A SEMANA QUE PASSOU
Palavras rápidas sobre a semana que passou, obscurecida pelo trágico acidente com o avião da TAM. Estava com minha esposa internada para ter neném quando o acidente aconteceu. Quanta dor, quanto sofrimento. O sentimento de perplexidade misturado com o de impotência. Estamos expostos a riscos com um setor que não acompanhou o desenvolvimento do país. É o apagão aéreo causando novas vítimas. Até quando? Crise que envolve muitos fatores: governo, aeroportos, empresas. Politizar o fato, querendo ganhar ou fazer o adversário perder com o desastre, é um grave desrespeito aos familiares dos atingidos, tanto quanto a inércia criminosa de alguns (ir)responsáveis.
Semana que também registrou a morte de um político controverso: Antônio Carlos Magalhães. Homem de um poder tão forte, não só na Bahia, que produziu, ao longo de sua carreira, reações de amor e ódio. Tinha até sigla: ACM. Um dos poucos nomes de peso do período da ditadura militar que tiveram sobrevida no período democrático. Mesmo atingido por denúncias que o levaram até a uma renúncia, sempre era procurado como um articulador importante.
O lado positivo da semana ficou por conta dos jogos Pan-americanos: pródigos em medalhas para os brasileiros que até se aproximaram de Cuba na segunda colocação. Alegrias principalmente na natação, judô e vôlei de praia. Alegria, infelizmente amarelada, pelo luto. Comemorações sóbrias dedicadas às vítimas e à esperança de que o esporte ensine o setor aéreo a superar seus limites.