Egito, sua cultura e importância

Filed under: Regiões bíblicas — Leandro at 11:50 am on Tuesday, July 24, 2007

O Egito exerceu um papel fundamental na história da Salvação, foi lá que Deus realizou os maiores prodígios em favor de Israel, foi lá que o povo experimentou a graça da amizade com Deus, sua providência e carinho. Muitas passagens bíblicas aconteceram em meio a esta civilização. Você é convidado nesta matéria a conhecer melhor como era o ambiente em que viveu, durante 400 anos, o povo da Aliança, para assim poder amar mais e louvar a Deus que cumpre as suas promessas.

O nome Egito recebe de seus habitantes diversos significados, dentre eles “os dois territórios” e “o país negro”.

A geografia abarca desde a Antiguidade o vale do rio Nilo e as zonas áridas do deserto líbio a Oeste e o deserto árabe a Leste, entre o Nilo e o Mar Vermelho.

A distância em linha reta entre as extremidades Norte e Sul é de cerca de 750 Km; o comprimento do rio entre as mesmas extremidades é de cerca de 1130 km.

Seu clima é muito regular, fora do delta do Nilo, a chuva é rara: cerca de seis dias por ano no Cairo e apenas um ou dois por ano para acima de Assiut.

Na primavera, un vento quente e forte chamado khamsin sopra causando tempestades de areia. De maio a novembro, as temperaturas são extremamente elevadas.

A importância da religião no antigo Egito evidencia-se na arte e na arquitetura, motivadas quase inteiramente pela religião.  O caráter da religião egípcia é muito complexo. Nem sempre é fácil determinar as características de seus deuses quando eles aparecem nos tempos históricos.

As grandes divindades egípcias eram divindades solares, as quais distinguiam-se segundo as diversas fases da passagem do sol pelo céu: o sol nascente, o sol do meio-dia, o sol do crepúsculo e assim por diante. A principal divindade solar era Ra e o centro do seu culto era On. Outra divindade solar com particular importância, Horus, considerado filho de Ra e representado como um falcão ou como um homem com cabeça de falcão.

Entre os povos antigos, nenhum tinha uma fé tão elaborada no além quanto a dos egípcios; o morto sobrevivia no “campo dos caniços”, onde o além era uma continuação da vida presente, como se vê nas pinturas tumulares. Originalmente, esse tipo de sobrevivência só era concedido ao rei; mas depois, como o rei tinha necessidade de cortesãos e servos, foi estendida também a estes; por fim, acabou se estendendo a todos.

A sobrevivência no além dependia da conservação do cadáver, que se realizava através da mumificação, um engenhoso processo que conservou tantos cadáveres egípcios até nossos dias.

O Egito foi a primeira comunidade a tornar-se Estado nacional. A disciplina e a organização eram necessárias para se poder controlar e utilizar os recursos do Nilo.

A organização da monarquia era muito complexa. O país era dividido em distritos ao longo do rio, os quais eram governados por um administrador, responsável perante o rei.

Na décima oitava dinastia, foram acrescentados a essa organização dois vizires, um para o alto Egito e outro para o baixo Egito, cada qual responsável perante o rei. Sob a direção desses administradores principais havia um verdadeiro exército de empregados subalternos, escribas e outros oficiais.

Nos seus melhores momentos o governo era honesto e eficaz. Em especial pode-se ressaltar os inúmeros testemunhos relativos às sábias medidas de irrigação e de construção de depósitos de cereais para prevenir eventuais carestias; o governo esforçava-se por manter o preço dos cereais a níveis razoáveis inclusive nos períodos de escassez.

Era uma sociedade integrada, no sentido de que camponeses, artesãos, funcionários reais e sacerdotes faziam cada qual o seu trabalho.

Embora as camadas sociais e econômicas pareçam bastante estratificadas, um jovem ambicioso, mesmo sendo filho de camponeses, podia ascender às posições mais elevadas quando instruído e dotado de talentos e boa vontade. Os nomes e as carreiras dos diversos oficiais reais, como aparecem nos monumentos egípcios, demonstram as suas origens humildes.

Os egípcios criaram uma grande quantidade de formas literárias, independente de influências externas.

Parece que o romance ou fábula era muito popular.

A literatura sapiencial apareceu bastante cedo. Os livros sapienciais são coletâneas de sentenças e preceitos, geralmente ensinadas por um pai a seu filho, frequentemente atribuídas a um rei.

Esse tipo de sabedoria com base em sentenças encontra-se na literatura sapiencial do Antigo Testamento, encontrando-se em alguns casos até mesmo uma relação direta.

A arquitetura egípcia já aparece quase completamente desenvolvida no início do período histórico. Os egípcios foram os primeiros a construir maciços prédios de pedra, tão sólidos que foram capazes de resistir a milhares de anos.

O vale do Nilo apresenta ricas jazidas de ótimo granito, de pedra calcária e de arenito; os egípcios utilizaram tais riquezas naturais segundo a sua adaptabilidade às estruturas, adequando-se a certos cânones da construção. A habitação doméstica comum, como também os prédios industriais ou públicos, eram construídos com tijolos, não com pedras.

As obras-primas egípcias são estátuas colossais, muitas das quais são conservadas nos principais museus do mundo.

O antigo Egito também havia alcançado um alto nível na fabricação de pequenos objetos: utensílios, armas, objetos domésticos e artigos de toucador; as jóias encontradas nos túmulos são trabalhos de grande habilidade e delicadeza, em madeira, marfim, ouro e prata.

Esta foi a primeira publicação sobre o Egito, na próxima sexta você é convidado a conhecer a ligação deste povo com a Bíblia, sua influência e participação na história de nossa Salvação.

Leandro César

Canção Nova - Terra Santa

Contato: terrasanta@cancaonova.com

Bibliografia: J. L. Mckenzie. Dicionário Bíblico. Paulus, 9 ed., São Paulo, 1984, 255-267.