NOVAS ESTRADAS SERÃO PRIVATIZADAS EM SP
Vou me limitar a comentar as privatizações das rodovias que mais conheço: D. Pedro 1º., Ayrton Senna e Carvalho Pinto. São rodovias que apresentam hoje boas pistas, sinalização adequada e os serviços necessários de atendimento aos usuários. Mas nem sempre foi assim. A Dom Pedro, por exemplo, ficou por muito tempo com pontes interditadas sobre a represa e com trânsito congestionado na região de Campinas. Já a Carvalho Pinto ficou inacabada por muito tempo, com túneis incompletos e desvios inadequados.
A privatização destas pistas, então, vem não para melhorá-las, mas para financiar obras em outras rodovias do Estado. Aliás, essas estradas já foram beneficiadas no passado por privatizações de outras. O problema será manter seus bons resultados sem aumentar o custo de quem aí passa. Nas vias privatizadas há muito mais pedágios que nessas, principalmente em relação a Dom Pedro que só tem um pagamento em cada “mão”. Outro problema é quanto à qualidade. A Carvalho Pinto já foi considerada a melhor do país e está sempre no topo das boas listas. O que esperar com a privatização?
Expectativas que se transferem para uma arrecadação que seja capaz de financiar melhorias na extensa malha rodoviária de São Paulo. Pistas que atualmente mal conseguem manter a conservação, quanto mais acompanhar o progresso e possibilitar uma nova onda de desenvolvimento. Quantas vezes o tal do “espetáculo do crescimento” não esbarrou nos limites de nossa capacidade de escoamento.
A possibilidade, por exemplo, de se duplicar a Tamoios “enche os olhos”. Só esperamos que o custo para os motoristas não seja tão alto e não gere no futuro lágrimas…