de protecção da propriedade intelectual, de modo que a todos fiquem garantidos os necessários tratamentos sanitários de base.

5. Terceiro âmbito, que é objecto de atenção nos programas de luta contra a pobreza e que mostra a sua intrínseca dimensão moral, é a pobreza das crianças. Quando a pobreza atinge uma família, as crianças são as suas vítimas mais vulneráveis: actualmente quase metade dos que vivem em pobreza absoluta é constituída por crianças. O facto de olhar a pobreza colocando-se da parte das crianças induz a reter como prioritários os objectivos que mais directamente lhes dizem respeito, como por exemplo os cuidados maternos, o serviço educativo, o acesso às vacinas, aos cuidados médicos e à água potável, a defesa do ambiente e sobretudo o empenho na defesa da família e da estabilidade das relações no seio da mesma. Quando a família se debilita, os danos recaem inevitavelmente sobre as crianças. Onde não é tutelada a dignidade da mulher e da mãe, a ressentir-se do facto são de novo principalmente os filhos.

6. Quarto âmbito que, do ponto de vista moral, merece particular atenção é a relação existente entre desarmamento e progresso. Gera preocupação o actual nível global de despesa militar. É que, como já tive ocasião de sublinhar, « os ingentes recursos materiais e humanos empregados para as despesas militares e para os armamentos, na realidade, são desviados dos projectos de desenvolvimento dos povos, especialmente dos mais pobres e necessitados de ajuda. E isto está contra o estipulado na própria Carta das Nações Unidas, que empenha a comunidade internacional, e cada um dos Estados em particular, a ‘‘promover o estabelecimento e a manutenção da paz e da segurança internacional com o mínimo dispêndio dos recursos humanos e económicos mundiais para os armamentos” (art. 26) ».(6)

Uma tal conjuntura, longe de facilitar, obstaculiza seriamente a consecução dos grandes objectivos de desenvolvimento da comunidade internacional. Além disso, um excessivo aumento da despesa militar corre o risco de acelerar uma corrida aos armamentos que provoca faixas de subdesenvolvimento e desespero, transformando-se assim, paradoxalmente, em factor de instabilidade, tensão e conflito. Como sensatamente afirmou o meu venerado antecessor Paulo VI, « o desenvolvimento é o novo nome da paz ».(7) Por isso, os Estados são chamados a fazer uma séria reflexão sobre as razões mais profundas dos conflitos, frequentemente atiçados pela injustiça, e a tomar providências com uma corajosa autocrítica. Se se chegar a uma melhoria das relações, isso deverá consentir uma redução das despesas para armamentos. Os recursos poupados poderão ser destinados para projectos de desenvolvimento das pessoas e dos povos mais pobres e necessitados: o esforço despendido em tal direcção é um serviço à paz no seio da família humana.

7. Quinto âmbito na referida luta contra a pobreza material diz respeito à crise alimentar actual, que põe em perigo a satisfação das necessidades de base. Tal crise é caracterizada não tanto pela insuficiência de alimento, como sobretudo pela dificuldade de acesso ao mesmo e por fenómenos especulativos e, consequentemente, pela falta de um reajustamento de instituições políticas e económicas que seja capaz de fazer frente às necessidades e às emergências. A má nutrição pode também provocar graves danos psicofísicos nas populações, privando muitas pessoas das energias de que necessitam para sair, sem especiais ajudas, da sua situação de pobreza. E isto contribui para alargar a distância angular das desigualdades, provocando reacções que correm o risco de tornar-se violentas. Todos os dados sobre o andamento da pobreza relativa nos últimos decénios indicam um aumento do fosso entre ricos e pobres. Causas principais de tal fenómeno são, sem dúvida, por um lado a evolução tecnológica, cujos benefícios se concentram na faixa superior da distribuição do rendimento, e por outro a dinâmica dos preços dos produtos industriais, que crescem muito mais rapidamente do que os preços dos produtos agrícolas e das matérias primas na posse dos países mais pobres. Isto faz com que a maior parte da população dos países mais pobres sofra uma dupla marginalização, ou seja, em termos de rendimentos mais baixos e de preços mais altos.

