A TV É O QUINTAL DE HOJE
As crianças são muito rápidas em absorver informações e tecnologias. Aprendem rapidamente a mexer com o computador, com o controle remoto, com o videogame, com os celulares. Em pouco tempo passamos a perguntá-las como é que se faz isso e aquilo.
Por outro lado, o corre-corre atual, a violência das ruas, as famílias menores, acabam por isolar os “baixinhos” com estas fantásticas máquinas. Quantos não crescem muito mais com elas do que com os pais? Crescem com as “babás eletrônicas” que tranqüilizam os adultos. Pelo menos não estão na rua… Será?
O dia mundial dos Meios de Comunicação traz essa preocupação: como as crianças estão usando a mídia? Estão sendo acompanhadas? Quais as responsabilidades dos produtores, da família, da escola, da Igreja?
Para começo de conversa, se faz necessária uma educação que possibilite uma formação crítica dos menores. Sua capacidade de filtrar as mensagens precisa ser trabalhada. Sozinhos, no entanto, a tarefa é praticamente impossível. Este papel, embora de todos, não obtém resultados positivos sem a conscientização da família. Os pais precisam “perder” tempo com seus filhos. Assistir primeiro aqueles desenhos enfadonhos, depois aqueles engraçados e chegar até aos de “aventura”. Jogar também o game novo.
A família é “tudo”! Outra coisa séria é o tempo gasto com essas “maravilhas” modernas. Qual o tempo sensato? Não se pode deixar solto… Tem que impor limites e propor outras atividades como jogar bola, brincar de pique, com jogos não eletrônicos. O problema não é só de obesidade, mas principalmente de formação de personalidade.
A escola, os empresários, os comunicadores e até mesmo a paróquia precisam participar do assunto. Chamar a responsabilidade. Questionar produções, posturas, mas também oferecer alternativas criativas e de qualidade que cativem as crianças sem ativar precocemente sua sexualidade e sem expô-las à violência. O quintal hoje é a tela da TV. E o perigo de se machucar, infelizmente, cresceu…