CATOLICISMO DE FACHADA X FÉ AUTÊNTICA

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:16 pm on quinta-feira, maio 31, 2007

        A Conferência de Aparecida chega ao seu final com entusiasmo. Os participantes, após 19 dias de trabalho, oferecem ao nosso continente uma mensagem de esperança, de fé, e a renovação de um compromisso com os mais necessitados. Propostas que se tornarão realidade a partir da convicção de que cada católico tem de ser um missionário.

         Católicos praticantes! Talvez pudéssemos resumir assim o objetivo a se alcançar. E como toda a América se beneficiaria com isso… Com fiéis batizados em Cristo, imersos no seu amor, na sua misericórdia, na sua missão. Todos seriam agraciados, não só os católicos, mas também os que acreditam diferente e os que se dizem sem fé. Este chão espera ansiosamente pela manifestação destes filhos de Deus, como a terra árida de nossos sertões pela chuva do dia de São José.

        O documento de Aparecida quer ser um grande impulso para essa Igreja renovada, com suas comunidades e paróquias prontas a evangelizar em cada momento. Prontas para testemunhar o que vão experimentando entre suas paredes. O que receberam de graça, extravasam. Já não é possível ficar fechado. “Um sopro novo do Espírito” a partir de Aparecida! Desestabilizador, revolucionário, sem agredir, sem competir.

        Utopia? Um sonho sim, que mesmo distante, por ser forte, serve de guia, para um caminho longo: do comodismo à missão. Do egoísmo à partilha. Do orgulho, da arrogância de se achar melhor, à humildade de reconhecer que é preciso mudar. De um catolicismo de fachada para uma fé autêntica.

BRASIL É 83º. EM LISTA COM 121 PAÍSES SOBRE PAZ

Arquivado em: Informação — Osvaldo Luiz at 5:17 pm on quarta-feira, maio 30, 2007

        Triste posição. Neste levantamento estamos abaixo dos vizinhos Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru. Na América Latina o Chile foi o que se saiu melhor: 16ª. posição. O país com melhor Índice de Paz Global é a Noruega e o pior o Iraque.

SERÁ POSSÍVEL UM NOVO ATAQUE COMO O DE 11/9?

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:50 pm on quarta-feira, maio 30, 2007

        Seis anos depois do trágico 11 de setembro a ameaça de ataques terroristas ainda assombra os Estados Unidos. E ainda assusta porque se sabe que as ações tomadas para impedir novos atentados não se mostraram suficientes. Invadiram o Afeganistão, mas não prenderam o principal líder Talibã. O país arruinado pelo radicalismo agora pena com intermináveis ondas de violência.

        Invadiram o Iraque, mataram Saddam e seus principais aliados e o país está sob escombros, descontrolado, arruinado. E os conflitos sem fim na Palestina? E os desafios iranianos e coreanos? Não existe um necessário diálogo com o mundo islâmico. Cresce a ruptura entre ocidente e oriente.

         Com tudo isso, não serão as fortes medidas de segurança ou a ampliação dos serviços de inteligência que garantirão que outros atentados não alcancem a América. Enquanto a paz não for fortemente desejada, o ódio alcançará meios de se vingar. Talvez não hoje. Talvez não neste ano. Mas a sujeira, insistentemente varrida apenas para baixo do tapete, um dia se manifestará.

        É urgente abrir canais de diálogo. Colocar-se à mesa com vozes de bom-senso. Admitir falhas e dar passos demonstrando boa vontade. Chega de arrogância! Chega de enfrentamento! Não acredito nesse vídeo, nessa história de ataque que fará esquecer os de 11 de setembro. Mas não acho que se deve pagar para ver. As mortes diárias de tantos inocentes no oriente médio já deveriam ser suficientes para se repensar a política externa norte-americana…

NOVAS ESTRADAS SERÃO PRIVATIZADAS EM SP

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:00 pm on terça-feira, maio 29, 2007

        Vou me limitar a comentar as privatizações das rodovias que mais conheço: D. Pedro 1º., Ayrton Senna e Carvalho Pinto. São rodovias que apresentam hoje boas pistas, sinalização adequada e os serviços necessários de atendimento aos usuários. Mas nem sempre foi assim. A Dom Pedro, por exemplo, ficou por muito tempo com pontes interditadas sobre a represa e com trânsito congestionado na região de Campinas. Já a Carvalho Pinto ficou inacabada por muito tempo, com túneis incompletos e desvios inadequados.

