Olá amados e amadas internautas,

No mês da Bíblia, à luz da Palavra, trouxe para partilharmos um trecho do livro, recém-lançado, “Vida Sexual no Casamento”, do Prof. Felipe Aquino. Muitos casais cristãos, assim como eu e meu esposo, têm muitas dúvidas e receios de não estarem vivendo um relacionamento, quer seja namoro, noivado ou casamento, em conformidade com a vontade de Deus. O objetivo deste livro é apresentar aos casais cristãos aquilo que a Igreja ensina sobre a grandeza da vida sexual, sua beleza, e aquilo que se pode realizar no ato sexual, seguindo a orientação de sacerdotes, médicos cristãos, e alguns teólogos.

Boa reflexão!
Fraternalmente,
Karla

A FIDELIDADE CONJUGAL

A vida sexual do casal transcende em muito a simples união dos corpos. A união física dos corpos é a expressão material da união das almas, de sua fidelidade, de seu compromisso de vida, etc.
Como o casamento é uma profunda comunhão de vida e amor entre o homem e a mulher, em uma doação mútua, ele não pode admitir a infidelidade. O casal está unido não só pela atração sexual, mas por um desejo profundo de construir a vida juntos e esse desejo sublime é consumado no ato sexual.

O adultério é uma grande traição; aquele que adultera deve-se lembrar do princípio do Evangelho, “a regra de ouro”, que ensina a não fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco “(cf.Mt 7,12). Que cônjuge gostaria de saber que o seu companheiro(a) tem vida sexual com outra pessoa?

A Igreja ensina que:

“O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa, apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade. O amor conjugal dirige-se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, não conduz senão a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade” (Cat. 1644).

“O amor conjugal exige dos esposos, por sua própria natureza, uma fidelidade inviolável. Isso é a conseqüência do dom de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. Não pode ser “até nova ordem”. “Esta união íntima, doação recíproca de duas pessoas e o bem dos filhos exigem perfeita fidelidade dos cônjuges e sua indissolúvel unidade” (1647).
Por isso, a vida sexual de um casal só poderá ser harmoniosa se houver a fidelidade conjugal, que é a expressão do seu amor. Esta fidelidade não são amarras que impedem o casal de ser livre; ao contrário, é um instrumento que os faz crescer em seu amor e que libera em cada um deles forças novas.

O pecado original feriu e enfraqueceu a nossa natureza, por isso, a fidelidade conjugal não é fácil e precisa ser mantida com a graça de Deus, e com a ajuda do outro. Quando Jesus mostrou aos Apóstolos que o casamento deveria ser indissolúvel, eles se assustaram, e lhe disseram:
“Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar” (Mt 19,10).

A Revelação nos mostra que a primeira conseqüência do pecado sobre a humanidade foi a quebra da união perfeita ente o homem e a mulher.

O mandamento de Deus desde o Antigo Testamento é esse:
“Não cometerás adultério” (Ex 20,14).

“Jesus veio restaurar a criação na pureza de sua origem. No Sermão da Montanha, Ele interpreta de maneira rigorosa o plano de Deus: “Ouvistes o que foi dito: `Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração “(Mt 5,27-28). O homem não deve seprar o que Deus uniu”.(Cat.2336)

É importante aqui distinguir entre o “sentir” e o “consentir” no pecado. Sentir o desejo sexual desordenado é natural, e não é pecado; existe no “consentir” no desejo desordenado, buscando nele satisfação imoral de maneira interior ou exterior.

O casal que não cultiva a fidelidade, não só de atos, mas também de pensamentos, desejos e palavras, não pode ter verdadeira felicidade e harmonia sexual.

Como celebrar o amor a quem não se é fiel?

Como ter vontade de se unir fisicamente com ela (ele) se existe outra (outro) com quem se pode satisfazer melhor?

Conheci um rapaz que dizia-me não ter mais prazer no ato sexual com a esposa. Então sugeri a ele que deixasse de olhar e desejar as outras mulheres. O seu desejo para com a esposa reviveu.

A fidelidade conjugal é o fator mais importante para a unidade do casal, é o seu alicerce; sem isso ela é impossível; jamais pode ser substituída; é preciso fortalecê-la cada vez mais, torná-la cada vez mais bela e alegre; deve ser a maior honra de cada casal.

É necessário tempo para que uma relação sexual se transforme plenamente em uma relação harmoniosa de amor, e isso exige a fidelidade do casal. Os casais fiéis têm relações sexuais mais satisfatórias. O “valor” da relação sexual depende daquilo que ela quer expressa.

O nosso Catecismo diz que o casal forma
“A fidelidade exprime a constância em manter a palavra dada. Deus é fiel. O sacramento do Matrimônio faz o homem e a mulher entrarem na fidelidade de Cristo à sua Igreja. Pela castidade conjugal, eles testemunham este mistério perante o mundo.” (2365)

O adultério rompe a unidade fundamental do casamento e lança o casal num abismo de problemas. A Igreja adverte:

“O adultério é uma injustiça. Quem o comete falta com seus compromissos. Fere o sinal da Aliança que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento, violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos, que tem necessidade da união estável dos pais” (Cat. 2381)
S. João Crisóstomo , doutor da Igreja, Patriarca de Constantinopla, sugere aos homens recém –casados que falem assim à sua esposa:

“Tomei-te em meus braços, amo-te, prefiro-te à minha própria vida. Porque a vida presente não é nada, e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de maneira que estejamos certos de não sermos separados na vida futura que nos está reservada… Ponho teu amor acima de tudo, e nada me seria mais penoso que não ter os mesmos pensamentos que tu tens.”

O livro do Eclesiástico nos adverte sobre os perigos:
“Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. Não freqüentes assiduamente uma dançarina, e não lhe dês atenção, para que não pereças por causa de seus encantos.

Não detenhas o olhar sobre uma jovem, para que a sua beleza não venha a causar tua ruína.

Nunca te entregues às prostitutas, para que não te percas com os teus haveres. Não lances os olhos daqui e dali pelas ruas da cidade não vagueies pelos caminhos.

Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida.

Muitos pereceram por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo.

Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada.

Muitos, por haveres admirado uma beleza desconhecida, foram condenados, pois a conversa dela queima como fogo.

“Nunca te sentes ao lado de uma estrangeira, não te ponhas à mesa com ela; não a provoques a beber vinho, para não acontecer que teu coração por ela se apaixone, e que pelo preço de teu sangue caias na perdição” (Eclo 9,3-15).

SOBRE O AUTOR

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos. É casado há 38 anos e pai de cinco filhos.
Na TV Canção Nova, apresenta o programa Escola da Fé, e participa do programa Trocando Idéias. Na Rádio apresenta o programa No Coração da Igreja.
Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior, para casais, noivos e jovens.
Escreveu 63 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola, Canção Nova e Raboni.


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