Luta contra a pobreza e solidariedade global

8. Uma das estradas mestras para construir a paz é uma globalização que tenha em vista os interesses da grande família humana.(8) Mas, para guiar a globalização é preciso uma forte solidariedade global (9) entre países ricos e países pobres, como também no âmbito interno de cada uma das nações, incluindo ricas. É necessário um « código ético comum »,(10) cujas normas não tenham apenas carácter convencional mas estejam radicadas na lei natural inscrita pelo Criador na consciência de todo o ser humano (cf. Rm 2, 14-15). Porventura não sente cada um de nós, no íntimo da consciência, o apelo a dar a própria contribuição para o bem comum e a paz social? A globalização elimina determinadas barreiras, mas isto não significa que não possa construir outras novas; aproxima os povos, mas a proximidade geográfica e temporal não cria, de per si, as condições para uma verdadeira comunhão e uma paz autêntica. A marginalização dos pobres da terra só pode encontrar válidos instrumentos de resgate na globalização, se cada homem se sentir pessoalmente atingido pelas injustiças existentes no mundo e pelas violações dos direitos humanos ligadas com elas. A Igreja, que é « sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano »,(11) continuará a dar a sua contribuição para que sejam superadas as injustiças e incompreensões e se chegue a construir um mundo mais pacífico e solidário.

9. No campo do comércio internacional e das transacções financeiras, temos hoje em acção processos que permitem integrar positivamente as economias, contribuindo para o melhoramento das condições gerais; mas há também processos de sentido oposto, que dividem e marginalizam os povos, criando perigosas premissas para guerras e conflitos. Nos decénios posteriores à segunda guerra mundial, o comércio internacional de bens e serviços cresceu de forma extraordinariamente rápida, com um dinamismo sem precedentes na história. Grande parte do comércio mundial interessou os países de antiga industrialização, vindo significativamente juntar-se-lhes muitos países que sobressaíram tornando-se relevantes. Mas há outros países de rendimento baixo que estão ainda gravemente marginalizados dos fluxos comerciais. O seu crescimento ressentiu-se negativamente com a rápida descida verificada, nos últimos decénios, nos preços dos produtos primários, que constituem a quase totalidade das suas exportações. Nestes países, em grande parte africanos, a dependência das exportações de produtos primários continua a constituir um poderoso factor de risco. Quero reiterar aqui um apelo para que todos os países tenham as mesmas possibilidades de acesso ao mercado mundial, evitando exclusões e marginalizações.

10. Idêntica reflexão pode fazer-se a propósito do mercado financeiro, que toca um dos aspectos primários do fenómeno da globalização, devido ao progresso da electrónica e às políticas de liberalização dos fluxos de dinheiro entre os diversos países. A função objectivamente mais importante do mercado financeiro, que é a de sustentar a longo prazo a possibilidade de investimentos e consequentemente de desenvolvimento, aparece hoje muito frágil: sofre as consequências negativas de um sistema de transacções financeiras – a nível nacional e global – baseadas sobre uma lógica de brevíssimo prazo, que busca o incremento do valor das actividades financeiras e se concentra na gestão técnica das diversas formas de risco. A própria crise recente demonstra como a actividade financeira seja às vezes guiada por lógicas puramente auto-referenciais e desprovidas de consideração pelo bem comum a longo prazo. O nivelamento dos objectivos dos operadores financeiros globais para o brevíssimo prazo reduz a capacidade de o mercado financeiro realizar a sua função de ponte entre o presente e o futuro: apoio à criação de novas oportunidades de produção e de trabalho a longo prazo. Uma actividade financeira confinada no breve e brevíssimo prazo torna-se perigosa para todos, inclusivamente para quem consegue beneficiar dela durante as fases de euforia financeira.(12)

11. Segue-se de tudo isto que a luta contra a pobreza requer uma cooperação nos planos económico e jurídico que permita à comunidade internacional e especialmente aos países pobres individuarem e actuarem soluções coordenadas para enfrentar os referidos problemas através da realização de um quadro jurídico eficaz para a economia. Além disso, requer estímulos para se criarem instituições eficientes e participativas, bem como apoios para lutar contra a criminalidade e promover uma cultura da legalidade. Por outro lado, não se pode negar que, na origem de muitos falimentos na ajuda aos países pobres, estão as políticas vincadamente assistencialistas. Investir na formação das pessoas e desenvolver de forma integrada uma cultura específica da iniciativa parece ser actualmente o verdadeiro projecto a médio e longo prazo. Se as actividades económicas precisam de um contexto favorável para se desenvolver, isto não significa que a atenção se deva desinteressar dos problemas do rendimento. Embora se tenha oportunamente sublinhado que o aumento do rendimento pro capite não pode de forma alguma constituir o fim da acção político-económica, todavia não se deve esquecer que o mesmo representa um instrumento importante para se alcançar o objectivo da luta contra a fome e contra a pobreza absoluta. Deste ponto de vista, seja banida a ilusão de que uma política de pura redistribuição da riqueza existente possa resolver o problema de maneira definitiva. De facto, numa economia moderna, o valor da riqueza depende em medida determinante da capacidade de criar rendimento presente e futuro. Por isso, a criação de valor surge como um elo imprescindível, que se há- de ter em conta se se quer lutar contra a pobreza material de modo eficaz e duradouro.

