FIFA PROIBE MENSAGENS RELIGIOSAS
“O que precisamos é aprender a lidar com as diferenças e não eliminá-las ou escondê-las…”
Anos atrás proibiram a propaganda de cigarros no Brasil. A dúvida ficou por conta da Fórmula 1. Há equipes patrocinadas pelo tabaco – que participa tradicionalmente deste “circo”. Então, apesar do combate ao fumo ser hoje quase uma unanimidade em todo mundo, as corridas continuaram sendo transmitidas com as propagandas politicamente incorretas embutidas. Para compensar o locutor de vez em quando lembra: “fumar faz mal a saúde”.
A FIFA deve oficializar na sua próxima reunião a proibição de mensagens religiosas nas partidas. Não só os jogadores passarão a ser punidos como também as equipes. O órgão máximo do futebol se justifica dizendo que “o sagrado para alguns pode ser, para outros, provocação”.
Na verdade, a medida segue a linha de outras determinações adotadas principalmente na Europa, que já interferiram nas escolas, proibindo símbolos religiosos e vestimentas características. Em nome de um estado laico, querem restringir um aspecto fundamental da individualidade: a espiritualidade. O que poderá vir pela frente: irão proibir o atleta de fazer o sinal da cruz ao entrar em campo ou de se ajoelhar ao fazer o gol mais importante de sua vida? E as entrevistas no gramado? Também serão privadas de um agradecimento a Deus? Kaká terá de mudar sua comemoração, deixando de levantar seus braços aos céus? O que tem de provocação na mensagem que inclui Deus? Qual o mal que daí poderá sair?
A medida me parece mais uma censura, que como todas são absolutamente burras. Deixa as pessoas se expressarem! Pedir proteção às baleias, protestar contra o efeito estufa, provocar aquele locutor exagerado ou simplesmente demonstrar sua fé. O que precisamos é aprender a lidar com as diferenças e não eliminá-las ou escondê-las.
A TV está apresentando uma campanha contra a censura. Uma propaganda brinca com o perigo de um lápis. Ridiculamente a FIFA está preocupada com a presença de Deus em suas competições. Estão vendo “pêlo em casca de ovo”. Um preciosismo. E o pior é que nesse caso nem o locutor poderá interferir dizendo: “a manifestação do atleta é pessoal; siga suas convicções”…