        A privatização destas pistas, então, vem não para melhorá-las, mas para financiar obras em outras rodovias do Estado. Aliás, essas estradas já foram beneficiadas no passado por privatizações de outras. O problema será manter seus bons resultados sem aumentar o custo de quem aí passa. Nas vias privatizadas há muito mais pedágios que nessas, principalmente em relação a Dom Pedro que só tem um pagamento em cada “mão”. Outro problema é quanto à qualidade. A Carvalho Pinto já foi considerada a melhor do país e está sempre no topo das boas listas. O que esperar com a privatização?

        Expectativas que se transferem para uma arrecadação que seja capaz de financiar melhorias na extensa malha rodoviária de São Paulo. Pistas que atualmente mal conseguem manter a conservação, quanto mais acompanhar o progresso e possibilitar uma nova onda de desenvolvimento. Quantas vezes o tal do “espetáculo do crescimento” não esbarrou nos limites de nossa capacidade de escoamento.

        A possibilidade, por exemplo, de se duplicar a Tamoios “enche os olhos”. Só esperamos que o custo para os motoristas não seja tão alto e não gere no futuro lágrimas…

  

DIMINUIR A GRAVIDEZ PARA COMBATER A MORTALIDADE MATERNA?

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:49 pm on segunda-feira, maio 28, 2007

        A pobreza é a maior inimiga da saúde da mulher. Pobreza que impede até mesmo um acesso à informação. Pobreza que é endêmica na América Latina. Chegou e ficou! E ao invés de combatê-la com educação, com investimentos em produção, com distribuição de renda, fica-se “orbitando” na superfície. Claro: é mais fácil liberar o aborto ou, ao menos, impedir a gravidez com ampla campanha e distribuição de pílulas.

        Seria cômico se não fosse trágico. Para impedir mortes maternas querem restringir a gravidez. As mulheres brasileiras não merecem mais? Não merecem ter condições econômicas, de saúde, inclusive psicológica, para se ter uma criança?

        Ninguém é contra um planejamento familiar. Há necessidade de se preparar a mulher, a adolescente, para uma gestação organizada, querida, desejada. Inclusive com uma educação sexual adequada. Agora, querer chegar a resultados, à proteção da mulher, sem combater as causas, sem investir em educação, é como “tapar o sol com a peneira”.

        Costuma-se dizer que saúde não é ausência de doenças. Permita-me uma paráfrase: saúde da mulher não é ausência de gravidez. Gerar um filho, antes, é plenitude desta saúde! Saúde em abundância… Comemorar o dia Internacional da Saúde da Mulher falando só de aborto e de controle da natalidade é muita pobreza. Mais pobreza para a América Latina.

NEVOEIRO FORTE EM CACHOEIRA PAULISTA

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:40 pm on segunda-feira, maio 28, 2007

        Cachoeira amanheceu sob forte neblina. Pouco se consegue enxergar. Somem as casas, o rio que dá nome ao vale e as Serras que nos vigiam. Tudo branco. É como se o céu tivesse descido. E é o que desejo a todos nessa semana: que o céu venha até sua vida. Que suas atividades sejam envolvidas pela bondade divina. Aliás, a palavra templo quer dizer um recorte do céu; um pedaço do céu aqui. Comemoramos neste domingo a Festa de Pentecostes. O Espírito Santo enviado. O apóstolo Paulo pergunta: “não sabeis que sois templo e que o Espírito habita em vós?” Há, então, uma representação divina em seu coração. Mais do que essa neblina que nos alcança, o Espírito Santo nos penetra e se torna hóspede da alma. Maravilhosa realidade!

        Por outro lado, forte nevoeiro é sinal, segundo os antigos, de que o dia será ensolarado. Já se pode avistar no céu cachoeirense o astro rei, mesmo que encoberto. Curioso nesta vida como os opostos muitas vezes se indicam, se revelam. Mais uma vez Paulo de Tarso ensina: “é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus…” Quantas vezes nos sentimos sem visão, sem saída, perdidos. Para onde ir? Parece que nada mais existe, a não ser problemas. Mas o sol já se levanta, apenas encoberto. Vai surgir em breve e será forte, pois as nuvens você já enfrenta agora. Não desista, não desanime, a vitória é certa e não tarda.

 

CHÁVEZ VAI FECHAR TV NO DOMINGO

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:57 pm on sexta-feira, maio 25, 2007

        A mais tradicional emissora de televisão da Venezuela, a RCTV, será fechada neste domingo à meia-noite. Sua concessão não será renovada pelo governo do presidente Hugo Chávez. No lugar da emissora, Chávez pretende colocar uma nova emissora pública, com orçamento de quatro milhões de dólares.