12. Colocar os pobres em primeiro lugar implica, finalmente, que se reserve espaço adequado para uma correcta lógica económica por parte dos agentes do mercado internacional, uma correcta lógica política por parte dos agentes institucionais e uma correcta lógica participativa capaz de valorizar a sociedade civil local e internacional. Hoje os próprios organismos internacionais reconhecem o valor e a vantagem das iniciativas económicas da sociedade civil ou das administrações locais para favorecer o resgate e a integração na sociedade daquelas faixas da população que muitas vezes estão abaixo do limiar de pobreza extrema mas, ao mesmo tempo, dificilmente se consegue fazer-lhes chegar as ajudas oficiais. A história do progresso económico do século XX ensina que boas políticas de desenvolvimento são confiadas à responsabilidade dos homens e à criação de positivas sinergias entre mercados, sociedade civil e Estados. Particularmente a sociedade civil assume um papel crucial em todo o processo de desenvolvimento, já que este é essencialmente um fenómeno cultural e a cultura nasce e se desenvolve nos diversos âmbitos da vida civil.(13)

13. Como observava o meu venerado antecessor João Paulo II, a globalização « apresenta-se com uma acentuada característica de ambivalência »,(14) pelo que há- de ser dirigida com clarividente sabedoria. Faz parte de tal sabedoria ter em conta primariamente as exigências dos pobres da terra, superando o escândalo da desproporção que se verifica entre os problemas da pobreza e as medidas predispostas pelos homens para os enfrentar. A desproporção é de ordem tanto cultural e política como espiritual e moral. De facto, tais medidas detêm-se frequentemente nas causas superficiais e instrumentais da pobreza, sem chegar às que se abrigam no coração humano, como a avidez e a estreiteza de horizontes. Os problemas do desenvolvimento, das ajudas e da cooperação internacional são às vezes enfrentados sem um verdadeiro envolvimento das pessoas, mas apenas como questões técnicas que se reduzem à preparação de estruturas, elaboração de acordos tarifários, atribuição de financiamentos anónimos. Inversamente, a luta contra a pobreza precisa de homens e mulheres que vivam profundamente a fraternidade e sejam capazes de acompanhar pessoas, famílias e comunidades por percursos de autêntico progresso humano.

Conclusão

14. Na Encíclica Centesimus annus, João Paulo II advertia para a necessidade de « abandonar a mentalidade que considera os pobres – pessoas e povos – como um fardo e como importunos maçadores, que pretendem consumir tudo o que os outros produziram ». « Os pobres – escrevia ele – pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos ».(15) No mundo global de hoje, resulta de forma cada vez mais evidente que só é possível construir a paz, se se assegurar a todos a possibilidade de um razoável crescimento: de facto, as consequências das distorções de sistemas injustos, mais cedo ou mais tarde, fazem-se sentir sobre todos. Deste modo, só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo porém ao seu redor o deserto e o degrado. Por si só, a globalização não consegue construir a paz; antes, em muitos casos, cria divisões e conflitos. A mesma põe a descoberto sobretudo uma urgência: a de ser orientada para um objectivo de profunda solidariedade que aponte para o bem de cada um e de todos. Neste sentido, a globalização há-de ser vista como uma ocasião propícia para realizar algo de importante na luta contra a pobreza e colocar à disposição da justiça e da paz recursos até agora impensáveis.

