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Texto : Margleis Gomes da Comunidade Canção Nova
junho 30th, 2009
Pensei muito antes de escrever este texto.
Na minha adolescência eu era “fã de carterinha” do Michael Jackson, e como uma boa fã eu tinha algumas coisas dele: discos, clipes, revistas…enfim, eu o admirava.
Não demorou muito, e eu tive o meu encontro pessoal com Jesus que foi um marco na minha vida. Depois desta experiência, minha vida mudou radicalmente, e como toda mudança requer renúncias, comigo não foi diferente. Pensei comigo: ou eu sou de Deus por inteira ou não sou. Então tomei uma firme decisão de destruir tudo que eu tinha dele e de outros cantores que eu gostava, porque não dizia mais da nova vida que eu havia abraçado. A partir daquele momento fiz um propósito de sempre rezar por Michael Jackson; passei de fã para intercessora, ou melhor, fiquei sendo uma intercessora fã.
Não o acompanhei mais como o acompanhava, mas às vezes via algumas notícias nos jornais, e assim rezava melhor por ele. Eu via não somente o cantor, o pop star, mas o filho de Deus que precisava da misericórdia do Pai; alguém que tinha uma história machucada, sofrida e não tinha feito uma experiência com o amor de Deus como eu fiz. O coração dele era muito bom, inclusive nós escutamos a notícia que ele entrou para o Guiness como uma das pessoas que mais ajudava os outros. Era um adulto com o coração de criança.
Ao saber da morte dele fiquei muito triste, mas sei que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28), e que a misericórdia de Deus é grande, e até “inconscientemente nos prepara para irmos ao encontro do Senhor” (Marthe Robin).
Hoje a mídia diz muitas coisas sobre ele, tanto boas como ruins. Li um texto falando sobre a sua pessoa, que chamou muito a minha atenção: “Não precisamos de autópsia para saber que o menino Michael morreu cedo. No meio de fantasias para mudar de rosto, de corpo, de cor, ele não aprendeu a lidar com emoções reais. Trabalhou como homem quando era criança. E ainda era uma criança quando amadureceu. Tímido, ousado, idolatrado e acusado. Um mito de quantas faces? Misteriosamente irreconhecível, ele se escondia no mundo da fantasia, sim. Mas espiava a realidade. Doou milhões para crianças doentes. E, quem esquece, é dele o hino da esperança. “We are the world” uniu o planeta contra a fome na África. Quem era ele, afinal?” (Fonte: globo repórter).
O texto lança perguntas que questiona a muitos: Quem era ele, afinal? Um mito de quantas faces?
Louvo muito a Deus porque: “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração” (I Samuel 16,7b).
O amor de Deus nos torna mais humanos e faz-nos enxergar as pessoas além das aparências.
Para mim o que fica é a pessoa dele, o filho de Deus que hoje precisa muito mais das minhas orações. Quem sou eu para julgá-lo?
Que Jesus que o acolha na sua misericórdia infinita.
“Entre o último suspiro de uma alma e a eternidade, há um abismo de misericórdia”
(São Francisco de Sales).
Jesus, eu confio em vós!
Vamos fazer um fã clube diferente? Oremos pela alma de Michael Jackson todos os dias uma Ave-Maria e ofereçamos a santa missa na sua intenção. Esta é uma forma original e autêntica de ser um verdadeiro fã.
Quem ama, reza. Exercitemo-nos na caridade espiritual.
Agradeço a minha amiga Vanúsia que também é uma intercessora dele e 
que me ajudou a editar esse texto.
Margleis Gomes – Com.Canção Nova
junho 22nd, 2009
Parece-me que o escritor Dan Brown e o diretor Ron Howard, o mesmo de “O Código da Vinci” gostam mesmo de levar à plena ignorância aqueles que não se apoiam na verdade da fé e tampouco nas verdades históricas. Mais uma vez um filme baseado no best-seller de Dan Brown, “Anjos e Demônio” vem levar à “loucura” - para não dizer outra coisa – no melhor estilo “policia e ladrão”, mentiras e fatos históricos totalmente distorcidos. Sua intenção? Claro, difamar a Igreja de Cristo.
A mentira do filme baseia-se agora em torno de uma possível vingança por parte de uma seita científica secreta do séc XVII chamada “Os Illuminati”. Tal seita, composta por cientista e artistas, por ter sido “perseguida, calada e exterminada” pela Igreja Católica por volta do séc XVI, está de volta para uma “vingança”. Para quem não tem um pouquinho só de raciocínio lógico e histórico – não precisa nem ter muita fé – sai da leitura ou do cinema como “inimigo número 1 do Vaticano”. É lamentável!
