DIOCESE DE LORENA COMPLETA 70 ANOS

Filed under: Informação — Osvaldo Luiz at 5:45 pm on terça-feira, julho 31, 2007

        A diocese de Lorena, São Paulo, completa hoje 70 anos de existência. Uma missa será celebrada na Catedral de Nossa Senhora da Piedade às 19 horas. A Igreja particular comandado hoje por Dom Benedito Beni dos Santos foi criada pelo Papa Pio XI em 31 de julho de 1937.

        Parabéns ao nosso bispo, aos sacerdotes, diáconos e fiéis de Lorena, Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Piquete, Cunha, Queluz, Canas, Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal.

  

FIFA PROIBE MENSAGENS RELIGIOSAS

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:46 pm on terça-feira, julho 31, 2007

“O que precisamos é aprender a lidar com as diferenças e não eliminá-las ou escondê-las…” 

        Anos atrás proibiram a propaganda de cigarros no Brasil. A dúvida ficou por conta da Fórmula 1. Há equipes patrocinadas pelo tabaco – que participa tradicionalmente deste “circo”. Então, apesar do combate ao fumo ser hoje quase uma unanimidade em todo mundo, as corridas continuaram sendo transmitidas com as propagandas politicamente incorretas embutidas. Para compensar o locutor de vez em quando lembra: “fumar faz mal a saúde”.

        A FIFA deve oficializar na sua próxima reunião a proibição de mensagens religiosas nas partidas. Não só os jogadores passarão a ser punidos como também as equipes. O órgão máximo do futebol se justifica dizendo que “o sagrado para alguns pode ser, para outros, provocação”.

        Na verdade, a medida segue a linha de outras determinações adotadas principalmente na Europa, que já interferiram nas escolas, proibindo símbolos religiosos e vestimentas características. Em nome de um estado laico, querem restringir um aspecto fundamental da individualidade: a espiritualidade. O que poderá vir pela frente: irão proibir o atleta de fazer o sinal da cruz ao entrar em campo ou de se ajoelhar ao fazer o gol mais importante de sua vida? E as entrevistas no gramado? Também serão privadas de um agradecimento a Deus? Kaká terá de mudar sua comemoração, deixando de levantar seus braços aos céus? O que tem de provocação na mensagem que inclui Deus? Qual o mal que daí poderá sair?

        A medida me parece mais uma censura, que como todas são absolutamente burras. Deixa as pessoas se expressarem! Pedir proteção às baleias, protestar contra o efeito estufa, provocar aquele locutor exagerado ou simplesmente demonstrar sua fé. O que precisamos é aprender a lidar com as diferenças e não eliminá-las ou escondê-las.

        A TV está apresentando uma campanha contra a censura. Uma propaganda brinca com o perigo de um lápis. Ridiculamente a FIFA está preocupada com a presença de Deus em suas competições. Estão vendo “pêlo em casca de ovo”. Um preciosismo. E o pior é que nesse caso nem o locutor poderá interferir dizendo: “a manifestação do atleta é pessoal; siga suas convicções”…

ERRAR POR EXCESSO

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:56 pm on terça-feira, julho 31, 2007

        Diminuíram 150 vôos diários em Congonhas. Mas para onde está sendo transferida a maioria dos vôos de São Paulo? Guarulhos. Pois não é que a pista de Cumbica também apresenta problemas, precisando de reforma. O asfalto tem fissuras que dificultam as aterrissagens. Apesar de sua maior extensão, sua idade é o problema: 22 anos. A validade de uma pista seria de 20 anos.

        No fundo no fundo o que sobressai é a falta de investimentos. Como tudo na vida, os aeroportos não são para sempre. Precisam de cuidados, de reparos. Não preveniram, agora que venham os remédios amargos. Não colocaram a tranca na porta antes de ser arrombada, agora vão ter que trocar a porta. Antes tarde do que nunca. Mas o que se faz agora não exime de culpas anteriores. Por que o presidente da Infraero, só em vias de ser demitido, afirma que a pista de Guarulhos também não é confiável? Se ele sabia disso porque não tomou antes as medidas necessárias?