15. Desde sempre se interessou pelos pobres a doutrina social da Igreja. Nos tempos da Encíclica Rerum novarum, pobres eram sobretudo os operários da nova sociedade industrial; no magistério social de Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, novas pobrezas foram vindo à luz à medida que o horizonte da questão social se alargava até assumir dimensões mundiais.(16) Este alargamento da questão social à globalidade não deve ser considerado apenas no sentido duma extensão quantitativa mas também dum aprofundamento qualitativo sobre o homem e as necessidades da família humana. Por isso a Igreja, ao mesmo tempo que segue com atenção os fenómenos actuais da globalização e a sua incidência sobre as pobrezas humanas, aponta os novos aspectos da questão social, não só em extensão mas também em profundidade, no que se refere à identidade do homem e à sua relação com Deus. São princípios de doutrina social que tendem a esclarecer os vínculos entre pobreza e globalização e a orientar a acção para a construção da paz. Dentre tais princípios, vale a pena recordar aqui, de modo particular, o « amor preferencial pelos pobres »,(17) à luz do primado da caridade testemunhado por toda a tradição cristã a partir dos primórdios da Igreja (cf. Act 4, 32-37; 1 Cor 16, 1; 2 Cor 8-9; Gal 2, 10).

« Cada um entregue-se à tarefa que lhe incumbe com a maior diligência possível » – escrevia em 1891 Leão XIII, acrescentando: « Quanto à Igreja, a sua acção não faltará em nenhum momento ».(18) Esta consciência acompanha hoje também a acção da Igreja em favor dos pobres, nos quais vê Cristo,(19) sentindo ressoar constantemente em seu coração o mandato do Príncipe da paz aos Apóstolos: « Vos date illis manducare – dai-lhes vós mesmos de comer » (Lc 9, 13). Fiel a este convite do seu Senhor, a Comunidade Cristã não deixará, pois, de assegurar o seu apoio à família humana inteira nos seus impulsos de solidariedade criativa, tendentes não só a partilhar o supérfluo, mas sobretudo a alterar « os estilos de vida, os modelos de produção e de consumo, as estruturas consolidadas de poder que hoje regem as sociedades ».(20) Assim, a cada discípulo de Cristo bem como a toda a pessoa de boa vontade, dirijo, no início de um novo ano, um caloroso convite a alargar o coração às necessidades dos pobres e a fazer tudo o que lhe for concretamente possível para ir em seu socorro. De facto, aparece como indiscutivelmente verdadeiro o axioma « combater a pobreza é construir a paz ».

Vaticano, 8 de Dezembro de 2008.

BENEDICTUS PP. XVI


Água : Economizar para não faltar

Água: desperdício individual deve ser combatido com informação

Diogo Dantas

Rio – Parece que não, mas a água não é infinita. Apesar de o planeta azul ter 75% de sua cobertura repleta do recurso, e o Brasil possuir rios e mares em abundância, é no consumo residencial sem controle que mora o problema. A agricultura ainda é o maior vilão em quantidade, consumindo 60% da água doce do mundo. Mas é você, na sua casam que pode reduzir o desperdício sem perder em qualidade de vida.

É o que pensa o especialista no assunto, engenheiro Paulo Costa. Em entrevista ao Dia Online, Costa explica que o Brasil ultrapassa em muito o consumo de água por dia, por pessoa recomendado pela ONU. “Cada brasileiro consome 340 litros de água por dia, quando o nível exigido seria de 160 litros. Brasília já consome mil litros diários por pessoa”.

Água virtual

O Brasil também é um dos líderes do chamado consumo de água virtual, ou seja, o gasto do recurso em atividades onde a água é secundária. Na agricultura, por exemplo, desperdiça-se muito com a técnico da dispersão, em que um pivô esguicha água pelo plantio. “A técnica do gotejamento já está provada que gata um sexto da dispersão e com ampla produtividade. Países exemplos desse cultivo são Israel, Turquia, Egito, Tunísia e Austrália”, explica o especialista.

Outras atividades utilizam milhares de litros em suas produções. o cultivo da soja consome 1600 L, o de carne 15000 L, o de queijo parmesão 18 mil L. Um quilo de carne consome 20 mil L.

Concessionárias devem informar para o uso consciente, não construir mais reservatórios

o engenheiro Paulo Costa sustenta que as concessionárias estaduais que cuidam da água e do esgoto devem estimular o consumo consciente da água. De acordo com o especialista, quanto mais se criam reservatórios, mais espécies são afetadas por alagamentos.

“É absurdo falar em novos reservatório quando essas redes consomem 60% a mais que o necessário. A concessionária coloca para a mídia que o índice de desperdício será eliminado, mas na verdade só está beneficiando o acionista. O beneficio do usuário é nenhum. A economia deve acontecer no ponto de chegada, na casa das pessoas. E as ações de conscientização devem acontecer sempre, não só com a estiagem”.