        O que a RCTV fez de errado? Não se rendeu ao “comandante”! Manteve seus posicionamentos e é acusada de ter participado de uma tentativa de Golpe de Estado. Na verdade, o presidente venezuelano que se perpetua no poder, que governa por decretos, não aceita vozes divergentes. Com essa decisão arbitrária dá um duro golpe contra a liberdade de expressão naquele país e, consequentemente, debilita a democracia, erguendo mais um “muro” ditatorial.

        Aqui no Brasil as freqüências de rádio e TV também são do Estado. Seguem regras e podem ser renovadas ou não, mas a partir de normas, de leis, de respeito e bom senso. Teoricamente uma concessão da Canção Nova ou da Rede Globo podem não ser renovadas. Mas não será por pensamentos divulgados, por linhas editoriais.

        Hugo Chávez age de forma vil, repugnante e, mesmo que suas mágoas tenham razão, não justificam agora este ato deplorável. Um erro não pode justificar outro.

         Pode-se alegar que o presidente está amparado pela população – apesar de pesquisas apontarem que 70% são contra o fechamento da TV – e que se trata de um problema dos venezuelanos. Mas Chávez age regionalmente e adora se intrometer em tudo. Nosso presidente vive a defendê-lo e, quando da tentativa do golpe, criticou seus autores. Em nome de direitos também inalienáveis como o de expressão, de democracia, Lula deveria se manifestar de novo em favor dos venezuelanos. Ou seus companheiros latinos e sua omissão podem lançar dúvidas sobre medidas em discussão em Brasília, como uma nova TV pública ou a criação de conselhos para controle dos meios de comunicação…

A JANELA DO ESPÍRITO SANTO

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:21 pm on sexta-feira, maio 25, 2007

        O grupo reservou o sábado para se reunir e tomar aquela decisão importante. Para que o encontro rendesse, começaram logo cedo. Como fazia frio, se trancaram numa sala. A vontade era grande de resolver o problema e todos se esforçavam por achar soluções. Alguns fumavam tentando aliviar a tensão.

        Duas horas depois chegou mais uma pessoa para ajudar. Achou o ambiente pesado, o ar viciado, mas não quis interromper os trabalhos. Mais tarde chega outro membro do grupo que reclama: “como vocês conseguem trabalhar assim, vamos abrir as janelas?” Mas os outros não aceitaram e pediram que ele fosse logo ajudar na tarefa, que neste momento parecia ainda mais difícil.

        O dia ia passando, ali mesmo lanchavam e a tensão só aumentava. Cada nova pessoa que chegava para a reunião reclamava do ambiente, mas os presentes, agora mais nervosos, reagiam com vigor. Aliás, as discussões já estavam perto das “vias de fato”. Foi quando chegou uma senhora. Antes que os demais pudessem reagir ela foi logo abrindo as janelas e a porta, dizendo: “do jeito que vocês estão é impossível raciocinar. Vamos trocar esse ar e descansar por uns minutinhos”! Uma brisa entrou rapidamente pela sala. A luz natural também melhorou o ambiente e as pessoas tiveram uma onda de bem-estar. Meia hora depois já tinham encerrado a reunião com tudo resolvido.

        Dizem que quando João 23 foi questionado sobre a realização do Concílio Vaticano II, ele teria também aberto uma janela, para dizer que era preciso novos ares dentro da Igreja. E foi autor de uma oração preparatória pedindo um novo Pentecostes. Agora o mesmo pedido é feito na Conferência de Aparecida. A Palavra de Deus pergunta: um pai pode dar uma coisa ruim para um filho que pede pão? Assim, como Deus pode recusar o Espírito Santo? Sua vida pode ter a reviravolta que precisa. Basta você se abrir para o novo. Basta pedir o Espírito Divino e viver um novo Pentecostes.

O VINHO DA CANÇÃO NOVA

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:37 pm on quinta-feira, maio 24, 2007

        A Canção Nova tinha uma caixa de som e resolveu comprar uma rádio. Ta certo que era uma emissora bem pequena, que a noite seu som mal chegava às cidades vizinhas. Mas de onde viria o dinheiro? Veio. A Rádio Bandeirantes de Cachoeira Paulista tinha como sede um casarão velho alugado. No “ar” ninguém podia se mexer, pois o assoalho rangia. Equipamentos obsoletos.