        E para terminar, mais uma prova de como faltou, ao menos, prudência para se evitar o maior acidente aéreo de nossa história. A TAM agora determina que seus aviões não voem com reverso travado. Antes podia voar até dez dias, lembra? Com vidas humanas não se brinca! Pelo menos não se deveria… Em segurança é preferível pecar por excesso do que por omissão.

“FOI BOM NÃO SUPERARMOS CUBA”

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:33 pm on segunda-feira, julho 30, 2007

        O Pan me surpreendeu. Tanto pela estrutura apresentada, quanto pelos resultados brasileiros. Foi bom ver tantas vitórias, superações de compatriotas. O país precisava mesmo melhorar sua auto-estima. Mas não vamos nos iludir. Os jogos americanos não se comparam, por exemplo, com as olimpíadas. O índice técnico é bem inferior. No Pan anterior o Basquete masculino também foi ouro e, depois, não conseguiu sequer classificação para os jogos da Grécia.

         Nesse sentido, acho que foi bom não superarmos Cuba no quadro de medalhas. A ilha caribenha, assim como os campeões norte-americanos, tem um trabalho consolidado de apoio aos esportes, com muito planejamento e organização, além da sua fundamental associação com as escolas. Já o Brasil se mobilizou para esse evento e acabou mostrando que é possível obter resultados. Mas precisa agora transformar esse esforço em hábito, o investimento esportivo numa ferramenta permanente de desenvolvimento da nação.

         Porque através do esporte, vinculado com a educação, pode-se oferecer oportunidades para tantos que hoje estão excluídos, mas que trazem dentro de si potencialidades extraordinárias. Esse Brasil imenso esconde muitas Martas do futebol. Muitas Janeths e Marcelinhos do Basquete. Muitos Thiagos da natação. Muitas Jades da ginástica. Muitos podem saltar suas limitações como Jadel Gregório. O Pan mostrou sim que o esporte vale a pena…

     

RENOVAÇÃO AOS 40

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:58 pm on sexta-feira, julho 27, 2007

        A Renovação nasceu como que clandestinamente. Sua maneira de orar, seus cantos com gestos e danças, a leitura da Bíblia sob a perspectiva da própria vida, chocaram muitos religiosos. E o que dizer dos dons? Revelações, curas e as línguas estranhas… Não raro, seus integrantes, majoritariamente leigos, foram tidos como desequilibrados, fundamentalistas ou fanáticos.

        Em salões, casas e escolas os carismáticos se encontravam e novas pessoas eram tocadas. Poucos padres. Às vezes era difícil conseguir um para celebrar uma missa. Um isolamento que fortalecia a identidade do movimento, mas que expunha riscos de rupturas com a hierarquia da Igreja. Alguns acabaram indo para outras denominações.

        Aos poucos o movimento foi demonstrando fidelidade eclesial, derrubando preconceitos, principalmente através dos inúmeros frutos de conversão e aproximação aos sacramentos. Hoje a identidade carismática é fortemente católica. Seus membros freqüentam assiduamente os templos, estão nas pastorais, guardam uma forte devoção mariana e são propagadores de inúmeras devoções. O risco maior agora, parece ser outro, de se perder aspectos originais. Ao se tornar midiática, foi se empobrecendo. Líderes foram se equivalendo a animadores de palco, sem espaço para outros dons.

        No alto dos seus 40 anos, penso que um desafio se levanta à Renovação Carismática: manter seu dinamismo de fé, sua abertura aos dons, seu entusiasmo pelas coisas de Deus. Se o sal perder o seu sabor para que serve? O pêndulo que já foi muito à esquerda, também já alcançou o máximo à direita. Agora o tempo precisa ser de uma sadia maturidade: um equilíbrio tranqüilo, que preserve a tradição sem perder a criatividade. Que brinde o futuro sem esquecer o passado. Como dizia dom Hélder Câmara, como um carro: com acelerador e freio. Um carro que só acelere causa acidente. Um que só freia não sai do lugar.