Costa ainda evidencia um benefício duplo com o investimento em informação e saneamento. “A cada 100 milhões de reais investidos em saneamento e esgoto, equivale a economizar 300 milhões na saúde”, afirma. “Mas para mudar o costume de uma geração é preciso muita informação”, completa.

Veja o que você pode fazer para não desperdiçar água e economizar no bolso

1º fase

Sustituir bacias produzidas antes de 2003 que consomem mais de 12 litros por bacias modernas consumindo somente 6litros.

2º fase

Bacia com valvula – revisão periódica

Vazamento – Válvula, assim como automóveis ou eletrodomésticos podem apresentar desgaste após certo tempo de uso e conseqüentemente vazamentos. Um filete de
1 mm consome 2000 litros de água por dia.
Tempo de Fechamento Longo – Consome mais água que o necessário para uma perfeita descarga.
Tempo de Fechamento Rápido – Exige mais de um acionamento para uma perfeita descarga.
Válvulas produzidas antes dos anos 90 podem provocar golpe e até rompimentos da tubulação caso esteja com funcionamento inadequado.
Bacia com caixa – revisão periódica

Nível da Boia – Sofre alteração com variação de pressão aumentando o volume de água na caixa desnecessariamente.
Recomendamos substituir válvula de entrada A pelo modelo SM 01.
Vazamento – Comporta de saída de água se desgasta com o tempo provocando vazamento, às vezes, imperceptível.
Para verificar vazamentos colocar na caixa uma pastilha Deca e observar se ocorre mudanças de coloração no poço da bacia.

Atitude

Gastar mais de 150 litros de água por dia por pessoa é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais. Veja algumas dicas de com economizar água
e dinheiro sem prejudicar a saúde e a limpeza da sua casa e das pessoas.

Banheiro

Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho.
Escove os dentes e /ou faça a barba com torneira fechada. Abra-a apenas para enxaguar.
Não use a bacia sanitaria como lixeira ou cinzeiro

Lavanderia

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque.
ao lavar a roupa, aproveite a água do tanque ou máquina de lavar e lave o quintal ou a calçada, pois a água ja tem sabão.

Cozinha

Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e só então abra a torneira para molha-los.
ensaboe tudo o que tem que ser lavado e então abra a torneira novamente para novo enxague.
Só ligue a máquina de lavar louças quando estiver cheia.

Jardim

Use um regador para molhar as plantas em vez de ultilizar a mangueira. Faça isso sempre no final da tarde ou á noite, para evitar evaporação.
Consultoria, Planejamento e implantação de programas para o uso racional da água


Santuario de Baleias e Golfinhos

20/12/2008 10:28:00

Costa brasileira é declarada santuário de baleias e golfinhos

Brasília – As águas da costa brasileira agora são santuário de baleias e de golfinhos. Decreto assinado esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça a proibição da caça de golfinhos e baleias nas águas sob jurisdição do país. De acordo com o decreto, “estão permitidos a pesquisa científica e o aproveitamento turístico ordenado”.

A medida reforça a posição brasileira na Comissão Internacional Baleeira, que desde o fim da década de 1980 proibiu a caça e a pesca desses animais, na chamada moratória da baleia. “Há uma queda de braço em nível internacional. O Japão faz pressão mundial para que a caça de baleias seja permitida. A criação do santuário é um recado para os predadores”, disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Com a declaração do santuáriopublicada no Diário Oficial da União, o Brasil passará a defender oficialmente em foros internacionais a integração de políticas para conservação das baleias e golfinhos em todo o Atlântico Sul, o que inclui Argentina, Uruguai e países da costa da África.

“O que era orientação política à chancelaria brasileira, agora é uma determinação legal. Em discussões internacionais, o Brasil vai ter que se posicionar contra essa atividade”, explicou o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello. A aprovação do santuário atende a uma demanda antiga de organizações não-governamentais ambientalistas.

Agência Brasil


Peixe contaminado

20/12/2008 00:49:00

Estado alerta sobre peixe

Devido a vazamento de pesticida em rio, consumo de pescado de água doce não é recomendado

Rio – A Vigilância Sanitária Estadual fez ontem um alerta para que a população “não venda ou consuma qualquer tipo de pescado de água doce”. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, o pesticida Endosulfan, que vazou no Rio Paraíba do Sul no mês passado, após acidente na indústria Servatis, pode causar diversos males à saúde humana.