        A Canção Nova era de outra cidade, de Queluz, e era uma trabalheira tomar conta da rádio. Improvisaram um estúdio na Casa de Maria. Nada de acústica. Participavam dos programas pardais e cães. Não tinha saída: compraram a Chácara de Santa cruz. Arrumaram um lugar melhor para a antena, que depois se multiplicaria. Mas como construir? Mutirão! Os que oravam nos grupos de oração doavam suas horas vagas, suas férias, suas aposentadorias para a construção da Rádio do Senhor. Já existia o Clube do Ouvinte, já eram sócios, mas davam mais. O que seria da Canção Nova sem aqueles pedreiros orantes, sem os eletricistas cheios do Espírito Santo, sem os pintores ansiosos por Deus? Sem quem carregasse a massa para que o encontro com Deus não ficasse restrito a salas, mas fosse oferecido bem alto, mais longe, aí na sua casa?

        Como o tempo passa. Já são 27 anos! Do ventre da rádio se gerou a TV. Da experiência nos microfones veio o desafio da internet. Outros caminhos virão e a Canção Nova continua sem o mínimo suficiente. Começa sempre uma nova missão com muito pouco na mão. Talvez por isso, seja significativo seu aniversário ser em maio, no mês da mãe. Como Dom Bosco, a Canção Nova diz: “foi ela quem tudo fez”. Maria vive lembrando seu Filho que o vinho da Canção Nova acabou. E mês a mês, se nós fazemos o que Jesus nos pede, um milagre se repete. O milagre de, sem comerciais, simplesmente continuar existindo, levando o “amor pelo ar”…

  

ATÉ SÁBADO SEU SALÁRIO VAI PARA O GOVERNO

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:00 pm on quinta-feira, maio 24, 2007

        A partir de domingo, os trabalhadores brasileiros vão começar, finalmente, a receber seus salários. Não, eu não estou delirando! Tudo que você recebeu até agora neste ano foi para um só lugar: para pagar tributos.

        Até sábado, nem um centavo para alimentação. Nem um real para pagar aluguel. Nada para sua construção tão esperada ou para o enxoval do bebê que está para chegar… Tudo que você recebeu até agora, absolutamente tudo, foi para o governo!

        Talvez este absurdo imposto aos brasileiros fosse menos grave se em troca recebêssemos uma educação de qualidade nas escolas públicas. Fossemos bem atendidos nos hospitais não particulares. Se ao aposentar tivéssemos o cuidado necessário. Mas todos conhecem a realidade. Para ser bem atendido precisa de plano médico. Para se preparar melhor, escola paga. Para morrer com mais dignidade, previdência privada.

        146 dias só para impostos. 40% do que ganhamos para os governos. E pensar que uma parcela disso vai para bandidos. Vai encher o bolso de corruptos. Com as torneiras abertas não há água que dê. Pior que fora do Estado todos são contra a carga tributária, defendem reforma. Lá dentro quase todos se calam, e só se pautam por mais recursos.

         Quer ver com mais clareza para onde vai seu suado dinheiro? Vamos supor que você ganhe mil reais por mês. Na verdade para pagar todas suas despesas, suas contas, você fica com menos de 600 reais. 147 reais você paga de imposto de renda.  225 reais vão para tributos do que você consome. E quase 30 reais são cobrados sobre seu patrimônio. Brasil campeão mundial em impostos! Com prestação de serviços de último colocado. Durma, ou melhor, trabalhe com um barulho desse!

PAPA ENCERRA POLÊMICA SOBRE POVOS INDÍGENAS

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:34 pm on quarta-feira, maio 23, 2007

        O Papa Bento 16 pôs hoje uma “pedra” em cima da polêmica levantada sobre suas palavras em relação à evangelização das populações indígenas na abertura da Conferência de Aparecida. Bento 16, em sua catequese semanal, referiu-se à viagem como de luzes e sombras sociais e religiosas. O Papa considerou que não podemos esquecer as sombras” que acompanharam a evangelização da região, na altura da colonização. Lembrando os “sofrimentos e injustiças” impostas às populações indígenas, o Santo Padre informou que as mesmas tinham sido atingidas nos seus Direitos Humanos fundamentais.

        A polêmica ganhou maior destaque após o envolvimento no caso do presidente venezuelano Hugo Chávez, que na semana passada chegou a exigir uma retratação do Bispo de Roma. Os críticos alegavam que o Papa Joseph Ratzinger tinha omitido em seu discurso os massacres aos indígenas.