  

A PALAVRA DE DOM AZCONA

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:05 pm on quinta-feira, julho 26, 2007

        Ouvir dom Azcona é sempre animador. Suas palavras cheias de entusiasmo e autoridade lembram o que Jesus disse de João Batista: “não foram ouvir no deserto um caniço agitado pelo vento…” Ou o que falaram do próprio Jesus: que não falava como os fariseus ou os mestres da lei, mas como quem tinha autoridade. Dom Azcona fala com a autoridade da vida, de quem, sem reservas, se entrega na missão de Jesus. De quem deixou tudo pela evangelização. Testemunha então a cruz de Cristo. Libertação para todos. Libertação, especialmente, de um apostolado reticente, que mantém um pé em cada canoa. Libertação da idolatria, que ao invés de render graças somente ao Deus verdadeiro, se rende aos atrativos do dinheiro, do comodismo. A pregação ardorosa quer desestabilizar. Tirar do marasmo mesmo. Sacudir nossas consciências amortecidas, que resistem em enxergar a radicalidade evangélica, com todas suas exigências.

        Não somos maiores que o Senhor. Se o Seu destino foi a cruz, cabe-nos parar de reclamar tanto, de achar tantas desculpas, e se por a caminho. Como a música antiga: “se as pontas aguçadas da coroa te feriram, oh cabeça/ Eu que sou corpo, parte do teu corpo, não devo reclamar…/ Dai-me mais graça, Senhor, dai-me mais graça”. Que a chama reacendida pela pregação de dom Azcona produza muitos missionários para a Igreja de Cristo.

    

ROTTEN BYR: O VILÃO (Por Luiz Egídio)

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 9:39 pm on quarta-feira, julho 25, 2007

(O Texto abaixo foi redigido pelo meu filho de oito anos. Apesar de faltar algumas pontuações, já mostra bom conhecimento de palavras e certa aptidão para escrever. Demonstra também como a nova geração já vem meio globalizada. Apesar da escolha por um personagem do mal, o legal é que o senso de Justiça está mantido. No final o bem vence…)

         Rotten Byr era vilão perverso da cidade de New York.

      Alguns diziam que ele era o vilão mais rico do mundo, ele tinha até uma mansão. Por ser muito rico, Rotten Byr contratava cafajestes a toda!

       Um dia Rotten Byr planejando roubar 10.000 reais foi visto por dois policiais, que o prenderam, chegando lá Rotten Byr pediu o telefone, ele iria pedir ajuda para seus reforços.

       E não demorou muito para chegarem, foi a maior guerra dos séculos! Mas os reforços de Rotten Byr em maior número conseguiram libertá-lo.

       Rotten Byr então decidiu que iriam se mudar para Paris e acertou: conseguiu vários roubos por lá. Mas onde sua carreira acabou foi no Brasil.

       Foi uma grande batalha, mas quem se deu mal mesmo foi Rotten Byr, que foi preso por 20 anos!

       E hoje em dia ninguém mais ouve falar de Rotten Byr.