Devido ao problema, a vigilância orienta que a população espere a conclusão de laudos de análises da qualidade da água e do pescado comprovando a segurança para o consumo.

“Esse pesticida pode provocar desde intoxicações rápidas, que causam diarréia, alergias de pele e irritações gástricas, até alterações no sistema nervoso caso ocorra consumo freqüente e exagerado”, afirmou ontem o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual, Victor Berbara, acrescentando que o problema concentra-se na Região do Médio Paraíba.

SEM GOSTO

Berbara ressalta que não é possível detectar a presença do pesticida pelo paladar. “Ele fica impregnado na carne e não ocorre alteração no sabor. Também não se nota alteração na aparência do produto”, diz o superintendente, acrescentando que o alerta em relação ao consumo é uma medida cautelar.

O vazamento de 1.500 litros do pesticida ocorreu na madrugada de 18 de novembro, causando uma grande mortandade de peixes, que apareceram mortos no Rio Pirapetinga, afluente do Rio Paraíba do Sul, em Resende. A Agência de Meio Ambiente da cidade já havia divulgado um alerta para que não fossem consumidos peixes de águas do Paraíba do Sul. Mas foi detectada a venda de peixes na região.

Devido ao acidente, a captação de água do Paraíba do Sul foi suspensa em uma estação de tratamento de Barra Mansa. Em nota, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) esclareceu que o rio não seria afetado pelo vazamento. Foi constatado que o produto tóxico vazou durante o descarregamento de um dos caminhões da Servatis, indústria de produtos químicos que fazia o transporte. A empresa foi autuada.

Fonte : Jornal O Dia


Uma Tarde Especial

UMA TARDE PARA MULHERES

Aconteceu sábado, dia 29 de novembro, às 15horas no salão de festas da APAE de Jales.

A INSPIRAÇÃO

Há aproximadamente três meses, algumas mulheres participantes do Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica de Jales pensaram em realizar uma tarde só para mulheres. Uma tarde onde pudessem se reunir para rezarem, meditarem a palavra de Deus, conversarem, se alegrarem, ouvirem o testemunho de alguém que pudesse enriquecer suas vidas, tudo isso acompanhado de uns biscoitinhos, torradinhas, chá, refrigerante, e outras coisas mais. E Deus confirmou esta moção.
Quando conversamos com nosso bispo – D. Demétrio, sentimos não só o apoio de nosso pastor, mas também que através dele, o Senhor nos encorajava a realizar o evento em uma escala maior, que não ficássemos somente na cidade de Jales, mas estendêssemos o convite a toda região, a toda diocese e foi o que fizemos.
Foram três meses de oração, divulgação, trabalhos, preparação, envolvimento, contatos, alegrias e sofrimentos, até chegar o grande dia, a grande tarde.

O EVENTO

Dom Demétrio esteve conosco durante a abertura do evento. Foi um amor. Muito acolhedor. Demonstrou muito carinho e alegria em estar ali conosco.
Participaram mulheres de Jales, Urânia, Pontalinda, Ouroeste, Fernandópolis, Estrela d’Oeste, Marinópolis, Sud Menucci, entre outras.
Foram ao todo mil convites entregues na portaria da APAE. Preparamos mil assentos e estavam todos ocupados por mulheres de Jales e cidades vizinhas. O salão ficou pequeno para tantas mulheres.
E como foi esta tarde?
M A R A V I L H O S A ! ! !
Eram mil mulheres de coração aberto para receber a graça de Deus. E como receberam!!!
Foi um momento muito forte de oração e derramamento do Espírito Santo sobre aquelas pessoas. Eram mulheres chorando, repousando no Espírito Santo, alegres, confiantes, de olhos vibrantes, enfim, sendo tocadas de um modo todo especial através de uma experiência única com Deus que deixará lembranças para o resto de suas vidas.
Muitas mulheres que estavam ali, tiveram seu primeiro encontro com Deus no momento de oração que conduzimos com a Myrian após seu testemunho.
Acredito que não saiu uma mulher sequer daquele salão sem ter sido tocada por Deus! As comportas do céu se abriram! Foi chuva caindo lá fora e graça sendo derramada dentro do salão.