Dan Brown usa personagens históricos reais como Galileu e Bernini para compor a sua trama de mentiras. Os fatos da obra são tão mentirosos que chega a ser uma obra de comédia do ponto de vista histórico, a começar pelo cruzamento de datas e personagem, como é o caso da relação entre os Illuminatis e Galileu.
Históricamente os Illuminatis foram fundados por um professor de leis chamado Adam Weishaupt, na Baviera, Alemanha, em 1 de maio de 1776. Acontece que o grupo de cientistas não foram muito longe, acabou em 1787. Mas a comédia ainda está por vir, segundo a obra de Brown, Galileu e Bernini foram contemporâneos dos Illuminatis, no entanto Galileu morreu em 1642, ou seja, 150 anos antes da fundação dos Illuminatis. Mas para Dan Brown isso não importa, afinal quem está interessado em buscar a verdade? Me parece que para muitos autores de livros e filmes de hoje é muito fácil brincar com o povo através de mentiras num mundo onde ninguém está interessado na verdade.
Se a intenção do autor é denegrir a imagem da Igreja Católica fica a pergunta: É lícito eu ir no cinema patrocinar a industria ateísta e anti-católica?
Deixo aqui abaixo o que disse o Bispo Emérito do Nardò-Gallipoli (Itália), Dom Antonio Rosario Mennonna, de 103 anos de idade
“ROMA, 04 Mai. OBispo Emérito do Nardò-Gallipoli (Itália), Dom Antonio Rosário Mennonna, de 103 anos de idade e um dos três bispos vivos nascidos em 1906, criticou o conteúdo do filme Anjos e Demônios e a qualificou de ‘estupidez inútil’.
Segundoa imprensa, o Prelado assinalou que a obra, baseada no livro de Dan Brown de mesmo nome, ‘tem um conteúdo altamente denegatório, difamatório e ofensivo para os valores da Igreja e o prestígio da Santa Sé’.
Pessoas próximas a este Prelado indicaram que ele ‘ficou impressionado e profundamente perturbado pelo conteúdo do filme’.
Dom Mennonna convidou aos bispos a denunciar o filme por atacar a fé de milhões de pessoas e difundir espetáculos obscenos.” (fonte ACI)
E você, dará bilheteria a isto?
Daniel Machado
Comunidade Canção Nova
Sentire Cum Ecclesia
Namoro ou amizade?
junho 14th, 2009
A amizade é sem duvida uma das maiores necessidades do ser humano. A vida sem uma amizade não ter cor, não tem brilho, é vazia de sentido. Todos, bons e maus, homens e mulheres, sentem a necessidade de amizade.
Hoje existem muitas frases e ditos sobre a amizade que, tão cheias de expressões e poesia, chegam a ultrapassar a esfera do entendimento, como por exemplo uma famosa frase de Aristóteles que diz: “Amizade é como uma alma em dois corpos”.
Fugindo um pouco de bonitas frases e poesias sobre a amizade – não que elas estejam mal fundamentadas- e partindo um pouco para a realidade, gostaria de refletir sobre um assunto que muitos no seu caminho de amizade entre homem e mulher já viveram, e os que ainda não viveram poderão vir a viver, que é o encantamento na amizade.
O que vem a ser isso?
Já ouvi muitos testemunhos e partilhas de pessoas que num certo ponto da amizade se encontram no celebre dilema: será que estou gostando do fulano? Será que estou apaixonado pela minha melhor amiga ou apaixonada pelo meu melhor amigo? Xiiiii, o que fazer? Como discernir?
De fato todo namoro maduro e sadio parte de uma verdadeira amizade e os que não começaram com uma amizade precisam se tornar com o passar do tempo. No entanto gostaria de apresentar aquele sentimento na amizade que não é um namoro e nem aponta para tal, é na verdade um encantamento para com o amigo ou amiga que num certo momento da amizade atinge um nível de emoções “platônicas” para com o outro. O encantamento é na verdade a mais sincera vontade de ser e estar com o amigo, de se debruçar nele, de falar, de escutar, de estar perto… não é um namoro. Quando estes sentimentos atingem a amizade é preciso uma dose a mais de razão que nos fará chegar no equilíbrio, para que o sentir não atrapalhe o ser amigo.O encantamento em si , quando bem vivido, não é algo ruim, pelo contrário, faz uma amizade crescer e amadurecer.
Como fazer para atingir o equilíbrio diante das “enxurradas” de sentimentos?