O DESASTRE E O GOVERNO

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:20 pm on quarta-feira, julho 25, 2007

        Editorial desta quarta do jornal “O Estado de São Paulo” compara a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da tragédia da semana passada em Congonhas com a de outras autoridades internacionais em situações semelhantes. Cita, por exemplo, o comportamento de Bill Clinton após acidente aéreo nos Estados Unidos em 1996 que vitimou 230 pessoas. Lá, também, nas horas que seguiram ao desastre sobressaiu a desinformação, levando os familiares ao desespero e raiva. Sentimentos, segundo o editorial, transformados em quieta resignação após serem visitados pelo próprio presidente que abraçou um a um. Aqui, nosso pior desastre com avião registrou a distância do Palácio do Planalto. Atolado em uma crise aérea que já dura dez meses, seria mesmo temerosa a presença de nosso presidente. Com certeza a reação dos que tiveram suas vidas despedaçadas seria bem maior do que as vaias do Maracanã…

        A imobilização do governo, no entanto, começa a ser desfeita. Depois da “porta arrombada” vão acrescentar medidas de segurança na pista quase reformada de Congonhas e limitar ali o número de pousos. Finalmente, também, estão trocando o ministro da Defesa. Waldir Pires se transformou nos últimos tempos numa espécie de fantasma do governo, ausente nas decisões, nas reuniões, nas coletivas. Perdeu a oportunidade de se demitir e foi sendo cozido em “banho Maria”, à maneira de Lula, que notoriamente tem dificuldades em demitir seus companheiros. Chega Nelson Jobim. Relutou a aceitar o cargo. Recentemente se sentiu abandonado pelo Planalto na disputa pela presidência do PMDB. É um nome de respeito, com grande experiência. Foi ministro da Justiça e presidente do Supremo. Agora terá que descascar o “abacaxi” que o governo até o momento evitou. Tomara que tenha êxitos…

PAGO MAIS

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:37 pm on terça-feira, julho 24, 2007

        Fiquei surpreso nas primeiras vezes que andei de avião. Sou do interior, de família de classe média baixa, e meu primeiro vôo foi só aos 26 anos. Acostumado a andar de ônibus, espantei-me com a baixa qualidade do serviço. Esperava um atendimento vip, pois no fundo também achava que voar era “coisa de rico”; sentia-me uma exceção ao voar a serviço… Primeiro desapontamento foi com os atrasos: era comum o vôo atrasar mais de uma hora e já cheguei a esperar por mais de três horas. Hoje, com essa crise, esse atraso parece “café pequeno”. O que mais irrita numa situação assim é a falta de informação. Você se sente totalmente abandonado. Após os primeiros vôos não ia para viagens sem um bom livro. Chegava a ler um inteiro só nas esperas de uma ida e volta.

        Por muito menos já se viu ônibus incendiado. Mas no setor aéreo a polícia é chamada para conter quem perdeu a paciência depois de ter perdido uma conexão, um compromisso, ou simplesmente a oportunidade da viagem funcionar como um descanso, um lazer no período de férias.

         Querem agora aumentar as passagens aéreas para garantir uma maior segurança. O que estavam esperando para isso? Desde quando insegurança era fator de desconto? Pago mais para que as obras nas pistas dos aeroportos sejam bem planejadas, bem feitas e não tenham que terminar antes das férias… Pago mais para que se construam novos aeroportos e para que políticos não cedam à especulação imobiliária, permitindo construções que encurtam ainda mais os ângulos de pousos… Pago mais para que as manutenções das aeronaves sejam as mais rígidas possíveis, como imaginávamos que fossem… Pago mais para que vôos não tenham tantas conexões, obrigando alguém de São Paulo a esperar um avião que vem de Porto Alegre para ir para Brasília. Se for época de frio, de nevoeiro, o atraso é óbvio… Pago mais para que a iniciativa privada entre no setor e se possa superar mais rapidamente o déficit entre a necessidade de vôos e o oferecido. O país cresceu e o setor não teve o investimento necessário. Aliás, nesse caso já pagamos mais há muito tempo, com impostos abusivos, que, no entanto, não se converteram suficientemente em estruturas de desenvolvimento. Foram, muitas vezes, cortados do orçamento. Não eram prioridades? Só se eleitorais…

VENTO FORTE

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 5:02 pm on segunda-feira, julho 23, 2007

        Julho é tempo de bons ventos. Tanto que a meninada só quer saber de soltar pipa (também conhecida como papagaio). Impressionante como uma armação com papel fascina. Das lembranças de infância, as pipas são das mais saborosas. Como na ponta da linha íamos longe, desenhando no céu, desviando do perigo dos fios elétricos, dos carros e de outras pipas empinadas com cerol (cortante).