O TESTEMUNHO

Durante aproximadamente 1 hora e meia Myrian falou de sua vida. De suas fraquezas, de seu passado, de seus amores, de seus sentimentos, dos filhos, das novelas, dos artistas e atores, de sua conversão, do encontro com Deus que mudou sua vida. Contou que em seu caminho de conversão e busca de Santidade, o Grupo de Oração da Renovação Carismática teve uma importância fundamental. Conclamou as participantes a assumirem com mais firmeza sua identidade de cristãs, retomando aspectos importantes de sua fé como a confissão, eucaristia, dízimo, leitura da palavra de Deus e oração. Encorajou as mulheres a não ficarem paradas nos problemas, mas colocarem “a esperança em Deus”, perseverando intensamente em orações e súplicas diante de cada dificuldade (reflexão baseada no texto de I Tm 5,5). Enfatizou que muitas mulheres casadas vivem como se fossem viúvas de maridos vivos. Lembrou também que vivemos “num mundo descartável”, e a mulher precisa saber que ela é uma filha amada de Deus, muito querida, e que por isso tem o seu valor. Terminou exortando todas a clamarem o Espírito Santo.

E A MYRIAN?

Uma graça de mulher. Carismática, simpaticíssima, divertida, determinada e, claro, uma mulher cheia do Espírito Santo. Antes que ela desse seu testemunho de vida, fomos até o camarim conversar com ela sobre alguns detalhes do evento, e vimos ali uma mulher simples, de fé, segurando um terço na mão, com os olhos fechados e os braços estendidos, orando, pedindo a Deus que cuidasse de todo aquele ambiente, de todas aquelas mulheres.

A QUEDA DE ENERGIA

A propósito, essa conversa com a Myrian aconteceu em dado momento da tarde, onde a energia havia acabado em toda a cidade, inclusive no salão onde estávamos reunidos. Chovia muito. Mas, se alguém poderia pensar que uma queda de energia iria atrapalhar os planos de Deus, se enganou!
Myrian rezava no camarim, enquanto do palco, sem microfones ou qualquer outro equipamento de som, nós conduzíamos uma oração com aquelas mil mulheres, e do lado de fora do salão, homens – servos do Grupo de Oração, se ajoelhavam e clamavam a Deus o retorno da energia.
A companhia de energia elétrica nos informou que tudo voltaria à normalidade num prazo de 2 horas. Para nós, era um tempo muito longo, pois Deus tinha pressa em falar ao coração daquelas mulheres.
Quando fomos chamados por Deus a fazer este evento depositamos nossa confiança no Senhor. E naquele momento, mais do que nunca, a nossa fé foi provada. Confiamos que o Senhor traria de volta a energia antes do tempo previsto e recorremos a Ele. Alguns minutos após nossas orações a energia voltou. Que alegria…
Ué!!!, não era só 2 horas depois que voltaria a energia?
Pois é, o inimigo até tentou, mas se somos fiéis e confiamos em Deus “…quem será contra nós”? (Rm 8, 31)

O ENCERRAMENTO

O evento terminou com um momento de oração conduzido pelo Ministério de música e a Myrian, onde clamamos as bênçãos especiais de Deus para cada mulher, cada lar, cada família, porque a partir dali se iniciava uma nova etapa na vida daquelas mulheres. Aquela tarde ficará marcada para o resto de suas vidas. E nós nos alegramos muito por fazer parte deste momento na vida de cada uma dessas pessoas.
Queremos agradecer de todo o coração a Deus, por estar sempre conosco, nos sustentar, nos amar, cuidar de nós, e nos inspirar a não ficarmos parados, mas anunciarmos o seu amor, a sua misericórdia, o seu evangelho a toda criatura.
Agradecemos também a cada pessoa, a cada empresa, a cada empresário que de um modo ou outro, nos ajudaram a realizar e organizar este evento. Um agradecimento especial também a este Jornal de Jales que nos abriu espaço para divulgarmos o evento.
Por fim, fica nosso convite a cada um de vocês a participarem conosco toda quarta-feira às 20 horas do Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica de Jales. Esse momento poderá mudar a sua vida.
Mais informações acesse nosso site www.rccjales.com.br.

