Uma prova histórica da existência de Deus: o caminho que Jesus percorreu

Filed under: Regiões bíblicas — Leandro at 10:26 am on Saturday, November 24, 2007

Jesus não é uma lenda, um mito, ou fantasia, muito pelo contrário ele é um personagem histórico, um homem que viveu e que caminhou muito pela terra conhecida como santa, pois de Abraão a Jesus é o principal ambiente por onde a Salvação de Deus se manifestou. Essa é uma prova histórica da existência do Deus vivo. Muitos estão tendo a oportunidade de conhecê-la e mais, de ter um encontro pessoal com Jesus.

Aqui trago algumas fotos dos principais lugares por onde passou o Salvador do mundo.

O anjo Gabriel anunciou à Maria que ela seria a Mãe do Messias, o ”Filho do Altíssimo”.

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” Lc 1, 38

Com o anúncio do anjo Maria veio para este local, a casa de Isabel sua prima para ajudá-la até o nascimento do precursor de Jesus, o profeta João Batista.

Com o batismo no rio Jordão, Jesus começa seu ministério público.

Ele escolhe a cidade de Cafarnaum como o principal lugar para anunciar a boa nova.

Foi nesta cidade que ele realizou a maior parte de seus milagres e também foi nesta região que ele realizou a maior parte de seus ensinamentos ao povo.

O Mar da Galiléia e suas redondezas, quantas passagens podem ser lembradas olhando para a beleza deste Santuário natural.

Aqui Jesus chamou os pescadores Pedro, Tiago e João para serem seus discípulos, aqui Pedro gritou: “Mestre salva-me porque estou afogando”; aqui ele acalmou o mar agitado.

O centro do ensinamento de Jesus está nas Bem-Aventuranças.

O local onde Jesus as pronunciou é um monte situado às margens do Mar da Galiléia, sobre ele foi construído um belo Santuário conhecido como a Igreja das Bem-Aventuranças.

A última etapa da vida pública de Jesus foi em Jerusalém.

“Jerusalém, Jerusalém, tu que matas os profetas”.

Nos evangelho de João vemos que ele vinha, como todo judeu piedoso ao menos três vezes ao ano para as principais festas.

Na sua última semana de vida ele viveu na noite de quinta-feira santa, uma agonia profunda suando inclusive como que gotas de sangue.

O local situado no monte das Oliveiras é procurado por muitos peregrinos que como Jesus rezam:

“Senhor que seja feita a tua vontade e não a minha”.

A estrada que Jesus percorreu durante a vida, não foi somente a do sofrimento, ele também se alegrou, teve amigos e com eles sorriu conviveu, viveu as alegrias próprias daqueles que experimentam “quão suave é o Senhor”.

E mais do que tudo isso: Ele experimentou o que é vencer a morte! Ninguém deste mundo é capaz de viver para sempre. O drama da morte acompanha a todos.

Ele porém disse:

“Em verdade, em verdade, vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna. Vem a hora, e é agora, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que o ouvirem, viverão”.

Cada cristão se une ao caminho que Jesus percorreu, só muda o lugar físico. A Terra Santa é o lugar por onde Jesus que a estrada desse mundo passa, mas ela não é sem saída pois depois dela está a vida eterna.

Venha conhecer o caminho que Jesus percorreu!

Onde nasceu o famoso Sansão?

Filed under: Regiões bíblicas — Leandro at 6:42 pm on Wednesday, October 31, 2007

Sansão é o exemplo de consagrado escolhido por Deus para trazer a libertação ao seu povo.

Segundo o livro dos Juízes (Jz 13) ele nasceu em uma região chamada Sefelá:

A cadeia central da Palestina, na extensão da Samaria, vai descendo para a planície do Saron e para o mar por terraços escalonados, em continuidade descendente; pelo contrário, a zona da Judéia desce rapidamente, quase se precipita em vales e gargantas paralelas ao mar, e volta a subir num sistema de colinas de meia altura assomadas à planície marítima. Essa zona de colinas se chama a Sefelá, ou seja, a Baixa; entende-se, comparada com as montanhas de Hebron e Jerusalém. Por essa divisão, a Sefelá tem uma vida independente: é uma zona de aspecto e clima mais suave, cruzada por largos vales perpendiculares, que ao chegarem à cadeia central se convertem em desfiladeiros.

Por esses desfiladeiros se penetra com dificuldade no coração da Judéia, ao passo que pelos vales da Sefelá se desce facilmente à planície filistéia, por onde passa a estrada do mar.

Essa zona aprasível e exposta tocou em sorte à tribo de Dã; e numa das bacias mais aprazíveis, formada pela confluência de vários vales ou desfiladeiros, se encontram Saraá e Estaol, lugares em que, segundo a lenda, nasceu e cresceu o herói dos danitas, Sansão, o rival dos filisteus.

Bibliografia: L. A. Schokel, Bíblia do Peregrino, 452.

Egito, sua cultura e importância

Filed under: Regiões bíblicas — Leandro at 11:50 am on Tuesday, July 24, 2007

O Egito exerceu um papel fundamental na história da Salvação, foi lá que Deus realizou os maiores prodígios em favor de Israel, foi lá que o povo experimentou a graça da amizade com Deus, sua providência e carinho. Muitas passagens bíblicas aconteceram em meio a esta civilização. Você é convidado nesta matéria a conhecer melhor como era o ambiente em que viveu, durante 400 anos, o povo da Aliança, para assim poder amar mais e louvar a Deus que cumpre as suas promessas.