        Já o vento da noite passada assustou por onde passou. Afetou até estruturas do Pan no Rio de janeiro quanto do encontro da RCC – Renovação Carismática Católica – que começa aqui em Cachoeira Paulista nesta terça à noite. Nada que possa prejudicar os eventos, mas chacoalhou o Vale do Paraíba que amanheceu com ruas cobertas de folhas e galhos quebrados.

           O vendaval na véspera do encontro que marcará os 40 anos da RCC me fez lembrar de Pentecostes. Os discípulos escondidos, com medo, recebem o Espírito Santo após um estrondo como de um vento forte. O barulho foi tão expressivo que uma multidão se ajuntou rapidamente no esconderijo dos apóstolos. Ali tinha início a Igreja de Cristo, liberta de seus receios e revestida do “vento” do alto.

         A Renovação quer justamente atualizar Pentecostes. Então, que esse vento forte seja também hoje um prenúncio de uma ação de Deus em benefício de seu povo. Que nos liberte dos medos, balance nosso apego a estruturas acomodadas e ultrapassadas e faça brotar uma Igreja cada vez mais missionária.

A SEMANA QUE PASSOU

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:50 pm on segunda-feira, julho 23, 2007

        Palavras rápidas sobre a semana que passou, obscurecida pelo trágico acidente com o avião da TAM. Estava com minha esposa internada para ter neném quando o acidente aconteceu. Quanta dor, quanto sofrimento. O sentimento de perplexidade misturado com o de impotência. Estamos expostos a riscos com um setor que não acompanhou o desenvolvimento do país. É o apagão aéreo causando novas vítimas. Até quando? Crise que envolve muitos fatores: governo, aeroportos, empresas. Politizar o fato, querendo ganhar ou fazer o adversário perder com o desastre, é um grave desrespeito aos familiares dos atingidos, tanto quanto a inércia criminosa de alguns (ir)responsáveis.

        Semana que também registrou a morte de um político controverso: Antônio Carlos Magalhães. Homem de um poder tão forte, não só na Bahia, que produziu, ao longo de sua carreira, reações de amor e ódio. Tinha até sigla: ACM. Um dos poucos nomes de peso do período da ditadura militar que tiveram sobrevida no período democrático. Mesmo atingido por denúncias que o levaram até a uma renúncia, sempre era procurado como um articulador importante.

         O lado positivo da semana ficou por conta dos jogos Pan-americanos: pródigos em medalhas para os brasileiros que até se aproximaram de Cuba na segunda colocação. Alegrias principalmente na natação, judô e vôlei de praia. Alegria, infelizmente amarelada, pelo luto. Comemorações sóbrias dedicadas às vítimas e à esperança de que o esporte ensine o setor aéreo a superar seus limites. 

CONFERÊNCIA DE APARECIDA

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 2:28 pm on segunda-feira, julho 23, 2007

        Que bonita a mensagem divulgada pela Conferência de Aparecida. Fala forte a todos que amam Jesus e querem ver seu projeto se tornando realidade. Todos: os mais preocupados com a fé, com a oração; os mais atentos com a evangelização; e os que olham com mais intensidade para as ações de justiça e solidariedade. São todos uma só Igreja que deseja caminhar unida, apesar das diferenças, das diversidades. Como qualquer família, que apesar dos genes em comum, apresenta tantas feições e características, essa casa de fé quer aprender uns com os outros a externar a face integral de Cristo. Não conseguiria sem a participação de todos.

