Quando a oração nos leva ao auto-questionamento – Salmo 5

29 julho 2009 | A Biblia no meu dia a dia

A verdade é também um culto de adoração a Deus. No salmo 5, o salmista se apresenta como alguém verdadeiro e que por caminhar nos caminhos de Deus é também ouvido por ele (cf. Sl 5,4-5). Ele afirma com vivacidade: “fazeis perecer aqueles que mentem, o homem cruel e doloso vos é abominável, ó Senhor” (Sl 5,7). A mentira é no contexto do salmo um ato contrário a sinceridade, ou seja um ato consciente de dizer o que é falso e de agir com segunda intenção através do dolo ou da lisonja, a qual consiste em um louvor fingido, mimo, afago e adulação.
Este salmo nos questiona, e me questiona a verificar a veracidade de minhas palavras para com os outros, bem como minhas motivações e atitudes para com Deus e para com os outros.
Caminhar na verdade possui um efeito imediato: a alegria (cf. Sl 5,12), essa é fruto da benção de Deus que acompanha o justo.
Que Deus nos dê a graça de conhecer a verdade para sermos libertos por ela (cf. Jo 8,32). Lembre-se: Enfrentar a verdade traz consigo a nescessidade de tomar decisões, mesmo que sejam dolorosas, ou até mesmo contrárias ao que desejamos no momento presente. Porém ela sempre traz uma vitória: “Protegei-os e triunfarão em vós os que amam vosso nome” (Sl 5,12).
SALMO 5:
Ao mestre de canto. Com flautas. Salmo de Davi. 2. Senhor, ouvi minhas palavras, escutai meus gemidos. 3. Atendei à voz de minha prece, ó meu rei, ó meu Deus. 4. É a vós que eu invoco, Senhor, desde a manhã; escutai a minha voz, porque, desde o raiar do dia, vos apresento minha súplica e espero. 5. Pois vós não sois um Deus a quem agrade o mal, o mau não poderia morar junto de vós; 6. os ímpios não podem resistir ao vosso olhar. Detestais a todos os que praticam o mal, 7. fazeis perecer aqueles que mentem, o homem cruel e doloso vos é abominável, ó Senhor. 8. Mas eu, graças à vossa grande bondade, entrarei em vossa casa. Prostrar-me-ei em vosso santuário, com o respeito que vos é devido, Senhor. 9. Conduzi-me pelas sendas da justiça, por causa de meus inimigos; aplainai, para mim, vosso caminho. 10. Porque em seus lábios não há sinceridade, seus corações só urdem projetos ardilosos. A garganta deles é como um sepulcro escancarado, com a língua distribuem lisonjas. 11. Deixai-os, Senhor, prender-se nos seus erros, que suas maquinações malogrem! Por causa do número de seus crimes, rejeitai-os, pois é contra vós que se revoltaram. 12. Regozijam-se, pelo contrário, os que em vós confiam, permanecem para sempre na alegria. Protegei-os e triunfarão em vós os que amam vosso nome. 13. Pois, vós, Senhor, abençoais o justo; vossa benevolência, como um escudo, o cobrirá.
Leandro César
Com. Canção Nova


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