“FOI BOM NÃO SUPERARMOS CUBA”
O Pan me surpreendeu. Tanto pela estrutura apresentada, quanto pelos resultados brasileiros. Foi bom ver tantas vitórias, superações de compatriotas. O país precisava mesmo melhorar sua auto-estima. Mas não vamos nos iludir. Os jogos americanos não se comparam, por exemplo, com as olimpíadas. O índice técnico é bem inferior. No Pan anterior o Basquete masculino também foi ouro e, depois, não conseguiu sequer classificação para os jogos da Grécia.
Nesse sentido, acho que foi bom não superarmos Cuba no quadro de medalhas. A ilha caribenha, assim como os campeões norte-americanos, tem um trabalho consolidado de apoio aos esportes, com muito planejamento e organização, além da sua fundamental associação com as escolas. Já o Brasil se mobilizou para esse evento e acabou mostrando que é possível obter resultados. Mas precisa agora transformar esse esforço em hábito, o investimento esportivo numa ferramenta permanente de desenvolvimento da nação.
Porque através do esporte, vinculado com a educação, pode-se oferecer oportunidades para tantos que hoje estão excluídos, mas que trazem dentro de si potencialidades extraordinárias. Esse Brasil imenso esconde muitas Martas do futebol. Muitas Janeths e Marcelinhos do Basquete. Muitos Thiagos da natação. Muitas Jades da ginástica. Muitos podem saltar suas limitações como Jadel Gregório. O Pan mostrou sim que o esporte vale a pena…