        Nas palavras expressas pelos conferencistas de Aparecida se reconhecem as essências de fé de muitos, não sobrepostas, desconectadas, mas harmoniosamente entrelaçadas, cultivando uma a outra. Provocando o melhor em todos. Um manifesto de fé, de esperança. Testemunhando uma atualizada crença em Deus e em seu povo latino americano.

        São tantos pontos extraordinários que só o lendo na íntegra para não cometer injustiça. A preocupação maior com cada indivíduo, de ouvi-lo, para que todos se sintam em casa. Um maior cuidado com a iniciação cristã e o amadurecimento da fé. A proposta de uma Igreja 100% missionária, permanentemente em evangelização. A renovação do compromisso de colocar numa mesma mesa, a da partilha, todos, especialmente os mais necessitados.

        A mensagem de Aparecida aponta para um documento riquíssimo que chegará a todos os fiéis até agosto. Cumpre seu papel na medida que renova o entusiasmo de ser Igreja e aponta para uma missão com a necessidade da participação de todos. Uma Grande Missão Continental, um Novo Pentecostes. Como aquele genuíno, para gerar fraternidade. Pois aquele que se aproxima de Jesus recebe mais amor do que pode reter. Daí o desejo “de abraçar todo o continente para transmitir-lhe o amor de Deus e o nosso”.

(Este texto foi publicado originalmente ao final do encontro Latino-americano…)

NASCEU LETÍCIA

Filed under: Informação — Osvaldo Luiz at 3:32 am on domingo, julho 22, 2007

      Este blog ficou sem atualizações devido o nascimento de minha filha Letícia. Ela e a mãe Rita passam bem, graças a Deus. A página volta ao normal na segunda.

TERÇA NO PAN

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:56 pm on terça-feira, julho 17, 2007

        Depois de uma segunda magra no Pan, a terça promete bastante para o Brasil. As provas de Remo e natação chegam às primeiras finais e o país já melhora sua posição no quadro de medalhas: pulou de décima para a oitava colocação com o ouro de Thiago Pereira.

        Promete também na ginástica olímpica, apesar das contusões e dificuldades enfrentadas nos últimos dias. As finais em cada modalidade devem proporcionar alegrias, inclusive para a Jade que ontem chorou ao perder uma medalha numa falha em prova relativamente fácil.

        No começo é assim mesmo: uma troca de posições conforme acontecem esportes em que certos países se destacam mais. Aos poucos, o Brasil deve ir ocupando sua real posição nas Américas, terceira ou quarta colocação. Já se destacam, no entanto, no topo da classificação Estados Unidos e Cuba. O que mostra que o país teve um grande salto pela preparação para o evento e por ele ser realizado em casa, mas que precisa transformar esse investimento, de eventual a permanente, para que os progressos não sejam desperdiçados.

 

EVANGELHO DO DIA

Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 4:19 pm on terça-feira, julho 17, 2007

        O evangelho de hoje mostra Jesus decepcionado com os moradores de algumas localidades: “…começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido” (Mt.11,20). Depois revela algo fundamental: o julgamento irá considerar as oportunidades que tivemos. Em outras palavras: será mais cobrado aquele que mais receber. Isso aumenta nossa responsabilidade: temos presenciado a ação de Deus e precisamos traduzir isso em uma vida de respeito, digna. Não podemos separar fé e vida. Essa é uma tentação moderna. Surgem comunidades eclesiais que querem levar as pessoas a Jesus, mas sem comprometimentos morais. Produzem fiéis que experimentam o amor de Deus, mas que não querem colocá-Lo no centro de suas vidas. Tornam-se “cristãos de fachada”.

        Quem assim vive, precisa ser alertado: “quente ou frio; morno não”! O risco é grande. A partir de nós, Deus quer atingir nossos colegas de trabalho, nossos familiares, os amigos de escola. O amor derramado em nós é muito grande. Suficiente para transbordar e marcar os que estão ao nosso lado: para que “vejam as  nossas boas obras e louvem a Deus que está no céu”.

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