Fernando e Flávia Lima
Coordenadores do evento


Milagre no Egito

UM MILAGRE RECENTE NO EGITO

Já tinha ouvido falar mas não tinha lido ainda…
Data: Quarta feira, 24 de setembro de 2008, 6:22h

Um Milagre Recente no Egito.
O Filme “A Paixão” de Mel Gibson está sendo passado no Egito, e desde então,
muitas pessoas passaram a adquirir e a ler a Bíblia, atrás da história do homem que
o filme conta: Jesus.
É costume entre os mulçumanos que os filhos são amaldiçoados pela atitude de
seus pais. Então, uma jovem egípcia, que estava com sua filhinha recém nascida,
sabendo que o marido havia ido trabalhar, ela havia visto o filme, então pegou a
Bíblia para ler sua história.
Acontece que o marido um muçulmano egípcio ao ver tal cena a matou por
estar lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê recém nascido e uma
filha do casal de 8 anos de idade. As crianças foram enterradas vivas!
Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças.
Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu.
Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia – E VIVAS!
O país ficou em choque e o homem será executado.
Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver
por tanto tempo e ela disse: ‘Um homem que usava roupas brilhantes e
com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar.
Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã’.
Ela foi entrevistada no Egito numa Tv Nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto.
A menina nunca tinha ouvido falar de Jesus, antes da mãe comprar “aquele livro”
e não sabia quem era Ele. O que sabia, é que o tal homem brilhava muito e de suas mãos
saía sangue!’
Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse
tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi
crucificado e que Ele está vivo!Mas também ficou claro que a criança não
seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas
crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.Os líderes muçulmanos terão
muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme
‘Paixão de Cristo’ não os ajuda!
Como o Egito está bem no centro da mídia e da educação do Oriente Médio,
você pode ter a certeza de que essa história vai se espalhar rapidamente.

Há duas maneiras de viver a vida: Uma, é como se nada fosse milagre. A
outra, com se tudo fosse milagre. (Albert Einstein )

Deus abençoe !
Myrian


A Dignidade acima de tudo !


Publicada em 16/12/2008 às 22:56

Homem que perdeu tudo nas enchentes em Santa Catarina devolve R$ 20 mil encontrados em roupa doada

Sérgio Meirelles – Extra

Seu Daniel perdeu um irmão, dois netos, casa e o alambique – sua única fonte de renda – nas enchentes de Santa Catarina. Apesar de tanto sofrimento e necessitado de tudo, seu Daniel não esqueceu de um dos sentimentos mais nobres do ser humano: a honestidade. Ele devolveu ao dono R$ 20 mil que foram esquecidos num dos bolsos de um casaco feminino que lhe fora doado junto com outros donativos.

A história dramática do agricultor Daniel Manoel da Silva, de 58 anos, começou na noite do último dia 23 de novembro. Chovia muito. Por volta das 21h, a casa onde ele e sua família moravam, no pacato bairro do Alto do Baú, a cerca de 30 quilômetros de Blumenau, foi literalmente soterrada. Daniel, a esposa, três filhos e o genro foram salvos por vizinhos. Mas os voluntários não conseguiram salvar o irmão e dois netos do seu Daniel.

- Momentos antes de tudo acontecer, faltou luz. Pensei que o mundo estava acabando. Ficamos debaixo dos escombros misturados com terra – relembrou Daniel.

Além da perda de três parentes, o desmoronamento de terra matou os poucos animais de criação do agricultor e destruiu a plantação de cana e o alambique que seu Daniel usava para produzir a melhor cachaça da região. Era dessa engenhoca que seu Daniel tirava o sustento de toda família. Mas isso tudo ficou enterrado. Seu Daniel e seus parentes foram obrigados a abandonar o local apenas com a roupa do corpo e foram se abrigar na casa de amigos em uma cidade vizinha.

A solidariedade dos desconhecidos não tardou a chegar. Seu Daniel e família receberam roupas e comida. Foi quando a neta, que brincava com o casaco, achou o dinheiro e foi correndo entregá-lo ao avô. Apesar de estar precisando muito de ajuda financeira, seu Daniel não pensou duas vezes e decidiu devolver os R$ 20 mil.

- O dinheiro não era nosso. Estamos precisando de tudo. Mas não vamos usar aquilo que não nos pertence – sentenciou o agricultor.

Agradecida e sensibilizada com a atitude do seu Daniel, a dona do casaco o gratificou com R$ 1 mil. O que seu Daniel quer, agora, é poder reconstruir a vida e esquecer os dias mais tristes de sua vida:

- Temos que ter esperança sempre. Sempre fui pobre. Tudo o que conquistei com sacrifício eu perdi nessa enchente. Mas vou começar tudo de novo – disse o esperançoso Daniel.