1º É preciso questionamento do que sinto, ou seja, eu preciso dar nome aos sentimento que me invadem, preciso do autoconhecimento para ter claro que o que eu sinto não é uma fuga ou carência. Por exemplo: se em meu “histórico” de amizades eu sempre sinto estar “apaixonado” pelo amigo ou amiga, é bem provável que eu esteja desequilibrado afetivamente, então, preciso de cura e não de suprir minha carência em uma amizade. A Oração é a chave que abre as portas do nosso interior. Questione e ore!
2º É preciso dar tempo a amizade, deixar que este encantamento passe pelo crivo do tempo, que eu tenha paciência com o que sinto. Não posso de imediato expressar o que está dentro sem que antes me questione. Somente o tempo cercado pelo silêncio interior poderá esclarecer os verdadeiros sentimentos dentro de você.
3º A verdadeira amizade é feita de aproximação e distância. É insuportável aquele tipo de amizade “chiclete” que não dá espaço para outros, é um “grude” só. A amizade que se encerra em si mesma é o puro encontro de duas carências. Estabelecer um certo limite na sua amizade e partilhá-la com outros vai ajudar a discerni-la melhor. Quantas amizades já se desfizeram por sufocamentos…
Questionar, esperar e distanciar; são três verbos que nos ajudam a lidar com o encantamento na amizade. Quando uma amizade passa por esta “provação” de sentimentos, ela encontra raízes e pode avançar para águas mais profundas. Quem disse que o que sinto na amizade é paixão?
E agora, é verdadeiramente namoro ou só um encantamento na amizade?
Daniel Machado
Comunidade Canção Nova
Corpus Christi
junho 11th, 2009
Eis o pão que os anjos comem/
transformado em pão do homem;/
só os filhos o consomem:/ não será lançado aos cães!
Em sinais prefigurado,/ por
Abraão foi imolado,/
no cordeiro aos pais foi dado,/
no deserto foi maná….
Bom pastor, pão de verdade,/
piedade,ó Jesus, piedade,/
conservai-nos na unidade,/
extingui nossa orfandade,/
transportai-nos para o Pai!
Aos mortais dando comida,/
dais também o pão da vida;/
que a família assim nutrida/
seja um dia reunida/
aos convivas lá do céu!
Fonte do texto: Liturgia da Solenidade de Corpus Christi
Eu desejo ser um lápis
maio 21st, 2009
Ao assistir a um filme sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, uma frase dela chamou-me muita atenção: “Sou apenas um lápis nas mãos de Deus, e é Ele quem escreve.”
Fiquei pensando: “Por que um lápis e não uma caneta?” Fiquei horas fazendo esta comparação.
O lápis por si é mais simples do que a caneta, e uma característica dele é que quando a sua ponta quebra ou está acabando, podemos apontá-la novamente, e ao errarmos ao escrever, damos um jeito de apagar. Ao passo que a caneta, ao acabar a tinta, por mais bela que seja, geralmente, é jogada fora e também não conseguimos apagar a sua escrita e mesmo se usarmos um corretivo, percebemos nitidamente ainda o seu efeito.
Como seria a nossa história escrita à caneta? Ou sendo nós uma caneta?
Deus vai nos “apontando” na escrita da vida. Quanto mais somos “apontados”, tanto melhor fica a escrita. Não é fácil passarmos por este processo, mas a nobreza do lápis está em se deixar gastar para servir da melhor maneira possível, sem ficar pensando se vai acabar ou não. Aprendamos a ser nobres com este objeto, deixando-nos “apontar” por Deus, para que Ele faça – em nós e através de nós – o que precisa ser feito, mesmo que custe a nossa vida.
O Senhor até poderia escrever a nossa história à caneta, só que, muitas vezes, nós a pegamos para escrever e “escrevemos errado”, ou seja, quando não fazemos as escolhas certas, e isso traz sérias conseqüências para a nossa vida.
Já pensou se fosse mesmo uma “caneta” que Ele utilizasse? Só que Deus, na sua imensa misericórdia e conhecendo a nossa limitação humana e inclinação ao erro, escolhe um simples “lápis” para escrever a nossa história, porque com este pode haver correção.
Como? Você deve estar se questionando como eu o fiz. Não é que vamos voltar ao passado e apagar os acontecimentos da nossa história, os erros e pecados que cometemos. Mas há uma “borracha” e um “apontador” que se chamam misericórdia de Deus, manifestada no Sacramento da Confissão, quando nos arrependemos sinceramente das faltas cometidas. Mesmo que os acontecimentos continuem em nossa lembrança, o Senhor nos perdoa e, pouco a pouco, vai curando nossas lembranças. E podemos nos alegrar porque o nosso nome permanece escrito no “livro da vida”.
Você entendeu agora por que Deus usa o lápis e não a caneta?
Margleis Gomes
Saudades…
maio 15th, 2009
















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