         O pronunciamento de Bento 16 aos bispos Latino-americanos foi extenso, mas mesmo assim seria impossível tratar de todos os temas e em todos os aspectos. No entanto, em nenhum momento, o que foi dito pelo Papa contradisse as posturas adotadas por João Paulo II que chegou a pedir perdão pelos erros cometidos no passado com relação aos povos indígenas. Não era um discurso em um encontro com representantes destes povos. As palavras estavam em um outro contexto e, se relidas nesta perspectiva, mostram inclusive um respeito a estas culturas e o reconhecimento da presença nelas de sementes divinas que proporcionaram uma rica religiosidade popular.

“DEUS: TOCA MEU PAI PARA ELE ME DAR UMA BICICLETA…”

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:59 pm on terça-feira, maio 22, 2007

        Um pregador contou uma vez sobre seu filho. Ele estava numa verdadeira campanha para ganhar uma bicicleta. Como aquela propaganda dos bilhetinhos, o menino não perdia oportunidades para convencer seus pais sobre o presente. Certa noite, ao acompanhar o filho até a cama, esperou por sua oração, que saiu mais ou menos assim: “Deus, tocai o coração do papai para ele me dar uma bicicleta”. Foi a gota d’água. Como resistir a um pedido feito em oração?

        Jesus não teria feito algo parecido ao tentar convencer seus discípulos da necessidade da união? Ele já havia percebido que o assunto seria um problema. Tempo atrás, os apóstolos haviam voltado de uma missão empolgados pelos resultados, inclusive pelos milagres, e relataram com indisfarçável orgulho que tinham proibido uma pessoa que falava em nome de Jesus, mas não pertencia ao grupo. Cristo foi taxativo: “não o proibais; quem não está contra nós está a nosso favor”. “Caíram do cavalo”!

        Mas Jesus percebeu que precisava reforçar este pedido. Então, num dos seus momentos mais fortes, na hora que deixava uma espécie de testamento espiritual, orou em voz alta: “Pai, que sejam um… para que o mundo creia”. Nosso zelo apostólico deve ser, antes de tudo, pela unidade. Ainda hoje, o que de fato convence as pessoas é o testemunho, que arranca a exclamação: “veja como eles se amam”!

        Conta-se que Gandhi, grande defensor da paz, ao ir estudar na Europa, teve contato com o evangelho e se encantou. Mas ao conhecer os cristãos, se decepcionou. Muitos dos que se afastam da fé hoje também estão procurando nos cristãos a coerência de Jesus, para quem um reino dividido não sobrevive…

A TV É O QUINTAL DE HOJE

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:33 pm on segunda-feira, maio 21, 2007

        As crianças são muito rápidas em absorver informações e tecnologias. Aprendem rapidamente a mexer com o computador, com o controle remoto, com o videogame, com os celulares. Em pouco tempo passamos a perguntá-las como é que se faz isso e aquilo.

        Por outro lado, o corre-corre atual, a violência das ruas, as famílias menores, acabam por isolar os “baixinhos” com estas fantásticas máquinas. Quantos não crescem muito mais com elas do que com os pais? Crescem com as “babás eletrônicas” que tranqüilizam os adultos. Pelo menos não estão na rua… Será?

        O dia mundial dos Meios de Comunicação traz essa preocupação: como as crianças estão usando a mídia? Estão sendo acompanhadas? Quais as responsabilidades dos produtores, da família, da escola, da Igreja?

        Para começo de conversa, se faz necessária uma educação que possibilite uma formação crítica dos menores. Sua capacidade de filtrar as mensagens precisa ser trabalhada. Sozinhos, no entanto, a tarefa é praticamente impossível. Este papel, embora de todos, não obtém resultados positivos sem a conscientização da família. Os pais precisam “perder” tempo com seus filhos. Assistir primeiro aqueles desenhos enfadonhos, depois aqueles engraçados e chegar até aos de “aventura”. Jogar também o game novo.

        A família é “tudo”! Outra coisa séria é o tempo gasto com essas “maravilhas” modernas. Qual o tempo sensato? Não se pode deixar solto… Tem que impor limites e propor outras atividades como jogar bola, brincar de pique, com jogos não eletrônicos. O problema não é só de obesidade, mas principalmente de formação de personalidade.