O nome Egito recebe de seus habitantes diversos significados, dentre eles “os dois territórios” e “o país negro”.

A geografia abarca desde a Antiguidade o vale do rio Nilo e as zonas áridas do deserto líbio a Oeste e o deserto árabe a Leste, entre o Nilo e o Mar Vermelho.

A distância em linha reta entre as extremidades Norte e Sul é de cerca de 750 Km; o comprimento do rio entre as mesmas extremidades é de cerca de 1130 km.

Seu clima é muito regular, fora do delta do Nilo, a chuva é rara: cerca de seis dias por ano no Cairo e apenas um ou dois por ano para acima de Assiut.

Na primavera, un vento quente e forte chamado khamsin sopra causando tempestades de areia. De maio a novembro, as temperaturas são extremamente elevadas.

A importância da religião no antigo Egito evidencia-se na arte e na arquitetura, motivadas quase inteiramente pela religião.  O caráter da religião egípcia é muito complexo. Nem sempre é fácil determinar as características de seus deuses quando eles aparecem nos tempos históricos.

As grandes divindades egípcias eram divindades solares, as quais distinguiam-se segundo as diversas fases da passagem do sol pelo céu: o sol nascente, o sol do meio-dia, o sol do crepúsculo e assim por diante. A principal divindade solar era Ra e o centro do seu culto era On. Outra divindade solar com particular importância, Horus, considerado filho de Ra e representado como um falcão ou como um homem com cabeça de falcão.

Entre os povos antigos, nenhum tinha uma fé tão elaborada no além quanto a dos egípcios; o morto sobrevivia no “campo dos caniços”, onde o além era uma continuação da vida presente, como se vê nas pinturas tumulares. Originalmente, esse tipo de sobrevivência só era concedido ao rei; mas depois, como o rei tinha necessidade de cortesãos e servos, foi estendida também a estes; por fim, acabou se estendendo a todos.

A sobrevivência no além dependia da conservação do cadáver, que se realizava através da mumificação, um engenhoso processo que conservou tantos cadáveres egípcios até nossos dias.

O Egito foi a primeira comunidade a tornar-se Estado nacional. A disciplina e a organização eram necessárias para se poder controlar e utilizar os recursos do Nilo.

A organização da monarquia era muito complexa. O país era dividido em distritos ao longo do rio, os quais eram governados por um administrador, responsável perante o rei.

Na décima oitava dinastia, foram acrescentados a essa organização dois vizires, um para o alto Egito e outro para o baixo Egito, cada qual responsável perante o rei. Sob a direção desses administradores principais havia um verdadeiro exército de empregados subalternos, escribas e outros oficiais.

Nos seus melhores momentos o governo era honesto e eficaz. Em especial pode-se ressaltar os inúmeros testemunhos relativos às sábias medidas de irrigação e de construção de depósitos de cereais para prevenir eventuais carestias; o governo esforçava-se por manter o preço dos cereais a níveis razoáveis inclusive nos períodos de escassez.

Era uma sociedade integrada, no sentido de que camponeses, artesãos, funcionários reais e sacerdotes faziam cada qual o seu trabalho.

Embora as camadas sociais e econômicas pareçam bastante estratificadas, um jovem ambicioso, mesmo sendo filho de camponeses, podia ascender às posições mais elevadas quando instruído e dotado de talentos e boa vontade. Os nomes e as carreiras dos diversos oficiais reais, como aparecem nos monumentos egípcios, demonstram as suas origens humildes.

Os egípcios criaram uma grande quantidade de formas literárias, independente de influências externas.

Parece que o romance ou fábula era muito popular.

A literatura sapiencial apareceu bastante cedo. Os livros sapienciais são coletâneas de sentenças e preceitos, geralmente ensinadas por um pai a seu filho, frequentemente atribuídas a um rei.

Esse tipo de sabedoria com base em sentenças encontra-se na literatura sapiencial do Antigo Testamento, encontrando-se em alguns casos até mesmo uma relação direta.

A arquitetura egípcia já aparece quase completamente desenvolvida no início do período histórico. Os egípcios foram os primeiros a construir maciços prédios de pedra, tão sólidos que foram capazes de resistir a milhares de anos.

O vale do Nilo apresenta ricas jazidas de ótimo granito, de pedra calcária e de arenito; os egípcios utilizaram tais riquezas naturais segundo a sua adaptabilidade às estruturas, adequando-se a certos cânones da construção. A habitação doméstica comum, como também os prédios industriais ou públicos, eram construídos com tijolos, não com pedras.

As obras-primas egípcias são estátuas colossais, muitas das quais são conservadas nos principais museus do mundo.

O antigo Egito também havia alcançado um alto nível na fabricação de pequenos objetos: utensílios, armas, objetos domésticos e artigos de toucador; as jóias encontradas nos túmulos são trabalhos de grande habilidade e delicadeza, em madeira, marfim, ouro e prata.

Esta foi a primeira publicação sobre o Egito, na próxima sexta você é convidado a conhecer a ligação deste povo com a Bíblia, sua influência e participação na história de nossa Salvação.

Leandro César

Canção Nova - Terra Santa

Contato: terrasanta@cancaonova.com

Bibliografia: J. L. Mckenzie. Dicionário Bíblico. Paulus, 9 ed., São Paulo, 1984, 255-267.