         A escola, os empresários, os comunicadores e até mesmo a paróquia precisam participar do assunto. Chamar a responsabilidade. Questionar produções, posturas, mas também oferecer alternativas criativas e de qualidade que cativem as crianças sem ativar precocemente sua sexualidade e sem expô-las à violência. O quintal hoje é a tela da TV. E o perigo de se machucar, infelizmente, cresceu…     

GAUTAMA E OS 40 DEPUTADOS

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:17 pm on segunda-feira, maio 21, 2007

        Dinheiro público. Dinheiro retirado de todos brasileiros, através de impostos embutidos em produtos, serviços, na renda. Tem que pagar para nascer, para viver, para morrer. Dinheiro que cresce a cada ano. A arrecadação subiu 10%, só em abril. Dinheiro que deveria patrocinar a revolução da Educação, construindo um país capaz de se destacar num mundo globalizado. Que deveria financiar um atendimento de saúde mais rápido, eficiente e de qualidade, à altura do nosso povo. Mas que acaba “minguando” em corredores de repartições públicas, em hotéis de luxo, nos bolsos de poderosos.

         Ministro, governadores, prefeitos, empresários. Dizem também que há relatos envolvendo 40 deputados. Os envolvidos são dos mais variados partidos e não se dá um “pio” no sentido de fazer uma CPI do caso. Safadeza!

        É desanimador! As estratégias de defesa vão se repetindo: “não vi nada; não autorizei nada; se agiram, foi por conta própria…” Hábeas Corpus vão sendo emitidos e alguns implicados vão voltando para casa. Até quando vão continuar usando o meu e o seu dinheiro para construir mansões de quatro milhões de reais, para dar presentes a bastardos, para comprar carros importados?

        Pior é saber que não é um caso isolado. Que não foi o primeiro e, ao que tudo indica, não será o último. É preciso lançar uma grande campanha de moralização pública neste país. É preciso ir às ruas pedir punição. É preciso criar um código de postura mais rígido para agentes públicos, que não aceite certas “intimidades”. Que iniba a promiscuidade atual onde teias unem nosso queijo e os piores ratos.

        Por fim, é urgente que nossas principais autoridades assumam – e não sumam – um compromisso com a moralidade pública. Basta de passividade. Tolerância zero! Aliás, Lula, quando candidato, dizia que no seu governo não se rouba e não se deixa roubar. Já passou da hora de cumprir essa promessa…

O INCANSÁVEL PADRE MÁRIO

Arquivado em: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:18 pm on sexta-feira, maio 18, 2007

        Padre Mário Bonatti é um daqueles que nunca envelhecem. Sua pele pode enrugar, seus passos se tornarem mais lentos, os cabelos embranquecerem, mas seu interior é incorruptível. Mantém-se sempre jovem porque não cansa de se encantar com a vida. Porque está sempre aberto a aprender coisas novas. Porque não  estacionou no “alto” de seus diplomas, livros, do seu grande conhecimento.

        Sua convivência diária com a moçada no meio universitário o revigora. Sua competente cabeça não cria mofo, nem junta pó. Está sempre arejada com o sopro de novidades.

        “Branquelo”, de Santa Catarina, se envolveu com a causa negra. Padre, inovador, escreveu sobre liturgia. Sacerdote, católico, defende o diálogo com outras igrejas cristãs. Devoto, de Maria Auxiliadora, lança agora um livro para explicar a devoção à mãe de Jesus, a partir da Bíblia, para evangélicos e católicos. “Maria Mãe dos Cristãos”, editado pela Loyola, tem o jeitão do padre Mário: é simples; é profundo; é atraente; é cheio de esperanças.

        Muitos desistiriam de escrever sobre o assunto por se tratar de um tema muito difícil. Outros chamariam o sacerdote salesiano de ingênuo por investir no que é quase impossível. Mas o bom Bonatti é “incorrigível” e não sabe viver sem acreditar. Sem por em prática sua tese de que “a vida tem a cor que a gente pinta”. Como se conformar que a sua tão querida Maria de Nazaré continue “esquecida” por tantos cristãos. E anuncia: ela é a mãe da Igreja, deles também!

         Expõe no breve livro - que devorei rapidamente - como Católicos, protestantes e evangélicos vêem a mãe de Jesus. Com honestidade, não esconde as diferenças e dificuldades. Mas, principalmente, revela uma grande esperança de que a devoção mariana deixe de ser empecilho para o ecumenismo. Afinal, quem sempre apontou para Jesus não pode ser sinal de divisão: “fazei tudo o que Ele vos disser”. E padre Mário tem ouvido o Mestre repetir insistentemente em oração ao Pai: “que sejam um para que o mundo creia”…

Próxima Página »